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Sete mil doses de haxixe detectadas em encomenda postal e dois homens detidos

Haxixe apreendido PSP

A Polícia de Segurança Pública (PSP)  apreendeu sete mil doses de haxixe detectadas, em Ponta Delgada, e deteve dois homens suspeitos do crime de tráfico de estupefacientes, acreditando ter desmantelado “por completo” uma rede criminosa responsável pela introdução de “elevadas quantidades” de droga em São Miguel.

Segundo foi avançado ontem, em comunicado, a detenção ocorreu no âmbito de uma operação policial “de rotina” de combate ao tráfico de droga, “tendo sido detectada uma encomenda postal na estação dos CTT de Ponta Delgada na qual se encontravam cerca de 7000 doses de haxixe, com um valor de mercado aproximado de 10500 euros”.

Depois da apreensão e das “várias diligências” de investigação efectuadas pela Brigada Anticrime da Esquadra de Investigação Criminal, sob a direcção do DIAP de Ponta Delgada, a PSP fez ainda duas buscas domiciliárias e uma busca não domiciliária que permitiram a detenção dos dois suspeitos, ambos do género masculino, com 49 e 65 anos de idade.

“Como resultado das buscas efectuadas, para além da apreensão de uma viatura de alta cilindrada foram ainda detectados e também aprendidos, diversos artigos que se encontravam na posse dos suspeitos, por subsistirem fortes suspeitas de se tratar de objectos relacionados com a actividade criminosa praticada pelos mesmos”, acrescenta a PSP no comunicado.

A operação policial desenvolvida pela Divisão da PSP de Ponta Delgada contou ainda com a colaboração da Unidade Especial de Polícia destacada nos Açores, o Grupo Operacional Cinotécnico.

Após terem sido presentes a primeiro interrogatório judicial, no Tribunal Judicial de Ponta Delgada, o juiz de instrução decretou a ambos os arguidos a medida de coacção de prisão preventiva, “sendo, imediatamente conduzidos ao Estabelecimento Prisional de Ponta Delgada”.

Com a detenção dos dois suspeitos e com a apreensão “significativa” de droga, a PSP acredita assim “ter desmantelado por completo esta rede criminosa responsável pela introdução de elevadas quantidades de estupefaciente na ilha de São Miguel, sendo que, a breve prazo, toda a investigação estará concluída”, lê-se no mesmo comunicado.

 

Suspeitos de vários assaltos nos Arrifes detidos

 

Entretanto, a PSP deu ainda conta da detenção, no dia 27 de Março, de dois homens, de 18 e 39 anos, suspeitos de vários assaltos na freguesia de Arrifes.

“As detenções surgem na sequência de uma investigação efectuada por Brigada de Investigação Criminal da PSP de Ponta Delgada especializada no combate à criminalidade contra o património, tendo sido concretizada uma investigação que decorreu ao longo de várias semanas e que culminou com as detenções de dois arguidos e a consequente recuperação de inúmeros objectos que tinham sido furtados em vários assaltos recentemente praticados em várias residências localizadas na freguesia dos Arrifes”, informa a PSP.

As provas recolhidas pela polícia levaram a três buscas domiciliárias, que resultaram na detenção “fora de flagrante delito” dos dois arguidos e na apreensão de “dois televisores LCD, três smartphones, um tablet, diversos utensílios de cozinha e, ainda, outros artigos que se encontram directamente relacionados com a actividade criminosa praticada pelos arguidos”. 

Foi também constituído arguido um terceiro cidadão por “se encontrar na posse de vários artigos que haviam sido furtados” pelos agora detidos, aponta a mesma fonte policial.

Ambos os suspeitos, já com antecedentes criminais pela prática do mesmo tipo de crime e por crimes de natureza ainda mais grave, foram sujeitos a primeiro interrogatório judicial, no Tribunal de Ponta Delgada, tendo lhes sido  decretada a medida de coacção de prisão preventiva. Ficarão agora a aguardar os ulteriores termos do processo no Estabelecimento Prisional de Ponta Delgada.

 

AIDAdiva atraca hoje em Ponta Delgada

aidadiva

As escalas de navios cruzeiros em Ponta Delgada, neste mês de Abril, iniciam-se hoje com a  visita  do AIDAdiva, da operadora alemã Aida Cruises.

Esta segunda passagem pelo terminal de cruzeiros das Portas do Mar faz parte de um itinerário de 13 noites, iniciado La Romana na República Dominicana, aonde o navio passou a temporada de inverno e tem como destino final a ilha de Gran Canária.

Construido em 2007 nos famosos estaleiros alemães de Meyer Werft, em Papenburg, o AIDAdiva possui 69.303 toneladas de arqueação bruta, apresentando como dimensões 249 metros de comprimento e 32,2 metros de boca. 

Tem capacidade para alojar 2.030 passageiros em ocupação normal, sendo a sua tripulação constituída por  634 elementos

Tal como os restantes navios da classe Sphinx, deste jovem operadora alemã, todos os seus interiores foram pensados para o mercado germânico, onde impera uma decoração muito moderna e apelativa, com tons muito agradáveis e onde houve o cuidado de oferecer aos passageiros espaços convidativos, mas muito distintos uns dos outros, acabando assim por serem capazes de agradar a todos. 

Como curiosidade, refira-se que tal como na maioria dos navios da AIDA existe uma verdadeira fábrica de cervejas que disponibiliza 3 cervejas distintas, tendo a particularidade da mesma ser criada com água do mar devidamente tratada.

Amanhã será a vez do terminal de cruzeiros das Portas do Mar receber a escala do paquete  MIDNATSOL, da conhecida operadora norueguesa Hurtigruten.

Iniciado em Lisboa a 31 de Março, este cruzeiro contempla para além de Ponta Delgada, escalas nas cidades da Horta e Angra do Heroísmo, prosseguindo com escalas em Porto Santo e Funchal, no arquipélago da Madeira, passando igualmente por Tenerife e La Gomera, no arquipélago das Canárias, antes do regresso à capital portuguesa.

Construido em 2003 nos estaleiros noruegueses Fosen Mekaniske, em Rissa, o navio tem como dimensões 135,75 metros de comprimento e 21,5 metros de boca e possui 16.151 toneladas de arqueação bruta. Em ocupação normal dispõe de alojamento para 500 passageiros que poderão atingir os 674 em ocupação máxima. A sua tripulação é constituída por 75 elementos.

Concebido especificamente para o mercado nórdico, os seus interiores primam pela simplicidade e com um decoração muito sóbria. Os mesmos foram inspirados pelo sol e aonde as suas paredes transmitam um pouco do brilho do mesmo. A bordo existe um conjunto muito interessante de obras da moderna arte norueguesa, que se podem encontrar ao longo de alguns dos seus espaços públicos. A ambiência a bordo é verdadeiramente amigável e muito sociável, tornando este navio muito popular entre os aficionados pela companhia.

 

Mais de 2 mil casas novas vendidas nos Açores num total de 182 milhões de euros

Ponta Delgada vista aereaContrariando a tendência nacional, a Região Autónoma dos Açores foi aquela onde as transacções com habitações novas, no ano passado, tiveram um maior peso: 25%. 

Neste tipo de casas observaram-se 2.061 transacções, num total de 182 milhões de euros. 

De acordo com dados do INE, analisado pelo jornal “ECO online”,  vendem-se cada vez mais casas, e cada vez mais caras. 

Lisboa continua a brilhar no mercado imobiliário, mas o ano passado a estrela foi o Alentejo. 

De acordo com os dados do INE, os preços sobem há cinco anos consecutivos, mas já começam a mostrar os primeiros sinais de abrandamento, segundo  o ECO.

Entre Janeiro e Dezembro do ano passado, de acordo com os dados do INE, foram transaccionadas 178.691 habitações, o número mais elevado desde 2009. 

Comparando com o ano anterior, em que se venderam 153.292 casas, houve uma subida de 16,6%. 

O número de imóveis residenciais vendidos tem vindo a aumentar desde 2012, ano em que foram transaccionadas cerca de 76 mil casas.

“Em 2018, os preços das habitações transaccionadas mantiveram uma trajectória de crescimento”, refere o INE. 

De acordo com os mesmos dados, os preços das habitações dispararam 10,3% (1,1 pontos percentuais), uma dinâmica que se observou tanto nas casas novas como nas existentes.

As casas continuam a ficar cada vez mais caras, embora o ritmo de subida esteja a desacelerar. 

De acordo com o INE, no ano passado os preços das habitações dispararam 10,3%, uma tendência que se tem vindo a verificar há cinco anos consecutivos. 

Desde 2014, 2018 foi o ano em que se observou uma maior subida, seguindo-se 2017 com um aumento de 9,2%. 

É preciso recuar até 2013 para ver os preços diminuírem face ao ano anterior (-1,9%).

As 178 mil habitações transaccionadas no ano passado totalizaram 24,1 mil milhões de euros, o valor mais alto desde 2009. 

O número tem vindo a subir desde 2012, ano em que se registou um total de 7,73 mil milhões de euros em transacções. 

2011 (10,4 mil milhões de euros) e 2012 foram dois anos de queda, com o valor total a reduzir cerca de cinco e três mil milhões, respectivamente, face ao ano anterior.

PPM Açores diz que “está instalado o caos” na deslocação de doentes na Região

paulo estevão

O PPM/Açores considera que “está instalado o caos” no processo de deslocação de doentes na região, com “mais gravidade” nos utentes que têm que realizar tratamentos no Hospital de Ponta Delgada, devido “à falta de eficácia do sistema”.

Em conferência de imprensa, realizada ontem em Ponta Delgada, Paulo Estêvão considerou que a “implementação do novo Regulamento Geral de Deslocações do Serviço Regional de Saúde começou de forma caótica e não tem vindo a melhorar. Pelo contrário, chegam-nos cada vez mais queixas, sobretudo no que diz respeito à actuação do Hospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada”.

 Como explicou na ocasião, “o novo regulamento tinha como pedra angular do sistema a criação do Gestor do Utente Deslocado, que se configuraria, de acordo com a portaria em questão, “como uma entidade hospitalar que tem por função agilizar as deslocações dos utentes do Serviço Regional de Saúde, estabelecendo-se como interlocutor entre o Hospital e as unidades de saúde de origem, assegurando uma eficiente e eficaz programação das deslocações”. Ora, avança o deputado, “passados todos estes meses, o Gestor do Utente Deslocado não foi criado no Hospital do Divino Espírito Santo (e também no Hospital da Horta). Nestas condições, instalou-se o caos no âmbito da deslocação de doentes, sobretudo no que diz respeito ao Hospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada”.

Garante Paulo Estêvão que “a marcação das viagens dos doentes é realizada com muito pouco tempo de antecedência. Chega a ser realizada na véspera, mesmo as que dizem respeito a cirurgias. Nestas condições não é possível, em muitos casos, confirmar as deslocações devido à indisponibilidade de lugares nas ligações aéreas asseguradas pela SATA. Tudo tenderá a agravar-se com o início do Verão”, assevera. 

O líder do PPM nos Açores diz ter “casos documentados de utentes avisados com apenas dois dias de antecedência no âmbito da realização de cirurgias. Tenho casos documentados de doentes deslocados, que uma vez chegados ao Hospital não têm consulta marcada. Tenho casos documentados de doentes deslocados que aguardam semanas entre a realização de consultas e exames, sem que exista a menor tentativa de coordenar e agilizar a realização dos respetivos actos de forma mais eficiente e menos onerosa para os utentes e para o Serviço Regional de Saúde”. 

O parlamentar garante que “não se trata de casos isolados. Pelo contrário, a regra no processo de deslocação de doentes é exactamente a falta de planificação e a marcação precipitada das deslocações de doentes. Existem casos, muitos casos, em que não sendo possível realizar-se a deslocação de doentes por falta de lugares na SATA, as consultas e até as próprias cirurgias são desmarcadas. Os doentes têm, nestas situações, de aguardar a remarcação das mesmas durante mais alguns meses”. 

Para o parlamentar, “as diversas unidades de saúde da região, que constituem os primeiros interlocutores junto das populações, não conseguem obter informação junto dos respectivos hospitais, no sentido de a transmitirem aos seus utentes. Do outro lado, no dos hospitais, em especial no Hospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada, não está ninguém que possa atender, de forma célere e informada, os telefones ou até responder a emails no âmbito de assuntos relacionados com a consulta externa, a deslocação de doentes e a direcção clínica”.  

Neste sentido, Paulo Estêvão diz ser “urgente que o Governo Regional crie o serviço de coordenação previsto para o funcionamento eficaz do sistema: o Gestor do Utente Deslocado. As coisas tal como estão não podem continuar. A ineficácia do sistema cria o caos e prejudica gravemente os doentes, muitos deles idosos fragilizados, a quem a ansiedade criada por este tipo de situações cria graves problemas”.

Avança ainda o deputado que “no caso em apreço, a questão fundamental nem sequer é a crónica falta de recursos afectos ao Serviço Regional de Saúde. Trata-se de incompetência. De pura incompetência. O Governo Regional não consegue montar um serviço eficaz de coordenação das deslocações de doentes entre os hospitais e os centros de saúde, que ele próprio sinalizou como imprescindível na legislação que criou para o efeito”, finalizou.

 

Rui Luis refuta as acusações do PPM

 

Entretanto, em Angra do Heroísmo, o Secretário Regional da Saúde afirmou que o Gabinete do Utente Deslocado em funcionamento no Hospital de Santo Espírito da ilha Terceira tem assegurado resultados positivos em matéria de conciliação de actos médicos numa só deslocação, estando já prevista a sua implementação, até ao final deste ano, nos outros dois hospitais do Serviço Regional de Saúde.

O Secretário Regional rejeitou a ideia de “caos instalado” nas deslocações, acrescentando que as situações pontuais em que estas tenham ocorrido de uma forma menos positiva “estão a ser analisadas com os Conselhos de Administração para melhorar todo o sistema”, adiantando que “o Gabinete do Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira está a trabalhar com as Unidades de Saúde de ilha da Graciosa e de São Jorge, sendo que os pedidos são centralizados neste Gabinete do Utente Deslocado, que procura conciliar numa única deslocação as consultas médicas, os actos clínicos e as intervenções cirúrgicas que se revelem necessárias”, salientou.

O titular da pasta da Saúde sublinhou que o Regulamento Geral de Deslocações do Serviço Regional de Saúde não pôs termo aos serviços existentes nas unidades de saúde que existiam e que continuam em funcionamento nos hospitais e unidades de saúde de ilha, tais como os serviços de ação social e os serviços de deslocação de doentes. Rui Luís reconheceu que, por vezes, as marcações são realizadas com pouca antecedência, o que dificulta a articulação com os voos disponíveis, sendo da maior relevância uma diligente aplicação das regras instituídas para o Gabinete do Utente Deslocado.

Venda de carros novos cai pelo segundo mês consecutivo

carros fev

A venda de carros novos nos Açores no mês de Fevereiro voltou a cair. É o segundo mês consecutivo que está em queda, depois de um crescimento acentuado no ano passado.

Até agora, este ano, tinham sido vendidas 570 viaturas, quando no mesmo período do ano passado tinham sido 625, segundo dados agora revelados pelo SREA.