Vai ser nomeada uma equipa para coordenar a saúde pública

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O Presidente indigitado do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, admitiu ontem que o novo executivo terá “muitas dificuldades” pela frente, mas disse que estará preparado para as “ultrapassar com sucesso”.

“Temos muitos problemas para resolver. Temos muitas dificuldades que surgem dos tempos que vivemos, uns da responsabilidade puramente regional, tendo em conta legados, outros da influência nacional, internacional, global e também, finalmente, o contexto pandémico que nos dá muitos constrangimentos. A governação está preparada para podermos, de forma progressiva, fazer face a estas dificuldades e ultrapassar com sucesso os impedimentos que hoje existem e que queremos que amanhã sejam transformados em oportunidades”, avançou.

José Manuel Bolieiro, líder do PSD/Açores, falava, em declarações aos jornalistas, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, à margem de uma audiência com o representante da República para os Açores, Pedro Catarino, em que entregou um documento com a composição do XIII Governo Regional dos Açores, como prevê o Estatuto Político Administrativo da Região Autónoma dos Açores.

Questionado sobre a dimensão do executivo, o presidente indigitado disse que “este é um governo não acomodatício, mas sim transformativo”, alegando que sinaliza “a eficiência e eficácia da ação governativa”.

“Não é essa a expectativa da decisão do povo e, por isso, também quis corresponder à boa interpretação que fizemos da vontade do povo: não nos acomodarmos, mas sermos transformistas, isto é, podermos fazer a transformação da governação e definir bem as prioridades”, apontou.

Segundo José Manuel Bolieiro, a orgânica do XIII Governo Regional demonstra “prioridades claras” para as áreas da Educação e da Saúde, mas também para a “regularização das contas”, a “modernidade”, a “sustentabilidade ambiental”, a “transformação digital” e a “juventude”.

“A orgânica representa muito bem esta ideia de transformação e será feita com a quantidade necessária, nada da mais, nada a menos”, frisou.

Quanto ao combate à pandemia de Covid-19, disse que o executivo vai nomear, para já, o director regional da Saúde como responsável máximo da Autoridade de Saúde Regional, mas garantiu que o objectivo no futuro é criar uma Autoridade de Saúde Regional “independente, autónoma e altamente profissionalizada e científica”.

“Temos de ter uma preocupação de responsabilidade com o que é imediato e não pode ser adiado. Por isso não se compatibiliza com ideias de transformação agora que só demorariam e atrasariam medidas que são urgentes, necessárias e emergentes”, salientou.

Na primeira reunião do Conselho de Governo, na terça-feira após aposse, além da nomeação do director regional da Saúde como responsável máximo da Autoridade de Saúde Regional, o executivo açoriano vai também “nomear uma equipa de coordenador regional para a saúde pública com profissionais da matéria”, revelou José Manuel Boleiro.