Infraestrutura na Ribeira Quente com condições para aterragem de helicópteros

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A Secretaria Regional da Saúde avançou, na terça-feira, que a infraestrutura de aterragem de helicópteros da Ribeira Quente, na Povoação, em situações de emergência, “reúne as condições necessárias para o efeito”.

O executivo emitiu um esclarecimento na sequência das críticas e questões levantadas pelo Bloco de Esquerda sobre aquela infraestrutura. Os bloquistas alertaram que o espaço não está assinalado, nem vedade e é utilizado com frequência como recinto de festas ou parque de estacionamento, questionando o governo regional sobre as condições do heliporto.

No comunicado veiculado, a Secretaria Regional afirma, no entanto,  que “conforme se pôde constatar durante a realização do exercício Açor 2018, organizado pelo Comando Operacional dos Açores no final de Setembro, a infraestrutura construída na freguesia da Ribeira Quente com o intuito de permitir a operação de helicópteros em situações de emergência reúne as condições necessárias para o efeito”.

“Durante o referido exercício, o helicóptero EH-101 da Força Aérea Portuguesa procedeu a várias operações de descolagem e aterragem com largada de passageiros e carga”, recorda o executivo, salientando que a FAP “comprovou que pode operar na referida infraestrutura, não se conhecendo qualquer parecer na sequência do mesmo”.  

A Secretaria Regional da Saúde realça ainda que, “em situações de emergência e em missões de apoio à Protecção Civil, será o piloto comandante que toma a decisão sobre as condições de segurança da aterragem do helicóptero, independentemente de o local escolhido para a aterragem possuir ou não certificação para o efeito”. Acrescenta ainda que a legislação “não exige, para as missões anteriormente mencionadas, que os locais de aterragem estejam certificados”.

“Importa ainda referir que a infraestrutura construída na freguesia da Ribeira Quente não é um heliporto, mas sim uma zona de aterragem melhorada, permitindo uma mais fácil operação das aeronaves na realização de missões extraordinárias de socorro às populações, não sendo para o efeito exigida qualquer sinalização adicional, bem como vedação, atendendo a que não é uma estrutura de utilização regular”, conclui o governo, na mesma nota.