Saúde com execução no 1º semestre de 60% do que tem para gastar em 2013...

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notasNo primeiro semestre do ano, a Secretaria Regional da Saúde atingiu uma taxa de execução da sua despesa de 59,6%. É a única secretaria que atinge esses valores e mais nenhuma chega sequer aos 45%, enquanto que a média de toda a despesa regional revela uma execução de apenas 35,7%.
Os dados estão contidos no Boletim de Execução Orçamental do Governo Regional. Recorde-se que a Secretaria Regional de Saúde tinha sido alvo de um reforço significativo das suas verbas no Orçamento de 2013, que passaram de 284 milhões de euros para 320,7 milhões – um crescimento de quase 13%, colocando aquela secretaria como a que tem maior peso na despesa, com cerca de 29,8% do total orçamentado.
No final do 1º semestre, a Secretaria da Saúde era responsável por 38% da execução da Despesa Efectiva, o que está bastante acima do seu peso no orçamento, que era de 22.9%.
Apesar das verbas da Saúde constarem da rúbrica “transferências”, trata-se na realidade do custo do sector, uma vez que se destinam ao funcionamento das empresas hospitalares e da Saudaçor (o que não acontece com as restantes Secretarias).
Refira-se que o peso das despesas de capital, normalmente ligadas ao Plano de Investimentos, no caso da Saúde revela uma taxa de execução de apenas 6,4%, quando o Investimento atinge 13,3% do total da despesa desta secretaria.
Significará esta elevadíssima taxa de execução que os problemas com o financiamento da Saúde voltarão no final do ano? Ainda é cedo para o prever, mas o facto é que até Junho, a Secretaria da Saúde gastou uma média de 31,8 milhões de euros por mês, enquanto que para o 2º semestre, o montante que resta do valor orçamentado é de 21,6 milhões de euros (menos cerca de 10 milhões de euros por mês). No 1º semestre, a Saúde representou uma despesa mensal sumerior a 1 milhão de euros por dia!