Mário Fortuna reage ao discurso de Vasco Cordeiro

Mario Fortuna - novaO Presidente da Câmara do Comércio e Indústria dos Açores declarou ontem ao nosso jornal que os empresários “sempre estiveram disponíveis para dialogar com todos os parceiros, em sede de concertação, já propuseram Contratos Colectivos de Trabalho, mas para haver aumentos de salários, sobretudo no sector do turismo, tem que haver flexibilidade de horários, devido à especificidade do sector”.

Mário Fortuna reagia assim ao desafio do Presidente do Governo, Vasco Cordeiro, que no discurso do Dia dos Açores desafiou empresários e sindicatos para melhorarem remunerações e a precariedade.

“As empresas têm aumentado o salário mínimo, conforme decisão do governo, que é maior cá do que no Continente, e o governo não tem seguido as nossas propostas para uma maior competitividade da economia, nomeadamente o pacote fiscal que apresentamos e mais formação para o sector, que é coisa que não existe”, reage Mário Fortuna.

E acrescenta: “Quando o governo não tem receita, aumenta os impostos. Os empresários não podem fazer o mesmo, pois arriscam conforme o mercado, e todos sabemos que muitos faliram há poucos anos porque o sector não correspondeu”.

“É preciso que o governo também crie condições para uma melhor sustentabilidade da economia açoriana, basta seguir o exemplo do Primeiro Ministro António Costa, que acaba de anunciar uma baixa de impostos para o interior do país, que até pode ir aos zero por cento!”, propõe o líder dos empresários, acrescentando que, “já agora, para a economia dos Açores funcionar melhor, o governo regional que regularize os pagamentos aos fornecedores, porque os atrasos permanentes minam o sector privado”.