Região colabora na monitorização de plano europeu na área da energia geotérmica

geotermia 2O Governo dos Açores, através do Fundo Regional para a Ciência e Tecnologia, acaba de ser notificado pela Comissão Europeia da aprovação do projecto SU-DG-IWG, no âmbito do Horizonte 2020, que vai apoiar e monitorizar o grupo de trabalho europeu para a implementação do Strategic Energy Technology Plan (SET Plan), na área do uso dos recursos geotérmicos.

O consórcio liderado pela Autoridade Nacional de Energia da Islândia e que conta com o Conselho Europeu de Energia Geotérmica e com os principais governos europeus (França, Holanda, Alemanha) e o Governo federal suíço, vai trabalhar nos próximos três anos para assegurar os recursos e meios necessários para o uso de soluções baseadas em energia geotérmica, tanto para aquecimento como para produção de energia.

O SET Plan é o pilar tecnológico das políticas de energia e do clima da União Europeia e está na linha da frente na concretização dos objectivos de redução das emissões de carbono e uso de energias renováveis, preconizados pelo Acordo de Paris.

Entre os diversos objectivos deste consórcio, um dos principais passa por mobilizar, a nível europeu, cerca de 936,5 milhões de euros, em que 456 milhões provêem da indústria, 342 milhões de programas nacionais e 138,5 milhões de euros de fundos europeus, “num esforço sem precedentes para assegurar a penetração da energia geotérmica como uma das principais fontes energéticas renováveis a nível europeu”, referiu o Director Regional da Ciência e Tecnologia.

Bruno Pacheco realçou que o Governo dos Açores “é a única autoridade regional que está representada neste grupo de trabalho, o que constitui um motivo de grande orgulho”.

Bruno Pacheco frisou que o Fundo Regional para a Ciência e Tecnologia “começa a ganhar um grande reconhecimento e visibilidade internacional na área da gestão de projectos, o que contribui para que, cada vez mais, surjam convites para integrar redes de grande prestígio e com elevada relevância institucional”. O projecto conta ainda com a Direcção Regional da Energia, enquanto parte terceira do Fundo Regional para a Ciência e Tecnologia, para apoio técnico especializado.

Privatizações estão hoje em debate em Ponta Delgada

sata air açoresA Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada promove hoje, às 15 horas, na sua sede nesta cidade, um debate sobre privatizações, com os mesmos oradores que intervieram em colóquio semelhante em 2015.

O juíz conselheiro jubilado, Monteiro da Silva, o economista e Presidente do Novo Banco dos Açores, Gualter Furtado, o engenheiro Bastos e Silva, que foi Secretário Regional das Finanças, e Mário Fortuna, Presidente do organismo, abordarão a evolução da economia e as privatizações, seguindo-se um debate moderado pelo jornalista Osvaldo Cabral, Director Executivo deste jornal.

Segundo uma nota da Câmara do Comércio, o sector público regional tem historicamente, pelo menos desde a consagração da autonomia no século XX, um peso muito significativo na economia regional, quer directamente através de empresas públicas, quer através da intervenção pública em actividades tradicionalmente exercidas por agentes privados.

A CCIPD considera que é importante analisar, reflectir e debater esta temática, pela sua importância e reflexos na economia e sociedade açoriana, tendo em consideração a realidade regional e o facto de estarmos integrados num espaço de economia de mercado. 

Tendo em consideração a actualidade deste tema, a CCIPD revisita uma iniciativa que desenvolveu em 2015, através da organização de uma sessão debate, que conta com intervenções de 4 reputadas personalidades regionais, que abordarão várias perspectivas e aspectos desta temática, seguindo-se um debate.

“As privatizações e a dinamização da actividade económica”, assim se intitula o colóquio empresarial, com as seguintes intervenções:

“O papel do sector público numa economia ultraperiférica. Que privatizações?”, por José Monteiro da Silva, Ex-Presidente da CCIA e Juiz Conselheiro Jubilado.

“As privatizações numa pequena economia como a Açoriana”, por Gualter Furtado, Presidente da Comissão Executiva do Novo Banco dos Açores.

“As privatizações nos Açores: balanço e perspectivas”, por Joaquim Bastos e Silva , Gestor.

“Políticas Públicas, Produção Pública e Privatizações”, por Mário Fortuna, Presidente da CCIPD.

Vão ser construídas mais de 280 novas casas a custos controlados em São Miguel

casas custos controladosO Presidente do Governo dos Açores anunciou ontem a construção de mais de 280 novas habitações em regime de custos controlados em várias freguesias da ilha de São Miguel, com o objectivo de ajudar, sobretudo, casais jovens a terem a sua casa.

“O objectivo é claro: ajudar famílias e, em especial, casais jovens a terem a sua casa”, afirmou Vasco Cordeiro, depois de ter visitado o terreno na freguesia de São Vicente Ferreira onde serão construídas 31 destas novas moradias, no âmbito da visita de trabalho que o Governo está a efectuar a São Miguel.

Além deste loteamento em São Vicente, nos próximos 30 dias avançarão os concursos públicos relativos aos loteamentos dos Milagres, com 21 habitações, nos Arrifes, e das Candeias, com 24 fogos, na freguesia dos Fenais da Luz.

No total, e utilizando terrenos da Região, “estamos a falar de mais de 280 habitações em oito loteamentos distintos nas freguesias de São Vicente, Arrifes, Feteiras, São Roque, Fajã de Cima, Fenais da Luz, Santa Clara e, no concelho da Ribeira Grande, na Maia”, anunciou Vasco Cordeiro.

Segundo disse, o Governo dos Açores está, por outro lado, a ultimar a criação de um outro programa que visa, exactamente, recuperar habitações que já existem e que podem vir a ser disponibilizadas para dar resposta a esta necessidade de habitação.

De acordo com o Presidente do Governo, o crescimento da economia regional justifica que se recorra a este regime de Contratos de Desenvolvimento de Habitação (CDH), conhecidos por custos controlados, respondendo, por esta via, à necessidade de habitação em determinados locais da Região.

Vem aí mau tempo

chuvaO Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA) informa que, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), uma depressão que se localiza a norte dos Açores e que se deslocará para leste vai provocar um campo de ondas extenso, aumentando a agitação marítima e respectiva intensidade das ondas, acompanhada de vento forte e precipitação, afectando todos os grupos da Região, em especial os grupos Ocidental e Central.

Prevê-se que esta depressão, que começou a afectar o arquipélago a partir do final do dia de ontem, se prolongue até ao final de Sábado, 17 de Novembro.

Neste sentido, o SRPCBA aconselha a população em geral a afastar-se das zonas costeiras, especialmente nas localidades situadas a norte e oeste, bem como a tomada das necessárias medidas gerais de precaução.

O SRPCBA continua a acompanhar o evoluir desta situação, mantendo contacto permanente com o IPMA, tomando as medidas necessárias a cada momento. Os interessados podem acompanhar a evolução da situação meteorológica através da página do IPMA (www.ipma.pt) e obter mais informações através dos canais de comunicação do Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores, no endereço eletrónico https://www.prociv.azores.gov.pt, na página do Facebook, em https://pt-pt.facebook.com/SRPCBA, ou no Twitter, em https://twitter.com/PROCIVazores.

Porto de Ponta Delgada com mais 40% de capacidade para movimento de contentores

vasco cordeiro porto pdlO Presidente do Governo garantiu ontem que o investimento de cerca de 31 milhões de euros no Porto de Ponta Delgada tem o objectivo de tornar a operação portuária mais fácil, mais rápida e mais eficiente para os empresários e para a economia.

“Esta obra de cerca de 31 milhões de euros, cujo concurso público para a empreitada está a decorrer, tem o objectivo claro de tornar mais fácil, mais rápida e mais eficiente para a nossa economia e para os nossos empresários a operação no Porto de Ponta Delgada”, afirmou Vasco Cordeiro.

O Presidente do Governo falava aos jornalistas, depois de ter visitado as obras em curso de reforço do manto de protecção do molhe, um outro investimento de cerca de nove milhões de euros, na sequência dos temporais de Dezembro de 2015 e Janeiro de 2016.

Vasco Cordeiro salientou que a obra de 31 milhões de euros traduz-se no aumento do cais acostável, na dragagem das bacias de manobra, mas, fundamentalmente, num crescimento à volta dos 40 por cento da capacidade de parqueamento de contentores do Porto de Ponta Delgada.

“Se somados os contentores de 20 e 40 pés, passaremos de uma capacidade que, neste momento, é de 566 lugares para 774 lugares de parqueamento de contentores”, sublinhou Vasco Cordeiro, ao salientar que é também por isso que este investimento garante que vai ser mais fácil, mais rápida e mais eficiente a operação portuária em Ponta Delgada.

Após ter visitado os trabalhos, no âmbito da visita de trabalho que o Governo está a efectuar a São Miguel, Vasco Cordeiro adiantou ainda que estas empreitadas fazem parte de um conjunto de outras intervenções que decorrem em estruturas portuárias e similares em todas as ilhas da Região, as quais, nesta legislatura, significam cerca de 100 milhões de euros de investimento.

“No Corvo, temos as obras do Porto da Casa, que estão a decorrer, nas Flores, as obras do Porto das Poças, que também estão a decorrer, no Faial, foi já aprovado o lançamento do concurso para a segunda fase da requalificação do porto comercial, que aguarda por estudos do ponto de vista de impacte ambiental”, disse Vasco Cordeiro.

Além destas, em São Jorge, estão em fase de conclusão as obras do cais comercial das Velas, na Terceira, até ao final do ano estarão definidas as obras no Porto de Pipas, na Graciosa, está a decorrer a obra de requalificação da zona da Barra, em Santa Maria, está previsto lançar a obra de reforço do manto de protecção, e, no Pico, estão a decorrer obras de recuperação dos estragos do mau tempo no Porto da Madalena, estando também em fase final os estudos sobre o Terminal de Passageiros de São Roque.

Ainda no âmbito das condições de segurança do Porto de Ponta Delgada, está também em curso a recuperação do chamado Cais NATO, um investimento de cerca de cinco milhões de euros da responsabilidade do Governo da República.