Comparticipação pública mantém-se em 75% das IPSS’s

Piedade LalandaA Secretária Regional da Solidariedade Social reafirmou sexta-feira que cerca de 75% das instituições sociais não vão sofrer reduções de financiamento com a reforma em curso e que 48% vão mesmo ver aumentada a comparticipação financeira.
“A transição faz-se para um modelo mais justo”, afirmou Piedade Lalanda, salientando que o novo modelo procura mais eficiência na gestão e um melhor aproveitamento de sinergias entre instituições.
Segundo nota de imprensa emitida pelo Gabinete de Apoio à Comunicação Social (GaCS), Piedade Lalanda falava, em Angra do Heroísmo, no final de um encontro com representantes da União Regional das Instituições Particulares de Solidariedade Social dos Açores e da União Regional das Misericórdias dos Açores, que considerou ter sido “extremamente positivo e participado”.
Este encontro serviu para dar a conhecer alguns dos pormenores do novo modelo de comparticipação financeira e estabelecer estratégias conjuntas de cooperação, no sentido de optimizar e aproveitar os recursos existentes.
Nesse sentido, a Secretária Regional revelou que o Executivo açoriano vai ter em conta o período de ajustamento das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS’s) ao novo modelo de financiamento público, que abrangerá, numa primeira fase, a infância, a juventude e os idosos e contará com o apoio do Instituto para o Desenvolvimento Social dos Açores.
Uma das novidades propostas é a criação de uma “bolsa de fornecedores privados” da Região para a “minimização de custos” na compra de bens e serviços a preços mais favoráveis.
Esta iniciativa, afirmou Piedade Lalanda, permitirá ainda às IPSS’s recorrerem, através de uma avença colectiva, a serviços de consultadoria jurídica e económica e financeira.
“Se as grandes IPSS’s têm alguma facilidade de terem um recurso de consultadoria nessas áreas, as pequenas IPSS’s têm alguma dificuldade em aceder a esse tipo de avenças, porque as necessidades não justificam o pagamento mensal de um consultor jurídico ou financeiro”, sublinhou.
Nesse sentido, referiu que esta iniciativa permitirá minimizar as despesas e, ao mesmo tempo, “aumentar a eficiência de funcionamento e a qualidade dos serviços que prestam nas suas valências”.
Durante a reunião, Piedade Lalanda afirmou a disponibilidade do Governo Regional para facultar “módulos de formação” em áreas de interesse demonstradas pelas IPSS’s, dirigidas aos seus dirigentes e responsáveis.
“O espírito de base é de cooperação entre o Governo Regional e a Rede das IPSS’s e uma abertura de parte a parte para construirmos em conjunto a aplicação concreta do novo modelo de financiamento nas fases seguintes que serão a concretização dos novos acordos de cooperação”, frisou, salientando a importância de envolver as instituições sociais.