68% das empresas açorianas referem que pandemia provocou redução de volume de negócios

impacto volume neg

O SREA acaba de divulgar o resultado do inquérito no âmbito da pandemia COVID-19, inquérito que entra numa segunda fase, passando a uma periodicidade quinzenal, com esta fase de início do desconfinamento. 

Das empresas açorianas respondentes ao inquérito, 81% mantêm-se em produção ou funcionamento, 68% referiram que a pandemia implicou uma redução no volume de negócios, 50% reportaram que ocorreu uma diminuição no número de pessoas ao serviço, 53% das empresas reportaram já ter beneficiado, ou planear beneficiar da Moratória ao pagamento de juros e capital de créditos já existentes.

Com efeito, nas duas primeiras semanas de Maio, os resultados da inquirição indicam que 81% das empresas açorianas que responderam ao inquérito mantêm-se em produção ou funcionamento, mesmo que parcialmente, enquanto que cerca de 19% das empresas encontravam-se temporariamente encerradas, não tendo sido reportadas empresas com encerramento permanente.

A nível nacional 89,6% das empresas mantiveram atividade, 9,7% encerrou temporariamente e 0,7%% encerrou definitivamente. 

Das empresas que responderam ao inquérito, com sede na Região Autónoma dos Açores, face à situação expectável sem pandemia, 68% referiram que sofreram uma redução no volume de negócios, 22% afirmaram que o actual estado de pandemia não teve qualquer impacto no volume de negócios e 10% responderam que verificaram um aumento.

A nível nacional, 77% das empresas em funcionamento ou temporariamente encerradas reportaram um impacto negativo no volume de negócios. Das restantes empresas, 4% registaram um impacto positivo e 19% nenhum impacto. 

Das empresas que declararam ter uma redução do Volume de Negócios, face à situação expectável sem pandemia 16% referiu que tinha sido inferior a 10%, 28% que tinha sido entre 10% e 25%, 21% entre 26% e 50%, 7% entre 51% e 75% e 28% superior a 75%. 

 

Diminuição e pouco aumentos

 

Quanto à evolução do Volume de Vendas na primeira quinzena de Maio de 2020, face à segunda quinzena de Abril de 2020, das empresas que responderam a esta questão, 13% declararam que o VVN está a diminuir muito, 23% que está a diminuir pouco, 41% não tiveram alteração, 16% que o VVN está a aumentar pouco e 7% que está a aumentar muito.

A nível nacional, 41% das empresas reportaram manutenção do volume de negócios, 41% assinalaram que o seu volume de negócios variou pouco face à segunda quinzena de Abril (22% reportaram um aumento e 19% uma redução pouca significativa), 17% das empresas referiram uma redução muito significativa do seu volume de negócios e apenas 2% um aumento muito significativo. 

Relativamente aos motivos para a evolução do Volume de Vendas e Negócios na 1ª quinzena de maio face à 2ª quinzena de Abril, a Evolução das medidas de contenção, as Variações nas encomendas/clientes e as Alterações na cadeia de fornecimento são as principais razões apontadas para a variação do VVN, sendo que as Variações no pessoal ao serviço efectivamente a trabalhar na empresa não tiveram grande impacto.

Face à situação expectável sem pandemia, das empresas que responderam ao inquérito, 48% afirmaram que a pandemia COVID-19 não teve impacto no número de pessoas ao serviço efectivamente a trabalhar (NPS), 50% indicaram haver uma redução e 2% um aumento no pessoal ao serviço.

A nível nacional, 50% das empresas continuaram a reportar reduções do pessoal ao serviço efectivamente a trabalhar. 

Uma percentagem também significativa (47%) reportou ausência de impacto da pandemia no pessoal ao serviço. 

Das empresas que declararam ter uma redução do Pessoal ao Serviço, face à situação expectável sem pandemia, 31% (16% das empresas respondentes ao inquérito) referiu que tinha sido inferior a 10%, 28% (14% das respondentes) que tinha sido entre 10% e 25%, 6% (3% das respondentes) entre 26% e 50%, 9% (5% das respondentes) entre 51% e 75% e 25% (13% das respondentes) superior a 75%. 

 

51% em teletrabalho

 

Comparando a situação na 1ª quinzena de Maio com a 2ª quinzena de Abril, a evolução do Pessoal ao Serviço, das empresas que responderam, 2% declararam que o NPS está a diminuir muito, 14% que está a diminuir pouco, 77% não tiveram alteração, 6% que está a aumentar pouco e 2% que o NPS está a aumentar muito.

A nível nacional, comparando a situação na 1ª quinzena de maio com a 2ª quinzena de Abril, a maioria das empresas não reportou alterações no número de pessoas ao serviço (70%). 

Entre as restantes, a percentagem que indicou um aumento foi ligeiramente superior à que registou uma diminuição (18% e 12% das empresas, respectivamente). 

Relativamente aos motivos para a evolução do Pessoal ao Serviço na 1ª quinzena de Maio face à 2ª quinzena de Abril, a Alteração no n.º de pessoas em layoff e a Variação dos dias de falta por doença ou apoio à família são as principais razões apontadas para a variação do NPS, sendo que a Variação no n.º de contratos por tempo indeterminado e a Variação no n.º de contratos a prazo não não tiveram grande impacto, quer positivo quer negativo. 

Das empresas respondentes, 51% afirmaram ter colaboradores em regime de teletrabalho e 41% pessoal a trabalhar com presença alternada nas instalações da empresa, sendo que na maioria das empresas o pessoal nestes regimes não ultrapassa os 25%.