Vasco Cordeiro destaca esforço de escolas e famílias no “desafio de pôr de pé” o novo ano escolar

arranque ano letivo 2020

O Presidente do Governo visitou ontem a Escola Secundária Domingos Rebelo, em Ponta Delgada, onde enalteceu o esforço desenvolvido pelos conselhos executivos, pelos professores, pelo pessoal não docente e pelas famílias, que permitiu que o novo ano escolar se iniciasse com condições de segurança para os alunos açorianos.

“Como Presidente do Governo, queria agradecer o empenho de todos para que fosse possível ultrapassar este desafio, permitindo que, dentro da normalidade possível, fosse retomado um dos aspectos essenciais da nossa sociedade: o funcionamento da escola”, afirmou Vasco Cordeiro.

No primeiro dia de aulas deste novo ano escolar, o Presidente do Executivo açoriano considerou que a importância da escola “justifica bem todo o esforço e todo o trabalho que tem sido feito, não só ao nível da Secretaria Regional da Educação, mas também dos órgãos das escolas, dos professores, do pessoal não docente e, naturalmente, das famílias”.

Depois de ter visitado vários espaços desta escola, acompanhado pelo Secretário Regional da Educação e Cultura, Avelino Meneses, Vasco Cordeiro adiantou que a preparação deste novo ano escolar foi feita ao longo dos últimos meses, recordando que, ainda em Julho, foram transmitidas a todos os estabelecimentos de ensino as regras que deveriam ser cumpridas para a abertura do ano escolar.

“Para além disso, houve um conjunto de medidas que foi tomado nas últimas semanas”, assegurou o Presidente do Governo, apontando o exemplo da disponibilização de cerca de 60 mil máscaras sociais a toda a comunidade educativa, estando previsto o reforço da distribuição a todos os alunos do primeiro e do segundo escalão da Acção Social Escolar.

Em declarações aos jornalistas, Vasco Cordeiro adiantou ainda que esse esforço de preparação incluiu a organização de espaços nas escolas de acordo com as regras definidas, assim como ao nível transporte escolar dos alunos, para que fossem cumpridas as regras de lotação. 

“Além disso, foi constituída uma equipa de acompanhamento e monitorização ao nível da Saúde Escolar que, ao longo das últimas semanas, aferiu, em relação a cada uma das escolas, se as regras estavam a ser cumpridas, dando também resposta a algumas questões que foram surgindo”, referiu.

Por outro lado, a Secretaria Regional da Saúde promoveu um plano de formação destinado a professores e a pessoal não docente sobre as novas regras em vigor neste ano lectivo nas escolas, as quais também procederam à atualização dos respectivos planos de contingência.

“Ou seja, preparamo-nos o melhor possível para esta situação, na esperança que aconteça o melhor”, assegurou Vasco Cordeiro, para quem o trabalho de preparação que foi desenvolvido ao longo dos últimos meses pretendeu conciliar o objectivo principal da salvaguarda da saúde com o objectivo de ter uma escola a funcionar, pela importância que tem para as crianças e jovens da Região. “Há uma certeza que temos: o que for preciso decidir para salvaguardar a saúde será decidido e sobre isso não pode haver a mínima dúvida, mas acreditamos que é possível conciliar todos esses objectivos”, afirmou Vasco Cordeiro.

16 escolas dos Açores querem ser uma escola amiga da criança

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Foram 16 as escolas da Região Autónoma dos Açores que através da submissão de 26 projectos se candidataram à 3ª edição da Escola Amiga da Criança, uma iniciativa que reconhece, partilha e estimula projectos educativos que tornam a criança mais feliz, dentro do seu ambiente escolar e agora, também em casa. 

Em breve, vai ficar a conhecer-se o projecto que vai ganhar 5.000€ em livros LeYa e 6.000€ em equipamento para a escola (oferta da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa). A par disso a Escola Amiga da Criança premeia também o projecto vencedor de cada categoria com 500€ em livros LeYa, para as bibliotecas das escolas e um cheque-oferta note! no valor de 1000€.

A 3ª edição do projecto conta com o apoio da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Fundação Altice, REN, note!, Católica do Porto Business School, Sociedade Ponto Verde, Associação Mutualista Montepio, The Inventors, Fábrica Centro Ciência Viva, EKUI, Associação ACEGIS, Solfut, Maped e ANEBE com o projeto ‘Menores nem uma Gota’ em parceria com Secretaria Regional da Saúde da Região Autónoma da Madeira.

Não haverá aulas presenciais na Universidade dos Açores este ano lectivo

UNIVERSIDADE AÇORES CORA Universidade dos Açores anunciou que procedeu à actualização do seu Plano de Contingência para o Coronavírus/COVID-19, que se aplica a toda a comunidade académica, assim como a convidados e visitantes da instituição.

Mantendo o teletrabalho como regime laboral preferencial ao nível de todas as actividades de ensino, investigação, extensão cultural e gestão académica, o plano estabelece um conjunto de serviços mínimos presenciais, a protecção especial de todos os membros da comunidade académica que frequentem as instalações da instituição, a separação física de estruturas universitárias para restringir a circulação de pessoas, o estabelecimento de horários e períodos de trabalho desencontrados entre grupos de pessoas num mesmo serviço e a limitação do número de pessoas por espaço.

 

Apenas investigação  e prioridade para doutoramentos

 

Até ao final do presente ano lectivo, a UAc não prevê a retoma de actividades lectivas presenciais, salvo situações excepcionais, como a realização de ensinos clínicos e estágios, mas considera a retoma gradual de algumas actividades de investigação, com prioridade para o desenvolvimento de teses de doutoramento, dissertações de mestrado, prestações de serviços de I&D e projectos de I&D.

Sintap pede reforço de EPI e “rigor” na higienização de escolas, creches e jardins-de-infância

aluno escolaO Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública e Entidades com Fins Públicos dos Açores (Sintap-Açores) defende um reforço dos equipamentos de protecção individual (EPI) e rigor na higienização do espaço escolar, no âmbito do reinício das aulas presenciais para os 11º e 12º anos de escolaridade e da reabertura das creches e jardins-de-infância para crianças até aos 3 anos de idade.

“O Sintap, não obstante considerar que este é um passo positivo e necessário no caminho do progressivo desconfinamento e de retoma da normalidade num período ainda marcado fortemente pela pandemia da covid-19, não pode deixar de alertar para alguns pontos que considera essencial que sejam observados de modo a que esta nova fase se cumpra dentro dos mais altos parâmetros de segurança sanitária, resultando num efectivo avanço e não num retrocesso no combate ao vírus”, refere a estrutura sindical em comunicado.

O sindicato alerta, deste modo, para a “necessidade de que sejam escrupulosamente cumpridas todas as recomendações e orientações da Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE) e da Direcção-Geral de Saúde (DGS)”, considerando “imprescindível” que o Ministério da Educação e as câmaras municipais “colmatem rapidamente as deficiências que têm vindo a público e estejam preparados para o permanente e ininterrupto fornecimento de equipamento de protecção individual (EPI) a todos os docentes, assistentes operacionais, assistentes técnicos, técnicos superiores, auxiliares e alunos, para que nunca falte material de desinfecção nas escolas e para que a higienização do espaço escolar seja feita com todo o rigor e de modo a gerar um clima de confiança, não só de todos quantos frequentam as escolas, creches e jardins-de-infância, mas também dos respectivos familiares, de toda a comunidade escolar e da sociedade portuguesa em geral”.

O sindicato apela ainda a que “seja dada particular atenção à protecção de todos quantos façam parte dos grupos de risco, frisa a imperactividade de manter a regularidade na execução de testes de despistagem da presença do vírus causador da Covid-19”, e sublinha a necessidade de “formar e informar adequadamente todos quantos estão envolvidos na retoma das aulas presenciais e na reabertura de creches e jardins-de-infância, em especial aos trabalhadores”.

No mesmo comunicado, o Sintap-Açores diz esperar que “os postos de trabalho sejam respeitados e que este momento delicado não seja aproveitado para se consumarem atropelos aos direitos dos trabalhadores”. 

 

Sindicato aponta dificuldades durante primeiras semanas de ensino à distância

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O Sindicato dos Professores da Região Açores fez um balanço das últimas duas semanas de ensino à distância e apontou um conjunto de falhas “mais urgentes” que exigem solução. 

Entre os problemas indicados estão falhas no inquérito realizado pela tutela às famílias sobre os equipamentos informáticos disponíveis nos lares dos alunos, que segundo o sindicato deveria ter sido feito também aos docentes em teletrabalho.

De acordo com o SPRA, o inquérito em causa “não permitiu um conhecimento objectivo das situações”, uma vez que “não permitia saber quantos utilizadores existiam para o mesmo equipamento, nem se havia pais ou encarregados de educação em teletrabalho”. Apesar de admitir o “esforço da tutela e de outras instituições para que a totalidade das famílias pudesse ter um equipamento em casa”, o SPRA afirma que este objectivo não está ainda cumprido.

Sobre os professores a ministrar o ensino à distância, o sindicato lamenta que na recolha de informação por parte da tutela, relativamente aos equipamentos informáticos, “não houve a preocupação de procurar saber se os docentes tinham as condições para o teletrabalho, tendo o inquérito acima referido sido dirigido apenas aos alunos e encarregados de educação”.

Outro problema, “transversal a todas as ilhas”, tem a ver com “o acesso às várias plataformas disponíveis e com as directrizes contraditórias, sobre esta matéria, por parte da Direcção Regional da Educação, nomeadamente, sobre a utilização da plataforma Teams”. 

“Neste âmbito, ficou também clara a incapacidade de equipamentos como tablets e smartphones acederem à plataforma SGE da DRE, bem como outras dificuldades de acesso à mesma plataforma por parte de docentes, encarregados de educação e alunos”, revela o sindicato que afirmou ser “frequente verificar-se que os docentes não conseguem trabalhar no SGE, tornando-o ineficaz enquanto plataforma educativa, por não conseguir dar resposta aos pedidos de acesso e de utilização das suas funcionalidades”.

 

Professores sobrecarregados

 

O SPRA alertou ainda para o esforço que o “novo paradigma de ensino à distância” tem exigido dos professores que “tem levado a um estado muito próximo da exaustão”.

“Pelas informações recolhidas, os directores e titulares de turma estão ainda mais sobrecarregados, até pelo facto de serem estes docentes que têm contactos mais privilegiados com as famílias e de fazerem as pontes com os outros docentes da turma”, relata o sindicato, frisando que estes profissionais estão “a cumprir horários muito acima do legalmente estabelecido, com uma pressão e um ritmo muitas vezes desumano, para conseguirem dar resposta à necessária adaptação à nova realidade, tendo, para o efeito, também de gerir as orientações da DRE, que chegam a toda a hora”. 

“Acresce que os equipamentos que os docentes estão a usar são os seus, nomeadamente telemóveis, nos contactos com os Encarregados de Educação e com os alunos”, aponta o sindicato.

O Sindicato dos Professores da Região Açores realça ainda como um problema a “impossibilidade de uma verdadeira conciliação do trabalho docente com a vida familiar”, no caso dos professores com filhos, defendendo por isso a necessidade “urgente” de permitir que “os docentes possam recorrer à assistência a filhos decorrente do encerramento dos estabelecimentos de ensino, creches e ATL, no âmbito da pandemia Covid-19, adaptando a legislação que os impede de aceder a essa possibilidade, pelo facto de estarem em teletrabalho”.