Morreram mais 129 açorianos do que a média dos últimos 5 anos

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Doente - cama hospitalSegundo revelou ontem o INE, entre 2 de Março e 27 de Dezembro (semanas 10 a 52), comparativamente com a média de óbitos observada no período homólogo de 2015-2019, o maior aumento do número de óbitos registou-se na região Norte (+5 696 óbitos), seguida da Área Metropolitana de Lisboa (+3 428 óbitos), do Centro (+2 423 óbitos), Alentejo (+948 óbitos), Algarve (+256 óbitos) e das regiões autónomas dos Açores e da Madeira (+129 e +114, respectivamente).

Comparando o número de óbitos por semana com a média do período 2015-2019, o aumento na semana 11 (9 a 15 de Março) foi explicado pelo acréscimo de óbitos na região Norte. 

Nas semanas seguintes verificaram-se maiores contributos das restantes regiões, em particular do Centro e da Área Metropolitana de Lisboa, mantendo-se todavia a região Norte, entre as semanas 13 (23 a 29 de Março) e 22 (25 Abril a 31 de Maio), com a maior contribuição para o acréscimo do número de óbitos. Nas semanas 23 e 25 a 27 a maior contribuição foi da ÁreaMetropolitana de Lisboa, voltando, em seguida, o Norte a ocupar a primeira posição. 

Nas semanas 38 a 41 (de 14 de Setembro a 11 de Outubro) a maior contribuição pertenceu novamente à Área Metropolitana de Lisboa. 

Desde a semana 42 (12 a 18 de Outubro), a região Norte voltou a apresentar o maior aumento de óbitos.

 Entre 2 de Março, data em que foram diagnosticados os primeiros casos com a doença COVID-19 em Portugal, e 27 de Dezembro, registaram-se 99 356 óbitos em território nacional, mais 12 852 óbitos que a média no mesmo período dos últimos cinco anos. 

Destes, 52,0% (6 677) foram óbitos por COVID-19. 

Nas últimas 4 semanas (30 de Novembro a 27 de Dezembro) registaram-se mais 1 884 óbitos que a média. 

Nestas semanas registaram-se 2 172 óbitos por COVID-19, superando em 15,3% o aumento de óbitos relativamenteà média das semanas homólogas de 2015-2019.

Do total de óbitos de 2 de Março a 27 de Dezembro, 49 453 foram de homens e 49 903 de mulheres, mais 5 833 e 7 019 óbitos, respetivamente, que a média de óbitos no período homólogo de 2015-2019.

Mais de 70% dos óbitos foram de pessoas com idades iguais ou superiores a 75 anos.

 Comparativamente com a média observada no período homólogo de 2015-2019, morreram mais 10 886 pessoas com 75 e mais anos, das quais mais 8 038 com 85 e mais anos.

Os maiores acréscimos ocorreram mais frequentemente na região Norte, seguindo-se a Área Metropolitana de Lisboa.

Do total de óbitos registados entre 2 de Março e 27 de Dezembro de 2020, 60 024 ocorreram em estabelecimento hospitalar e 39 332 fora do contexto hospitalar, a que correspondem aumentos de 5 650óbitos e 7 202 óbitos, respectivamente, relativamente à média de óbitos em 2015-2019 em período idêntico.

Neste período, 56,0% do acréscimo de óbitos ocorreu fora dos hospitais. 

Contudo, desde a semana 44 (26 de Outubro a 1 de Novembro) o maior acréscimo de óbitos registou-se nos hospitais. 

A informação sobre óbitos é obtida a partir dos dados do registo civil (assentos de óbito) apurados no âmbito do Sistema Integrado do Registo e Identificação Civil (SIRIC) e foi recolhida até 5 de Janeiro de 2021. 

O desfasamento temporal entre a última semana de referência dos dados (52ª semana) e o momento até ao qual decorre a recolha evita que a informação divulgada seja sujeita a revisões acentuadas. Todavia, a informação referente a 2020 tem carácter preliminar e será sujeita a atualizações.

Uma das consequências mais dramáticas da pandemia COVID-19 diz respeito ao aumento do número total de óbitos. 

O número de óbitos COVID-19 fornece apenas uma medida parcial desses efeitos. 

Uma medida mais abrangente do impacto na mortalidade pode ser fornecida pela diferença entre o número de óbitos, por todas as causas de morte, em 2020 e a média dos últimos cincos anos (2015-2019), não obstante outros efeitos sobre a mortalidade, como a gripe sazonal e os picos ou ondas de calor ou frio.