Comercialização de carne de bovino nos Açores cresceu 11% até Agosto

vacas pastosNos primeiros oito meses deste ano, comparativamente a igual período de 2017, registou-se um crescimento de 11% na comercialização de carne de bovino nos Açores, que resulta do abate de 48 mil animais nos matadouros da Região, informou ontem a Secretaria Regional da Agricultura e Florestas.

Do total de abates aprovados entre Janeiro e Agosto, que representam 11 mil toneladas de carne, 55% teve como destino a exportação e 45% o consumo local.

No período em análise registou-se um crescimento de 3,2% no consumo local e de 18% na exportação de carne de bovino.

Relativamente aos abates de bovinos com Identificação Geográfica Protegida (IGP), cuja carne é mais valorizada no mercado, houve um crescimento de quase 30%.

Este conjunto de indicadores traduz a dinâmica de crescimento e de afirmação sustentável da fileira da carne no contexto do sector agrícola dos Açores.

A situação favorável que se verifica no mercado da carne de bovino é resultado da aposta estratégica do Governo dos Açores nesta fileira, onde os investimentos na rede regional de abate são aqueles que têm maior visibilidade, e do grande trabalho que os agricultores têm feito ao nível da melhoria constante das suas produções.

Sector agrícola necessita de mais jovens com formação, afirma Director Regional

José Freire - exploração agrícola TerceiraO Director Regional do Desenvolvimento Rural afirmou ontem que o sector agrícola nos Açores é apelativo, tem futuro e necessita, cada vez mais, de jovens com formação e capacidade empreendedora, por forma a vencerem os desafios do futuro.

 “A entrada de mais jovens para o setor agrícola nos Açores é essencial, não só para haver uma renovação geracional, como para garantir maior sustentabilidade”, frisou Fernando Sousa, em declarações à margem da visita a uma exploração agrícola com candidatura a um projecto de primeira instalação, no concelho da Praia da Vitória.

Fernando Sousa indicou que já foram aprovados 142 projectos no âmbito da submedida 6.1 do programa Prorural+, dedicada à instalação de jovens agricultores, com uma despesa pública de 5,4 milhões de euros.

Esta Segunda-feira, o Governo Regional abriu um novo período para a recepção de candidaturas de projectos com vista à instalação de jovens agricultores, que decorre até 28 de Setembro, com uma dotação de 450 mil euros. 

“Este apoio constitui um incentivo importante para atrair mais jovens para a agricultura. O Governo dos Açores tudo tem feito e tudo irá continuar a fazer para que a agricultura seja cada vez mais atractiva”, assegurou o Director Regional, apelando aos jovens para encararem o sector agrícola como uma carreira com futuro e altamente aliciante.

Para Fernando Sousa, a aposta na formação dos agricultores é também essencial, de modo a que as explorações sejam cada vez mais rentáveis, eficientes e com custos de produção mais reduzidos.

“Actualmente, na Região, 5% dos jovens agricultores têm formação superior, algo muito relevante, que merece ser incentivado e apoiado. O conhecimento é fundamental para conseguirmos evoluir, inovar e tornar mais rentáveis as explorações agrícolas”, disse Fernando Sousa.

Abate de bovinos para consumo local e exportação continua a aumentar nos Açores

vacas pastosA Secretaria Regional da Agricultura e Florestas informou ontem que, nos primeiros cinco meses deste ano, comparativamente a igual período de 2017, registou-se um crescimento de 8,4% nos abates de bovinos para consumo local e de quase 12% para exportação.

Entre Janeiro e Maio, o total de bovinos aprovados para abate nos matadouros dos Açores totalizaram cerca de 28 mil cabeças, o que representa um crescimento de 10% face ao período homólogo de 2017.

Os abates de bovinos com Identificação Geográfica Protegida (IGP) continuam acima dos 30%, tendo passado de 780 cabeças, em 2017, para 1.018 este ano.

De acordo com dados dos operadores no mercado regional, a carne de vaca já obteve este ano uma valorização de 10 a 15 cêntimos por quilo, os vitelões de 15 a 20 cêntimos por quilo e os novilhos valorizaram cerca de 20 cêntimos por quilo.

Esta dinâmica positiva na fileira da carne de bovino resulta do trabalho e da aposta dos produtores, bem como das políticas adoptadas pelo Governo Regional e do investimento que tem sido levado a cabo, nomeadamente ao nível da rede regional de matadouros.

O aumento do consumo local de carne nos Açores está ainda relacionado com o crescimento do sector do turismo na Região.

Por outro lado, o aumento da exportação de gado vivo para países como os do norte de África tem feito com que haja maior escassez de carne no país, levando a um aumento da procura pela carne dos Açores.

Presença dos Açores na Feira Nacional de Agricultura é importante para a Região

joão ponte feira de santaremO Secretário Regional da Agricultura e Florestas afirmou ontem, em Santarém, que a presença de produtos dos Açores na Feira Nacional de Agricultura, através do stand da Associação Agrícola de São Miguel, constitui um momento importante de promoção da excelência daquilo que se produz no arquipélago.

“Esta Feira Nacional de Agricultura é uma montra muito especial para a promoção da excelência dos produtos dos Açores, do que se produz na Região e da qualidade dos nossos produtos”, frisou João Ponte, que falava no final de uma visita ao stand da Associação Agrícola de São Miguel na 55.ª Feira Nacional de Agricultura, que decorre até Domingo.

O governante salientou que esta visita pretende enaltecer e reconhecer a importância da agricultura para a economia dos Açores, o peso que o sector tem no contexto nacional e o contributo que a Associação Agrícola de São Miguel dá à notoriedade às produções açorianas com a sua presença.

Simultaneamente, a presença dos produtos açorianos nesta feira, destacou João Ponte, potencia uma maior proximidade com os consumidores e gera oportunidades de negócios.

“Por tudo isso, o Governo Regional vê com muita satisfação o sentido estratégico que a Associação Agrícola de São Miguel dá, como organização de produtores, com a sua presença, representando os Açores na maior feira de agricultura do país”, salientou.

O Secretário Regional considerou que, se os Açores querem conquistar mais consumidores, ganhar novos mercados, promover a qualidade das produções e valorizar mais o que é bem produzido, “inevitavelmente” têm que estar presentes em certames como este que decorre em Santarém.

João Ponte referiu que, no último ano, os indicadores do sector agrícola são positivos, salientando que a produção de leite aumentou, o volume de negócios das indústrias de lacticínios cresceu 4% em relação a 2016, houve um aumento da produção de queijo e uma redução da transformação do leite de consumo e leite em pó.

“Contudo, ainda não estamos a conseguir valorizar o suficiente o preço do leite pago ao produtor”, afirmou, acrescentando que “alcançar uma valorização que permita que os produtores tenham um rendimento melhor, seja mais justa e garanta a sustentabilidade deste importante sector da actividade económica da Região” é um grande desafio que deve envolver e mobilizar todos os agentes da fileira do sector leiteiro.

A Feira Nacional de Agricultura, que atrai anualmente cerca de 200 mil visitantes, conta com sete centenas da expositores, dispondo o espaço da Associação Agrícola de São Miguel de cerca de 143 metros quadrados, onde estão em destaque produtos como o leite, o queijo e a carne.

Feira Açores 2019 vai decorrer na ilha do Faial, revela João Ponte

João Ponte feira faialO Secretário Regional da Agricultura e Florestas destacou a importância da agricultura para o desenvolvimento económico do arquipélago, assim como a dinâmica e a evolução verificadas nos últimos anos neste sector quer nos Açores, quer, em particular, no Faial, ilha que vai acolher a ‘Feira Açores’ em 2019.

“Se somarmos a receita da produção de leite no último ano ao valor que a CALF paga aos produtores, acrescendo as ajudas do POSEI e PRORURAL+, são cerca de 10 milhões de euros que entram na economia do Faial, a que acresce toda a dinâmica económica gerada por este sector”, afirmou João Ponte, que falava Domingo, na Horta, à margem de uma visita ao ‘Encontro do Mundo Rural’.

Os cerca de 100 produtores de leite do Faial entregam anualmente 12 milhões de litros de leite, o que corresponde a 2% da produção regional.

João Ponte reiterou a importância de se aumentar a produção de leite no Faial, no sentido de rentabilizar a indústria e, simultaneamente, a fábrica da CALF apostar mais na produção de produtos lácteos, que possam obter maior valorização no mercado.

O Secretário Regional salientou também o crescimento que se tem verificado no sector da carne, lembrando o investimento que o Governo dos Açores tem feito ao nível da rede regional de matadouros, adiantando que o novo matadouro do Faial, orçado em 4,8 milhões de euros, “vai ser inaugurado dentro de poucas semanas, para dar resposta à dinâmica de crescimento nesta fileira”.

“Nos últimos três anos o número de bovinos abatidos cresceu cerca de 60%, o que dá nota da grande evolução registada na fileira da carne na ilha do Faial”, frisou, acrescentando que, no ano passado, “cerca de 30% dos animais abatidos foram para exportação”.

No último dos três dias do ‘Encontro do Mundo Rural’, uma iniciativa da Câmara Municipal da Horta, em colaboração com o Governo Regional e outros parceiros, João Ponte considerou que se trata de um evento “bastante positivo”, por ser um “momento importante para mostrar a dinâmica e a evolução do sector agrícola nos últimos anos”.

Para João Ponte, a chuva que marcou o último dia deste evento é de “extrema importância para todo o sector agrícola”, manifestando o desejo de que a chuva que se registou Domingo no Faial possa chegar também às ilhas a oriente, pondo fim a uma situação que começa a fixar complexa, devido à seca prolongada.

O titular da pasta da Agricultura adiantou ainda que estão em fase de conclusão os projectos de remodelação e reabilitação do Solar de São Lourenço, da Ermida e do Pavilhão de Exposições da ilha do Faial, na Quinta de São Lourenço, salientando que a intenção do Governo dos Açores é “lançar a obra a concurso o mais depressa possível para ver se será possível concluí-la em 2019”.

Caso não seja possível, João Ponte assegurou “a determinação do Executivo em melhorar as condições deste excelente complexo para a realização de eventos”, como o ‘Encontro do Mundo Rural’, a ‘Feira Açores’ ou outros.