Icelandair compra Cabo Verde Airlines e a concorrente islandesa Wow

wowA Icelandair, que continua há mais de dois meses a aguardar uma resposta da SATA e do Governo dos Açores, à sua proposta para adquirir 49% da Azores Airlines, acaba de comprar a sua concorrente islandesa Wow, uma companhia de low cost, e vai também adquirir 51% da Cabo Verde Airlines.

De acordo com as agências internacionais, a Wow será adquirida por 15,7 milhões de euros, permitindo “criar um competidor ainda mais forte no mercado da aviação civil internacional”.

Skuli Mogenson, fundador da Wow, que vai receber um total de 272 milhões de acções da Icelandair , declarou que “este negócio vai reforçar a competitividade internacional” da companhia aérea islandesa.

A Wow e a Icelandair usam ambas o aeroporto de Keflavik como principal hub de ligação entre os mercados europeu e norte-americano. 

Apesar de, a partir de agora, pertencerem ao mesmo grupo a Icelandair e a Wow vão continuar a voar com nomes diferentes e juntas representam 3,8% do total do mercado aeronáutico transatlântico.

A Wow  com um total de 20 aeronaves: 14 Airbus A321, 3 Airbus A320 3 Airbus A330. 

“A nossa frota deverá aumentar para 24 aeronaves até ao final de 2018”, acrescenta a companhia, que voa para um total de 37 destinos espalhados por Europa, América do Norte e Ásia. 

 

Ryanair pressionada a aplicar legislação portuguesa

 

A Assembleia da República recomenda ao governo que “desenvolva diligências” junto da companhia aérea Ryanair e respectivas agências de recrutamento para que aplique a legislação portuguesa nas relações laborais, segundo uma resolução publicada em Diário da República. 

Ao mesmo tempo, diz que o Executivo deve criar “mecanismos de promoção da negociação colectiva e publique portarias de extensão que garantam a definição de um valor de remuneração base para cada categoria profissional neste âmbito, nomeadamente para o pessoal tripulante”.

Também defendido foi a criação de instâncias competentes para a fiscalização das condições laborais, designadamente a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) e a Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), “para em caso de incumprimento da legislação nacional instaurarem os processos contraordenacionais necessários e aplicarem as sanções adequadas”.

Ainda na semana passada, a Ryanair revelou que estava a negociar com os sindicatos para aplicar legislação local em contratos de funcionários. 

“A Ryanair cumpre plenamente com toda a legislação laboral da União Europeia e continua a negociar com os seus colaboradores e os respectivos sindicatos por toda a Europa, sendo que já confirmámos que aplicaríamos a legislação local em contratos locais”, revelou. 

Em causa estava uma carta dirigida ao presidente executivo da companhia aérea de baixo custo, onde os ministros do Trabalho da Bélgica, Alemanha, Itália, Luxemburgo e Holanda consideram haver uma “janela de oportunidade” para a empresa concluir acordos que se tornem “bases para uma paz social sustentável”.

E deixou ainda um recado: “Lamentamos que a Ryanair enfrente um persistente conflito social com uma parte considerável do seu pessoal em diferentes Estados-Membros. Uma solução tem de ser encontrada com urgência”, lê-se na carta, na qual se recorda que a comissária europeia para o Emprego, Marianne Thyssen, instou à aplicação da legislação laboral local o mais depressa possível.

Recorde-se que a última greve europeia de trabalhadores aconteceu no final de Setembro.