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Reacções de dirigentes do PSD-Açores: Bruto da Costa diz ser “uma vergonha”

João Bruto da Costa deputado psdSão poucas as reacções de dirigentes ou deputados do PSD-Açores relativamente à decisão do PSD em não incluir Mota Amaral em lugar elegível na lista ao Parlamento Europeu.

O conhecido deputado regional, João Bruto da Costa, fez um comentário na sua página pessoal das redes sociais, escrevendo que é um “tremendo erro do PSD excluindo os Açores dos eurodeputados. Um erro que será notado também pelo PPE que como maior família política da Europa perde o representante desta realidade. Uma vergonha”.

 

Reacção de Cláudio Almeida

 

Por sua vez, o Vice-Presidente do PSD-Açores, Cláudio Almeida, também reagiu na sua página das redes sociais, com a seguinte mensagem: “Tenho receio dos paladinos do regionalismo, que muitas vezes são mais centralistas que os próprios centralistas na sua ânsia de combate ao centralismo. Pela primeira vez em mais de 30 anos de eleições para o parlamento europeu, o líder nacional do PSD não reconhece o estatuto autónomo do PSD Açores, nem o significado do poder que nos foi consagrado como Região Autónoma, com estatuto político e administrativo, na Constituição da República Portuguesa. Em 2006 numa moção global de estratégia ao congresso da JSD AÇORES e em 2007 numa moção temática ao Congresso nacional da JSD, defendi a criação de um círculo eleitoral ao parlamento europeu pelos Açores e pela Madeira. Chegou a altura de colocarmos em prática!”.

 

Negrão diz que Rangel vem aos Açores e problema está ultrapassado

 

O líder parlamentar do PSD considerou, ontem, que a ausência de um candidato açoriano em lugar elegível para as eleições europeias é “um problema ultrapassado” e antecipou que o cabeça de lista irá fazer campanha neste arquipélago. 

Em declarações aos jornalistas no final da reunião do grupo parlamentar do PSD, que decorreu na Assembleia da República, em Lisboa, Fernando Negrão afirmou ter a certeza de que “Paulo Rangel irá aos Açores e fará campanha”.

Questionado se o PSD vai conseguir fazer campanha no arquipélago, com o apoio do PSD/Açores, o líder da bancada parlamentar respondeu: “naturalmente que sim”.

Por isso, este “é, com certeza, um problema ultrapassado”, salientou.

“Neste momento o objectivo é que as ideias apresentadas pelo PSD tenham vencimento”, vincou o líder parlamentar aos jornalistas, acrescentando que “as europeias não dominaram esta reunião do grupo parlamentar”.

 

André Bradford diz que ninguém se deve abster de campanha

 

O candidato a eurodeputado André Bradford, indicado pelo PS/Açores para a lista nacional do partido, defendeu ontem que “ninguém se deve abster de fazer campanha” na região, até por causa da “baixa participação” registada nas europeias de 2014. 

“Ninguém se deve abster de fazer campanha”, defendeu André Bradford.

A campanha, sublinha Bradford, “já não é em prol deste ou daquele partido, é em prol da presença política dos Açores na União Europeia”, devendo por isso abranger “todos”, até porque os Açores tiveram apenas 20% de votantes no último sufrágio para o hemiciclo europeu.

 

“Uma obrigação política”

 

“Há uma obrigação política de todos de fazer com que isso não seja assim agora nas eleições de Maio. Dessa obrigação, acho que ninguém se deve eximir, é o dever daqueles que têm candidato, dos que não têm candidato, daqueles que têm responsabilidades políticas na região”, prosseguiu o candidato socialista.

Para Bradford, é “óbvio e natural que os Açores ficariam muito melhor representados” no Parlamento Europeu com dois eurodeputados, “ainda por cima” integrados “nas duas maiores famílias políticas” europeias. “Tenho a certeza que se o papel que me cabe é ser o único representante da Região Autónoma dos Açores no Parlamento Europeu, pois é esse papel que vou desempenhar com todo o estímulo, vontade e capacidade de agregar a região”, prosseguiu o socialista açoriano, que segue na lista nacional do partido às europeias em 5.º lugar, posição tida por elegível.