Apenas 11,7% das casas à venda nos Açores têm garagem

tabela garagensApenas 11,7% das casas à venda nos Açores têm garagem, avança um estudo realizado pelo ‘Idealista”, o marketplace imobiliário de Portugal.

No arrendamento esta percentagem duplica, chegando aos 23,8%,

Açores, Castelo Branco e Beja é onde é mais difícil comprar casa com garagem e o Porto é o distrito com mais casas à venda com garagem, seguido pela Madeira e Bragança

Numa altura em que em algumas cidades do país é cada vez mais difícil estacionar, apenas um quarto das casas à venda em Portugal tem garagem, segundo o mesmo estudo.

O Porto é o distrito português onde o número de imóveis residenciais à venda com espaço privado para estacionar um veículo é mais elevado, sendo que, 35,1% dos anúncios publicados dispõem desta comodidade. 

Seguem-se a Madeira (31,8%), Bragança (30,4%), Braga (30,1%), Aveiro (30%) e Viseu (26,2%). Por baixo dos 20% situam-se Faro (19,2%), Santarém (18,6%), Viana do Castelo (18,5%), Évora (16,5%) e Guarda (16,1%).    

No lado oposto do ranking estão os Açores, com apenas 11,7%, o valor mais baixo do país, seguido pelos distritos de Castelo Branco (13,2%) e Beja (14,3%).

Já a percentagem de habitação disponível para arrendar uma casa com garagem é ligeiramente mais alta, sendo 31% em todo o país. 

É na Madeira onde o valor é mais elevado com 48,1%, seguido pelo distrito do Porto (40,3%), Aveiro (37,9%) e Braga (32,3%). 

Nos Açores esta taxa situa-se nos 23,8%.

SINTAP quer o alargamento da atribuição da remuneração complementar

francisco pimentelO Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (SINTAP) defende uma revisão da tabela de remuneração complementar, exigindo o seu alargamento e atribuição a 90% aos trabalhadores que passam a auferir entre 635,08 € e os 700,99 €.

O sindicato defende, neste sentido, a fusão do 2º e 3º escalão da tabela da remuneração complementar num único escalão, “por uma questão de justiça”.

Em comunicado, a estrutura sindical explica que a medida tornaria possível “a aplicação da remuneração complementar a 90%, aos trabalhadores que aufiram vencimentos entre os 635,08€ e os 700,99€ e avançar com a criação de um novo escalão de 20% para aqueles trabalhadores que aufiram entre 1.305,00€ e 1.510,43€, compensando estes, parcialmente desta forma, pela degradação dos seus rendimentos resultante de uma década sem quaisquer aumentos salariais e do aumento dos encargos fiscais e sociais entretanto verificados”.

A proposta do SINTAP surge na sequência da decisão do Governo Regional dos Açores de aplicar a remuneração complementar a 100% aos trabalhadores que passam a auferir 635,07€ a partir de 1 de Janeiro do corrente ano.

O SINTAP revela que enviou ontem uma proposta de revisão da tabela da remuneração complementar “visando aquele desiderato, de forma a obter uma maior equidade na sua aplicação e a abranger novos trabalhadores com rendimentos médios penalizados por uma política que os nivela cada vez mais pelo salário mínimo nacional, sem ter em conta a sua antiguidade e experiência profissionais”.

O sindicato defende que a proposta irá corrigir “não só as injustiças relativas que poderiam eventualmente resultar da aplicação, sem mais, da actual tabela da remuneração complementar aquando da publicação do diploma que fixa a remuneração nos 635,07€, permitindo-se nomeadamente que um trabalhador, assistente técnico ou operacional, com o nível 5 da TRU, que aufere 683,13€, possa auferir de uma remuneração complementar de 90%, no valor 58,29 €, como também aplicar a remuneração complementar em 20%, no valor de 12,95€, àqueles novos trabalhadores que viram os seus rendimentos entretanto penalizados”.

Azores Airlines teve o segundo pior índice de pontualidade em Dezembro

SATA - Azores Airlines

A SATA Internacional, actualmente Azores Airlines, teve o segundo pior índice de pontualidade do mês de Dezembro, com apenas 43,6% dos voos a chegarem até 15 minutos da hora prevista, indica o ranking da consultora OAG relativo ao último mês de 2018, divulgado pela PressTur.

A SATA Internacional teve, assim, o pior resultado das companhias portuguesas, mas também a SATA Air Açores e a TAP ficaram entre as 30 piores, o que também se reflecte e é consequência dos maus resultados dos aeroportos portugueses.

A SATA Air Açores teve o 16º pior índice de pontualidade do mês de Dezembro, com 60,8% dos voos a chegarem até 15 minutos da hora prevista.

A TAP, com 65,7% das chegadas até minutos da hora prevista, por sua vez, foi a melhor das maiores companhias regulares portuguesas, mas ainda assim com o 27º pior índice do mês.

O ranking mostra que no mês de Dezembro, a pior das grandes companhias com dados incluídos no ranking de pontualidade foi a Cebu Pacific Air, com apenas 48,1% dos voos a chegarem até 15 minutos da hora prevista, seguindo-se a Air India, com 55,5%, e a Finnair, com 62%.

A informação publicada pela OAG mostra que entre as dez maiores companhias do mundo em número de voos no mês de Dezembro, a norte-americana Delta (152,5 mil voos), que voa para Portugal, foi a melhor, com 86% dos voos a chegarem até 15 minutos da hora prevista, seguida pela China Airlines (65.518 voos), com 80%, American Airlines (190.246 voos), com 78,2%, e United Airlines (146.376 voos), também com 78,2%.

Depois esteve a Ryanair (55.847 voos), com 77,9%, Southwest Airlines (116.572 voos), com 77,6%, China Eastern (64.504 voos), com 76,7%, easyJet (44.852 voos), com 75,4%, Air China (41.442 voos), com 74,2%, e Air Canadá (47.044 voos), com 67,8%.

A OAG indicou ainda que as portuguesas euroAtlantic Airways e Orbest tiveram em Dezembro 25% e a Orbest teve 100%.

Em número de voos realizados em Dezembro, a TAP foi a 57ª maior com 11.039, a SATA Air Açores foi 240ª com 953, a SATA Interacional foi 279ª com 427, a euroAtlantic foi 352ª com oito e a Orbest foi 354ª com seis.

A OAG indica na informação que apenas inclui no ranking de pontualidade as companhias relativamente às quais verificou os resultados de pelo menos 80% dos voos programados.

Rui Bettencourt desafia jovens a serem activos na construção dos Açores e da Europa

Rui Bettencourt jovens

O Secretário Regional Adjunto da Presidência para as Relações Externas desafiou ontem, em Ponta Delgada, os jovens a participarem e a agirem na construção do futuro dos Açores e da Europa.

“É a vossa geração de 20 anos que, até 2070/2080, vai moldar os Açores, Portugal e a Europa, é a vossa geração que vai fazer agora o futuro”, afirmou Rui Bettencourt, numa palestra sobre ‘Os jovens e o futuro da Europa’ aos alunos do Clube Europeu da Escola Profissional da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada.

Para o titular da pasta das Relações Externas, “a Europa do século XXI será a Europa que os jovens de hoje construírem”, frisando que “este é o momento  de cada jovem, de cada um de vocês, fazer parte desta aventura”.

“A Europa é um território, uma história, uma cultura, uma maneira de viver, são pessoas e, sobretudo, é aquilo que falta inventar e construir, é o futuro”, salientou Rui Bettencourt, para quem “há muita coisa ainda para fazer e construir”, reafirmando aos jovens que é a geração deles “que vai agora construir e fazer essa Europa, imaginar e inventar”.

Rui Bettencourt apelou ainda aos jovens para que “não deixem de exercer a cidadania europeia, de participar em tudo aquilo que for necessário, indo para fora e voltando, dando opinião ou construindo”, sublinhando a importância da sua participação num futuro cheio de novos desafios, “para que não sejam outros a decidirem o que é necessário fazer”.

“Há três palavras que acho importantíssimo celebrar em 2019. São três palavras fundamentais que é necessário colocarmos em reflexão na sociedade civil dos Açores, que são a Juventude, a Europa e o Futuro”, disse o Secretário Regional, apelando aos jovens para serem cidadãos activos e assumirem os seus direitos e deveres.

Vinho Madeira pouco vendido nos Açores

vinho madeira

Os Açores pouco representam nas compras de vinho Madeira.

De acordo com estatísticas madeirenses, no segundo e no terceiro trimestres de 2018  os Açores não compraram vinho Madeira.  

As vendas de vinho Madeira para os diferentes mercados representaram, em 2018, 19,2 milhões de euros, um dos valores mais altos registados “em termos históricos”. 

Segundo os dados fornecidos pelo Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira, no ano passado “a comercialização de vinho generoso Madeira rondou os 3,4 milhões de litros, gerando 19,2 milhões de euros de receitas de primeira venda”.

Em comparação com 2017, há um crescimento de 4,6% e 0,5% na quantidade e em valor, respectivamente, ressalvando ainda a Direcção Regional de Estatística que “o montante de primeira venda de 2018 foi o mais elevado em termos históricos”.

Em termos de mercado, o continente português adquiriu mais vinho na região do que o ‘exportado’ para o todo nacional.

Os continentais compraram em solo madeirense 3,9 milhões de euros de vinho, mais 6,3% do que em 2017, enquanto as vendas enviadas para o continente “apresentaram decréscimos de 21,2% e de 5,9% em quantidade e valor, respectivamente”.

Nos mercados da União Europeia houve um incremento nas vendas em 4,5%, mas o valor decaiu 3,8%.

O tradicional mercado britânico registou reduções tanto nas quantidades (-30,2%), como em valor (-39,8%), acontecendo o mesmo no mercado alemão, com quebras no volume vendido (-28,7%) e na receita gerada (-34,1%).

 

Franceses são mercado 

preferencial

 

Os franceses continuam a ser o mercado preferencial para a compra do vinho Madeira, mas com uma média de preços mais baixos.

Os franceses compram o vinho a cerca de 3,35 euros por litro, enquanto os britânicos compram em média por 6,45 euros o litro.

O mercado extracomunitário “registou incrementos nas quantidades vendidas (+7,5%) e no valor das vendas (+4,2%)”, sendo os Estados Unidos da América o país com mais representatividade.

A China ocupa agora o terceiro lugar de vendas, registando-se um “crescimento de 32,7% nas quantidades e de 47,9% nas receitas de primeira venda”.