PSD/A: República negligencia consequências de Acordo UE-Mercosul para os Açores

Antonio ventura e paulo moniz

O candidato do PSD/Açores à Assembleia da República António Ventura afirmou que os governos nacional e regional estão a “negligenciar as consequências” do Acordo de comércio livre entre a União Europeia (UE) e os países do Mercosul.

“Quer o Governo da República, quer o Governo Regional, estão a negligenciar as consequências deste acordo para Portugal e para os Açores. E no caso dos Açores as implicações poderão ser ainda maiores, tendo em conta o peso da Agricultura na economia da nossa Região”, afirmou.

O social democrata falava após uma reunião com a Direcção da Associação Agrícola da Ilha Terceira, em que participaram o cabeça-de-lista do PSD/Açores à Assembleia da República, Paulo Moniz, e o Presidente do partido, Alexandre Gaudêncio.

Na ocasião, António Ventura considerou “urgente conhecer o impacto deste Acordo quer a nível a nacional, mas sobretudo nos Açores, onde a economia está suportada na agro-pecuária”.

“Continua sem saber-se quais são os impactos do Acordo UE-Mercosul. Apesar dos vários apelos das associações ligadas ao sector, o Governo da República faz de conta que nada se passa, perante o silêncio comprometedor do Governo Regional”, disse.

Para o candidato social democrata, “é nos momentos da decisão que se vê quem é que realmente defende os Açores e está ao lado dos açorianos”.

“O Governo Regional está a negligenciar esta questão e não defende os Açores. Está a compactuar com o Governo da República e não fala sobre o tema na campanha eleitoral”, frisou.

António Ventura lembrou que o Mercosul (que integra Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) “é um dos grandes exportadores de produtos agrícolas – nomeadamente carne de bovino –, mas não dispõe na produção das mesmas exigências legislativas ao nível ambiental, da utilização de hormonas, nas normas de bem-estar animal, do uso do solo e dos fitofármacos”.

O candidato social democrata açoriano acrescentou que as principais associações ligadas ao sector da bovinicultura de carne, a nível nacional e europeu, “já se insurgiram contra o Acordo”.