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Número de equipamentos e respostas para pessoas portadoras de deficiência aumenta 480% em 16 anos

natercia gasparO número de equipamentos e respostas para pessoas portadoras de deficiência aumentou, nos últimos 16 anos, 480%, apoiando mais 900 pessoas do que em 1996.
Os dados foram revelados sábado pela Directora Regional da Solidariedade e Segurança Social durante a inauguração do Centro RarÍSSIMO do Pico, onde destacou o “forte investimento” do Governo dos Açores na área da deficiência, ao longo dos últimos 16 anos.
Neste sentido lembrou o incremento de medidas que visam garantir a todos os cidadãos portadores de deficiência melhores acessibilidades, o acesso à informação e comunicação e a promoção do acesso a uma escola verdadeiramente inclusiva, a criação de novos equipamentos e respostas sociais diferenciadas e especializadas e de políticas facilitadoras da igualdade de oportunidades, com vista a promover o acesso à prática desportiva, ao lazer e à cultura.
A criação de centros de actividades ocupacionais e de atendimento e acompanhamento social e psicossocial para pessoas portadoras de deficiência, a constituição de equipas multidisciplinares especializadas e de redes de apoio à pessoa com deficiência, potenciando, assim, o trabalho em rede e a rentabilização de recursos foram outras das medidas destacadas pela Directora Regional.
Aliás, segundo Natércia Gaspar, as estratégias de intervenção social implementadas junto das pessoas portadoras de deficiência têm de “ter em conta todo o ciclo de vida dos indivíduos, numa lógica de permanente conjugação entre os sistemas de suporte técnico especializados e diferenciados, a rede de equipamentos existentes de apoio à família e os processos de inclusão social na comunidade”, um princípio, que de acordo com a Diretora Regional, “tem pautado as políticas de apoio à pessoa com deficiência” na Região.
Apesar do trabalho desenvolvido nesta área, a Directora Regional da Solidariedade e Segurança Social apelou à promoção, protecção e respeito das pessoas portadoras de deficiência, considerando a sua inclusão na sociedade como “uma tarefa de todos”.