Temporal causou danos sem gravidade nos Açores

mau tempoTelhados danificados e árvores derrubadas são as principais consequências do temporal que na quinta-feira afetou os Açores, sem registo de situações graves, nem danos pessoais, disseram fontes autárquicas à agência Lusa.
No total, a protecção civil açoriana assinalou 87 ocorrências nos grupos ocidental e central do arquipélago, entre as quais o desalojamento de quatro famílias nas ilhas Terceira e São Jorge.
Contactado pela agência Lusa, o vereador responsável pela protecção civil municipal da Praia da Vitória, Osório Silva, destacou “duas situações” de “maior preocupação”, que levaram ao realojamento de quatro pessoas, duas delas junto de familiares até à recuperação das suas habitações, referindo que as restantes, depois de provisoriamente instaladas no quartel de bombeiros do concelho, irão habitar de forma definitiva uma moradia da Direcção Regional da Habitação.
Já em Angra do Heroísmo, apesar das solicitações terem sido “numerosas”, explicou o presidente da Câmara, Álamo Meneses, “foram de pouca gravidade”, sobretudo relacionadas com danos em telhados de habitações e árvores caídas.
Em São Jorge, no concelho da Calheta, foram também “pouco significativos” os estragos, registados, que ocorreram sobretudo ao nível de “coberturas de casas e palheiros”, na zona do Topo e de Santo Antão, e de “pequenas derrocadas” nos acessos às fajãs dos Vimes e dos Cubres, confirmou o responsável pelo município, Décio Pereira, adiantando estarem em curso trabalhos de desobstrução “que não implicam grandes meios”.
Rescaldo idêntico foi feito nas Velas, onde o autarca Luís Silveira informou que a corporação de bombeiros “foi chamada para 28 ocorrências”, todas “sem gravidade”.
Em Santa Cruz da Graciosa, o presidente da Câmara, Manuel Santos, disse que o mau tempo causou estragos numa pala de protecção do complexo desportivo municipal, a destruição do telheiro do picadeiro da Graciosa e danos numa casa na freguesia de São Mateus.
Na mais ocidental ilha do arquipélago, o autarca das Lajes das Flores, Luís Maciel, referiu que, apesar de não haver “situações de grande gravidade”, houve “várias dezenas” de telhados danificados pelo mau tempo, além da destruição de estufas agrícolas e de algumas árvores que “acabaram por afectar a via pública”.
Por seu turno, o presidente da Câmara de Santa Cruz das Flores, José Mendes, considerou que “as consequências foram muito menores do que estávamos à espera”, recordando o registo na ilha de rajadas com “intensidade máxima de 231 km/h”, adiantando também ocorrências “sem grandes prejuízos” relacionadas com danos em telhados de habitações e árvores derrubadas. Depois de ter estado na quinta-feira sob aviso laranja, o segundo mais grave em termos de condições atmosféricas, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou os Açores ontem numa previsão de menor risco, sob aviso amarelo, mas com agitação marítima forte, com ondas entre seis a sete metros, rajadas de vento, trovoadas e precipitação sob a forma de granizo.