Deputado Nuno Barata critica Secretários Regionais que foram ao “beija-mão”

Nuno Barata

O deputado regional Nuno Barata, do Iniciativa Liberal apoiante da actual coligação de governo, criticou na sua página das redes sociais os Secretários Regionais que foram ao “beija-mão”.

“O regime parlamentar puro não é um regime corporativo. O Estado de direito democrático e liberal não é corporativo. O tempo das Guildas fica lá atrás, antes de Vestefália”, começa por escrever Nuno Barata, para acrescentar que “há coisas que se esperava pudessem mudar mas não mudam”. 

E remata: “Os Senhores Secretários Regionais, à primeira oportunidade, foram ao “beija-mão” das grandes corporações. Não aprenderam nada, absolutamente nada. Tenho pena, tenho muita pena”.

O deputado regional, um dos de quem depende a coligação governamental de José Manuel Bolieiro, não menciona que Secretários regionais são, mas nesse dia foi notícia que a primeira reunião do novo Secretário Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural, António Ventura, foi com o Presidente da Associação Agrícola de S. Miguel, Jorge Rita. 

Já ontem o Secretário Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural reuniu com outra entidade na ilha Terceira, onde assumiu o compromisso de criar uma Agenda para a Investigação e para o Agro Rural.

António Ventura falava após uma reunião com o responsável pela Faculdade de Ciências Agrárias e do Ambiente da Universidade dos Açores, Alfredo Borba, no âmbito de uma ronda de contactos com futuros parceiros dessa e de outras iniciativas.

“É nossa vontade criar uma Agenda para a Investigação e para o Agro Rural, aproveitando todos os recursos existentes e evitando a duplicação, quer em recursos financeiros como humanos, visando os grandes objectivos da Agricultura para os Açores”, explicou o governante.

No caso da reunião de ontem, “pretendemos estabelecer objectivos específicos com esse parceiro que é a Universidade dos Açores”, garantiu António Ventura.

“O mote comum é criar confiança e credibilidade nos nossos produtos alimentares, por via da Ciência”, acrescentou.

Para o Secretário Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural, “é preciso preparar os nossos produtos para novos mercados, e queremos afirmar a excelência qualitativa e sui generis dos alimentos produzidos nos Açores”, concluiu António Ventura. 

 

Clélio Meneses preocupado com o que viu no HDES

 

Por sua vez, o Secretário Regional da Saúde e Desporto visitou o Hospital de Ponta Delgada e reuniu com a administração. 

Em declarações à imprensa no final do encontro, Clélio Meneses revelou preocupação pelo que ouviu: “O défice mensal desta unidade é de três milhões de euros e os recursos humanos são cada vez menos. Vamos ter de trabalhar muito para recuperar esta situação”.

O governante revelou que o maior hospital da Região perdeu 10 médicos e 15 enfermeiros num ano, facto revelador de outro défice: os recursos humanos. Clélio Meneses sublinha que a situação é grave e segue o colapso do sistema de saúde nos Açores, que urge evitar. “Há aqui duas questões muito graves… a suborçamentação crónica da Saúde e a falta de recursos humanos. Tudo isto se agudiza no atual cenário dominado pela pandemia”.

O governante apelou à união e à resiliência, pediu aos açorianos que assumam responsabilidades individuais, perante a gravidade da pandemia e alertou que “não pode haver divisões, nem de ordem geográfica, nem ideológica, nem de especialidades nem de profissionais de saúde, porque todos fazem parte dum sistema integrado que visa proteger o cidadão”.

O titular da Saúde esteve acompanhado nesta e em outras visitas, pelo Director Regional da Saúde, Berto Cabral e por Gustavo Tato Borges, Coordenador Regional de Saúde Pública nos Açores. Clélio Meneses reuniu igualmente com outras entidades, como a Ordem dos Médicos, o conselho de administração da Unidade de Saúde de ilha de S. Miguel e com os delegados de saúde de Ponta Delgada.