Verbas para a área da Saúde “são insuficientes”, acusa Bloco

António Lima - parlamento Jul2019O Bloco de Esquerda critica o Governo Regional por direccionar para a área da Saúde verbas “insuficientes” para dar resposta às necessidades das pessoas. 

“A contínua suborçamentação da Saúde é uma opção do Governo Regional que tem prejudicado o acesso a este serviço público essencial”, disse, esta terça-feira, António Lima no debate sobre a conta da Região de 2017.

“A falta de recursos tem como consequência a incapacidade de resposta do Serviço Regional de Saúde a todas as situações”, disse o deputado do BE, António Lima, que apontou problemas como as listas de espera para cirurgias, as listas de espera para consultas, a falta de médicos, a falta de enfermeiros, e a falta de pessoal em várias áreas.

Perante os problemas que o sector apresenta, segundo o bloquista, “seria necessário reforçar as verbas para a Saúde e garantir uma boa execução orçamental. Mas em 2017 só foram executado 57,9% dos investimentos previstos na área da Saúde, e dos 326 milhões de euros previstos no Orçamento da Região para o sector da Saúde foram executados apenas 315,7 milhões de euros (ME). Simultaneamente, a dívida do sector da saúde aumentou cerca de 6 milhões de euros em 2017, em relação a 2016”.

Além disso, continuou o deputado, há uma “tendência crescente” para recorrer ao pagamento aos privados para a realização de exames complementares de diagnóstico: “Se em 2015 gastavam-se 4,7 ME contratualizando a privados estes serviços, em 2017 já se gastaram 7,6 ME, quase o dobro”, afirmou António Lima.

Ainda em relação aos dados de 2017, que estiveram em análise, o deputado do BE salienta que “a falta de recursos financeiros nos Hospitais da região foi gritante, tendo os resultados negativos nos três hospitais quase atingindo os 20 ME, 14,5 dos quais só no HDES e 3 ME no HSEIT”. Segundo o BE, o relatório de contas do Hospital de Ponta Delgada “é claro” em relação à falta de recursos para cumprir as suas obrigações, e “deixa claro que as restrições orçamentais são impostas pelo Governo Regional por opção política”.