Vasco Cordeiro assinala Dia da Floresta com visita a actividades de sensibilização ambiental

Vasco Cordeiro - dia da florestaO Presidente do Governo visitou ontem as actividades promovidas pela Escola Básica e Integrada da Maia, concelho da Ribeira Grande, para assinalar o Dia Internacional da Floresta, onde destacou o “bom ponto de equilíbrio” entre a valorização ambiental e económica que tem sido possível assegurar na gestão das florestas dos Açores.

“Mais de 30 por cento do território dos Açores está coberto por floresta, isso é importante, não apenas do ponto de vista ambiental, mas também enquanto valorização do nosso território em termos económicos”, sublinhou Vasco Cordeiro.

O Presidente do Governo falava aos jornalistas após ter visitado todas as actividades incluídas na iniciativa ‘Tributo à Natureza’, que decorreu na manhã de quinta-feira na Escola Básica e Integrada da Maia, dinamizada pelos alunos do Programa Formativo de Inserção de Jovens (PROFIJ) daquele estabelecimento de ensino.

Segundo adiantou, o Governo dos Açores tem desenvolvido ao longo dos anos um trabalho de valorização da floresta das várias ilhas, caso do Inventário Florestal dos Açores, um instrumento de ordenamento do território que está em fase de revisão e que se assume como importante ao nível da gestão e do apoio à decisão política nestas matérias.

“A floresta representa um elemento valorizador do território, que pode ter também um aproveitamento económico, mas, para que isso aconteça, não podemos sacrificar um dos interesses em benefício dos outros”, salientou Vasco Cordeiro.

Nesse sentido, assegurou que a Região, recorrendo a fundos comunitários, tem “dados passos significativos” para encontrar um “bom ponto de equilíbrio” entre estas várias funções da floresta açoriana, o que tem permitido uma sintonia entre a preservação ambiental e o potencial económico, não apenas ao nível da exploração florestal, mas também de valorização paisagística enquanto activo do destino turístico Açores.

Vasco Cordeiro salientou, por outro lado, a relevância de iniciativas de sensibilização ambiental como as que decorreram ontem na Região junto das gerações mais novas, uma vez que permitem incutir “o gosto e a consciência pela preservação de um património que faz parte dos Açores”.

Ontem, mais de 1.000 crianças e jovens participam em iniciativas que assinalam o Dia Internacional da Floresta, com plantação de espécies endémicas, jogos tradicionais, visitas a Reservas Florestais, visionamento de vídeos alusivos à temática e ‘peddy papers’.

Região apresenta posição sobre estratégia para redução de emissão de gases com efeito estufa

Marta guerreiro1As secretarias regionais da Energia, Ambiente e Turismo e das Relações Externas, no âmbito de um processo de consulta pública da Comissão Europeia, apresentaram a sua posição no âmbito da estratégia para a redução a longo prazo das emissões de gases com efeito de estufa na União Europeia.

No documento, o Governo dos Açores salienta a importância desta temática para o desenvolvimento da Região, pelo que tem vindo a trabalhar na concretização de um conjunto de instrumentos para implementação da Estratégia Regional para as Alterações Climáticas.

Com este propósito, foi recentemente aprovada pelo Governo e submetida à Assembleia Legislativa uma proposta de decreto legislativo regional que visa a aprovação do Plano Regional para as Alterações Climáticas (PRAC).

 Este instrumento de planeamento determina que o combate às alterações climáticas se faça em dois planos, nomeadamente da mitigação e da adaptação.

 No plano da mitigação, “reduzindo as emissões dos gases com efeito de estufa, investindo na descarbonização e no aumento da eficiência da economia, tornando-a menos dependente dos recursos energéticos externos”.

No plano da adaptação, “implementando medidas que protejam os bens, os recursos e as pessoas, aumentando a resiliência aos impactos das alterações climáticas, tendo em conta a interacção com outras pressões, nomeadamente socioeconómicas, legislativas e conjunturais”.

O executivo açoriano frisa neste documento que o PRAC, para além de reforçar o conhecimento e a informação sobre as alterações climáticas, “tem como objectivos estratégicos contribuir para a mitigação e para a redução da vulnerabilidade e adaptação às mesmas, tendo identificado ainda um conjunto de medidas de concretização daqueles objectivos”.

 No documento enviado, o Governo dos Açores refere que o PRAC contempla um total de 74 medidas, das quais 64 relacionadas com a adaptação e 12 dedicadas à mitigação.

Segundo o executivo açoriano, o “desafio” das alterações climáticas deve ser encarado “como uma oportunidade para a reconfiguração tecnológica, assegurando a competitividade e a sustentabilidade futura em setores críticos, incluindo o mercado emergente das tecnologias verdes”, ao mesmo tempo que deve equacionar “questões fundamentais de segurança alimentar e energética, de salvaguarda de pessoas e bens, e das políticas de utilização dos solos e de mobilidade”.

Centenas de alunos de São Miguel sensibilizados para a defesa e preservação da floresta

dia mundial da árvoreA Directora Regional dos Recursos Florestais participou ontem numa acção de sensibilização para a importância da defesa e preservação da floresta que envolveu mais de 600 alunos de escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico da ilha de São Miguel.

“A sensibilização e a formação das novas gerações para a importância e defesa da floresta é uma missão que o Governo dos Açores encara com grande sentido de responsabilidade e compromisso”, frisou Anabela Isidoro, salientando que “quem está informado sobre a importância de um bem, tem uma maior noção da importância de o preservar e cuidar”.

No âmbito das comemorações do Dia Mundial da Árvore, que ontem se assinalou, mais de seis centenas de alunos do 3.º e 4.º ano de escolaridade foram convidados a assinalar a data na Reserva Florestal de Recreio do Pinhal da Paz, no concelho de Ponta Delgada, onde participaram em várias actividades de carácter lúdico e pedagógico.

“Este é um dia para brincar, mas também para aprender junto da Natureza. Estes momentos simbólicos servem para se reforçar a mensagem da importância de bem cuidar das nossas árvores e da nossa floresta junto das novas gerações”, salientou Anabela Isidoro, acrescentando que, através dos jogos e das actividades preparadas para esta iniciativa, pretende-se despertar nas crianças uma maior consciência ambiental.

Os jogos didácticos sobre a temática da floresta foram orientados por técnicos e guardas florestais, tendo sido criado para o efeito um circuito rotativo, com várias estações.

A Directora Regional destacou que os Açores têm “uma floresta cuidada, em rejuvenescimento”, frisando que, nas últimas duas décadas, “cerca de 10% da área florestal privada da Região foi alvo de intervenções, por via da beneficiação dos povoamentos existentes, com acções de reconversão, rearborização e arborização, reflectindo a preocupação da Região em valorizar o material lenhoso, sem excluir os benefícios ambientais e os contributos favoráveis destes ecossistemas”.

Anabela Isidoro assegurou que o Governo Regional “tudo tem feito e continuará a fazer” para defender este património, contando para o efeito com “o apoio fundamental das novas gerações”.

Nas restantes ilhas dos Açores, o Dia Mundial da Árvore foi assinalado pelos Serviços Florestais locais com iniciativas que envolveram, no total, cerca de 2.400 crianças em acções de sensibilização e actividades, com a plantação e oferta de mais de 5.600 árvores.

Hoje, a Directora Regional dos Recursos Florestais irá participar na Praça Velha, em Angra do Heroísmo, em diversas actividades lúdicas e de sensibilização sobre esta temática, nomeadamente em duas conferências proferidas por técnicos do Serviço Florestal da Terceira, sendo uma sobre o valor económico da floresta dos Açores e outra sobre a ‘floresta dos sete ofícios’.

Conselho Regional do Ambiente debate propostas de intervenção em 12 áreas protegidas

lagoa do fogoA Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo levou a discussão no Conselho Regional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável (CRADS) um conjunto de propostas concretas relativas a 12 áreas protegidas, na sequência do estudo e da monitorização que têm vindo a ser realizados, fruto da maior procura que actualmente se verifica pelo património ambiental dos Açores, gerando alargado consenso.

Segundo cita o gabinete de imprensa do Executivo, Marta Guerreiro salientou a importância de ouvir os parceiros sobre “propostas que devem ser partilhadas e discutidas em conjunto”, para que sejam encontradas as soluções “que melhor servem cada um dos locais”, tendo em conta também os níveis de procura de visitantes ao arquipélago, precisamente pelo reconhecido património existente na Região. A governante falou aos jornalistas, em Angra do Heroísmo, no final da reunião extraordinária do CRADS.

“Compete-nos, regularmente, fazer monitorizações e rever regulamentos”, frisou Marta Guerreiro, adiantando que as propostas discutidas “vão desde o estabelecimento ou alteração de taxas, passando pela fixação ou alteração das cargas máximas, até à mera regulação dos acessos, incluindo as condições de uso de veículos”. 

Estas propostas, abrangendo seis reservas naturais, três monumentos naturais, duas áreas protegidas para a gestão de habitats e espécies e uma área de paisagem protegida, “traduzem-se, em função das situações concretas, em alterações aos regulamentos vigentes ou na implementação de regulamentos ou condicionamentos onde estes não existem”, afirmou.

A titular da pasta do Ambiente afirmou que cada situação tem de ser vista de “forma isolada” e que, “consoante a pressão maior ou menor, em alguns casos prevêem-se restrições de acesso com limitações no momento ou diárias e, noutras, a introdução ou revisão de taxas”.

“Naturalmente que, sempre que necessário, também temos de actuar em termos de infraestruturas e é isso que temos vindo a fazer”, frisou Marta Guerreiro, acrescentando que foram discutidas “propostas de intervenções já planeadas e outras que estão a ser desenvolvidas”.

As 12 áreas protegidas dizem respeito à Montanha do Pico, Caldeira do Faial, Lagoa do Fogo, Caldeira de Santa Bárbara, Ilhéu da Praia, Pico da Vara, Caldeira Velha, Furnas do Enxofre, Ponta da Ferraria, Vulcão dos Capelinhos, Ilhéu de Vila Franca do Campo e Fajã da Caldeira de Santo Cristo.

Na sua participação neste Conselho, Marta Guerreiro reforçou que “o Programa do Governo prevê expressamente a identificação e a avaliação da capacidade de carga e da pressão do uso e fruição das áreas sensíveis incluídas nos Parques Naturais de Ilha dos Açores, com vista à sua melhor regulação para protecção ambiental e da paisagem”.

Rearborização de áreas de corte em São Miguel já envolveu plantação de 178 mil plantas

Anabela Isidoro - reflorestação A Directora Regional dos Recursos Florestais revelou ontem que já foram plantadas cerca de 178 mil plantas nas áreas de corte de madeira na ilha de São Miguel, apostando-se muito nas espécies endémicas junto às linhas de água.

“Estamos a falar em 50 hectares, onde foram plantadas cerca de 178 mil plantas. Quase 114 mil são resinosas, 35 mil folhosas e 29 mil espécies endémicas”, adiantou Anabela Isidoro, que falava no final da visita a uma plantação de endémicas no concelho do Nordeste. A Directora Regional estimou que, até ao final da época de plantação, que se prolonga até Março/Abril, se atinja uma área total de 71 hectares, com criptomérias, endémicas, folhosas e resinosas.

“O reordenamento florestal conseguido com a reflorestação já efectuada permitiu reduzir para metade os povoamentos puros de criptomérias”, frisou a Directora Regional, acrescentando que se passou a ter povoamentos puros de outras resinosas, folhosas e endémicas e 32% da área foi reflorestada com povoamentos mistos (mistura de espécies).

Anabela Isidoro salientou que se trata de um trabalho difícil, feito em terrenos acidentados, mas que está a correr muito bem, referindo que uma equipa consegue plantar, por dia, cerca de 700 endémicas, 1.750 folhosas e 2.450 criptomérias.

A utilização de espécies endémicas e de espécies folhosas em áreas de maior declive e nas linhas de água permitirá, segundo a Directora Regional dos Recursos Florestais, melhorar a gestão do solo e da água, prevendo-se ainda um impacto muito positivo ao nível da fauna e da restante flora endémica, com a criação de autênticos corredores ecológicos.

Segundo o Executivo, a produção de espécies endémicas, que teve um grande impulso ao nível da investigação e das técnicas de produção a partir de 2009, tem actualmente a finalidade de responder a necessidades dos projectos da Administração Pública Regional ou onde esta colabora, tais como a florestação no âmbito do plano de ordenamento da bacia hidrográfica da Lagoa das Furnas e o projecto LIFE+ Terras do Priolo, entre outros. A Região tem 18 viveiros florestais que ocupam cerca de 26 hectares.

A Directora Regional salientou também que todo o perímetro florestal na ilha de S. Miguel tem a gestão certificada pelo FSC (Forest Stewardship Council), pelo que a criptoméria resultante desta exploração florestal pode ostentar esse rótulo, que atesta as boas práticas florestais em execução e é reconhecido internacionalmente.