Prejuízos de 10 milhões nos hospitais e de 21 milhões na SATA no 1º trimestre deste ano

Hospital PDL2

O Governo dos Açores transferiu para os três hospitais da região, no primeiro trimestre do ano, 44,4 milhões de euros, tendo as três unidades registado 10 milhões de euros de prejuízos no mesmo período.

Os números vêm publicados nas contas do sector público empresarial regional (SPER), entregues pelo executivo socialista na Assembleia Legislativa Regional.

Os dados são referentes aos primeiros três meses de 2020, numa altura em que ainda não se faziam sentir na plenitude os efeitos da pandemia de covid-19 no arquipélago.

Dos 44,4 milhões de euros de subsídios governamentais destinados ao sector da Saúde nas ilhas, 24 milhões foram para o Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, 14,2 milhões para o Hospital da Terceira e 6,2 milhões para o Hospital da Horta.

Apesar desta injecção de capital, os três hospitais terminaram o trimestre com um total de 10 milhões de euros de resultados negativos (-5,4 no Hospital de Ponta Delgada, -3,3 no Hospital da Terceira e de -1,3 no Hospital da Horta).

 

Mais 21 milhões de prejuízo 

na SATA

 

Também o grupo SATA apresenta resultados negativos no primeiro trimestre deste ano, superiores a 21 milhões de euros (-17,8 milhões de euros na Azores Airlines e -3,3 milhões na SATA Air Açores).

Neste período o executivo injectou, a título de subsídio à exploração, cerca de nove milhões de euros na SATA Air Açores. 

Recorde-se que a SATA fechou o ano de 2019 com prejuízos de 53 milhões de euros, valor semelhante ao registado em 2018, mas com melhorias em ambas as transportadoras aéreas do grupo (SATA Air Açores e Azores Airlines). 

O grupo SATA solicitou ao Governo Regional, como representante do accionista único da operadora, a Região Açores, um pedido de auxílio de Estado, para ser “considerado no quadro de ajudas extraordinárias previstas pela CE”.

Enquanto isso decorre a elaboração de um Plano de Reestruturação da empresa, já entregue ao Governo Regional, mas que ainda é desconhecido do público.

Na semana passada o presidente do conselho de administração do grupo SATA disse que a transportadora aérea não deve divulgar o plano de reestruturação, porque tal causaria uma “confusão significativa” numa altura em que foi solicitado um auxílio de Estado.