2018 foi ano recorde no abate de bovinos nos Açores, revela Governo

vacas a comerO ano 2018 foi um ano recorde no número de abates de bovino, avançou ontem o Secretário Regional da Agricultura e Florestas, que destacou também o crescimento das exportações e a melhoria das infraestruturas da rede regional de abate.

“Em 2018, do ponto de vista da produção, registou-se o maior número de animais abatidos na Região, ou seja, cerca de 73 mil. Esse crescimento resulta muito do aumento significativo verificado nas exportações, ou seja, 14,5%. Se analisarmos o crescimento médio dos abates na Região estamos a falar de um aumento de 8%”, salientou João Ponte, em declarações à margem da visita a um estabelecimento de venda de carnes no concelho da Ribeira Grande.

O governante destacou que estes indicadores positivos traduzem a dinâmica de crescimento e de afirmação sustentável da fileira da carne no contexto do sector agrícola dos Açores.

Além dos investimentos infraestruturais, o Secretário Regional destacou a aposta que está a ser feita ao nível da certificação dos matadouros, que considerou ser fundamental, atendendo a que atualmente os consumidores e os clientes são cada vez mais exigentes.

João Ponte adiantou que, em 2019, decorrerá o processo de certificação dos matadouros do Faial, da Graciosa, das Flores e de São Jorge, para atestar a segurança e a qualidade alimentar.

João Ponte, em declarações aos jornalistas, frisou ainda que o Governo Regional tem apostado também na introdução de alterações anuais no âmbito do POSEI, com efeitos muito positivos para o setor da carne. 

“Falo, em concreto, da divisão do prémio ao abate por semestres em 2018, bem como da redução do período de retenção dos animais, que passou de cinco para três meses”, afirmou, acrescentando que no POSEI 2019 foi ainda introduzida uma ajuda ao transporte de animais interilhas, no sentido de incentivar o abate na Região e posterior exportação em carcaças.

O Secretário Regional da Agricultura e Florestas salientou, contudo, que há ainda desafios a vencer para fortalecer ainda mais a fileira da carne, que passam por desmanchar mais carne nos Açores, melhorar a conformidade das carcaças, ter capacidade para fornecer carne com regularidade aos mercados e melhorar em termos de organização. 

Para João Ponte, desmanchar mais carne nos matadouros da Região significa deixar no arquipélago mais valias económicas e contribuir para criar mais postos de trabalho.

Comercialização de carne de bovino nos Açores cresceu 11% até Agosto

vacas pastosNos primeiros oito meses deste ano, comparativamente a igual período de 2017, registou-se um crescimento de 11% na comercialização de carne de bovino nos Açores, que resulta do abate de 48 mil animais nos matadouros da Região, informou ontem a Secretaria Regional da Agricultura e Florestas.

Do total de abates aprovados entre Janeiro e Agosto, que representam 11 mil toneladas de carne, 55% teve como destino a exportação e 45% o consumo local.

No período em análise registou-se um crescimento de 3,2% no consumo local e de 18% na exportação de carne de bovino.

Relativamente aos abates de bovinos com Identificação Geográfica Protegida (IGP), cuja carne é mais valorizada no mercado, houve um crescimento de quase 30%.

Este conjunto de indicadores traduz a dinâmica de crescimento e de afirmação sustentável da fileira da carne no contexto do sector agrícola dos Açores.

A situação favorável que se verifica no mercado da carne de bovino é resultado da aposta estratégica do Governo dos Açores nesta fileira, onde os investimentos na rede regional de abate são aqueles que têm maior visibilidade, e do grande trabalho que os agricultores têm feito ao nível da melhoria constante das suas produções.

Presença dos Açores na Feira Nacional de Agricultura é importante para a Região

joão ponte feira de santaremO Secretário Regional da Agricultura e Florestas afirmou ontem, em Santarém, que a presença de produtos dos Açores na Feira Nacional de Agricultura, através do stand da Associação Agrícola de São Miguel, constitui um momento importante de promoção da excelência daquilo que se produz no arquipélago.

“Esta Feira Nacional de Agricultura é uma montra muito especial para a promoção da excelência dos produtos dos Açores, do que se produz na Região e da qualidade dos nossos produtos”, frisou João Ponte, que falava no final de uma visita ao stand da Associação Agrícola de São Miguel na 55.ª Feira Nacional de Agricultura, que decorre até Domingo.

O governante salientou que esta visita pretende enaltecer e reconhecer a importância da agricultura para a economia dos Açores, o peso que o sector tem no contexto nacional e o contributo que a Associação Agrícola de São Miguel dá à notoriedade às produções açorianas com a sua presença.

Simultaneamente, a presença dos produtos açorianos nesta feira, destacou João Ponte, potencia uma maior proximidade com os consumidores e gera oportunidades de negócios.

“Por tudo isso, o Governo Regional vê com muita satisfação o sentido estratégico que a Associação Agrícola de São Miguel dá, como organização de produtores, com a sua presença, representando os Açores na maior feira de agricultura do país”, salientou.

O Secretário Regional considerou que, se os Açores querem conquistar mais consumidores, ganhar novos mercados, promover a qualidade das produções e valorizar mais o que é bem produzido, “inevitavelmente” têm que estar presentes em certames como este que decorre em Santarém.

João Ponte referiu que, no último ano, os indicadores do sector agrícola são positivos, salientando que a produção de leite aumentou, o volume de negócios das indústrias de lacticínios cresceu 4% em relação a 2016, houve um aumento da produção de queijo e uma redução da transformação do leite de consumo e leite em pó.

“Contudo, ainda não estamos a conseguir valorizar o suficiente o preço do leite pago ao produtor”, afirmou, acrescentando que “alcançar uma valorização que permita que os produtores tenham um rendimento melhor, seja mais justa e garanta a sustentabilidade deste importante sector da actividade económica da Região” é um grande desafio que deve envolver e mobilizar todos os agentes da fileira do sector leiteiro.

A Feira Nacional de Agricultura, que atrai anualmente cerca de 200 mil visitantes, conta com sete centenas da expositores, dispondo o espaço da Associação Agrícola de São Miguel de cerca de 143 metros quadrados, onde estão em destaque produtos como o leite, o queijo e a carne.

Sector agrícola necessita de mais jovens com formação, afirma Director Regional

José Freire - exploração agrícola TerceiraO Director Regional do Desenvolvimento Rural afirmou ontem que o sector agrícola nos Açores é apelativo, tem futuro e necessita, cada vez mais, de jovens com formação e capacidade empreendedora, por forma a vencerem os desafios do futuro.

 “A entrada de mais jovens para o setor agrícola nos Açores é essencial, não só para haver uma renovação geracional, como para garantir maior sustentabilidade”, frisou Fernando Sousa, em declarações à margem da visita a uma exploração agrícola com candidatura a um projecto de primeira instalação, no concelho da Praia da Vitória.

Fernando Sousa indicou que já foram aprovados 142 projectos no âmbito da submedida 6.1 do programa Prorural+, dedicada à instalação de jovens agricultores, com uma despesa pública de 5,4 milhões de euros.

Esta Segunda-feira, o Governo Regional abriu um novo período para a recepção de candidaturas de projectos com vista à instalação de jovens agricultores, que decorre até 28 de Setembro, com uma dotação de 450 mil euros. 

“Este apoio constitui um incentivo importante para atrair mais jovens para a agricultura. O Governo dos Açores tudo tem feito e tudo irá continuar a fazer para que a agricultura seja cada vez mais atractiva”, assegurou o Director Regional, apelando aos jovens para encararem o sector agrícola como uma carreira com futuro e altamente aliciante.

Para Fernando Sousa, a aposta na formação dos agricultores é também essencial, de modo a que as explorações sejam cada vez mais rentáveis, eficientes e com custos de produção mais reduzidos.

“Actualmente, na Região, 5% dos jovens agricultores têm formação superior, algo muito relevante, que merece ser incentivado e apoiado. O conhecimento é fundamental para conseguirmos evoluir, inovar e tornar mais rentáveis as explorações agrícolas”, disse Fernando Sousa.

Abate de bovinos para consumo local e exportação continua a aumentar nos Açores

vacas pastosA Secretaria Regional da Agricultura e Florestas informou ontem que, nos primeiros cinco meses deste ano, comparativamente a igual período de 2017, registou-se um crescimento de 8,4% nos abates de bovinos para consumo local e de quase 12% para exportação.

Entre Janeiro e Maio, o total de bovinos aprovados para abate nos matadouros dos Açores totalizaram cerca de 28 mil cabeças, o que representa um crescimento de 10% face ao período homólogo de 2017.

Os abates de bovinos com Identificação Geográfica Protegida (IGP) continuam acima dos 30%, tendo passado de 780 cabeças, em 2017, para 1.018 este ano.

De acordo com dados dos operadores no mercado regional, a carne de vaca já obteve este ano uma valorização de 10 a 15 cêntimos por quilo, os vitelões de 15 a 20 cêntimos por quilo e os novilhos valorizaram cerca de 20 cêntimos por quilo.

Esta dinâmica positiva na fileira da carne de bovino resulta do trabalho e da aposta dos produtores, bem como das políticas adoptadas pelo Governo Regional e do investimento que tem sido levado a cabo, nomeadamente ao nível da rede regional de matadouros.

O aumento do consumo local de carne nos Açores está ainda relacionado com o crescimento do sector do turismo na Região.

Por outro lado, o aumento da exportação de gado vivo para países como os do norte de África tem feito com que haja maior escassez de carne no país, levando a um aumento da procura pela carne dos Açores.