‘Cruzeiro do Canal’ operou no Terminal João Quaresma ao fim de quatro anos

terminal da madalena

Esta semana o “Cruzeiro do Canal” operou pelas primeiras vezes (Segunda e Terça-feira, ao que foi possível apurar) na rampa RO-RO sul do Terminal João Quaresma, na Madalena do Pico, inaugurado em 2014 (portanto há praticamente 4 anos). 

Nestes dois dias o mar estava (como se diz na gíria) como azeite, sem qualquer ondulação. Na Quarta-feira voltou tudo ao habitual, com o “Cruzeiro” a operar no terminal antigo. 

Nunca foi dada (que se saiba) oficialmente, por parte da Atlânticoline ou da tutela, uma explicação para a não operação do “Cruzeiro do Canal” e “Cruzeiro das Ilhas” no novo terminal da Madalena, operando sempre junto ao antigo terminal, com os inconvenientes por demais conhecidos, desde o desabrigo em dias de intempérie, deslocação a pé entre o terminal novo e o cais antigo, dificuldade na entrada/saída de cidadãos com mobilidade reduzida e/ou em maca, processamento de bagagem entre o terminal novo e o antigo cais, etc.

Apenas muito recentemente (Telejornal RTP Açores 2018/03/07) o Capitão do Porto da Horta, quando questionado sobre o assunto, mencionou que não havia restrições impostas por parte da Autoridade Marítima à operação dos “Cruzeiros” no novo Terminal de passageiros da Madalena, depreendendo-se que a não operação daqueles navios era determinada pela Atlânticoline.

Fonte conhecedora da operação da Atlânticoline garantiu que apenas em condições como as observadas nestes dois dias, com ondulações abaixo de 1 metro, com pouco ou nenhum vento, é que é possível efectuar esta operação dos “Cruzeiros” no novo terminal, sendo difícil fazer uma operação em condições de segurança aceitáveis naquele local (rampa RO-RO sul). 

Acrescenta que há todo um conjunto de situações que condicionam a manobra e a permanência na rampa sul da ponte-cais. 

A mesmo fonte garante que a não operação dos Cruzeiros nas novas rampas “não tem a ver com teimosias nem críticas, até porque quem critica normalmente não tem conhecimento de causa nem capacidade de manobrar lá o navio. As teimosias não existem porque como bons profissionais que somos, procuramos sempre o melhor para os passageiros e para a segurança do navio e de toda a operação”.  

De recordar que o local em questão (rampa sul da ponte-cais) foi sujeito a meses de explosões submarinas aquando a construção do novo terminal para melhoria da operacionalidade dos navios no local.

No mesmo dia em que foi transmitida esta opinião pessoal, um dos deputados regionais eleito pelo PS pelo Circulo Eleitoral do Pico congratulou-se com o facto, adiantando que “finalmente” esta operação aconteceu “depois de alterarem as defensas do cais Sul, de menor dimensão para aproximar os cruzeiros do cais, permitindo utilizar a rampa; saída da plataforma que impediu a utilização do cais Sul; e o bom tempo, porque os velhinhos cruzeiros não têm capacidade de manobra para utilizar aquele cais em dias de mau tempo e em segurança.” 

Não está em causa o esforço e dedicação por parte dos profissionais da Atlânticoline (nunca esteve), mas sim o silêncio da empresa e da tutela sobre o assunto, que não quer admitir (tutela) o fracasso em que se está a demonstrar a construção do novo terminal de passageiros no presente local. 

Para além destas limitações de operacionalidade de um terminal que está demasiado exposto à ondulação que entra no porto, há que juntar as críticas apontadas desde há muito tempo por conhecedores da matéria (como o Comandante Lizuarte Machado, ex-deputado regional pelo PS), corroboradas recentemente pelo relatório do incidente com o “Mestre Simão”, que caracteriza o Porto da Madalena como sendo um porto em que “os espaços físicos portuários são exíguos, e a bacia de manobra é  exposta  ao  vento e ondulação, principalmente de NW, NNW e N” e que “verifica-se que a manobra dos navios Gilberto Mariano e Mestre Simão no porto da Madalena não permite uma grande margem de erro, tendo em atenção o abatimento provocado pelo vento e o efeito da entrada da ondulação dentro do porto, principalmente quando é de NW, NNW e N.”

O “Gilberto Mariano” e o (já desmantelado) “Mestre Simão” também operaram no antigo cais sempre que as condições de mar era adversas. 

Aliás, no dia do incidente, o “Mestre Simão” já tinha feito uma primeira viagem entre a Horta e Madalena operando no antigo cais. 

“No caso do cais antigo, os navios vão directos para o cais atracando directamente por estibordo, mas neste caso os navios não podem utilizar a rampa da popa, para a movimentação de viaturas”, refere o relatório do incidente com o “Mestre Simão”. 

Mais uma prova (se era necessária) de que a localização antiga oferece melhores condições de abrigo em relação à ponte-cais do novo terminal.

Sendo a operacionalidade menos penalizadora na rampa RO-RO norte do novo terminal da Madalena, onde diariamente opera o “Gilberto Mariano”, não faria sentido estudar a possibilidade de aplicar defensas ajustáveis nessa zona para permitir a operação dos “Cruzeiros”? 

O Pico foi em 2017 e continua a ser em 2018 a ilha em que mais passageiros embarcam e desembarcam na região, através dos portos da Madalena e Cais do Pico (dados SREA). 

Só no porto da Madalena são movimentados anualmente mais de 400 mil passageiros. 

O Pico continua a ser no entanto, e apesar dos muitos milhões “investidos”, a ilha com os piores portos da região no que à operacionalidade diz respeito (quer de passageiros, quer de carga), não se vislumbrando melhorias a curto/médio-prazo. 

Sobre o Cais do Pico, terceiro porto de mercadorias da Região (2016, SREA), a sua situação actual e a constantemente adiada obra de remodelação, dará para outro texto.

 

Texto de Bruno Rodrigues e Foto de Manuel Cristiano Simas/Exclusivo Diário dos Açores

Pink Glamour reforça actividade com criação de loja de vendas online

Rosa FilipeRosa Filipe quis fazer uma pausa na vida de comerciante, quando era proprietária de um minimercado na sua freguesia, para dar atenção aos filhos, mas o seu espírito empreendedor fez com que voltasse aos balcões de venda. Após sete anos de interregno, a empresária decidiu abrir novamente um espaço comercial, desta vez localizado em Ponta Delgada e destinado ao público feminino. Pink Glamour foi o nome escolhido para a loja de acessórios de moda que abriu em 2012. Actualmente, o estabelecimento está presente na Rua Machado dos Santos, num espaço onde “todas as mulheres são bem-vindas”. Ao Diário dos Açores, a responsável revela que a crescente procura pelo público de fora da ilha motivou a aposta num site de vendas online, que será lançado em Setembro próximo.

 

Diário dos Açores – Como surgiu a ideia para a abertura de uma loja de acessórios femininos?

Rosa Filipe (RF) – A minha vida foi sempre ligada ao comércio, mas noutra área. Fui durante 22 anos dona de um minimercado na freguesia de que sou natural. Mas chegou uma altura que repensei a minha vida. Os meus filhos eram pequenos e pensei que para poder dar-lhes apoio, não poderia continuar naquele ramo. Vendi o negócio e estive durante sete anos parada, enquanto os meus filhos cresciam. Depois pensei: não posso continuar sem fazer nada e o comércio é o que eu gosto. Então, conversando com o meu marido – que é o meu companheiro em tudo na vida -, pensámos que voltar ao mesmo tipo de actividade não era opção. Acabei por pensar nos acessórios de moda, porque era algo que me interessava como mulher. Assim surgiu a ideia para abrir este espaço, a que chamei Pink Glamour. 

 

Porquê o nome Pink Glamour?

RF - A escolha do nome tem origem no meu nome – “Pink” porque significa Rosa e “Glamour” porque tem a ver com a bijuteria, os acessórios e com o mundo feminino. Depois de surgir a ideia, os passos seguintes passaram por procurar um espaço, ir atrás de fornecedores que nos pudessem ajudar e ir em busca novidades. Começámos pequeninos, porque é assim mesmo… Ninguém nasce grande. Estivemos dois anos num espaço reduzido, na rua Açoriano Oriental, mas as exigências do público fizeram com que fossemos crescendo e o espaço tornou-se pequeno para a actividade. Surgiu, então, a oportunidade de nos mudarmos para a rua Machado dos Santos e cá estamos, desde 2014. Também aqui temos evoluído, o que é muito bom.

 

Que artigos vendem?

RF – Vendemos essencialmente acessórios de moda para senhora, desde brincos, colares, malas, lenços, artigos para cerimónia… Tudo o que tiver a ver com acessórios de moda. Temos uma vertente mais específica de um artigo que o nosso cliente turista exige, que é a cortiça, e também já somos um dos representantes de uma marca portuguesa muito conhecida, que é a Cavalinho. Vamos ter, no futuro, outras representações, que, por enquanto, não podemos ainda divulgar, mas até ao final do ano daremos a conhecer. Outro projecto novo que temos entre mãos é a criação de uma loja online. A nossa página de Facebook já tem 6500 seguidores e temos tido muita procura de fora da ilha.  Foi isso que nos levou a pensar nesta aposta. 

 

A loja online já está operacional?

RF – Está em fase de criação. Vamos lançá-la, em princípio, em Setembro com a colecção de Outono-Inverno. O objectivo é chegar a quem está lá fora e que não pode se deslocar à loja, presencialmente. Será uma mais-valia para o negócio. 

 

Estas clientes de fora da ilha que têm procurado a Pink Glamour são de outras ilhas dos Açores ou de mais longe?

RF – São de outras ilhas, do continente e também do estrangeiro. Já fomos contactados por  pessoas de países da Europa, que procuraram os artigos em cortiça. Mas é muito mais difícil vender através de uma página de Facebook, por isso pensámos na criação da loja online. 

 

A cortiça é também procurada pelas clientes locais? 

RF – Sim. Procuram não tanto malas feitas de cortiça, mas mais bijuteria, como colares, pulseiras, brincos. Talvez pelo facto de as bolsas de cortiça terem preços mais elevados, não têm muita procura pelas açorianas. Mas as turistas compram muito.

 

Há algum outro produto que se destaque pela sua procura?

RF – Vendemos sempre um pouco de tudo. Nunca se pode dizer que se está a vender só este ou aquele artigo. O que temos é épocas altas para a venda de determinados artigos. Por exemplo, neste momento estamos na fase da venda de artigos para festas, pois estamos numa altura em que há muitos baptizados, comunhões, procissões, festas de Espírito Santo com as coroações, casamentos… As clientes procuram os pormenores para complementar o visual e um acessório faz sempre toda a diferença. 

 

Esta é uma área que exige uma constante actualização…

RF – Sim, sem dúvida. Temos sempre a preocupação de acompanhar as novas colecções e o que vai estar na moda. E tentamos ter artigos diferentes. Por natureza, o que é clássico sai sempre, mas temos que apostar também naquele artigo para aquela senhora mais extravagante. Além disso, tenho muita sorte com as pessoas com quem trabalho, a nível de fornecedores. Eles estão sempre um passo à frente e isso ajuda-nos muito. Infelizmente, não posso ir lá fora, pessoalmente, ver colecções tantas vezes quando gostaria, e por isso trabalho muito online com os nossos fornecedores. Claro que gostar da área ajuda muito neste processo. Costumo dizer que o sucesso é garantido se fizermos aquilo que gostamos. Quando não se é feliz naquilo que se faz, é mais complicado. Nesse sentido, posso dizer que sou uma pessoa muito feliz, porque faço o que gosto. Estou sempre a  pensar no que posso melhorar na loja, mesmo ao nível da exposição, pois o aspecto visual é o primeiro que conta. Temos de ter uma imagem cuidada, com a nossa decoração, os nossos pacotes de prenda, os nossos sacos personalizados… tudo isso conta muito para prestar um bom serviço ao cliente.

 

Quem é a cliente da Pink Glamour?

RF – Todas as mulheres, de qualquer idade, são bem-vindas. Não tenho artigos para crianças, mas até as meninas que aqui entram cobiçam os nossos artigos. Menina que é menina é assim mesmo (risos). Tentamos alcançar todas as mulheres de todas as faixas etárias e de todas as classes sociais. Nos últimos tempos, temos recebido também cada vez mais turistas. Desde que vieram as companhias aéreas ‘low-cost’ que vemos esta diferença. Houve uma grande reviravolta no turismo e todos os dias temos turistas aqui na loja.

 

A loja está localizada numa rua bastante movimentada de Ponta Delgada…

RF – Este foi sem dúvida um dos aspectos que nos fez mudar a loja para aqui, além da dimensão do espaço. Na altura em que abrimos a loja, os melhores espaços do centro de Ponta Delgada estavam ocupados. Mas, infelizmente para uns e felizmente para outros, a crise levou a que alguns fechassem portas. Foi aí que eu aproveitei a oportunidade de vi para aqui e, nestes últimos quatro anos, temos visto muitas melhorias.

 

Enquanto empresária, qual é a maior preocupação na gestão da empresa?

RF – A maior preocupação é manter a porta aberta, chegar ao final do mês com a garantia que fizemos o suficiente para manter o negócio a funcionar. A preocupação passa também por continuar a oferecer à nossa terra mais uma loja, mais uma oferta, que é sempre uma mais-valia.

 

Como é que olha para o futuro da Pink Glamour?

RF – As expectativas são boas. O crescimento e evolução da loja têm sido razoáveis e o aumento do turismo tem-nos ajudado muito. Espero que este turismo ajude as pessoas da nossa ilha, de uma maneira geral, contribuindo para melhores condições de vida e de trabalho, porque só assim nos podemos ajudar uns aos outros. Penso que ainda vamos crescer mais. 

 

Contas da SATA já foram aprovadas em Assembleia Geral e enviadas ao Tribunal de Contas

Tribunal de ContasO Relatório e Contas da SATA relativo ao ano passado já foram aprovados em Assembleia Geral da empresa e já foram enviados ao Tribunal de Contas - soube o nosso jornal de fonte da empresa.

Num comunicado emitido ontem à tarde, o Governo Regional dos Açores respondeu às críticas do PSD, CDS e PPM, sobre ocultação de contas de empresas públicas, dizendo que as da SATA não tinham sido enviadas ao Parlamento porque aguardavam aprovação da Assembleia-geral, que é o próprio governo.

O Presidente da Assembleia Geral, o advogado Vítor Borges da Ponte, afirmou também ontem à Antena 1 que as contas já tinham sido aprovadas há três semanas.

O Diário dos Açores” sabe que, logo após a aprovação em assembleia geral, os documentos foram enviados ao Tribunal de Contas, quer as contas individuais, quer as consolidadas.

Recorde-se que as contas das empresas públicas relativas ao ano passado  foram enviadas ao parlamento açoriano, mas apenas de Janeiro a Setembro, faltando o último trimestre, e as do primeiro trimestre deste ano também já foram recebidas no parlamento.

 

Duarte Freitas acusa governo de “esconder contas”

 

O Presidente do PSD/Açores afirmou ontem que o Governo regional “continua a esconder” as contas de 2017 do grupo SATA, apesar destas já terem sido aprovadas em assembleia geral.

“Os açorianos são os accionistas do grupo SATA. Porque é que os açorianos, que são os detentores da SATA e que merecem saber o que se passa, não conhecem as contas do grupo? Porque é que o Governo continua a esconder as contas da SATA?”, questionou Duarte Freitas, na abertura das jornadas parlamentares do partido, que decorrem nas ilhas das Flores e Corvo.

O líder dos social-democratas açorianos salientou que o Governo Regional foi “desmentido” pelo presidente da Assembleia Geral da SATA, que afirmou terça-feira que as contas de 2017 do grupo foram aprovadas há três semanas, contrariando as declarações do Executivo regional.

“Porquê este obscurantismo em relação às contas da SATA de 2017? Até porque está em funções uma Comissão Parlamentar de inquérito a analisar o sector público empresarial regional, sendo elementar que o grupo SATA, pela importância que tem, seja analisado neste âmbito”, frisou.

Duarte Freitas alertou ainda para o período de “turbulência” que a SATA atravessa presentemente, com “greves e pré-avisos de greve”, tendo considerado que “é preciso que o conselho de administração realmente exista”.

“Face à turbulência que existe no grupo e a algum desleixo do conselho de Administração, desconhece-se quem são os interlocutores da parte da SATA para tentar ultrapassar estas situações, para que os açorianos não sejam afectados em demasia”, disse.

Para o Presidente do PSD/Açores, “quem acaba por pagar por toda esta situação na SATA são os açorianos”.

Duarte Freitas lembrou que, há cerca de um ano, escreveu uma carta ao presidente do governo regional manifestando preocupação com a situação do grupo SATA e propondo soluções, mas que nunca recebeu resposta.

“A SATA é demasiado importante para os Açores para que não seja feito algo. Da parte do PSD, já há um ano que, responsavelmente, apontámos soluções que não foram implementadas e, em alguns casos, a situação até piorou”, concluiu.

 

Governo responde

 

“O Governo dos Açores, na sequência de declarações do deputado Duarte Freitas sobre as contas do Grupo SATA, entende ser necessário esclarecer o seguinte:

1 - Em nenhum momento ou circunstância foi afirmado pelo Secretário Regional Adjunto da Presidência para os Assuntos Parlamentares que as contas do Grupo SATA não estavam aprovadas.

2 - Sobre essa matéria, o Governo dos Açores reitera o que foi afirmado ontem, ou seja, tal como foi informado o Presidente da Comissão de Inquérito ao SPER, através de ofício, os Relatórios e Contas das empresas do Grupo SATA relativos ao ano de 2017 não foram remetidos uma vez que aguardavam reunião da Assembleia Geral da SATA SGPS, que aprova a consolidação das contas daquele Grupo.

3 - Estes documentos serão, obviamente, enviados à Comissão Parlamentar de Inquérito”.

 

Mais uma nota do Governo

 

“O Governo dos Açores, na sequência dos últimos desenvolvimentos sobre o funcionamento da Comissão de Inquérito a várias empresas do Setor Público Empresarial Regional, entende ser necessário esclarecer o seguinte:

1 - Hoje, 11 de julho, foi recebido no Gabinete do Secretário Regional Adjunto da Presidência para os Assuntos Parlamentares um ofício do Presidente da Comissão onde se assume que a informação solicitada sobre um conjunto de empresas fora do âmbito da Comissão “foi um lapso”;

2 - Tendo presente o teor deste ofício hoje remetido pelo Presidente da Comissão, bem como os esclarecimentos prestados pelo Governo dos Açores ontem sobre este assunto, resulta, de forma clara e inequívoca, que a acusação dirigida ao Governo dos Açores pelos deputados proponentes da Comissão não tem fundamento, não tem justificação, nem tem qualquer correspondência com a realidade.

A acusação é falsa e sem qualquer fundamento.

3 - No combate político não vale, nem pode valer tudo.

Acusar o Governo dos Açores de ter cometido um crime, quando se vem comprovar que essa acusação só resulta do desconhecimento, total descoordenação e alguma má-fé, torna exigível, a bem da verdade, da transparência e da responsabilidade, um pedido de desculpas.

4 - O Governo reitera e reafirma que, nesta, como em todas as outras matérias, não ocultou, não oculta, nem ocultará informação a esta Comissão do Parlamento dos Açores”.

 

 

 

Greve na SATA e na Ryanair

Aeroporto PDLOs tripulantes de cabine da Azores Airlines anunciaram uma greve entre os dias 27 e 31 deste mês.

Ainda não se conhecem os serviços mínimos.

Recorde-se que também os técnicos de manutenção de aeronaves da SATA Air Açores estão em greve até 30 de Setembro, entre as 00:00 e as 08:00, o que tem provocado vários cancelamento de voos em várias ilhas, sobretudo os da manhã.

O Grupo SATA diz que estão a ser “desenvolvidos todos os esforços para minimizar os transtornos decorrentes desta situação”.

Já em Abril os técnicos de manutenção de aeronaves cumpriram uma greve entre as 05:30 e 08:30, pelo período de três meses, tendo na origem da paralisação estado a luta pelo descongelamento das carreiras suspensas há oito anos.

 

Ryanair impede tripulante de P. Delgada de gozar folga parental

 

O clima de tensão entre a Ryanair e os tripulantes de cabine está a aumentar e nem a greve convocada para os próximos dias 25 e 26 de Julho parece demover a low-cost. 

O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) denunciou ao jornal Dinheiro Vivo que a companhia irlandesa impediu um tripulante, com base em Ponta Delgada, e que foi pai no dia 29 de Junho, de usufruir da licença parental de acordo com a lei portuguesa. 

Segundo Bruno Fialho, representante da estrutura sindical, a Ryanair alegou que deveriam ser aplicadas as leis da Irlanda, país onde está sediada a transportadora aérea, e que estipulam um período de 15 dias de licença, em detrimento da lei portuguesa, que prevê 25 dias úteis. 

“Depois de o sindicato intervir, a Ryanair cedeu e decidiu facultar mais alguns dias de licença para além dos 15 dias. Mas esta manhã ligaram e voltaram com a palavra atrás”, lamenta Bruno Fialho.

 

Caso vai avançar para tribunal

 

O caso vai avançar para tribunal, embora o representante não vislumbre uma solução firme nesta instância. 

“O efeito prático é quase nulo, ele (o trabalhador) quer ver o filho que nasceu agora e estar com ele neste momento”, diz. 

 “Este é o clima que se vive nesta empresa, é indescritível, e só é similar ao da SATA Internacional, que está a desrespeitar várias leis internacionais, com a conivência do governo regional e nacional”, acusa o responsável do SNPVAC. 

Na semana passada as estruturas sindicais estiveram reunidas com a SATA, num encontro, obrigatório por lei, de mediação de conflitos, a propósito da greve dos técnicos de manutenção agendada para Setembro. 

“O sindicato tentou abordar os temas e os representantes da empresa disseram que não estavam interessados em falar”, acusa. 

 

Nova reunião com administração da Ryanair

 

Durante a próxima semana igual procedimento juntará o SNPVAC com os responsáveis da Ryanair. 

“É uma questão meramente burocrática e legal, não tem a ver com uma atitude diferente da Ryanair perante os sindicatos. Não houve qualquer resposta nem manifestação nem antes nem após o anúncio da greve. Isto é uma questão obrigatória. As pessoas são obrigadas a sentar-se à mesa e da parte do sindicato tentamos sempre chegar a uma solução”, explica o sindicalista. 

Nos próximos dias 25 e 26 de Julho, os tripulantes de cabine da Bélgica, Espanha, Itália e Portugal avançam com uma paralisação de 48 horas, à excepção dos trabalhadores com base na Itália que apenas param no primeiro dia. 

 

Os motivos da greve

 

As condições salariais, o direito de usufruto de licenças de parentalidade, o fim dos processos disciplinares com base nas baixas médicas ou nos objectivos inerentes às vendas de bordo, são alguns dos motivos que estão na base das reivindicações sindicais que despoletaram a greve agora anunciada.

 “Iremos fazer as lutas que forem necessárias durante o tempo que for necessário até que o governo português intervenha e proteja os seus cidadãos. Congratulamo-nos por termos na ONU um cidadão português, sempre na luta por outros cidadãos de outros países e, no nosso próprio país, descuramos totalmente a proteção ao nossos”, conclui Bruno Fialho.  

TAP aumentou quota de mercado em Ponta Delgada de 8 para 12%

TAPA TAP aumentou a sua quota de mercado em todos os aeroportos nacionais, crescendo em POnta Delgada de 8 para 12%.

Também na Madeira a TAP aumentou a sua quota de mercado para 29%. 

Foram transportados mais 44 mil passageiros do que no mesmo período de 2017.

 A TAP Air Portugal afirmou que o Aeroporto da Madeira é “o que mais beneficia” com o aumento da quota de mercado da companhia, verificado no primeiro trimestre deste ano, nos principais aeroportos nacionais. 

O comunicado da TAP, em reacção aos dados divulgados pela Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), surge numa altura em que a transportadora é acusada pelo Governo Regional da Madeira de prejudicar a economia do arquipélago devido aos cancelamentos e atrasos nos voos. 

De acordo com o boletim estatístico da ANAC, de Janeiro a Março, a TAP transportou 192.459 passageiros para o Aeroporto da Madeira, onde a quota de mercado da companhia aumentou de 15% para 29%. 

Este número representa um crescimento de 30%, revela o relatório da ANAC. 

No total, foram mais 44 mil passageiros transportados face ao mesmo período de 2017. 

Em Lisboa, a TAP detém 53% de quota de mercado e 19% no Porto. 

Já em Faro, a quota de mercado cresceu de 3% para 8% e, em Ponta Delgada, de 8% para 12%. 

Ainda segundo a ANAC, nos primeiros três meses do ano, o número de passageiros transportados pela TAP em todos os aeroportos nacionais cresceu 18%, acima do registado nos aeroportos portugueses, que se ficou pelos 12,55%. 

Assim, a companhia considera que vê “confirmado e reforçado o contributo fundamental que tem dado para o aumento dos fluxos turísticos em todas as regiões do país”.