Autarca de Viana de Castelo pede “a mesma solidariedade” de Carlos César para a empresa que construiu navio “Atlântida”

O presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo pediu, ontem, ao Governo Regional “a mesma solidariedade” que Carlos César solicitou ao primeiro-ministro (para com a região autónoma), relativamente aos estaleiros navais daquela cidade.

“Entende a Câmara Municipal de Viana do Castelo ser oportuno solicitar a mesma solidariedade ao Governo Regional para a Estaleiros Navais de Viana do Castelo S.A., empresa a quem foi encomendado o navio ‘Atlântida’, para depois ser recusado por alegadas falhas técnicas”, afirmou o autarca José Maria Costa em declarações à agência Lusa.
Em causa está o facto de o presidente do Executivo regional, Carlos César, ter pedido, terça-feira, a Pedro Passos Coelho “solidariedade nacional” para com os Açores, que alegou cumprir “todos os objectivos” financeiros, não precisando, por isso, de “medidas de austeridade.”
“Acreditamos que, com a solidariedade do Governo Regional, que este tanto compreende, poderemos criar condições para viabilizar os ENVC”, reagiu José Maria Costa.
Encomendado pelo Governo Regional aos estaleiros de Viana e rejeitado no ano de 2009 por uma diferença na velocidade máxima, aquele ferry-boat está parado desde Agosto de 2011 no arsenal do Alfeite, à espera de um comprador.
“Numa recente audição parlamentar, o presidente da Empordef, holding” que tutela aqueles estaleiros navais, afirmou ser “vital” que o navio “vá para os Açores”, acrescentando que esse cenário permitiria salvar a empresa, “tendo em conta os 57 milhões de euros que o negócio representa.”
Face ao apelo de Carlos César ao Governo da República, o autarca socialista de Viana do Castelo referiu ser “fundamental a mesma solidariedade de Carlos César para com uma empresa pública, sob a qual pendem ameaças de encerramento, deixando sem emprego mais de 600 trabalhadores.”
Tendo em conta os “preocupantes sinais para os ENVC”, o autarca disse já ter  solicitado uma audiência ao primeiro-ministro, para pedir uma intervenção “rápida e eficaz” para a situação da empresa.