Resultados das Provas Finais do Ensino Básico claramente negativos...

exameCerca de 11% dos alunos inscritos no 9º Ano de Escolaridade no ano lectivo de 2012-2013 não realizaram as Provas Finais do Ensino Básico na disciplina de Matemática, de acordo com os dados publicados pela Direcção Regional da Educação, enquanto que 9,6% não realizaram a prova de Português. Poderá estimar-se que logo aí deverá existir um total de 308 alunos que não concluirão o ensino básico de molde a continuarem os estudos no Secundário. Mas a situação deverá ser pior, tendo em conta os resultados das provas. Maus, para não variar.
No 9º ano, a média geral em Matemática ficou-se pelos 32,2% (de 0 a 100%) enquanto que em Português se ficou pelos 39,4%. No caso da Matemática, apenas uma escola conseguiu uma média positiva, mas mesmo no limite: trata-se do Colégio do Castanheiro, em Ponta Delgada, com uma média final de 53,9% para apenas 22 alunos. No Português nenhuma escola atingiu os 50%.
Neste nível, a pior escola em Matemática foi a EBI de Rabo de Peixe, com uma média final de 19,8%, enquanto que no Português foi a EBI Mouzinho Silveira, com 28,5%.
O facto, no entanto, é que em Matemática há 13 escolas com média inferior a 30%, e no Português apenas 1. Ou seja, em termos genéricos parece haver um gravíssimo problema com a Matemática, enquanto que a língua portuguesa, se bem que um pouco menos mal, é outro desastre.
Quanto ao 2º ciclo, em Matemática a média final foi de 35,9% e em Português 44,2%, o que revela uma maior igualdade. Apenas duas escolas conseguem positiva em Matemática (os colégios do Castanheiro e de Santa Clara, ambos acima dos 60%), mas todas as restantes escolas têm média negativa, com 7 abaixo dos 30% (Rabo de Peixe volta a ser a pior).
No Português há apenas 3 escolas com média positiva, (Castanheiro, EBS da Madalena, e Santa Clara), mas apenas 1 com média abaixo dos 30%.
É a primeira vez que o Governo divulga os resultados com algum grau de detalhe, apesar de não ser ainda com a discriminação do número de positivas e negativas por cada escola, como é feito para o 4º ano (dados a publicar na edição de amanhã do DA).
Aparentemente esses dados são fornecidos por cada escola e não sistematizados de forma centralizada por parte da Secretaria da Educação. É o que se depreende da referência que é feita no site da Direcção da Educação, que refere que “em prol do desenvolvimento de uma prática sistematizada e generalizada de autoavaliação da escola, com vista à promoção do sucesso escolar dos alunos, e na sequência do determinado no n.º 1 do artigo 32.º da Portaria n.º 9/2013, de 11 de Fevereiro, publicam-se os resultados obtidos, a nível regional e por unidade orgânica, nas Provas Finais Nacionais dos 1.º, 2.º e 3.º ciclos”. Esse artigo refere  que “em cada estabelecimento de ensino e unidade orgânica devem ser desenvolvidos, anualmente, procedimentos de análise dos resultados da informação relativa à avaliação da aprendizagem dos alunos, proporcionando o desenvolvimento de práticas de autoavaliação da escola que visem a melhoria do seu desempenho.”

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