PCP acusa Governo de fazer “política de mera continuidade” que “agrava” situação económica e social dos açorianos

Vítor Silva - PCP conferênciaA comissão de ilha do Pico do PCP-Açores acusa o Governo Regional de praticar uma política de “mera continuidade”, que leva ao “agravamento” da situação de vida dos açorianos.

Segundo refere a comissão de ilha, que reuniu no último Sábado no Pico, com a presença do coordenador regional, Vítor Silva, “há demasiado tempo que o Governo Regional do PS se dedica apenas a tentar minorar problemas de curto prazo, tomando medidas ou, mais frequentemente, prometendo investimentos que são sempre adiados, apenas para tentar silenciar descontentamentos ou obter ganhos políticos imediatos, sem enfrentar as questões de fundo, criando grandes obstáculos ao desenvolvimento da Ilha do Pico, e à melhoria das condições de vida dos picoenses”.

Em comunicado, o PCP sublinha o “acentuar progressivo e imparável dos problemas da ilha do Pico, no aumento das dificuldades dos picoenses e nas obras feitas mediante o calendário eleitoral, sem respeitarem a questão central e essencial que essas obras possam contribui para o desenvolvimento da economia local e criar mais e melhor qualidade de vida aos picoenses e a quem os visita”.

“A insistência nesta política de mera continuidade, sem ideias novas, nem inversões nas suas medidas mais gravosas, de cuja aplicação resultará forçosamente o agravamento da situação económica e social dos açorianos”, alerta o PCP.

Para o partido, a política do governo traduz-se “numa economia anémica e dependente dos apoios públicos directos, uma taxa real de desemprego e exclusão elevada, como elevada é a precariedade laboral, o trabalho informal e ilegal e os baixos rendimentos do trabalho, bem assim como profundas assimetrias ao desenvolvimento intraregional”. 

“Infelizmente os indicadores sociais e económicos conhecidos colocam a Região nos lugares da cauda do desenvolvimento, exemplo disso é que somos a região do país com menor poder de compra ‘per capita’, resultado dos erros nas opções políticas e económicas do PS e do seu Governo”, indica o PCP, recordando a elevada taxa de risco de pobreza na Região.

Para a Comissão da Ilha do Pico do PCP, que reiniu para definir as principais linhas de intervenção política e as prioridades de trabalho, “a agenda política deve ter como principais preocupações a coesão, os rendimentos do trabalho, a saúde, a educação, a economia regional, o mercado interno, a pobreza, a exclusão, as dependências, os transportes marítimos, aéreos e terrestres, as dificuldades na pesca e na agricultura, as dificuldades na indústria transformadora, a necessária diversificação e aumento da produção regional, a formação profissional de ativos, os impactos ambientais, as políticas de gestão de resíduos”.