My Great Europe na Escola Profissional da Ribeira Grande

jovens europaNo âmbito do programa Erasmus+, a Escola Profissional da Ribeira Grande (EPRG) em parceria com a Associação Sensational Opportunity recebeu nos passados dias 25, 26, 27 e 28 do corrente mês um grupo de 15 romenos e 12 turcos, acompanhados dos seus professores, desenvolvendo-se, deste modo o projecto “My Great Europe”, na base do qual esteve um conjunto de actividades interculturais e muito enriquecedoras para os formandos romenos, turcos e açorianos.

Da parte da EPRG participaram 9 formandos acompanhados pelo formador Nuno Gaudêncio e pela Directora Pedagógica, Mónica Pacheco. Entre as demais actividades é de destacar o trabalho sobre tolerância em geral e em particular nas três religiões presentes no encontro, a palestra sobre “Youth Voting”, abordando a importância do voto junto da juventude e a participação eleitoral dos jovens nas eleições europeias, proferida pela docente no Mestrado em Relações Internacionais na Universidade dos Açores, Carmen Gaudêncio.

Além disso, realizou-se, ainda, a noite cultural portuguesa, a noite cultural turca e romena, bem como o passeio pela costa norte e sul da ilha e, ainda, a formulação do “Youth Pass”, documento cada vez mais importante para a integração dos jovens na Europa.

No que diz respeito à noite cultural portuguesa, foi possível degustar alguns dos muitos sabores típicos portugueses e açorianos, como o queijo da ilha, o bacalhau, a carne guisada e os inigualáveis suspiros, biscoitos e as queijadas de feijão da Ribeira Grande. Para acompanhar a refeição não poderia faltar a tradicional Laranjada e a Kima, bem como o chá da Gorreana e do Porto Formoso.

Já na noite Romena e Turca, foi possível provar alguns produtos típicos de ambos os países europeus. Da Turquia destacaram-se as “delícias turcas”, o chá e o café turco. Em relação aos produtos romenos foram apresentados diversos tipos de queijo, enchidos e, ainda, um bolo típico utilizado nas cerimónias de casamento. Refira-se a propósito, a título de curiosidade, que alguns produtos se aproximam dos açorianos, como é o caso do queijo de cabra, os enchidos e o bolo que  em muito se assemelha à massa sovada.

Nessa noite, foi, ainda, possível aprender algumas danças turcas e romenas, havendo também lugar a um pézinho de dança portuguesa. É de salientar os trajes romenos, nos quais predominam os bordados a vermelho e branco.

Relativamente ao Sábado, 27 de Outubro, os elementos do grupo desfrutaram dos encantos paisagísticos da ilha de São Miguel.

O Domingo, dia 28, foi dedicado, durante a manhã, à elaboração do YOUTH PASS e, de tarde, ao convívio entre todos os membros.

Como se pode ler na nota enviada à nossa redacção, Trataram-se de quatro dias “intensos de muita aprendizagem, convívio, e de amizade que, pouco a pouco, se foi cimentando e a interculturalidade aconteceu. Desde a partilha de conhecimentos à troca de palavras quer nos idiomas de origem quer em inglês, idioma predominante ao longo do desenvolvimento do projecto”.

A mesma nota dá conta que “este tipo de projecto é muito importante, na medida em que aproxima o nosso arquipélago e os nossos jovens da Europa, encurtando distâncias e incutindo, cada vez mais, o sentido de que todos somos europeus e quer sejamos portugueses, franceses, romenos, italianos ou turcos temos algo em comum: a cidadania europeia! A meu ver, os nossos jovens ainda não se sentem muito europeus. Não obstante, degrau a degrau, lá chegaremos! Neste sentido, este pequeno passo dado pela EPRG é fundamental e será cimentado no futuro próximo, nomeadamente com a ida de 7 dos nossos formandos à Roménia, já no dia 29 de Novembro”.

 

Projecto “Os Super Saudáveis” implementado nas escolas do arquipélago

frutas e legumes maioO Núcleo Regional dos Açores (NRA) da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), em parceria com o Governo Regional dos Açores, deu início à implementação do projecto de promoção da alimentação saudável “Os Super Saudáveis”.

Dirigido aos alunos do 4.º ano de escolaridade de toda a região, a iniciativa foi apresentada na Escola Básica Integrada da Praia da Vitória, ilha Terceira, no passado dia 11 de Outubro, e contou com a presença da presidente do NRA, Mónica Martins, e dos secretários regional da Educação, Avelino Meneses, e da Saúde, Rui Luís.

“Os Super Saudáveis”, desenvolvido pela LPCC, tem por base uma dinâmica de jogo, com uma duração e cinco semanas, em que, através de 15 cartas coleccionáveis - que representam 15 alimentos saudáveis, escolhidos com base nos grupos da roda dos alimentos, numa alusão aos superpoderes dos alimentos -, cada criança joga e aprende com colegas, pais e professores.

Segundo a LPCC, “o principal objectivo deste projecto é fomentar hábitos alimentares mais saudáveis nas crianças e apostar na diversidade alimentar dos mais novos, diminuindo o consumo de produtos processados e incentivando e capacitando pais e encarregados de educação para escolhas alimentares mais adequadas do ponto de vista nutricional”.

O projecto teve uma fase piloto na Escola Básica e Integrada da Carreirinha, em Angra do Heroísmo, no ano lectivo de 2017/18, tendo o Governo dos Açores decidido implementá-lo, em parceria com o NRA da LPCC, em toda a região no ano lectivo 2018/19, incluindo-o, para o efeito, no Programa Regional para a Promoção de Alimentação Saudável.

A actividade foi ainda premiada pela Food & Nutrition Awards (FNA), galardão atribuído pelas associações e empresas do sector agroalimentar, assim como pelas organizações não lucrativas, que distinguem, todos os anos, negócios e projectos inovadores que contribuem para uma alimentação equilibrada. 

 

Escolas dos Açores terão mais 11 clubes de programação e robótica até ao final do ano

gui menezes robóticaO Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia anunciou ontem, em Ponta Delgada, que o Governo dos Açores vai “aumentar o número de clubes de programação e de robótica” nas escolas do arquipélago, adiantando que, até ao final do ano, terão sido criados, no total, 17 clubes em igual número de escolas.

Gui Menezes, que falava à margem de uma visita ao Clube de Programação e Robótica da ENTA - Escola de Novas Tecnologias dos Açores, criado em Fevereiro, afirmou que este mês vão ser assinados protocolos com mais 11 escolas da Região para a constituição de clubes de programação e robótica, num investimento de 60 mil euros.

“Tínhamos previsto até ao final do ano criar mais quatro clubes, mas vamos um pouco mais além”, referiu o Secretário Regional, frisando que o Executivo açoriano tem tido “um feedback positivo” desta iniciativa, que visa “incentivar a educação para a ciência e para as tecnologias”. 

Segundo Gui Menezes, o “grande objectivo” destes clubes é “estimular vocações”, acrescentando que “estes estímulos são a semente para que os alunos enveredem por estas áreas”.

“Estes programas inserem-se nas actividades de ensino informal e estimulam muito o saber fazer, o pôr a mão na massa e [os alunos] saem muito motivados”, disse.

O Secretário Regional adiantou que, ainda durante este ano, vai ser disponibilizado “um curso na área de programação para os professores que trabalham nestes clubes para também garantir a sua qualidade”.

O Governo dos Açores lançou, em Fevereiro, um projecto-piloto para criação de clubes de robótica em seis escolas da Região, que abrangeu 90 alunos, estando previsto que os novos clubes abranjam mais 165 alunos.

Gui Menezes garantiu que, em 2019, esta iniciativa “vai chegar a todas as escolas”, integrando a programação e a robótica nos planos de actividades escolares.

As escolas básicas integradas da Maia, da Ribeira Grande, Roberto Ivens e Canto da Maia, em São Miguel, Francisco Ferreira Drummond, em Angra do Heroísmo, assim como as escolas profissionais das Capelas e da Ribeira Grande, em São Miguel, as escolas básicas e secundárias de São Roque do Pico, e da Lagoa, do Nordeste e da Povoação, em São Miguel, são os estabelecimentos de ensino abrangidos pelos novos protocolos.

Na primeira fase, os clubes de programação e robótica foram implementados na Escola Secundária Manuel de Arriaga, na Horta, nas escolas básicas e secundárias de Santa Maria e das Flores, na Escola Básica Integrada de Angra do Heroísmo, e na Escola Secundária das Laranjeiras e na Escola de Novas Tecnologias dos Açores, em São Miguel.

Esta iniciativa insere-se no Programa ‘Ciência na Escola’, do PACCTO - Plano de Acção para a Cultura Científica e Tecnológica dos Açores, apresentado este ano pelo Secretário Regional, que contém uma medida dedicada à criação de laboratórios escolares de referência, e ao apoio ao seu funcionamento, na área da Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM), em particular da informática, robótica e programação.

A criação de clubes de robótica nas escolas açorianas foi uma das medidas destacadas por Gui Menezes no âmbito da apresentação do Plano e Orçamento para 2018, com o objectivo de despertar o interesse dos mais jovens para as áreas ligadas à ciência e à tecnologia.

Novo programa de mobilidade ‘Bento de Góis’ reforça apoios e abrange mais jovens açorianos

Berto MessiasO Secretário Regional Adjunto da Presidência anunciou ontem um conjunto de inovações no programa de apoio à mobilidade jovem Bento de Góis, reforçando os apoios concedidos e aumentando a abrangência etária dos jovens.

O programa Bento de Góis visa promover a mobilidade regional, nacional e internacional dos jovens residentes nos Açores, desenvolvendo-se em três acções - “Acção I: Mobilidade Nacional”, “Acção II: Intercâmbio nos Açores” e “Acção III: Mobilidade Internacional”.

Segundo Berto Messias, “este programa passa agora a estar disponível para jovens dos 12 aos 28 anos, quando no passado a faixa etária se situava nos 12 a 26 anos de idade”.

“Outra das novidades é a eliminação do período de candidaturas, que passam a poder decorrer ao longo de todo o ano, quando até aqui decorriam em dois períodos anuais. Assim, a nova portaria estipula que as candidaturas devem ser apresentadas com uma antecedência mínima de 30 dias, em relação à data de realização do projecto”, explicou Berto Messias.

Segundo o responsável pela tutela da área da Juventude, “esta nova portaria que regula o Bento de Góis abre a possibilidade dos jovens poderem submeter mais do que um projecto em cada ano civil, sempre que se trate de uma participação em actividades integradas em programas/concursos, que se desenvolvam em mais do que uma fase”.

“Com as novas regras aumentam, igualmente, os apoios previstos para as despesas de alojamento e alimentação, na Acção I, quando for utilizado o transporte marítimo, nos Açores. Também os projectos de Mobilidade na União Europeia passam a ser apoiados em 65% do subsídio social de mobilidade para o continente, uma percentagem que se ficava pelos 60%, na versão anterior do programa,” frisou.

“Outra alteração é o facto de, além das instituições que se podiam candidatar até agora, passam a ser elegíveis candidaturas de clubes desportivos, não estando abrangidas as deslocações no âmbito do calendário do quadro competitivo federado”.

Podem apresentar candidaturas ao Programa Bento de Góis as associações inscritas no Registo Açoriano de Associações Juvenis, grupos informais de jovens, jovens em nome individual maiores de 18 anos, escolas, associações privadas ou cooperativas que desenvolvam actividades destinadas a jovens e outras entidades, sem fins lucrativos, consideradas adequadas à promoção das acções previstas no Programa.

Sindicato quer “resposta urgente” da Reitoria às queixas dos docentes da Universidade dos Açores

conferência SPRAO Sindicato dos Professores da Região Açores (SPRA) apelou ontem à Reitoria da Universidade dos Açores para que dê uma “resposta urgente” às queixas dos docentes da academia, que se têm “agravado sucessivamente nos últimos anos”.

“Ao SPRA têm sido veiculadas inúmeras queixas vindas do pessoal docente da Universidade dos Açores (UAc), relacionadas com diferentes dimensões do trabalho desenvolvido nesta academia, com origem no desempenho por parte da Reitoria. Estas queixas, que já duram há alguns anos, têm-se agravado sucessivamente e sobretudo nos últimos anos”, refere o sindicato, numa conferência de imprensa, ontem, em Ponta Delgada.

Uma das queixas do pessoal docente prende-se com a não progressão da carreira. Para o sindicato, seria “urgente, após sete anos seguidos sem qualquer progressão e nove sem qualquer aumento salarial, proceder às transições nas carreiras dos docentes, dentro das respectivas categorias”. “O que verificamos é que mais de nove meses após ser aberta esta possibilidade, e numa fase em que já algumas Instituições de Ensino Superior do país começaram a dar resposta a este problema, os docentes da UAç continuam com a mesma remuneração de há, pelo menos, sete anos”, lamenta a estrutura sindical.

 

“Gastos supérfulos” com a Reitoria

 

O Sindicato acusa a academia de “gastos supérfulos”, apesar do “evidente subfinanciamento” da UAc por parte do Estado.

“É evidente que há, nesta instituição, um volume de gastos supérfluos, oriundos também da dimensão do corpo dirigente da Reitoria”, refere, apontando-o como “um dos maiores das universidades do país”. 

“A equipa Reitoral da Universidade dos Açores tem 10 elementos (número igual, por exemplo, à Universidade do Minho e superior à Universidade de Coimbra), sendo constituída por Reitor, quatro vice-reitores e cinco pró-reitores. A proporção entre elementos da Reitoria e o número de alunos é elevadíssima”, considera o sindicato, considerando que os critérios de gestão da instituição são administrativos e não académicos.

 

Estatuto da Carreira Docente  “não está a ser cumprido”

 

Os professores criticam ainda a “excessiva centralização de decisões na figura do Reitor”.

No que diz respeito à aplicação do Estatuto da Carreira Docente Universitária (ECDU), o sindicato aponta também a existência de “várias queixas”, denunciando a situação de “subversão de categorias”. 

“É competência do Professor Catedrático a gestão da investigação e do ensino na sua área académica e em caso de ausência deste, do Professor Associado com Agregação. Ora, ocorre exactamente o contrário, havendo casos em que essa responsabilidade é atribuída a docentes com a categoria de Professor Auxiliar, sem responsabilidade dos próprios, mas apenas por opção da Reitoria. Esta é uma matéria muito objectiva, onde não há margem para dúvidas: é a subversão das categorias docentes universitárias que está em causa, ou seja, nesta matéria, o ECDU não está a ser cumprido”, referem os professores.

Por outro lado, o sindicato denuncia ainda “o adiamento dos concursos para algumas categorias, nomeadamente, professor associado ou professor catedrático, comprometendo o almejado rejuvenescimento da UAç”.

 

Corpo docente da UAç “desvalorizado

 

Outra questão que tem motivado queixas do pessoal docente da academia é a nomeação de docentes para integrar júris de concursos para docentes e investigadores. 

“Estes júris têm excluído, por vezes, de forma inexplicável, docentes da área científica para a qual se propõem os candidatos ao concurso. Pelo contrário, haveria todo o interesse em integrá-los num júri que incluísse docentes desta e de outras universidades. Desvaloriza-se o corpo docente e, consequentemente, desvaloriza-se o trabalho realizado na UAc”, lamenta o SPRA.

O sindicato aponta ainda o facto de a Reitoria “não custear as despesas com as deslocações, como fazem as demais instituições”, o que “acaba por dificultar, inexplicavelmente, a participação de docentes da UAç em júris (eg., doutoramentos) de outras instituições, justificando a opção com o aumento de despesa”. 

“No entanto, o aumento de despesa que resulta da opção da Reitoria em convidar docentes de outras Universidades não encontra a mesma oposição”, frisa a estrutura sindical, apontando assim para uma situação de “desvalorização dos docentes e da Universidade e o isolamento dos seus professores”.

 

Reitor “recusa” audiência com sindicato

 

As denúncias foram agora feitas publicamente pelo sindicato pelo facto de o Reitor da academia não ter acedido ao pedido de audiência efectuado pelo SPRA, em Julho passado.

O pedido, segundo conta o sindicato, “teve uma única resposta da Dircetora de Serviços da Reitoria, pedindo para concretizar as questões colocadas pelos sócios do SPRA. Sendo esta resposta uma evidente recusa em aceder ao nosso pedido de audiência, porque pedia a exposição do que pretendíamos tratar na reunião, entendeu o SPRA que o assunto deveria, então, ser tratado publicamente no dia de hoje [ontem]”.

O SPRA pede agora, publicamente, à Reitoria “que dê resposta urgente às queixas agora formuladas, no respeito pelos direitos consagrados dos docentes e investigadores da UAç”. 

“Em particular, concretizando as progressões nas carreiras, respeitando as competências de todas as categorias dos docentes estipuladas no ECDU, implementando critérios académicos na gestão da UAc, e não critérios meramente administrativos, e, finalmente, valorizando os docentes da Universidade, lutando por lhes atribuir as funções que são legalmente suas, como as de integrarem os júris de doutoramento e de concursos para ingresso nos quadros”, refere o sindicato.

O SPRA refere estar a dar voz às indignações dos docentes e “não exclui nenhuma opção para inverter a realidade vivida na instituição”.