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EBI da Lagoa destaca redução de casos de bullying e reforça aposta na prevenção e cidadania

A Escola Básica e Integrada (EBI) da Lagoa promoveu, em várias freguesias do concelho, sessões de sensibilização dirigidas aos pais e encarregados de educação no âmbito do seu Plano Escolar de Prevenção e Combate ao Bullying e Cyberbullying, em vigor desde o ano letivo de 2023/2024. As reuniões, realizadas em simultâneo nas escolas EB1/JI Professor Octávio Gomes Filipe, Dr. Francisco Carreiro da Costa, Marquês Jácome, Dr. José Pereira Botelho, Tavares Canário Correia e Dr. Francisco Machado Faria e Maia, tiveram como mote “Conversas Inteligentes (não artificiais): Quando a tecnologia já tem lugar à mesa”.
Organizadas pela Equipa de Prevenção e Combate ao Bullying e Cyberbullying da escola, as sessões visaram aproximar famílias e comunidade escolar, promovendo o diálogo sobre os riscos e desafios das interações digitais e da convivência entre pares. O plano, alinhado com as políticas da Direção Regional da Educação e Administração Educativa, promove ações concertadas entre escola, família e comunidade, partindo do interesse superior da criança como princípio orientador.
O Plano Escolar de Prevenção e Combate ao Bullying e Cyberbullying da EBI Lagoa surge na sequência da Resolução do Conselho de Governo n.º 84/2023, que criou o Programa Regional de Prevenção e Combate ao Bullying e Cyberbullying, aprovado em maio de 2023. O documento define estratégias de sensibilização, prevenção e intervenção em situações de violência física, verbal e digital em meio escolar e inclui um diagnóstico local da realidade educativa da Lagoa.
Com o diagnóstico promivido por aquele stabalecimnto de ensino pretendeu-se compreender e caracterizar a realidade da EBI Lagoa em três áreas fundamentais, nomeadamente ao nível da prevenção, ação e reação, para valorizar e continuar a desenvolver as boas práticas existentes e definir necessidades de intervenção no combate ao Bullying e Cyberbullying, no caso de existirem. Por isto, os objetivos foram oidentificar a prevalência do Bullying e Cyberbullying, das situações e problemas nos diferentes núcleos escolares e na realidade global da EBI Lagoa (tipos de Bullying mais frequentes e locais onde ocorre o Bullying com mais frequência); Analisar o sentimento de segurança e as pessoas de referência e segurança; Compreender se existe uma política clara de combate ao Bullying na documentação institucional (documentos orientadores); Identificar dinâmicas institucionais concretas de prevenção de comportamentos violentos e promoção de relações saudáveis, nomeadamente atividades, estratégias, projetos e formações; Perceber o grau de capacitação da comunidade para a identificação e intervenção em casos de Bullying (perceção da comunidade escolar sobre o conceito, os sinais de alerta e os protocolos de atuação na área do Bullying e Cyberbullying); dentificar dinâmicas institucionais concretas de atuação perante comportamentos violentos, nomeadamente compreender os procedimentos utilizados na deteção e resolução de casos de Bullying, atividades, projetos, formações, gabinetes de apoio, pessoas significativas e recursos externos à escola (parcerias relevantes) e identificar necessidades e propostas de formação e de projetos para alunos, docentes (PD) e pessoal de ação educativa (PAE), pais e encarregados de educação (EE) relacionados com a temática.
De acordo com o plano, 83% dos alunos da EBI Lagoa afirmam não ter sido alvo de qualquer tipo de violência, número considerado positivo pela equipa, que reconhece, contudo, casos pontuais de violência física ou verbal, ocorridos sobretudo nos recreios. O relatório identificou também subnotificação de situações e a necessidade de maior formalização dos casos e de clarificação dos protocolos de atuação perante incidentes.
A EBI Lagoa defende que a intervenção deve basear-se num trabalho contínuo de educação para a cidadania, promoção de relações saudáveis e envolvimento das famílias. O lema da escola — “Cultivar a gentileza e colher respeito” — resume a missão de uma comunidade educativa que quer ser referência regional no combate a todas as formas de violência e na formação de cidadãos conscientes, ativos e solidários.

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