CTT encerram balcão da Calheta

CttO plano de reestruturação que prevê o fecho de lojas dos CTT atinge, também a ilha de S. Miguel, com o encerramento do balcão da Calheta, em Ponta Delgada.

De acordo com os trabalhadores da empresa, são 22 lojas que vão ser encerradas em todo o país.

A lista completa que a gestão liderada por Francisco Lacerda pretende fechar para já e entregue à Comissão de Trabalhadores para perecer é a seguinte: Junqueira, Avenida (Loulé), Universidade (Aveiro), Termas de S. Vicente, Socorro (Lisboa), Riba d’Ave, Paços de Brandão (Santa Maria da Feira), Lavradio (Barreiro), Galiza (Porto), Freamunde, Filipa de Lencastre (Belas), Olaias (Lisboa), Camarate, Calheta (Ponta Delgada), Barrosinhas (Águeda), Asprelas (Porto), Areosa (Porto), Araucária (Vila Real), Alpiarça, Alferrarede, Aldeia de Paio Pires e Arco da Calheta (Madeira).

No final do primeiro semestre de 2017 os CTT dispunham de uma rede de lojas composta por 4.377 pontos de contacto, sendo constituída por 613 lojas próprias, 1.744 lojas em parceria (postos de correio) e 2.020 postos de venda de selos.

Anunciado há pouco mais de duas semanas, o plano de reestruturação dos CTT já previa o fecho de balcões. 

A chamada “optimização da cobertura da rede” seria concretizada “através da conversão de lojas em postos de correio ou fecho de lojas com pouca procura por parte dos clientes“, podia ler-se no documento enviado a 19 de Dezembro à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

Saída de mil trabalhadores

 

De acordo com o plano, está em vista a saída de 1.000 trabalhadores da empresa até 2020. 

O objectivo desta profunda reestruturação passa por alcançar poupanças anuais na ordem dos 45 milhões de euros.

Esta foi a resposta da  administração dos CTT para travar a desconfiança dos investidores com o mau desempenho operacional da empresa. 

Isto depois de os Correios terem visto o lucro cair 57% nos nove primeiros meses de 2017 face ao mesmo período de 2016, penalizado pela redução do negócio do correio postal, enquanto os custos agravaram ligeiramente. 

No ‘profit warning’ emitido em Outubro, o presidente executivo anunciou logo os primeiros cortes: reduziu o dividendo em 20%, dos 48 cêntimos para os 38 cêntimos, deixando o mercado, os investidores e até accionistas em sobressalto.

Entre as medidas incluídas no chamado Plano de Transformação Operacional estão ainda reduções nas remunerações da própria gestão da empresa, num sinal de que também os administradores vão dar o corpo às balas nesta contenção de custos.

Para hoje, na Assembleia da República, está agendada a apreciação e votação do requerimento apresentado pelo PCP para audição do ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, sobre as medidas anunciadas pela administração dos CTT.