Os três hospitais da região reduziram mais de 40 camas num ano

Hospital PDL2O número de camas nos três hospitais da região diminuiu no último ano, em comparação com o ano anterior, num total de 42 camas.

Em 2017 havia no Hospital de Ponta Delgada uma totalidade de 521 camas, distribuídas pelos Serviços de Urgência, recobro de operados, cuidados intensivos, Unidade de Cuidados Intermédios e outros (diálise, berçários, hospital de dia, etc).

No ano anterior eram 539 camas, pelo que o Hospital de Ponta Delgada perdeu 18 camas num ano.

O Hospital de Angra tinha 304 camas em 2016 e passou para 296 em 2017.

O da Horta passou de 149 para 133.

No Hospital do Divino Espírito Santo o número de camas das enfermarias, praticado no internamento geral, segundo as respectivas valências/especialidades, também foi reduzido, passando de 389 em 2016 para 380 em 2017.

A pediatria médica perdeu 5 camas (de 25 para 20) e a Obstetrícia passou de 32 para 28.

Nas mesmas valências, o Hospital de Angra perdeu 8 camas num ano e o da Horta 6.

Quanto aos recursos humanos nos três hospitais, em 2017 existiam 3.187 pessoas ao serviço, sendo que 1.583 são no Hospital de Ponta Delgada, 1.107 no de Angra e 497 no da Horta.

O pessoal médico nos três hospitais é de 413, sendo 248 em Ponta Delgada, 117 em Angra e 48 na Horta.

Da totalidade dos recursos humanos no Hospital de Ponta Delgada, 397 são homens e 1.186 são mulheres.

Do pessoal médico, 105 são homens e 143 são mulheres.

Na unidade de Ponta Delgada estavam registados em 2017 516 enfermeiros (83 homens e 433 mulheres), sendo que 124 são enfermeiros especialistas.

Rotas da TAP nos Açores e Madeira cresceram 13%

TAPAs rotas da Madeira e dos Açores, da TAP, tiveram um crescimento de 13% no número de passageiros, em Outubro, anunciou a companhia aérea.

As ligações da companhia aérea da Madeira e dos Açores foram mesmo as rotas que registaram o crescimento mais expressivo, no que diz respeito ao aumento do número de passageiros.

No global a taxa de ocupação dos lugares da companhia aérea chegaram aos 80%, sendo que em outubro, a companhia área acabou por transportar 1,4 milhões de passageiros.

As rotas da TAP na Europa foram também importantes no crescimento que a companhia acabou por apresentar no número de passageiros. 

Estas ligações registaram uma subida de 6%.

Passageiros desembarcados aumentam nos Açores, mas com menos estrangeiros

aeroporto PDLl

No último mês de Outubro desembarcaram nos aeroportos dos Açores 130.542 passageiros, um aumento de 4,9% face ao mesmo mês de 2017, revelou ontem o SREA.

Os passageiros desembarcados com origem no estrangeiro foram 11.388, originando um decréscimo homólogo de 18,8%, e os com origem noutras regiões do território nacional atingiram 66.208, apresentando, neste caso, uma variação homóloga positiva de 7,1%.

Em termos acumulados, nos primeiros 10 meses de 2018, verificou-se uma variação homóloga positiva de 3,3% no desembarque de passageiros e nos últimos 3 meses, uma variação homóloga igualmente positiva de 4,1%.

A ilha com maior número de passageiros desembarcados no mês de Outubro de 2018 foi a de São Miguel com 78.600, seguida da Terceira com 26.809 e Faial com 8.815. 

No entanto, a ilha que apresentou maior crescimento homólogo foi a do Corvo com 34,4%, seguindo-se o Pico com 29,5%, Flores com 20,8% e Santa Maria com 14,2%. 

Em sentido contrário, a ilha Graciosa apresentou um decréscimo homólogo de 1,6%.

Nos últimos 3 meses, a ilha que apresentou maior variação homóloga positiva foi a do Pico com 20,4%, seguida das Flores e Corvo respectivamente com 14,4% e 13,6%. 

Quanto ao acumulado dos primeiros 10 meses, a ilha que verificou maior variação homóloga positiva foi a do Corvo com 16,2%, seguida do Pico com 13,8%.

Empresários do Pico descontentes com a SATA

pico

A operação do Verão da Azores Airlines para 2019, na ilha do Pico, não deverá ser reforçada, assegurando apenas quatro voos semanais entre Lisboa e o Pico, à semelhança do que aconteceu este ano, noticia o jornal Ilha Maior.

Os horários para o próximo verão ainda não foram divulgados, mas segundo apurou aquele jornal picoense “a transportadora aérea prepara-se para mandar, uma vez mais, para a gaveta as aspirações das forças da ilha que continuam a exigir o reforço de voos com Lisboa para responder ao aumento da procura”. 

Ao que apurou o jornal, a programação da Azores Airlines tem agendado três voos semanais com Lisboa em Abril, Maio e Outubro e quatro ligações nos meses de Junho, Julho, Agosto e Setembro. 

A novidade é, aliás, a realização de um quarto voo no mês de Setembro às Quintas-feiras. 

“Apesar deste reforço a programação, que ainda não está a ser comercializada, fica muito aquém das expectativas, ficando a dúvida sobre o que realmente mudou nas últimas semanas e quem está a boicotar o aumento das ligações aéreas entre o Pico e Lisboa. É que no início do mês de Outubro a programação da Azores Airlines para fazer face ao aumento da procura do destino, que este ano registou o maior crescimento entre as nove ilhas dos Açores, previa a realização de seis ligações semanais no período de Junho a Setembro entre Segunda-feira e Sábado. Além disso previa nos meses de Abril, Maio e Outubro a realização de quatro voos às segundas, quartas sextas e sábados. Essa possibilidade chegou a ser inclusivamente revelada em conselho de ilha pelo presidente da Câmara da Madalena, José António Soares, mas de uma hora para a outra o cenário mudou, sem se saber o porquê desta alteração, sendo que os voos ainda não foram disponibilizados para venda”, lê-se ainda no jornal picoense.

O Presidente da Associação de Comerciantes da Ilha do Pico olha com cepticismo para este recuo da transportadora no planeamento de voos para o próximo verão. 

Rui Lima não quer acreditar que haja má vontade da transportadora em relação ao Pico mas não entende a decisão: “Aguardamos com alguma preocupação as decisões da transportadora para o próximo ano porque estamos a enfrentar um boom turístico sem precedentes e começa a ser cansativo que a nossa preocupação continue a residir nas acessibilidades e na forma de se chegar ao Pico”. 

O dirigente adianta que já solicitou uma reunião com o Presidente da Azores Airlines para trocar impressões sobre o mercado, mas essa pretensão ainda não foi atendida pelo que olha com apreensão para as decisões que a transportadora possa vir a tomar. 

“Enquanto associação, temos um conhecimento profundo da realidade da procura pelo destino Pico e esperávamos que a oferta fosse, de uma vez por todas, adaptada à procura. Lamentamos que a Azores Airlines continue sem responder às necessidades do Aeroporto do Pico”, afirma Rui Lima, acrescentando que “ainda esta semana tivemos vários voos esgotados e no mês de Dezembro os voos estão praticamente cheios. Ou seja, uma eficiente programação leva a que se possa encher os voos. No caso do verão assistimos neste último ano a voos completamente cheios e a imensas dificuldades para se sair e entrar na ilha, por isso seria interessante que se ultrapassasse essa situação de uma vez por todas”. 

O dirigente admite que a dificuldade em aumentar o número de voos possa resultar de um “desconhecimento total” das necessidades da ilha que a confirmar-se é um péssimo exemplo da forma como a empresa trabalha, conclui o Ilha Maior. 

 

Angra e Horta tiveram os maiores aumentos de insolvências do país

angra do heroismoOs concelhos de Angra e Horta lideram no mês de Outubro o crescimento de insolvências em todo o país, com um aumento de 142,9% e 60%, respectivamente.

Segundo revelou ontem a Iberinform, uma filial da Crédito y Caución que oferece soluções de gestão de clientes para as áreas financeiras, de marketing e internacional, as insolvências aumentaram em Outubro de 2018, em todo o país, com 732 empresas insolventes, mais 83 que no período homólogo de 2017 (12,8%). 

O acumulado também apresenta valores acima dos verificados em 2017, com mais 133 insolvências (2,6%).

Até final de Outubro, as acções de insolvência requerida diminuem 1,3%, enquanto as apresentações à insolvência pelas próprias empresas caem 0,7%. 

Os encerramentos com plano de insolvência diminuem 33,7% e as declarações de insolvência (conclusão de processos) aumentam de 2.687 em 2017 para 2.875 em 2018. 

Lisboa e Porto mantêm a liderança com totais de 1.393 e 1.229 insolvências, em números absolutos, respectivamente. 

No entanto, no comparativo com o ano anterior, Lisboa tem uma diminuição de 1,3% e o Porto aumenta 16,7%.

Os decréscimos mais significativos no número de insolvências registam-se em Leiria (23,2%), Madeira (22,7%) e Évora (16,7%). 

Os aumentos mais notórios são alcançados em Angra do Heroísmo (142,9%), Horta (60%), Guarda (52,3%), Beja (47,6%), Castelo Branco (35,9%) e Faro (23,8%). 

Por sectores, apenas cinco distritos, que representam 41,2% das insolvências registadas, têm valores inferiores a 2017: Telecomunicações (diminuição de 44,4%), Hotelaria e Restauração (-6,4%), Construções e Obras Públicas (-2,9%), Comércio a Retalho (-2,2%) e Transportes (-2%). 

Dos oito distritos com aumentos, os mais acentuados verificam-se na Indústria Extractiva (aumento de 137,5%), Agricultura, Caça e Pesca (20%) e Comércio por Grosso (16,1%).

 

Aumento de constituições de empresas

 

Em Outubro houve um aumento nas constituições que evoluíram de 3.378 empresas em 2017 para 3.680 em 2018, mais 302 empresas em termos homólogos (8,9%). 

No acumulado, regista-se um aumento de 9,9% para um total de 37.825 novas empresas. 

O número mais significativo de constituições verifica-se em Lisboa, com 13.164 empresas, e um aumento de 14,3% face a 2017. 

No entanto, o maior aumento (20%) acontece no distrito de Setúbal, com um total de 2.837 novas constituições. 

O Porto é o segundo distrito em valores absolutos, 6.798 novas empresas, e o terceiro em crescimento (13,5%). 

 

Horta lidera descidas

 

Face ao ano passado há menos empresas constituídas em oito distritos (36,4% do total nacional) que representam 6% do total de constituições em 2018. 

As descidas mais significativas ocorrem nos distritos de Horta (25,4%), Portalegre (20,3%) e Bragança (13,6%).  

Os sectores com maiores aumentos em relação a 2017 são: Transportes (57,1%), Indústria Extractiva (22,2%) e Construções e Obras Públicas (19,9%). 

O sector de Agricultura, Caça e Pesca é o que mais perde relativamente ao ano passado (diminuição de 23,2%).