EXPOLAB passa a integrar Rede de Centros Ciência Viva

expolabO EXPOLAB da Lagoa foi ontem integrado na Rede de Centros Ciência Viva, criada com o objectivo de promover a divulgação do conhecimento científico e tecnológico em Portugal.
O secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos, José Contente, que presidiu à cerimónia de assinatura do protocolo que tornou o EXPOLAB no 20.º Centro Ciência Viva, considerou que a integração nesta rede perspectiva o estabelecimento de “ligações e trocas de projetos e experiências” alargadas no país e na Europa.
Nesse sentido, José Contente disse à agência Lusa que a inclusão do EXPOLAB permitirá que os temas científicos específicos dos Açores, como o ambiente, o mar e os recursos próprios passem a ter “projeção a nível nacional”, destacando ainda os “ganhos que a sociedade pode ter sendo mais bem informada” sobre o conhecimento científico.
“É preciso que a divulgação seja feita junto das camadas mais jovens, de um modo apelativo e simples, para que a cultura científica se instale em toda a sociedade”, frisou.
Por seu lado, Frias Martins, presidente da Sociedade Afonso Chaves, que gere o EXPOLAB, salientou que a integração na Rede de Centros de Ciência Viva corresponde à “concretização de um sonho” e representa a “subida para um limiar mais profissionalizado da difusão da cultura”.
“Beneficiamos também [com a inclusão na rede] da sua experiência e dinamismo”, passando a ser os “mensageiros das descobertas científicas”, acrescentou.
A directora da Rede de Centros Ciência Viva, Rosália Vargas, alertou para o facto de o acordo de integração hoje assinado representar um “compromisso de partilha de conhecimento e de recursos”.
Rosália Vargas salientou ainda a importância de estes centros “contarem histórias”, pois têm por missão “levar a ciência e a tecnologia ao maior número de pessoas”.

Ribeira Grande acolheu domingo as comemorações do Dia do Canadá

 O Presidente da Associação de Amizade Açores Canadá, Humberto Pavão, defendeu domingo na Ribeira Grande que a comemoração do Dia do Canadá é um desafio aos emigrantes no sentido de manterem a sua identidade açoriana, preservando a cultura, as tradições e a língua portuguesa. Mas também é um desafio que se coloca aos Açores, no sentido de potenciarem o muito que as nossas comunidades de emigrantes, quer no Canadá, quer no resto de mundo, encerram ao nível económico e ao nível da captação de investimento externo, sobretudo, no campo do turismo, um mercado que pode ser ainda mais explorado.
Por esta razão, sustentou que muitas entidades defendem a necessidade de se promover passagens aéreas mais baratas, para que os emigrantes possam trazer as suas famílias aos Açores e, assim, darem a conhecer aos seus descendentes a terra onde nasceram ou onde nasceram os seus pais.
O Dia do Canadá tem sido celebrado nos Açores pelo seu grande significado emblemático não apenas para o Canadá, mas para o mundo ocidental, e com especial relevância para a nossa Região Autónoma, porque naquele país labuta uma parte muito significativa da nossa população.
A história dita que neste dia, a antiga Província do Canadá, constituída pelas Províncias do Quebec e Ontario, se juntou à de New Brunswick e à de Nova Scotia e formaram esta grande nação multicultural, que é o segundo maior país do Mundo um dos mais desenvolvidos.
Domingo foi desfraldada a Bandeira Nacional do Canadá num lugar simbólico que é o Museu da Emigração Açoriana, que retrata as vivências deste povo que face à adversidade se viu obrigado a procurar noutras paragens uma vida mais digna para os seus filhos.
A imigração portuguesa para o Canadá é relativamente recente, embora a presença regular de portugueses date do início do século XVI. Foi só em 1953 que uma importante comunidade de portugueses se fixou no Canadá, encontrando-se a maioria na província do Ontário, cerca de 300 000; no Québec vivem 45 000; na Colúmbia Britânica 25 000, em Alberta e Manitoba 10 000 cada.
Estima-se que a população de origem portuguesa (primeira, segunda e terceira gerações) seja de aproximadamente mais de 500 mil pessoas, sendo perto de 65% originários dos Açores.  
Esta bandeira, esvoaçando neste local, pretende lembrar os fortes laços que unem todas as ilhas dos Açores à grande nação Canadiana, um dos mais tolerantes do mundo, onde se cruzam as mais diferentes raças, num clima de hospitalidade, liberdade e perfeita integração.
Por isso pretende esta Associação que com esta data seja evocado o trabalho, o denodo, a dedicação e a coragem de milhares e milhares de açorianos, que fazem do Canadá a sua pátria adoptiva, que tão bem os soube acolher e ali e labutam diariamente em várias províncias canadianas.
Participaram na cerimónia, para além do Cônsul do Canadá em Ponta Delgada, Mr. Peter Strokreef, o Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande e a Directora Regional das Comunidades.
Aquela Associação pretende que a celebração do Dia Nacional do Canadá é uma forma de prestar homenagem a este grande e acolhedor país para muitas famílias açorianos.
Domingo foi dia de festa para aqueles que nestas ilhas estão ligados ao Canadá, também o foi para todos os canadianos que escolheram os Açores para viver. Foi com alegria que se celebrou este dia, nunca esquecendo que mesmo vivendo nos Açores, também deixaram um pouco no Canadá.
Foi defendido que “o Canadá bem merece a nossa homenagem e todos os açorianos que um dia partiram para o Canadá e lá encontraram o seu lar e contribuem para o progresso e desenvolvimento da grande nação canadiana.”

Presidente da Cáritas portuguesa na festa do Espírito Santo para falar sobre o dom da caridade

 eugnio da fonsecaO Presidente da Cáritas Portuguesa é o responsável pela dissertação deste ano das IX Grandes Festas do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada destinada a refletir sobre os vários valores associados à terceira figura religiosa da Santíssima Trindade.
Eugénio da Fonseca vem aos Açores falar sobre o “Dom da Caridade” na conferência que terá lugar na Igreja Matriz de Ponta Delgada, às 21h00 de quinta-feira, 5 de julho.
A conferência é aberta a todos os interessados e após o seu terminus, quem visitar a Igreja Matriz poderá assistir a um concerto da Orquestra de Câmara de Ponta Delgada, marcado para as 22h00.
Eugénio da Fonseca é Presidente da Cáritas Portuguesa há mais de uma década. É uma pessoa que considera que o povo português por um lado é de uma generosidade surpreendente, mas por outro, estigma com facilidade os pobres. São exemplos destas constatações a forma como reage, mesmo em tempos de dificuldades económicas como as de agora, às campanhas de solidariedade que se organizam, sendo insuperáveis nos seus contributos.
Para Eugénio Fonseca, o contexto de crise é  “um desafio” para quem trabalha no setor social, reconhecendo a necessidade de, no momento atual, “reforçar a partilha de bens”.
Durante o mandato atual, a Cáritas Portuguesa está dinamizar o projeto “Mais próximo” e a promover a formação daqueles que, em instâncias nacionais, regionais ou locais, desenvolvem ações de ajuda e de promoção das pessoas.

Preço de venda de combustíveis desce 1 cêntimo

gasolinaAs alterações registadas no preço do petróleo, durante as últimas semanas, nos mercados internacionais, vão levar a uma atualização do preço máximo de venda dos combustíveis na Região Autónoma dos Açores.
Esta actualização consiste na descida em um cêntimo por litro no preço máximo das gasolinas 95 e 98 e dos gasóleos rodoviário e agrícola e de um cêntimo por quilo no preço máximo do fuel.
De salientar que o preço máximo de todos os combustíveis mantém-se dentro dos limites definidos pelo Governo dos Açores como diferença mínima para os preços em vigor no continente português.
Assim, no caso das gasolinas 95 e 98 a diferença nos preços máximos por litro praticados nos Açores em relação ao mercado nacional é de menos 11 por cento. O gasóleo rodoviário tem, nos Açores, um preço máximo por litro inferior em 11 por cento em relação ao praticado no mercado nacional.
Os gasóleos agrícola e pescas têm um preço máximo por litro, nos Açores, inferior em 21 por cento em relação ao registado no continente.
 Em relação ao gás doméstico, a diferença entre os preços máximos por quilo praticados nos Açores e os preços praticados no continente é de menos 31 por cento. No caso do fuel a diferença de preço entre os Açores e o continente é de menos 21 por cento por quilo.
Os novos preços entraram em vigor às 00h00 desta terça-feira.

Lançamento do guia da Igreja Matriz na abertura das Grandes Festas do Espírito Santo de Ponta Delgada

 espirito santoA cerimónia de lançamento do “Guia Histórico-Turístico da Igreja Matriz de São Sebastião de Ponta Delgada”, de Carlos Melo Bento, que tem lugar amanhã, às 21h00, naquele templo, marca a abertura das Grandes Festas do Divino Espírito Santo do Concelho.
A publicação descreve a história da construção da igreja, os pormenores da sua arquitectura, desde a porta principal, à fachada, torres e gárgulas, além do que revela ao leitor a descoberta das suas sacristias, capelas, coro e painéis.
Segundo Carlos Melo Bento, o “Guia Histórico-Turístico da Igreja Matriz de São Sebastião de Ponta Delgada” é um livro “despretensioso”, que “não é mais do que uma pequena compilação do que me disseram os autores referidos na bibliografia sobre a Igreja maior de Ponta Delgada”.
Melo Bento vai buscar as referências de Luís Bernardo Leite Ataíde, em “Arte e Vida Antiga nos Açores”, de Urbano Mendonça Dias, em a “História das Igrejas, Conventos e Ermidas Micaelenses”, de Nestor de Sousa, em a “Arquitectura Religiosa de Ponta Delgada nos séculos XVI a XVIII”, bem como de Gaspar Frutuoso, em “Saudades da Terra”.
Na conclusão do seu “Guia Histórico-Turístico da Igreja Matriz de São Sebastião de Ponta Delgada”, Carlos Melo Bento revela que seu “Tio-avô, o Reverendo Padre José Augusto da Silva, Prior e Ouvidor Eclesiástico da Cidade, na passagem do século XIX para o XX, tinha por regra admoestar o pároco de S. José quando o sacristão desta igreja se atrevia a tocar as Trindades antes da Matriz, acto que simboliza a autoridade de um templo que a todos nós marcou”.
O autor refere que a publicação, a lançar a 4 de julho, “É uma pequena homenagem que lhe faço”, (ao Tio-avô), “em memória da Igreja que ele tanto amou e por cujos trabalhos se lhe encurtou a vida”.
Melo Bento termina este contributo para o conhecimento do património de Ponta Delgada fazendo votos para que “quem ler este opúsculo e for rezar à Matriz, sinta como eu o peso dos séculos e da beleza que eleva as almas à morada do Criador”.
O pároco Nemésio de Medeiros da Igreja Matriz assina a Nota de Abertura do “Guia Histórico-Turístico da Igreja Matriz de São Sebastião de Ponta Delgada” considera como “estudo admirável” esta publicação e afirma que “Esta Guia da Nossa Matriz responde ao apelo do Santo Padre ao ajudar-nos a chegar até Deus, a valorizar e a apreciar o que nos deixaram os nossos antepassados, como legado de FÉ, e hoje poderemos pela arte e sua história fortalecer a nossa consciência de sede do transcendente!”.
O padre Nemésio afirma que “Com este estudo histórico, vamos admirar e estimar o TEMPLO central da nossa cidade de Ponta Delgada”.
Berta Cabral também dá testemunho sobre o trabalho que será lançado esta semana considerando que se trata de um documento que, mais do que uma orientação com vista à informação sobre o nosso valioso património religioso, é um precioso registo que nos leva a uma viagem em que o presente se confunde com o passado e a história nos confere um envolvimento espiritual com o ‘Templo de Deus’.
A Presidente, “No arranque das IX Festas do Divino Espírito Santo do nosso concelho” congratula o autor “pelo trabalho e sensibilidade que depositou neste importante e necessário ‘Guia Histórico-Turístico da Igreja Matriz de São Sebastião de Ponta Delgada’”.
O “Guia Histórico-Turístico da Igreja Matriz de São Sebastião de Ponta Delgada”, de Melo Bento, é uma edição da Publiçor.
Refira-se que a cerimónia que abre as IX Grandes Festas do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada termina com um concerto da Filarmónica Nossa Senhora das Neves.