Processo da Base das Lajes deve continuar a exigir todo o empenho, afirma Vasco Cordeiro

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Vasco Cordeiro3O Presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, reuniu-se ontem com o novo Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, tendo defendido que o processo de redução da presença norte-americana na Base das Lajes deve continuar a ser tratado no âmbito das relações diplomáticas entre Portugal e os Estados Unidos.
“Esse processo deve continuar a estar no âmbito das relações diplomáticas e, portanto, com o envolvimento do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, que demonstrou todo o empenho e toda a atenção a este dossier, que se afigura de importância essencial para a ilha Terceira e para a Região Autónoma dos Açores”, afirmou Vasco Cordeiro.
O Presidente do Governo falava aos jornalistas depois de se ter reunido, em Lisboa, com o Ministro Rui Machete, num encontro que se centrou, principalmente, no processo da anunciada redução de militares dos Estados Unidos na base aérea da ilha Terceira.
Segundo o Gabinete de Apoio à Comunicação Social, no final do encontro, Vasco Cordeiro recordou que este assunto conheceu recentemente um conjunto de desenvolvimentos que têm a ver com a aprovação, por parte da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, de duas leis sobre matérias específicas relativas à Base das Lajes.
Uma destas leis faz depender a redução da presença militar norte-americana da elaboração de um relatório de apreciação do impacto das Forças Armadas dos EUA na Europa e, em especial, na Base das Lajes.
A segunda iniciativa legislativa incide na componente orçamental e determina que os Estados Unidos fiquem impedidos de utilizar, no seu ano fiscal de 2014, o Orçamento do Departamento da Defesa para a diminuição da sua presença naquela base.
“Essas duas decisões da Câmara dos Representantes têm ainda de ser confirmadas pelo Senado”, o que obriga a uma posição de cautela e de prudência, salientou Vasco Cordeiro, que realçou a “forma empenhada e diligente” como o Embaixador de Portugal em Washington, Nuno Brito, tem trabalhado nesta matéria.
“Da parte do Governo dos Açores, este assunto merece um contacto muito próximo e uma articulação com um conjunto de entidades que podem ter relevância na sensibilização dos Senadores para a importância dessa matéria”, frisou o Presidente do Governo.
“O que temos como certo, neste momento, é a decisão inicialmente apresentada pela Administração dos Estados Unidos, mas não desistimos de trabalhar e de tentar criar as condições para que, a concretizar-se a redução, os seus efeitos sociais e económicos possam ser devidamente acautelados para a ilha Terceira e para os Açores”, concluiu Vasco Cordeiro.