Bradford reitera defesa da manutenção de verbas para sector agrícola no próximo Quadro Comunitário de Apoio

André Bradford - jornalistaO candidato do PS/Açores às eleições do próximo dia 26 de Maio realçou, na quarta-feira, as “especificidades e as dificuldades de produzir e exportar a partir de ilhas no centro do Atlântico, que só os açorianos conhecem”.

André Bradford falava na ilha do Pico, após ter visitado a Cooperativa Verde Atlântico e as obras em curso na Azores Wine Company. 

Sobre o sector da carne no Pico, o candidato socialista salientou que “tem sido um sector de promessa de futuro, que começa agora a dar passos concretos”. “Nota-se o percurso feito e a potencialidade, a carne do Pico já está a surgir nas grandes superfícies, onde começa a ser reconhecida; nessa matéria há ainda muito a fazer e farei esse acompanhamento quando for a voz dos Açores no Parlamento Europeu”, garantiu André Bradford.

Sobre a vinha, o socialista destacou o papel dos fundos comunitários, que “têm dado um novo dinamismo e produção, levando muita gente à produção”.

“O vinho do Pico é um produto único, em que há um conjunto de produções e métodos específicos que o valorizam. O trabalho que foi feito foi no sentido de manter toda a envolvência da actividade vitivinícola dá uma história à marca e permite comercializá-la melhor”, realçou.

Para Bradford, “temos muito boa matéria-prima, sabemos trabalhá-la, precisamos é de entrar nos circuitos comerciais da forma certa”. 

O candidato reiterou a sua posição de defesa da manutenção de verbas para o sector agrícola no próximo Quadro Comunitário de Apoio, assinalando ter falado com a chefe da unidade RUP aos Açores, Dana Spinat, aquando da sua recente visita aos Açores. 

“Dana Spinat transmitiu-me que a evolução recente do sector da vinha na ilha do Pico é considerada, ao nível comunitário, como um caso de sucesso”, adiantou.

“Considero que isto é fundamental porque, os elementos de informação têm de ser fornecidos por nós, mas, ajuda quando as pessoas em Bruxelas conhecem a realidade açoriana”, finalizou o candidato do PS/Açores.

Referindo-se, por outro lado, a declarações de candidatos de outros partidos, que “dizem querer representar os Açores, mas não têm um candidato dos Açores em lugar elegível ao Parlamento Europeu”, André Bradford sublinhou que “só alguém que tenha o conhecimento prático daquilo que é viver cá e produzir cá, é que está em condições de transmitir a realidade açoriana, nas suas nove vertentes, a Bruxelas”.

“Para mim os Açores não são um amor recente, nem uma paixão intensa de última hora. Para mim os Açores são a minha Terra, eu quero representar justamente os anseios das pessoas que são meus conterrâneos e que eu conheço em profundidade”, salientou André Bradford. O candidato reiterou que “o voto útil aos açorianos é votar no partido que tem um açoriano para os representar no Parlamento Europeu, no caso, o Partido Socialista”.