Açores com a maior subida do Poder de Compra concelhio

A região dos Açores regista a maior subida do Indicador per Capita (IpC) do Poder de Compra do Instituto Nacional de Estatística (INE) entre 2007 e 2009, enquanto o Algarve tem a maior queda.
O INE divulgou ontem a edição do Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio da Lusa, com dados relativos a 2009, sendo que os últimos disponíveis diziam respeito a 2007.
A nível regional (NUTS II), os Açores registaram a maior subida com mais 2,52 pontos (para 86,14), o Norte cresceu 1,4 (para 87,64), o Alentejo somou 1,06 (para 88,39) e o Centro ganhou 0,65 pontos de poder de compra per capita (para 84,41).
As outras duas regiões do Continente cujo IpC desceu são as duas únicas que têm poder de compra acima da média nacional: Lisboa desceu 2,70 para 134,15 pontos e o Algarve teve a maior queda, de 3,25 por cento, ficando nos 100,4 pontos.
Nas regiões NUTS III, a maior variação foi a do Alentejo Litoral, com o poder de compra por habitante a crescer 4,77 pontos (para 95,30 pontos).
Fazendo as contas por NUTS III, de acordo com os dados do INE, o IpC só baixou, entre 2007 e 2009, em dez regiões: Baixo Vouga, Flores, Lezíria do Tejo, Alentejo Central, Entre Douro e Vouga, Médio Tejo, Pinhal Litoral, Corvo, Península de Setúbal e Grande Lisboa.
O Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio visa caracterizar os municípios “relativamente ao poder de compra numa interpretação ampla de bem-estar material”, refere o INE.

Câmara da Horta deve quase 3 M€ a fornecedores

A Câmara da Horta, tem uma dívida a fornecedores de quase três milhões de euros e poderá ter de encerrar alguns serviços no próximo ano devido a dificuldades de tesouraria, admitiu hoje o presidente da autarquia.
“É uma situação que pode acontecer”, afirmou João Fernando Castro, eleito pelo PS, acrescentando que, apesar da difícil situação financeira do município, “estão reunidas as condições para salvaguardar a questão dos salários”.
A principal preocupação do autarca está centrada nas dívidas aos fornecedores, que estão a causar graves dificuldades de tesouraria ao município
“Hoje, a dívida aos fornecedores está na ordem dos três milhões de euros, mas é uma situação que está estancada desde o segundo semestre deste ano”, afirmou João Fernando Castro, acrescentando que o problema se traduz num “aumento dos prazos de pagamento e da dívida a terceiros e às empresas locais”.
O situação financeira da Câmara da Horta resulta, segundo o autarca, não apenas da actual crise financeira que o país atravessa, mas, sobretudo, do facto de ainda não terem sido transferidas para a autarquia as verbas relativas ao IRS.
“Continuam sem ser transferidas as verbas de 2009, de 2010 e de todo o ano de 2011 até esta data”, denunciou o presidente da autarquia.
João Fernando Castro frisou ainda que o OE2012 passa para o Governo Regional o “ónus dessa transferência, mas não diz quem é que vai pagar o atrasado”, que, no caso da Câmara da Horta, representa uma receita não recebida superior a um milhão de euros.
Para tentar inverter o actual quadro financeiro do município, João Castro admitiu estar a analisar a possibilidade de encerrar alguns serviços municipais, como o teatro e as piscinas, ou reduzir outros, como os serviços de atendimento do cemitério e a recolha de resíduos domésticos. A Câmara da Horta já cortou substancialmente os apoios aos clubes e associações culturais da ilha, tendo também reduzido o volume de transferências para as juntas de freguesia.

Madeira, Açores e Canárias trocam experiências sobre prevenção de riscos

bombeiros_120_109_120_109_50_46Municípios da Madeira, Açores e Canárias participam hoje e na sexta-feira num fórum de troca de experiências sobre prevenção de riscos, iniciativa integrada num projeto que visa preparar as autarquias para situações de catástrofe.
Na conferência de imprensa de apresentação do II Fórum Intermunicipal de Intercâmbio de Experiências em Prevenção de Riscos, que decorreu no Funchal, o presidente em exercício da Associação de Municípios da Região Autónoma da Madeira (AMRAM) sublinhou a importância da iniciativa.
“Não estávamos habituados a estas situações”, afirmou Manuel Baeta, referindo-se ao temporal de 20 de fevereiro de 2010, que provocou 43 mortos, seis desaparecidos e 1.080 milhões de euros de prejuízos na Madeira.
O responsável, que é também presidente da Câmara Municipal da Calheta, admitiu que as consequências do temporal despertaram os responsáveis da Protecção Civil para a necessidade de prevenir riscos.
“Todos nós acordámos para estas realidades”, reconheceu Manuel Baeta, considerando positivo o “intercâmbio” com os Açores e as Canárias, regiões que “estavam mais familiarizadas com as situações de catástrofe”.
O fórum, que decorre em Santana, vai abordar, no primeiro dia de trabalhos, a gestão de emergências e crises e os mecanismos de resposta às emergências, incluindo a apresentação de experiências das regiões ultraperiféricas.
No último dia do fórum, os participantes vão debater os instrumentos de prevenção em desastres naturais e o papel dos cidadãos perante os riscos.
O PREMUMAC – Preparação dos Municípios da Macaronésia para Situações de Catástrofes, projeto financiado a 85% pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, pretende minimizar o défice das organizações locais da Macaronésia em matéria de prevenção e resolução de situações de crise.
Envolvendo quatro autarquias da Madeira, seis dos Açores e 14 das Canárias, a iniciativa, orçada em 712 mil euros, inclui a elaboração de planos de emergência municipais de protecção civil e cartas de risco, a formação de técnicos, a realização de fóruns e a edição de dois guias, um para os cidadãos, com recomendações sobre como agir em situações de crise mais prováveis, e outro para as autarquias, que consiste num manual de prevenção de riscos.
O guia de autoprotecção para os cidadãos, hoje apresentado e que será distribuído à população, apresenta recomendações gerais e indica comportamentos de autoprotecção, explicando ainda como devem agir as pessoas perante sismos, tsunamis, cheias e inundações, deslizamentos e fluxos de terra, queda de rochas, tempestades e ventos fortes, incêndios florestais, ondas de calor e acidentes com matérias perigosas.
Manuel Baeta acrescentou que o projeto PREMUMAC, de que são parceiros as associações de municípios da Madeira e Açores e a Federação Canária de Municípios, permitiu tornar políticos, técnicos e funcionários mais sensíveis a catástrofes, de forma a acautelar riscos.

Árvore dos Desejos e abraços “grátis” na Matriz

Hoje acontece na matriz de Ponta Delgada, um conjunto de actividades que promovem e celebram a união, a cooperação, animação, cultura e partilha consciente. Vários povos de todo o mundo irão juntar-se por diferentes razões. Uns por indignação ao sistema, e à crise internacional, e outros em celebração da união, de uma “nova” consciência colectiva e um novo rumo à humanidade.
Uma sociedade consciente, culta, animada, activa, responsável, e defensora dos seus direitos, será naturalmente funcional, segura e sustentável.
O lema desta acção é “A Mudança que quero ver no mundo”. Do programa constam as seguintes actividades:
14H00 - Apresentação da Árvore dos Desejos “A Mudança que quero ver no mundo”. (Matriz)
15h00 - Workshop de Reciclagem (Matriz)
16H30 - Danças Circulares (Matriz)
17H00 - Yoga (Parque Urbano, entrada da parte debaixo. Trazer tapete ou toalha)
18H00 - Assembleia Popular (Matriz)
Ao longo do dia  haverá Animação de Rua, Música de Rua e Abraços Grátis.
11 p.m. - MEDITAÇÃO - Local a definir. Ponto de encontro nas portas da cidade ás 21H30 (trazer agasalho).

Exercício testa contenção de derrame de combustível na Terceira

Um exercício conjunto simulado, envolvendo forças militares e da Protecção Civil portuguesa e norte-americana, testou a contenção de um derrame de combustível de aeronaves na Praia da Vitória, na Terceira, Açores.
“Devido a um sismo, que provocou danos estruturais num dos tanques de armazenamento de combustível para aeronaves das Forças Armadas norte-americanas, a acção visou ensaiar, em conjunto, a contenção do derrame, protegendo a população, outros seres vivos e o meio ambiente”, descreveu o engenheiro do ambiente Vítor Berbereia, em declarações aos jornalistas no final do exercício, em que estiveram envolvidos mais de 150 efectivos.
A iniciativa serviu para treinar a activação do Centro de Coordenação Combinada, a evacuação das áreas afectadas, a contenção do combustível derramado, a protecção da orla costeira e a recuperação dos hidrocarbonetos.
Vítor Berbereia sublinhou que o exercício está inserido no plano português ‘Mar Limpo’, salientando que o cenário treinado “é muito improvável”, mas que a preparação “exige que seja realizada para as piores consequências possíveis”.
O responsável referiu que o exercício demonstrou que “há uma boa capacidade de resposta imediata”, mas admitiu que, “numa situação de grande catástrofe, são necessários auxílios do exterior”.
Os meios locais, que contam com mais de quatro quilómetros de barreiras, teriam de ser auxiliados por barcos-tanques vindos do exterior, em caso de derrame por toda a baía da Praia da Vitória.
O exercício permitiu apurar que, a partir do momento em que foi dado o alarme, os meios locais ficaram posicionados em menos de uma hora, enquanto os recursos de outras ilhas levariam 24 horas a chegar e os do exterior do arquipélago cerca de 48 horas.
Um derrame desta natureza, segundo Vítor Berbereia, afectaria as actividades económicas locais, os portos comercial e de pescas, provocando ainda um impacto menos acentuado nas zonas naturais.
O especialista assegurou que todo o trabalho de transporte, armazenamento e manuseamento de combustível é realizado de acordo com a legislação portuguesa e norte-americana.
Neste exercício, foram usados meios da Câmara Municipal da Praia da Vitória, PSP, Bombeiros, Protecção Civil, Capitania da Praia da Vitória e do Destacamento Militar dos EUA na Base das Lajes.