Orquestra de violas da terra anima hoje Campo de S. Francisco

 A Orquestra de Violas da Terra começou a ser idealizada com o DIA DA VIOLA DA TERRA em 2009, que pretendia começar a relacionar os tocadores e alunos daquele instrumento, das várias escolas da ilha de São Miguel. Em 2011 formou-se a I Orquestra de Violas da Terra, com 23 elementos. Já em Fevereiro de 2012 foram 32 os tocadores que se juntaram para apresentar um concerto no Teatro Micaelense, oriundos de várias localidades e escolas da Ilha de São Miguel e com idades compreendidas dos 7 aos 65 anos.
A Orquestra de Violas da Terra é uma iniciativa da Associação de Juventude Viola da Terra e do Conservatório Regional de Ponta Delgada, sob a direcção musical de Rafael Carvalho.
Surgiu o convite da Irmandade do Sr. Santo Cristo dos Milagres para que fosse efectuada uma apresentação musical no decorrer das festas do Senhor Santo Cristo. Este convite foi acolhido pela Orquestra Violas da Terra com muita alegria e entendido por todos os elementos da Orquestra como uma grande honra. Foi intenção da Irmandade valorizar a Viola da Terra e mostrar aquilo que é nosso a todos os que nos visitam por esta ocasião.
O Concerto da Orquestra de Violas da Terra será hoje, pelas 21:45, no Campo de São Francisco.
Para além dos 32 elementos que compõem a Orquestra, irá acontecer a participação especial da Pianista Ana Paula Andrade,  Ana Carolina Constância no Violino e de Lázaro Raposo na Percussão.
Para a Orquestra Viola da Terra e para as duas entidades que têm apostado na sua formação e continuidade, esta é mais uma  oportunidade para valorizar a Viola da Terra e um momento de grande relevo e reconhecimento deste trabalho e da nossa identidade musical Açoriana”.

“Roteiro de Sabores” de Ponta Delgada apresentado hoje no Coliseu Micaelense

Coliseu-MicaelenseÉ lançado hoje o “Roteiro de Sabores” de Ponta Delgada, uma iniciativa integrada na Grande Mostra de Cultura Popular do Concelho, no Coliseu Micaelense.
A publicação é lançada às 19h30 e é organizada pela Confraria de Gastrónomos dos Açores, sob a direcção de António Cavaco.
Segundo o gastrónomo António Cavaco, o livro é um “roteiro de sabores do concelho de Ponta Delgada, com a indicação geográfica dos locais e equipamentos onde podem ser degustados os apontamentos, sem grande informação, além da necessária para que o visitante se situe na geografia do concelho”.
O livro, que resulta de uma iniciativa da Câmara Municipal de Ponta Delgada em parceria com a ARDE Associação Regional para o Desenvolvimento, apresenta “duma forma romanceada sobre a fragilidade de fronteiras concelhias, e até da própria ilha”, o que António Cavaco afirma que é a “regionalização do gosto”, já que integra na oferta gastronómica de Ponta Delgada práticas que caracterizam os sabores do concelho mas, também, da ilha, bem como da região.
Para a Confraria de Gastrónomos dos Açores, “Ponta Delgada tem uma matriz cultural gastronómica, adoptada por cruzamento e fusão, de horizontes abertos e sem constrição redutora de visão, de há séculos”.
O objectivo deste roteiro, que inclui a gastronomia na Grande Mostra da Cultura Popular de Ponta Delegada, é o de despertar o sentido da apetência e da procura, para os que viajam sem destino gastronómico, mas que dele necessitam, numa primeira instância, a de subsistência.
António Cavaco diz que este livro “serve, sobretudo para folhear, ler e despertar. Não é um livro para ver fotos. Não é um livro para procurar números de telefone, nem formas de pagamento. É um livro para interpretar, guardar e esperar com calma que surjam outros de complemento”. Pois, em seu entender e da Confraria a gastronomia deve ser valorizada não apenas do ponto de vista do produto, mas, ainda, do seu potencial de oferta turística.
À apresentação do livro segue-se uma pequena mostra de confecções com apontamentos regionais, como a Fava Rica, Iscas, Torresmos, Feijão Assado, Chicharros, Massa Sovada, Bolo Lêvedo e doces.

O Convento da Esperança

DSC 0256O Mosteiro de Nossa Senhora da Esperança foi o primeiro convento de frei­ras que se erigiu em Ponta Delgada. A sua construção foi iniciada em vida do seu fundador, o Capitão Donatário Rui Gonçalves da Câmara que, depois do terramoto de 20 de Outubro de 1522, que arrasou Vila Franca do Campo, passou a residir em Ponta Delgada que já era vila, desde 1499.
Sua mulher, D. Filipa Coutinho, coadjuvada por vários fidalgos, conseguiu concluir as obras, interrompidas ao tempo da morte do fundador, ocorrida em 20 de outubro de 1535.
Foi em 23 de abril de 1540, que as freiras deixaram o convento da Caloura, trazendo a Imagem do Senhor Santo Cristo, e vieram habitar o Mosteiro da Esperança.
Na segunda metade do século XVII, o Convento da Esperança começou a beneficiar de grandes melhoramentos: os célebres azulejos que ainda hoje, se encontram no coro baixo, são da autoria de António de Oliveira Bernar­des; a talha da capela do coro baixo é atribuída a Miguel Romeiro que, em sonhos, a idealizara; a decoração do teto da igreja e da primitiva talha da capela-mor e dos altares laterais foi realizada, em 1658, pelo pintor micae­lense Manuel Pinheiro Moreira, Irmão da Ordem Terceira de São Francisco, em Ponta Delgada, e professor de pintura de suas próprias filhas.
No ano de 1723, havia no Convento da Esperança, 102 freiras e 57 noviças, pupilas e servas. Em 1821, a população do mosteiro era de 108 senhoras: 42 freiras professas, 36 seculares, sem dispensa, e 30 fâmulas. Em 1865, havia 72 senhoras, sendo nove religiosas da Esperança, 11 do Convento da Conceição, uma do Convento de S. João, uma do Convento do Bom Jesus da Ribeira Grande, uma do Convento de Santo André de Vila Franca, 16 meninas que serviam no coro, uma secular, duas senhoras que não faziam serviço, vinte e uma servas da comunidade e onze servas particulares.
As Religiosas de Maria Imaculada foram o quarto instituto a ocupar o Con­vento da Esperança. A última religiosa clarissa, a Madre Abadessa Maria Vicência Cabral, faleceu em dezembro de 1894. Já então, haviam recolhidas que vestiam hábito e continuavam os usos conventuais, não obstante os reparos da imprensa periódica, ainda presa aos decretos anti monásticos de maio de 1832.
Com o Bispo D. António Meireles, na terceira década do século passado, vieram as Visitandinas, a que sucedeu a Congregação de São José de Cluny. Constituído o seu colégio, conforme risco do arquiteto micaelense João Re­belo, na rua Agostinho Pacheco, em Ponta Delgada, coube às religiosas de Maria Imaculada ocupar o convento, em cuja recuperação trabalharam como operárias.
Tinham as Clunicenses confiado à Madre Maria do Carmo o cuidado da Capela do Santo Cristo, dizendo a sua superiora que ninguém melhor do que uma açoriana saberia ocupar-se daquele recinto. A Madre Maria do Carmo era micaelense, sobrinha de Mariano Victor Cabral, notável redator do “Diário dos Açores”.
As religiosas de Maria Imaculada, que ocupam, atualmente, o lugar das antigas Clarissas, ali presentes de 1541 a 1894, têm sido, extremamente, atentas ao significado espiritual do convento e têm dado aos reitores do Santuário do Senhor Santo Cristo dos Milagres uma excelente cooperação.

Em abril de 1959, o então Bispo de Angra, D. Manuel Afonso de Carvalho, declarou Santuário Diocesano a Igreja do Santo Cristo.

Abaixo se transcreve um extrato do decreto episcopal:

“Dom Manuel Afonso de Carvalho, por mercê de Deus e da Santa Sé Apos­tólica, Bispo de Angra:
(...) Para que este culto de Jesus Cristo Rei não esmoreça e a Paixão do Senhor absorva plenamente as almas, sem que surja qualquer vislumbre de prática ou ato menos conforme com o espírito e orientação da Santa Igreja, havemos por bem:
1) Declarar a Igreja do Santo Cristo dos Milagres Santuário Diocesano e confiar a sua administração a um sacerdote especialmente designado por Nós;
2) Recomendar a todos os reverendos Párocos e Sacerdotes que incutem nos fiéis o verdadeiro espírito de piedade e fervor para com o Santo Cristo, prevenindo-os dos perigos por ocasião da festa anual, a fim de que todas as suas ações sejam para a maior glória do Senhor;
3) Exortar todos os Açorianos, de qualquer categoria que sejam, a que, nas horas de tribulação como nas de bonança, invoquem, com verdadeiro es­pírito de fé, o Senhor Santo Cristo e Lhe peçam que lhes conserve a pureza do coração, a resignação nos infortúnios e, dum modo especial, a graça para levarem uma vida conforme com a vontade do mesmo Senhor, a fim de um dia O poderem aclamar no seu Reino de glória.
Dado em Angra e Paço Episcopal, aos 22 de abril de 1959.”
O Convento da Esperança

A história do culto do Senhor Santo Cristo dos Milagres

YV1G6104A história do Culto do Senhor Santo Cristo dos Milagres, na ilha de São Miguel, começa no Convento da Caloura, em Água de Pau, no Concelho de Lagoa.
Reza a memória que foi nesse lugar que se erigiu o primeiro convento de religiosas na ilha, cuja fundação se deveu, principalmente, à piedade das filhas de Jorge da Mota, de Vila Franca do Campo.
Mas, para que tal comunidade religiosa fosse estabelecida como devia, foi necessário que alguém se deslocasse a Roma, impetrar a respetiva Bula Apostólica. Duas das suas religiosas largaram, então, de São Miguel, a ca­minho da cidade eterna, onde solicitaram ao Papa o desejado documento. Tão bem se desempenharam desta missão que o Sumo Pontífice não só lhes passou a ambicionada bula como, ainda, lhes ofereceu uma imagem do “Ecce Homo”.
De regresso a vale de Cabaços, a singular imagem foi posta num nicho onde se conservou por poucos anos. Porque o lugar era ermo e muito exposto às incursões dos piratas, o pequeno mosteiro ficou, certo dia, deserto, uma vez que, parte das religiosas seguiu para Santo André, em Vila Franca do Campo, e a outra parte, se encaminhou para Ponta Delgada, para o Mos­teiro da Esperança, acabado de fundar pela viúva do capitão donatário, Rui Gonçalves da Câmara.
A imagem do Senhor Santo Cristo não ficou esquecida em vale de Cabaços, porque a religiosa galega, Madre Inês de Santa Iria, a trouxe para Ponta Delgada.

A primeira
Procissão

No ano de 1700, a ilha de São Miguel foi abalada por fortes e repetidos tremores de terra. Duravam estes há já vários dias, quando a Mesa da Misericórdia e grande parte da nobreza da cidade, verificando que os ter­ramotos não cessavam, resolveram ir à portaria do Mosteiro da Esperança para levarem, em procissão, a imagem do Senhor Santo Cristo dos Milagres.
Ao princípio da tarde desse dia 11 de abril de 1700, juntaram-se as confra­rias e as comunidades religiosas. Concorreu, igualmente, toda a nobreza e inumerável multidão que, com viva fé, confiava se aplacaria a indignação divina com vista da santa imagem.
Caminhava já a procissão, em que todos iam descalços, e logo que a ve­neranda imagem se deixou ver na portaria, foi tão grande a comoção em todos que a traduziram em lágrimas e suspiros, testemunhos irrefragáveis da contrição dos corações.
Levaram o andor do Santo Cristo as pessoas mais qualificadas em nobreza. Andando a procissão, ia a veneranda imagem entrando em todas as igrejas onde, em concertados coros, Lhe cantavam os salmos “Miserere mei Deus”.
Saindo da Igreja dos Jesuítas, e caminhando para a das religiosas de Santo André, não obstante toda a boa segurança e a cautela com que levavam a santa imagem, com assombro e admiração de todos, caiu esta fora do andor e deu em terra. Foi esta queda misteriosa, porque não caiu a imagem por algum dos lados do andor, como era natural, senão, pela parte superior do docel.
O povo ficou aflito com sucesso tão estranho. Uns feriram os peitos com as pedras; outros, pondo a boca em terra, que julgavam santificada com o contacto da santa imagem, pediam a Deus misericórdia; estes, tomando os instrumentos de penitência, davam sobre si rijos e desapiedados golpes, re­gando a terra com o sangue das veias; aqueles, publicavam em alta voz as suas culpas, como causas da indignação do Senhor, e todos, com clamores e enternecidos suspiros, pediam a Deus que se suspendesse as demonstra­ções da sua justa vingança.
Verificaram, então, que a santa imagem não experimentara com a queda, dano considerável, pois somente se observou, no braço direito, uma con­tusão.
A imagem foi lavada e limpa no Convento de Santo André e, colocada outra vez, no andor, com a maior segurança, continuou a procissão, na qual as lágrimas e soluços do povo aflito embargavam as preces, até que, bem de noite, se recolheu no Convento da Esperança.
E, a cólera divina se aplacou.

(texto de época)

Sob a protecção do Senhor Santo Cristo !

 DSCF3787Estamos de novo a celebrar uma das festas que mais tocam ao coração dos micaelense; e, porque não dizê-lo, da grande maioria dos açorianos, incluindo aqueles que, imbuídos por um apertado sentimento de saudade, que só  a ausência é capaz de justificar, estão espalhados pelo mundo - nomeadamente na América, no Canadá, nas Bermudas e no Brasil, - mas  que sempre acalentam aquele desejo de mística devoção e de profundo agradecimento para com a Veneranda Imagem do Senhor Santo Cristo e de  tudo  que rodeia o seu  secular culto.
Apesar dos tempos que correm, continuo a apostar que ninguém -  mesmo os que se dizem afastados daquela religiosidade popular que, com muita humildade e arreigada devoção, sempre lhes transmitiram os seus antepassados - possam ficar indiferentes, a esta  «Semana»  que está a decorrer e a todo o simbolismo que a mesma  encerra, não apenas por aquilo que se vai passar, nos arraias do Campo de S. Francisco, mas porque ainda são capazes de guardar,  bem no íntimo dos seus  corações, aqueles  sinais mais profundos que irradiam da Veneranda Imagem do Senhor da Esperança, pois  não há  casa  nem  família que não tenha um dia volvido o seu olhar, na fixação extraordinariamente bela e profunda que Ela  transmite, numa atitude de louvor ou de agradecimento pelo que lhes aconteceu na vida.
É por isso que, todos os anos, o «milagre» do Amor e da Concórdia se  repetem  ! ...
E, é sempre tão profunda e tão intima essa ligação que nunca, através dos tempos, faltaram literatos, fotógrafos  e  mesmo consagrados artistas plásticos que não  utilizassem,  como tema de muitos dos seus trabalhos, os mais belos pormenores que vão descobrindo Àquele «amoroso rosto», que tanto lhes toca  o  coração, quando sobretudo o fixam no seu andor adornado de lindas flores; ou então, em alguns passos  da  grande procissão de domingo que  percorre as ruas da nossa cidade.

É como que parafrasear o Poeta:
Meu Senhor Santo Cristo ! Quanto ardor
Em tal invocação que o peito aquece!
Meu Senhor Santo Cristo ! Quanta dor

Que se abranda ou se esvai, por esta prece !eu Senhor Santo Cristo ! Quanto alvor,
Bem no íntimo, com Fé, nos amanhece!
Meu Senhor Santo Cristo! Quanto amor
Palpita neste grito que enternece!
     
Felizmente nos últimos anos têm aparecido numerosas publicações, que cada vez mais vão aproximando e clarificando os devotos do secular culto, como que «desmistificando» aquilo que de mais «enquistado» envolvia outrora a vida conventual e os valores intrínsecos, dum  culto, que  partiu do século XVI,  foi fruto da devoção inabalável da Venerável Madre Teresa da Anunciada; o que talvez tenha contribuído para que cada vez mais os açorianos e quantos nos visitam de outras partes do mundo, também se impregnem dessa esperançosa proximidade com o «Seu Senhor», que parecia ser só micaelense,  mas  que  uma renovada  Fé tem iluminado e conduzido  a novos e  a promissores caminhos, muito para além dos Açores.
É que durante anos e anos, apenas podia «espreitar-se» a Imagem do Senhor Santo Cristo através das grades do coro baixo às sextas feiras, durante a habitual missa da manhã, que ali celebrava Monsenhor José Gomes, participada por devotos vindos de toda a ilha de S. Miguel.
Depois o coro fechava – se, até à próxima semana; e, por vezes, aos domingos, voltava a abrir-se…
Assim, durante toda a semana, a qualquer hora do dia ou da noite ( naquele tempo tudo ali era calmo e respeitoso), as romarias sucediam-se só até junto da porta principal, onde de joelhos, cada um batia três pancadas, como que a dizer:
   -  Senhor, o teu servo está aqui, num desabafo de  súplica ou  de agradecimento !
Hoje, felizmente que tudo é diferente; e, todos os dias, a Veneranda Imagem pode ser vista por quantos acorrem à Igreja da Esperança; e, ao fim da tarde, mesmo na sua  Capela, « inter- muros», dentro do Convento,  para um momento de oração mais profunda e comunicativa – um  quadro  que é sempre belo estar, no mais  profundo silêncio!
No seguimento desse proximidade, ainda no passado sábado o historiador / investigador, José de Almeida Mello – com fotografias inéditas de José António Rodrigues - lançava a sua 20º produção literária com a publicação do  livro ««Segredos do Convento –Nossa Senhora da Esperança», um conjunto histórico / fotográfico que, no dizer do zeloso Reitor, Monsenhor Agostinho Tavares, «nos esquadrinha tudo o que Santuário reserva como património e constitui o espólio do seu centenário Convento, através dum conteúdo literário  que  não é um beco sem saída, mas caminho seguro e profundo dos valores humanos e cristãos».
 Decerto que, mais este oportuno trabalho, muito virá a contribuir para cada vez mais aproximar os milhares de  devotos  do  Senhor Santo Cristo;  agora  não «escondido» atrás das naturais e então obrigatórias grades do  Convento, (que começou por ser de clausura Clarissa), mas para que esse culto possa  despertar sempre e cada vez mais  a nossa atenção, a nossa disponibilidade, o nosso acolhimento, sobretudo nas camadas mais jovens, de modo a que todos juntos « lhe abramos o nosso coração»!
É felizmente, por tudo isto, que cada ano que passa repete-se um novo  «milagre», ao redescobrirem que o Culto ao Senhor Santo Cristo é um dos mais impressionantes testemunhos, não só da vida e da  alma micaelenses, mas de toda a Igreja Diocesana, numa interpelação que se deseja manter e propagar quanto a uma vivência  permanente e apelativa aos  valores da Fé, da Caridade  e do  Amor ao próximo.
É como disse o Beato João Paulo II quando, há 11 anos, fixou, olhos nos olhos, a Imagem do Senhor Santo Cristo: « O amor e a adoração ao nosso Redentor, sob o perfil do Ecce -  Homo, foi-se arreigando cada vez mais na nossa vida – já lá vão mais de cinco séculos e meio de convivência vossa com o Senhor Santo Cristo, que encontra no meio de nós uma Casa hospitaleira, à semelhança da Casa de Lázaro e de suas irmãs Maria e Marta».
Assim, neste novo momento de festa de honra e de louvor, para com o «Príncipe dos Açores», que o nosso sentimento de esperança seja este: ILUMINAI, SENHOR, OS NOSSOS CAMINHOS !