Subempreiteiro assegura encargos com operários com salários em atraso no Corvo

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O proprietário da empresa de construção civil ‘Distância Viva’, Honório Biágue, garantiu, sexta-feira, que vai continuar a "suportar os encargos" com os 11 operários guineenses que estão retidos na ilha do Corvo.

O empresário da Guiné-Bissau, que está naquela ilha em regime de subempreitada de uma outra empresa de construção civil, a ‘Castanheira e Soares’, afirmou que se recusa a "abandonar" os seus homens, apesar de ainda não ter recebido o dinheiro em atraso que lhe permita pagar os salários em atraso.

"Eu vou continuar a suportar os encargos com a alimentação, a dormida e com os seguros de trabalho", assegurou Honório Biágue, recusando a ideia de abandonar os trabalhadores, que estão com vencimentos em atraso relativos a novembro e dezembro.

Honório Biágue revelou que a administração da ‘Castanheira e Soares’ prometeu saldar as dívidas para com a ‘Distância Viva’ até quarta-feira, altura em que espera poder pagar também aos seus operários.

Quatro dos 11 trabalhadores da ‘Distância Viva’ que estão retidos no Corvo aceitaram na quinta-feira uma oferta de dinheiro dos serviços de acção social dos Açores para poderem regressar a Lisboa ou aos seus países de origem.

A viagem só deve, no entanto, realizar-se dentro de uma semana, depois dos operários receberem os vencimentos em atraso.

A ‘Castanheira e Soares’ está com graves problemas financeiros e avançou com um "pedido de insolvência" no Tribunal de Santa Cruz das Flores, por falta de liquidez.

A administração da empresa alegou, em comunicado, que a situação decorre da falta de pagamento por parte de entidades adjudicatárias, da contração do mercado e de cortes na concessão de crédito por parte da banca.