Ryanair mantém as mesmas rotas de inverno em Ponta Delgada e Terceira

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A Ryanair anunciou ontem que manterá as mesmas rotas no inverno de 2019 para Ponta Delgada e Terceira.

Assim, em Ponta Delgada, haverá o total de 3 rotas para Lisboa, duas vezes por dia, Londres Stansted uma vez por semana e Porto seis vezes.

No ano passado a Ryanair transportou nestas rotas 405 mil passageiros.

Na Terceira haverá um total de duas rotas para Lisboa, quatro vezes por semana, e Porto, duas vezes, num total de 105 mil passageiros.

A companhia, que transportou cerca de 60 milhões de passageiros de e para Portugal desde 2003, anunciou ainda que vai lançar 15 novas rotas a partir de Outubro, das quais quatro no aeroporto de Lisboa, oito no Porto e três em Faro.

O horário de inverno, entre o próximo mês de Outubro e Março de 2020, vai contar com 27 rotas da companhia em Lisboa, sendo as quatro novas rotas para os aeroportos de Bordéus (França), Budapeste (Hungria), Clermont (França) e Memmingen (Alemanha).

No Porto, a companhia vai contar com oito novas rotas – Alicante (Espanha), Birmingham (Reino Unido), Bremen (Alemanha), Brive (França), Budapeste (Hungria), Málaga (Espanha), Toulouse (França) e Veneza Treviso (Itália), num total de 50 rotas.

Em Faro, a transportadora aérea passa a ter 24 rotas, das quais três novas, para os aeroportos de Berlim (Alemanha), Bremen (Alemanha) e Londres Southend (Reino Unidos).

Para celebrar as novas rotas, a Ryanair lançou uma promoção em rotas de Portugal a partir de apenas 14,99 euros, para viagens em Março e Abril, disponível para reserva no website Ryanair.com até à meia-noite de sábado, dia 2 de Março.

 

Rede de Incubadoras dos Açores já integra cerca de 90 empresas

nonagon1A Rede de Incubadoras de Empresas dos Açores (RIEA), criada pelo Governo Regional no âmbito da estratégia de estímulo ao empreendedorismo, inovação e competitividade empresarial, já é constituída por oito incubadoras, na sequência do seu alargamento a centros de negócio privados e a entidades sem fins lucrativos dedicadas ao fomento do empreendedorismo social, e tem uma ocupação praticamente esgotada, de perto de 90 empresas.

A Unoffice, One-Solmar Business Center e CEmpA- Centro Empresarial dos Açores e, mais recentemente a Incubaçor, da Cresaçor - Cooperativa Regional de Economia Solidária, foram os privados a aderir à RIEA, que integra também a Azores Craft Lab, Go-On, Praia Links e Startup Angra.

O conjunto destas incubadoras, metade de iniciativa pública regional ou municipal e outra metade de iniciativa privada e de uma entidade sem fins lucrativos, representa actualmente uma oferta de cerca de 35 gabinetes para acolhimento de incubadas, 12 espaços de reuniões e 52 de co-work (espaços de trabalho partilhados).

A Vice-Presidência do Governo prevê este ano, face ao interesse manifestado pelas entidades privadas e centros de negócios, a adesão de ainda mais incubadoras desta natureza, reforçando e alargando a cobertura desta rede, que assenta na criação de incubadoras de base tecnológica e de base local.

Ao nível de incubadoras de base tecnológica, promovidas pelo Governo dos Açores, já se encontra em pleno funcionamento a Go-On, no Nonagon – Parque de Ciência e Tecnologia de São Miguel, e está em fase de instalação a incubadora do Terinov – Parque de Ciência e Tecnologia da Terceira, num investimento já executado.

Vão igualmente ser criadas incubadoras de base tecnológica na futura Escola do Mar, na ilha do Faial, e no Centro de Desenvolvimento e Inovação Empresarial de Santa Maria, dois investimentos públicos que se encontram a decorrer.

Também já está a funcionar no Centro Regional de Apoio ao Artesanato, em S. Miguel, a Azores Craft Lab, na área temática do artesanato, com a instalação física de incubadas e virtual de empresas de outras ilhas.

Relativamente a incubadoras de base local, na sua maioria de iniciativa das Câmaras Municipais, além da Praia Links e da Startup Angra, na Terceira, existem actualmente mais projectos em fase adiantada de concretização.

O Governo dos Açores vai prosseguir, em 2019, diversas medidas com o objectivo de promover um ecossistema regional de apoio ao empreendedorismo, em articulação com o poder local e em parceria com outras entidades e centros de negócio, inseridas na estratégia de incremento da actividade económica da Região, de valorização da estrutura produtiva e de apoio ao surgimento de novas empresas nos sectores considerados estratégicos para o desenvolvimento da Região.

Nesse sentido, além dos incentivos disponíveis no Competir+, do Vale Incubação Açores para as ‘startup’ na Rede de Incubadoras de Empresas e do Concurso Regional de Empreendedorismo, entre outras acções, a Vice-Presidência do Governo vai realizar, através da SDEA - Sociedade para o Desenvolvimento Empresarial dos Açores, a II Reunião de Incubadoras da RIEA.

Pescadores pedem a activação do Fundopesca

agitação marítimaSetecentos pescadores da Região têm estado sem ir ao mar devido ao mau tempo, o que levou o Sindicato Livre dos Pescadores, Marítimos e Profissionais Afins dos Açores a pedir a activação do Fundopesca, com a “maior brevidade possível”. 

Em comunicado, o dirigente sindical Luís Carlos Brum adianta que “os cerca de 700 pescadores candidatos ao Fundopesca têm estado impedidos pelas condições do tempo de exercer a profissão no mar, verificando-se quebras nas descargas e nos rendimentos, devido à ondulação e dias interpolados de intempéries”.

O sindicato refere que a compensação salarial do Fundopesca “existe para estas situações, não obstante ser diminuta e não fazer face às necessidades e lacunas existentes” no sector das pescas, “mais carenciado de apoio”.

Luís Carlos Brum critica os “cortes” que foram implementados pela Direcção Regional das Pescas e Capitania, como “a proibição do palangre de fundo nas licenças de pesca”, “lançando muitos agregados familiares de pesca em graves dificuldades, já que para a arte de linha de mão preconizada, não surgem recursos piscícolas em São Miguel com vista a ser bem sucedida”.

O Sindicato reconhece que o ano de 2018 “foi bom pelo aparecimento do atum e da lula, essencialmente por isso, muito produtivo, como também no que diz respeito à formação”, mas acrescenta que “há que desenvolver e apoiar mais com oportunidades e subida de rendimentos dos homens do mar, cujas vidas continuam precárias e dependentes”.

“Reivindicamos que o montante do subsídio de mau tempo seja no valor do salário mínimo regional, por todos os motivos e razões, pois é conhecida a quantia do orçamento do Fundopesca (cerca de 800 000,00€), do qual apenas se gasta um terço”, afirma ainda Luís Carlos Brum.

Brexit terá “impacto indirecto” nos Açores, sem necessidade de “medidas particulares”

Rui Bettencourt - brexit

O Secretário Regional Adjunto da Presidência para as Relações Externas afirmou ontem, em Ponta Delgada, que o Governo dos Açores está atento à saída do Reino Unido da União Europeia e às implicações que uma eventual saída sem acordo possa ter para a Região.

“Evidentemente que teremos um impacto indirecto desta saída da Grã Bretanha da União Europeia porque fazemos parte da União Europeia e há muito impacto em relação ao todo europeu”, considerou Rui Bettencourt, que falava aos jornalistas à margem da reunião da Comissão Interdepartamental para os Assuntos Europeus e Cooperação Externa (CIAECE), sublinhando que “não haverá nenhum impacto particular em relação aos Açores”.

Para o governante, “pode haver algum impacto, mas são pequeníssimos impactos que não têm a dimensão que terá, por exemplo, na Madeira em relação ao turismo ou no Algarve, ou que terá em relação a algumas indústrias no todo nacional”. “Nós, aqui, não teremos esse impacto”, frisou.

O titular da pasta das Relações Externas adiantou ainda que, neste caso, “não serão necessárias medidas particulares”, mas salientou que “pode haver ajustamentos aqui ou ali, à medida que o ‘Brexit’ se for efectivando e em relação às condições que houver dessa saída”.

“Não há nada de particular e nada de especial em relação aos Açores”, afirmou.

Rui Bettencourt disse ainda que nesta reunião da CIAECE, que contou com a participação de vários departamentos do Governo, além do ‘Brexit’ e do Plano de Preparação e Contingência para a saída do Reino Unido da União Europeia, também foi abordado o Quadro Financeiro Plurianual 2021-2027, numa altura em que o Parlamento Europeu, a Comissão e o Conselho “vão entrar em fase de diálogo e num debate a três”. 

Para o Secretário Regional, os próximos tempos serão de “atenção, sensibilização e influência em relação aos Estados Membros”, embora persistam algumas dúvidas em relação ao próximo Parlamento e à aprovação do Quadro Financeiro tendo em conta o facto de haver eleições europeias a 26 de Maio.

“Temos aqui momentos de grande atenção que temos que ter nos próximos meses, até ao fim do ano e até 2020, que serão momentos em que será necessário estarmos extremamente vigilantes e continuar a lutar para que o que aconteceu no Parlamento Europeu continue a ser efectivado, quer com os Estados Membros, quer com o próximo Parlamento”, afirmou.

Rui Bettencourt recordou o trabalho que tem sido desenvolvido pelo Governo dos Açores nesse sentido e as diversas reuniões que se têm realizado com os Estados Membros, com comissários europeus e com deputados europeus, manifestando desta forma a “posição clara e consensualizada” da Região, que resultou do envolvimento da sociedade civil e da sociedade política açoriana.

Abertas candidaturas para incentivos ao artesanato

Artesanato

Estão abertas as candidaturas ao SIDART - Sistema de Incentivos ao Desenvolvimento do Artesanato dos Açores para este ano. O período de candidaturas decorre até 29 de Março.

Os apoios, promovidos pela Vice-Presidência do Governo Regional, através do Centro Regional de Apoio ao Artesanato (CRAA), contemplam projectos que abrangem desde a formação e qualificação, à inovação, comercialização e promoção até a investimentos em estruturas e equipamentos de produção das Unidades Produtivas Artesanais (UPA) sediadas na Região.

As candidaturas devem ser efectuadas exclusivamente online, no sítio na Internet do CRAA, no endereço electrónico http://sidart.azores.gov.pt/, segundo é avançado em comunicado.

De acordo com o executivo, através do SIDART foram apoiados 636 projectos nos últimos cinco anos, que representam um investimento global de cerca de 1,9 milhões de euros.

O Sistema de Incentivos ao Desenvolvimento do Artesanato dos Açores foi criado com o objectivo de promover o desenvolvimento sustentável da actividade artesanal em articulação com outras medidas criadas pelo Governo Regional, designadamente ao nível da formação, valorização através da certificação de produtos e a realização ou participação em feiras.

Este conjunto de medidas tem, assim, contribuído para um novo dinamismo no sector e insere-se nos objectivos estratégicos de incentivo ao aproveitamento de novas oportunidades de negócio, potenciadas pelo aumento do fluxo turístico, de criação do próprio emprego e de criação de novos postos de trabalho. O surgimento significativo de novas empresas nesta área contribui ainda para a fixação das populações e dos jovens, numa perspectiva de desenvolvimento harmonioso da Região, valorizando as matérias-primas e artes existentes em cada ilha.