“A SATA tem que canalizar recursos para o Triângulo”

rui lima picoRui Lima, Presidente da Associação Comercial e Industrial do Pico

Como é que analisa a situação dos transportes aéreos e marítimos no Triângulo, face aos últimos acontecimentos?

Analiso com grande preocupação. 

Falando exclusivamente como representante de uma associação de empresários, e tendo em conta as especificidades do destino (Triângulo), o tipo de turismo praticado em que as dificuldades já são, sem constrangimentos, elevadas, dependendo em exclusivo dos transportes aéreos e marítimos, existindo a interrupção desse serviço, não há qualquer alternativa. 

Acresce o facto de serem prestados, numa e noutra situação, por uma empresa só!

 

Considera que o Triângulo está a ser prejudicado em termos turísticos e que isto possa afectar a imagem da região no futuro?

Considero que é imprevisível calcular os danos. 

É obrigatório transmitir confiança aos operadores e clientes, e fazê-lo é corrigindo o problema e comunicando bem. 

Tenho dúvidas que alguém com férias marcadas no Triângulo, que ouça e tenha conhecimento que de 90 pilotos a empresa que os transportará só tem 60, fique impávido e sereno. Não sei se alguém ficaria.

 

O que acha que deve ser feito para ultrapassar esta situação e repor a boa imagem nas acessibilidades?

A resposta é complexa. A curto prazo penso que canalizar os recursos da empresa para estas rotas. E nas restantes, partir para outras alternativas, em que existe possibilidade para tal. 

A médio prazo, fazer tudo o que pedimos há muito tempo, ouvir as pessoas, e recuperar a SATA, acredito na empresa e sua viabilidade, mas muito distante deste modelo. 

Acho que não é o momento oportuno para dar a minha opinião, relativamente a esta problemática. É altura de resolver o imediato. No final do Verão, a conversa será outra, como já o foi no passado, sem eco.