A Representação Parlamentar do PAN/Açores entregou, na Terça-feira, um requerimento ao Governo Regional, na sequência de uma reunião com a Junta de Freguesia de Santa Clara, motivada pela “grave situação que afecta diariamente aquela comunidade, fruto de um cenário marcado pelo aumento de consumos problemáticos de substâncias psicoactivas, prostituição, tráfico de drogas em plena via pública, criminalidade associada e uma visível degradação do espaço urbano, resultante dos comportamentos de risco ligados às dependências químicas e ao consumo excessivo de álcool”, informou o partido emnota de imprensa.
De acordo com o partido “esta realidade tem gerado forte medo e preocupação por parte dos moradores locais, especialmente para os mais idosos e crianças, exigindo-se, por isso, respostas concretas e eficazes”, recordando ainda que “em Agosto deste ano, o Movimento de cidadãos de Ponta Delgada dirigiu uma carta aberta ao Governo Regional, alertando para as questões mencionadas e apelando à adopção de medidas urgentes, apresentando, inclusive algumas soluções.”
Assim sendo, o deputado do PAN/Açores pretende “obter esclarecimentos no que respeita às iniciativas já desencadeadas pelo Executivo Regional após a recepção dessa carta; acções previstas para o combate aos problemas identificados, inclusive a proliferação de acampamentos ilegais e ocupação ilegal de edifícios abandonados – verdadeiros polos de comportamentos ilícitos; que diligências foram realizadas junto do Governo da República para reforço do número de agentes das forças de segurança, bem como dos meios de patrulhamento na Região, e, finalmente, se foi considerada a relocalização ou desdobramento das associações Novo Dia e Arrisca”, frisou o partido.
Pedro Neves, Porta-voz e Deputado regional, afirmou que “A realidade que se vive na freguesia de Santa Clara não é caso isolado e é de uma gravidade extrema, com a população exposta diariamente a fenómenos de toxicodependência, prostituição e criminalidade que fragilizam a segurança e degradam o ambiente e espaço público. Exigimos respostas céleres e estruturadas, capazes de devolver segurança, tranquilidade e dignidade à comunidade”.
