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Mais dois hotéis previstos para Ponta Delgada

cama hotel

A cadeia hoteleira Turim Hotels vai avançar com a construção de um novo hotel em Ponta Delgada.

Segundo o Presidente Executivo da Turim Hotels, Ricardo Martins, a nova unidade ficará situada em terrenos junto à marina de Ponta Delgada, que foram adquiridos em Janeiro passado. 

Esta cadeia de hotéis terá ainda uma nova unidade hoteleira 5 estrelas em Lisboa, que será a segunda do Grupo desta categoria na capital.

“Em Lisboa vamos abrir um segundo 5 estrelas”, informou Ricardo Martins sem querer avançar qual a localização da futura unidade hoteleira, sobre a qual disse apenas que “é em Lisboa, muito bem localizado”.

Num almoço com jornalistas no novo restaurante Salitre, que o grupo está a lançar no seu primeiro hotel 5 estrelas na capital, na Avenida da Liberdade, actualmente em soft-opening, Ricardo Martins disse ainda que já têm o espaço onde a unidade hoteleira vai ser construída e que “em breve” será divulgada a data de abertura.

Com data também ainda por anunciar e adquirido o local em Janeiro deste ano, o grupo  avançará um 4 estrelas em Ponta Delgada.

O Executivo escusou-se a avançar, para já, com o valor do investimento previsto para estes dois novos hotéis.

Além do Turim Boulevard Hotel e destes dois novos projectos, o grupo prevê que até 2021 abram o Turim Santa Maria Hotel, no Funchal, o Turim Sintra Palace Hotel, em Sintra, a ampliação do Turim Lisboa Hotel, na Rua Tomás Ribeiro, o Turim Avenida da República Hotel, em Lisboa, o Turim Oporto Hotel, no Porto, e o Turim Rainha Santa Hotel, em Coimbra.

O Grupo Turim Hotels passará assim a ter 13 hotéis em Lisboa, um em Azeitão, três em Portimão (Algarve), um no Porto, um no Funchal (Madeira), um em Sintra, um em Coimbra e um em Ponta Delgada (Açores).

Sobre a evolução recente do sector, Ricardo Martins afirmou que “o Turismo não está a abrandar”, que “a euforia é que está a abrandar” e que o mercado tem dado sinais de consolidação.

“Se em 2019 conseguirmos superar (em volume de negócios) o que fizemos em 2018 ­— e falando em Lisboa, que é uma realidade barómetro — acho que conseguimos consolidar bem o destino Lisboa, o destino Portugal”.

 

Selina, o outro hotel

 

O outro hotel a construir em Ponta Delgada será da cadeia Selina, que nasceu em 201,4 no Panamá, e tem-se expandido para outros países da América Central e do Sul. 

O Porto é o primeiro destino europeu escolhido pela marca.

O objectivo é abrir unidades hoteleiras com o conceito boutique nos EUA, Polónia, Grécia, Israel, Alemanha, Espanha e Reino Unido, mas Portugal é mesmo o primeiro país fora das “américas” a receber um Selina.

Esta escolha do Porto é explicada por um dos fundadores dos hotéis Selina, Rafael Museri, que juntamente com um amigo, criou o conceito em 2014, numa cidade do Panamá ligada ao surf, Venao.

Em quatro anos, a marca expandiu-se para a Costa Rica, México, Colômbia, Equador, Guatemala, Nicarágua e Peru. 

A entrada na Europa começa, assim, pela “porta” de Portugal.

Para assinalar a abertura do Selina, o hotel vai ter três dias com eventos especiais: mercado urbano, concertos, workshops, tours e performances de DJ, com “o melhor dos talentos locais do Porto”, sublinha Rafael Museri.

Uma das características do Selina Porto é o facto de contar com vários ambientes: há um espaço de coworking, sala de cinema, jardim, food&beverage, wellness e ofertas recreativas. O hotel está ainda recheado de obras de arte de artistas portuenses.

Segundo Rafael Museri, o Porto recebe o primeiro de “vinte hotéis” que a Selina quer abrir em Portugal nos próximos “quatro anos”, ou seja, até 2022. 

No mapa das próximas aberturas estão locais como Lisboa, Albufeira, Cascais, Comporta, Ericeira (já abriu), Lagos, Douro, Açores, Vila Nova de Mil Fontes e Peniche.

Os preços variam entre os 30 euros (para o dormitório de seis camas) e podem atingir os 300, no quarto mais luxuoso do Selina, o Unique. 

 

Pestana prevê “desaceleração” no turismo

 

Dionísio Pestana, o maior hoteleiro do país, Presidente do Grupo Pestana, dono do Pestana Bahia Palace, em Água d’Alto, continua a expandir o grupo dentro e fora do país, mas garante que não entra “em loucuras”, considerando que após “quatro anos incríveis de crescimento”, o ciclo começa agora a desacelerar.

   Numa entrevista concedida ao semanário Expresso, Dionísio Pestana admite que “chegámos a um ponto de viragem”. 

“Li recentemente um artigo que dizia ‘welcome to the downturn’ (desaceleração), e isto está mesmo a virar. Começam-se a sentir problemas das economias na Europa, a alemã, e a inglesa com as icertezas do ‘Brexit’, há esta guerra da China e dos EUA, tudo isto infecta o mercado”, explica o hoteleiro, acrescentando que “à medida que o Produto Interno Bruto dos países começa a reduzir, directa ou indirectamente atinge o turismo. As pessoas todos os anos fazem férias, e quando as coisas correm bem gastam mais dinheiro, senão fazem ajustamentos, em vez de um hotel de cinco estrelas ficam num de quatro. Mas o mercado continua forte, já não com os crescimentos de dois dígitos a que nos acostumamos nos últimos quatro anos, que foram incríveis”.

  Para Dionísio Pestana “quem investiu há dois, três anos, consegue um bom retorno, porque o fez numa boa altura. Mas quem está a construir hoje precisa de fazer contas, ver a que preços o faz. A hotelaria é um negócio que vale a pena, mas é para investir a longo prazo”.