Floricultura nos Açores apenas emprega 101 pessoas

proteaDe acordo com o inquérito Floricultura e Plantas Ornamentais - 2012, ontem lançado pelo INE, os Açores são responsáveis por quase 9% do número de explorações dedicadas aos diversos tipos de floricultura, e por 5,93% da área cultivada.
Das 90 explorações existentes na Região, o concelho de Angra do Heroísmo é o que possui mais explorações, embora em termos de área cultivada fique empatada com a Ribeira Grande, num total de 26 hectares cada.
Mas esse peso de explorações e áreas cultivadas não tem qualquer correspondência ao seu impacto em termos de emprego. As explorações açorianas são apenas responsáveis por 2,7% da mão de obra nacional (calculada em UTA “Unidade de Trabalho Ano” – unidade de medida equivalente ao trabalho de uma pessoa a tempo completo durante um ano). Nos Açores, o INE estima que existam apenas 101 pessoas a tempo completo nesta actividade, dos quais 44 na categoria de mão de obra familiar, e apenas 58 como mão de obra assalariada, o que corresponde a 1,96% do total nacional.
A média de trabalhadores por hectare nos Açores é menos de metade da nacional: 1,24 trabalhadores por hectare, enquanto que a média nacional é de 2,74%. A explicação para esta situação não é clara, podendo ter a ver com o tipo de produtos.
Nos Açores, 69,4% da produção incide sobre a  produção de flores de corte, 18,4% em folhagem de corte, e 12% em plantas ornamentais. Nas flores de corte, o peso regional atinge quase 10% do total nacional.
As Próteas são a grande produção de flores, com um peso de 66% de toda a área cultivada nos Açores, representando 29,6% do total nacional. Os Açores têm 37 hectares desta espécie, mas o principal produtor nacional é o Alentejo, com 71 hectares. Para além destas duas regiões, apenas a Madeira também produz Próteas.
Cerca de 67% da produção de flores regional é exportada, o que é bem superior à média nacional, que é de apenas 23%. Já em relação à pequena produção de plantas ornamentais, não existe qualquer exportação.