Operadores turísticos com boas expectativas para resto do ano

turistasTerminados os principais meses de Verão, os operadores turísticos dos Açores voltam-se agora para a chamada “época intermédia” e depois a “época baixa”.
A expectativa, segundo os contactos efectuados pelo nosso jornal, são boas e muita coisa dependerá da agressividade das companhias low cost nas rotas com o mercado nacional.
Humberto Pavão, da Associação de Hoteleiros, disse ao “Diário dos Açores” que as reservas efectuadas até agora “têm sido boas”.
“Até Outubro estamos a registar reservas acima do que era normal, mas a partir daí estamos na expectativa, sendo provável que haja muita marcação mais em cima da hora, uma vez que já não existe aquela pressão do Verão em que os hotéis estão cheios”, explica-nos Humberto Pavão.
No mesmo sentido vão as declarações de Luís Rego, empresário de rent-a-car do Grupo Ilha Verde, confirmando que Setembro e Outubro “está acima das nossas expectativas”, aguardando-se o que será a época mais baixa, “mas sinto que, se se mantiver este ambiente e as mesmas frequências nas rotas, vamos ter uma boa época”.
Luís Rego revela que a sua empresa foi obrigada este Verão a investir mais, aumentando a frota de viaturas para responder às inúmeras procuras.
Humberto Pavão, que também é empresário hoteleiro, dos Hotéis Vilanova e Canadá, salienta o aumento considerável de turistas nacionais, mas também de outras origens.
 “Até do leste, da Polónia, tivemos turistas”, salienta.
Luís Rego destaca igualmente o mercado nacional e refere que notou um tipo de cliente importante para o seu tipo de negócio, que é “aquele que viaja praticamente sozinho ou com um acompanhante e que prefere o alojamento local, logo necessita de viatura”.
“Quando os turistas vêm em grupo para os hotéis, geralmente já trazem pacotes para excursões, não necessitando de viatura”, explica Luís Rego, “mas estamos a notar um crescimento considerável no alojamento local com turistas a procurarem o aluguer de viatura”.
Luís rego está convicto que a época baixa vai ser boa, “porque já de janeiro a Março deste ano, ainda antes da vinda das low cost já tínhamos registado um crescimento muito bom”.
Humberto Pavão é da mesma opinião, considerando que há espaço para crescer “pelo menos até Março do próximo ano”.
O representante dos hoteleiros manifestou-nos também a sua estranheza ppor a companhia de low cost Ryanair ter-se recusado a voar para a Terceira.
“O mais provável é que a companhia pediu dinheiro para fazer esta operação e o Governo da República recusou, a meu ver muito bem, porque abrir-se-ia um precedente perigoso, uma vez que depois poderiam também pedir o mesmo para continuarem a rota de S. Miguel”.
Humberto Pavão entende que, se alguém tivesse que pagar à Ryanair para voar para a Terceira seria o Governo Regional, até porque vai dar 2 milhões de euros a outros operadores para voarem dos EUA e Madrid”.
“Mas atenção - ressalva - se isto acontecesse teria que ser um contrato muito bem feito, blindando a possibilidade de se abrirem outros precedentes”.
O mercado nacional continuará a ser o mais cobiçado na próxima época, mas os operadores não excluem a exploração de outros mercados favoráveis aos Açores.
A Comissão Especializada do Turismo da Câmara do Comércio de Ponta Delgada já tinha destacado esta semana o mercado dos EUA e o alemão como principais emissores, mas também faz uma análise positiva de outros mercados.
É o caso da Holanda, que “apesar de ser um país pequeno, está em quarto lugar, devido essencialmente ao facto de haver duas ligações de Amsterdam, uma da Sata, e a outra de um operador que tem aviões próprios”.
A Inglaterra também é um bom caso: “aumentou 45,1% as dormidas, o que se deve exclusivamente ao voo da Ryanair, de Londres, apesar de se tratar do aeroporto de Stanstead e não dos aeroportos mais importantes como Heathrow ou Gatwick.
Para além da Ryanair, a Sata tem uma frequência semanal de Gatwick”.

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