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Número de empresas nos Açores com dívidas ao fisco diminuiu apesar da crise

O número de empresas sedeadas nos Açores com dívidas ao fisco diminuiu no início deste ano, em comparação com 2011, apesar da crise financeira do país e das dificuldades com que se debatem os empresários.

De acordo com a lista de devedores à Autoridade Tributária e Aduaneira, publicada no Portal das Finanças, na Internet, existiam, em 10 de fevereiro de 2012, 72 empresas com sede no arquipélago com dívidas ao fisco, menos 10 do que em 2011.

Entre as empresas referidas na lista, 51 deviam entre 10 e 50 mil euros em impostos, 11 tinham dívidas entre 50 e 100 mil euros, nove deviam entre 100 e 500 mil euros e apenas uma devia mais de 500 mil euros às Finanças.

Uma fonte da Direcção Regional de Finanças contactada pela Lusa salientou que esta redução poderá estar relacionado com a eventual celeridade dos processos de execução fiscal, que, perante a impossibilidade de pagamento das dívidas, avança com a penhora de bens aos empresários.

A maioria das empresas com dívidas às Finanças continua a estar ligada ao ramo da construção civil, um dos mais penalizados pela crise financeira que atinge a região e o país.

A lista de devedores ao fisco publicada no Portal da Finanças revela também uma quebra no número de empresas com dívidas ao fisco em todo o país, que baixou de 8.600 em fevereiro de 2011 para 7.400 em fevereiro de 2012.

Associações empresariais recebem apoio de 75 mil euros

vasco-portas-do-marO Governo dos Açores vai disponibilizar um apoio de 75 mil euros às três câmaras de comércio do arquipélago para a realização de iniciativas de dinamização do comércio tradicional, que poderão potenciar um investimento de 500 mil euros.

"A questão não é saber se estamos ou não isentos da turbulência que se vive na economia, mas o que fazemos para ajudar os empresários a ultrapassar esta fase", afirmou o secretário regional da Economia, Vasco Cordeiro, na assinatura do protocolo com as câmaras de comércio de Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta.

O documento, que visa apoiar acções de dinamização do comércio tradicional a promover pelas associações empresariais, será válido até 31 de Dezembro e não apenas na época de Natal, como em anos anteriores.

"Este é um apoio do governo a iniciativas das câmaras de comércio para revitalizar uma área importante da nossa economia", frisou Vasco Cordeiro, acrescentando que o apoio de 75 mil euros disponibilizado pelo executivo "pode potenciar investimentos até meio milhão de euros".

Vasco Cordeiro recordou ainda que o Sistema de Incentivos ao Desenvolvimento Regional (SIDER) também disponibiliza apoios, nomeadamente ao nível do urbanismo comercial, que os empresários devem aproveitar para dinamizar os seus negócios.

"Deixo um apelo a que estes mecanismos de apoio sejam aproveitados", salientou o secretário regional da Economia, acrescentando que a recente revisão do SIDER tornou estes mecanismos "mais fáceis e mais práticos".

Por seu lado, o presidente da Câmara de Comércio e Indústria dos Açores, Ângelo Duarte, sublinhou a importância do protocolo hoje assinado, considerando que o apoio disponibilizado pelo executivo "vai permitir uma melhor acção (das câmaras de comércio) junto dos comerciantes".

O protocolo com a Secretaria Regional da Economia foi assinado por Ângelo Duarte, na qualidade de presidente da Câmara de Comércio e Indústria da Horta, e por Mário Fortuna e Sandro Paim, que lideram as associações empresariais de Ponta Delgada e Angra do Heroísmo, respectivamente.

Nordeste simula hoje precipitação forte no Plano Municipal de Emergência

Nordeste fará hoje o primeiro teste ao Plano Municipal de Emergência, com início marcado para as 14h30.

Segundo informa nota da autarquia, "este será um teste exclusivamente de comunicações" e envolverá o Serviço Municipal de Protecção Civil (presidente e responsáveis de diferentes serviços municipais), a Comissão Municipal de Protecção Civil (autarquia, Bombeiros Voluntários, Centro de Saúde, PSP, juntas de freguesia, Serviço Regional de Protecção Civil, a SRCTE, Serviço Florestal, Acção Social, Santa Casa da Misericórdia e Corpo Nacional de Escutas) e alguns órgãos de comunicação social.

O centro de operações terá lugar num espaço próximo dos Paços do Concelho e terá como cenário a ocorrência de precipitação forte contínua e vento muito forte que originará deslizamento de vertentes, inundações e outros danos associados a este tipo de condições meteorológicas. O teste decorrerá entre as 14h30 e as 16h40, findo o qual será enviado um relatório de avaliação ao Serviço de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores.

"O próximo teste do Plano Municipal de Emergência do Nordeste terá lugar no próximo ano e será já um teste de campo", informa.

Açores foram a única região do país a reduzir dormidas na hotelaria

Apesar de um aumento de 3,7% no mês de Dezembro, o ano de 2011 terminou com uma redução de -0,1% no número de dormidas. Os Açores foram a única região do país a registar uma descida. A média nacional apresentou um crescimento de 5,9%, e nenhuma região cresceu menos de 3,2%.

As dormidas nos Açores representaram em 2011 cerca de 2,6% do total nacional, o que é a média mais baixa desde pelo menos 2007.

A Região conseguiu ultrapassar um milhão de dormidas – com mais precisamente 1,035 milhão –, sendo um valor superior em mil dormidas aos valores de 2010 e mais cerca de 29 mil que o valor de 2009, o ano mais fraco desde 2007. Mas claramente não conseguiu recuperar para os valores anteriores à crise internacional. Em relação a 2007, há uma redução de 12,7% no número de dormidas nos Açores, quando a nível nacional a redução é de apenas 0,4%. A Madeira também perdeu 7,06% em relação a 2007.

Em termos receitas, elas voltaram a cair pelo 4º ano consecutivo. Entre 2010 e 2011 a quebra de receitas da hotelaria foi de -4,2%, enquanto que a nível nacional houve um aumento de 5,7%. O total ficou-se pelos 46,85 milhões de euros, o que representa menos cerca de 2 milhões em relação a 2010 – e menos cerca de 8,1 milhões em relação aos valores de 2007.

É notória a tentativa de ajustamento dos hoteleiros por via do preço: a média da dormida por receitas só de quarto baixou para os 33 euros de média ao longo do ano, quando em 2010 tinha sido de 34 euros. Talvez ainda mais flagrante tenha sido o valor médio em Dezembro, que se fixou em 28 euros, o mais baixo desde pelo menos 2007 (a média nacional nesse mês foi de 30,4). Mas algo mais parece ter falhado.

O peso dos residentes em Portugal baixou em 2011 no total das dormidas, ficando-se pelos 46,43%, quando em 2010 tinha sido 49,1%. Esse valor mantém a Região ao nível de destino nacional – tal como o Centro, o Norte e o Alentejo, apesar de, entre esses destinos, seja aquele onde o peso dos residentes é menor (o maior verificou-se no Alentejo, com quase 73%). Em Lisboa, Algarve e Alentejo, a média ficou sempre abaixo dos 30% – a Madeira chegou aos 13,3%.

O valor mais baixo que a Região tinha obtido neste indicador foi em 2005, quando os residentes representaram 42,3% do total de dormidas – que neste segmento incluem residentes açorianos e dormidas profissionais.

O valor mais baixo conseguido ao longo do ano foi em Julho, quando os residentes apenas representaram 33,64% do total de dormidas. Já no ano de 2010 Julho tinha sido o mês com menos turistas nacionais nos Açores.

Cerca de 56% das dormidas na hotelaria açoriana concentra-se nos meses de Julho a Setembro, o que coloca a Região como um dos destinos com maior sazonalidade do país. A média nacional fica-se pelos 49,3% e apenas o Algarve apresenta um valor superior aos Açores, com 57,6%. As restantes regiões ficam abaixo dos 50%.

Messias defende que “devem ser os açorianos a definir o nosso Mapa Autárquico”

berto-messias-12Berto Messias, presidente do Grupo Parlamentar do PS/Açores, afirmou, no passado sábado, que "é fundamental que todos estejam disponíveis para travar um combate político muito exigente na defesa intransigente dos Açores e no respeito e compreensão das nossas especificidades."

De acordo com nota de imprensa emitida pelo Partido Socialista, Berto Messias, na sequência das visitas que este Grupo Parlamentar está a fazer a todos os Municípios dos Açores, os parlamentares socialistas reuniram com a autarquia de Santa Cruz da Graciosa para abordar a situação financeira, os projectos previstos e a reforma da Administração Local proposta pelo Governo da República.

Segundo Berto Messias, "não se pode tratar os Açores, com as nossas especificidades e características arquipelágicas, como se trata qualquer outra zona do país. Nesse sentido, devem ser os açorianos a definir de que forma deve ficar o nosso Mapa Autárquico."

"Tendo em conta a perspectiva sobre a Autonomia do actual Governo da República e a obsessão pela austeridade, podemos assistir a uma tentativa de nos asfixiar financeiramente para nos enfraquecer politicamente, e temos de estar preparados para cerrar fileiras em defesa da nossa Autonomia e dos Açores, garantindo um princípio crucial para o nosso desenvolvimento que é ter a capacidade de sermos nós a decidir de que forma gerimos e usamos os nossos recursos", finalizou.