SATA teve 53 milhões de euros de prejuízos no ano passado

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O resultado consolidado do Grupo SATA em 2019, situou-se nos 53 milhões de euros negativos, em linha com o ano anterior, anunciou ontem a companhia.

O relatório e contas destaca a melhoria dos resultados líquidos e operacionais de ambas as transportadoras aéreas que compensaram o forte impacto que a dívida e juros da dívida continuam a assumir no exercício do ano. 

No essencial, a recuperação financeira do Grupo SATA, está dependente da concretização do plano de recapitalização das empresas, o que permitirá alcançar o seu equilíbrio operacional e financeiro, afirma a SATA.

No que respeita à companhia aérea SATA Air Açores, verifica-se uma inversão dos resultados negativos, apresentando os resultados obtidos uma melhoria significativa, com o resultado líquido do exercício a registar em 2019 cerca de 2 milhões de euros, versus os -2,6 milhões do período homólogo de 2018. 

De referir, ainda, que o resultado operacional se situou nos 2,3 milhões de euros, versus os -1,9 milhões registados em 2018.

O resultado líquido do exercício registado na SATA Internacional - Azores Airlines, de -55,8 milhões de euros, apresenta uma melhoria de +7,6 milhões (+12%) face ao verificado no período homólogo de 2018, registando-se, igualmente, uma melhoria dos resultados operacionais em cerca de 15,8 milhões(+26%), tendo para tal contribuído o aumento de receitas, +6%.

Por sua vez, a empresa SATA Gestão de Aeródromos apresentou em resultado líquido de 68,7 mil  euros (versus os 1,9 milhões de 2018) fortemente impactado pelo EBITDA e pela adopção de novas normas contabilísticas, para além da quebra registada na receita do ano 2019 e o aumento de gastos com fornecimentos e serviços externos.

Maior subida do valor de avaliação da habitação em Abril foi nos Açores

casas ponta delgada

Em Abril, o valor mediano de avaliação bancária da habitação, realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação, fixou-se em 1 111 euros por metro quadrado (euros/m2), mais 1 euro que em Março. 

Note-se que no mês em análise, apesar da situação de pandemia, o número de avaliações subjacente aos resultados apresentados diminuiu 12% face a Março e 2% face ao mês homólogo.

A nível regional, a maior subida face ao mês anterior registou-se na Região Autónoma dos Açores (3,2%). 

A descida mais acentuada foi observada no Alentejo (-0,2%). 

No mês em análise, o valor mediano de avaliação bancária de apartamentos foi 1 210 euros/m2, aumentando 10,3% relativamente ao mês homólogo. 

O valor mais elevado foi observado na Área Metropolitana de Lisboa (1 490 euros/m2) e o mais baixo no Alentejo (858 euros/m2). 

Comparativamente com o mês anterior, o valor subiu 0,1%, tendo o Centro apresentado a maior subida (2,0%) e a Região Autónoma da Madeira a descida mais acentuada (-0,7%).

Por sua vez, o valor mediano da avaliação bancária das moradias foi de 939 euros/m2 em Abril, o que representa uma subida de 6,7% em relação mesmo mês do ano anterior.

Os valores mais elevados observaram-se no Algarve (1 602 euros/m2) e na Área Metropolitana de Lisboa (1 462 euros/m2), tendo o Alentejo registado o valor mais baixo (763 euros/m2). 

Comparativamente com o mês anterior, a Região Autónoma da Madeira apresentou o maior aumento (4,9%), enquanto o Alentejo registou a maior descida (-0,5%). 

Em termos homólogos, o Algarve apresentou o maior crescimento (14,8%) e a única descida ocorreu no Alentejo (-7,0%).

Obra de 46 milhões no Porto de Ponta Delgada aumenta operação de contentores em 68%

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O Presidente do Governo visitou ontem as obras de requalificação e reabilitação do Porto de Ponta Delgada, um investimento de cerca de 46 milhões de euros que vai permitir aumentar em 68% a capacidade do parque de contentores e a operação de três navios em simultâneo na área intervencionada.

“Este é um investimento de cerca de 46 milhões de euros, com uma comparticipação de fundos comunitários de cerca de 32 milhões de euros. No fundo, estamos a falar de futuro, de dotar este porto com a capacidade e com as condições de operacionalidade para o futuro”, afirmou Vasco Cordeiro.

Em declarações aos jornalistas, o Presidente do Governo adiantou que o Porto de Ponta Delgada recebeu, nos últimos seis anos, um montante de investimento de cerca de 100 milhões de euros, incluindo as obras de reconstrução dos danos provocados por temporais, mas também investimentos de reforço da sua capacidade operacional.

Segundo disse, a obra de 46 milhões de euros que arrancou este mês é comparticipada pelo COMPETE 2020, programa que, no âmbito dos fundos comunitários ao dispor da Região, tem cofinanciado um conjunto alargado de intervenções que estão a decorrer, ou que já estão concluídas, nas ilhas do Corvo, das Flores, do Faial, do Pico, de São Jorge e da Terceira.

“É importante que se registe que esse montante global de investimento, que permite estas obras, só é possível porque, da parte do atual Governo da República, houve a decisão de reforço dos fundos comunitários alocados à Região para este tipo de obras, num montante muito significativo e que quase duplicou o valor de fundos comunitários” para esse efeito, sublinhou Vasco Cordeiro.

Para além das obras programadas de requalificação, diversos portos da Região estão a receber também investimentos de recuperação dos estragos do furacão Lorenzo, nomeadamente nas ilhas de Santa Maria, São Miguel, Terceira, Pico, Faial, São Jorge, Flores e Corvo.

No caso da ilha das Flores, está já em curso a obra de protecção de emergência, referiu Vasco Cordeiro, ao adiantar que todos os restantes investimentos estão em fase de concretização, de projecto, de ensaios em modelo reduzido ou de lançamento dos procedimentos necessários.

Recorde-se que, no início de Outubro de 2019, o furacão Lorenzo provocou estragos estimados em cerca de 330 milhões de euros, com uma parte significativa referente a danos em diversas estruturas portuárias, tendo-se o Governo da República comprometido a apoiar 85 por cento desse montante.

As obras de beneficiação do Porto de Ponta Delgada, entre outras componentes, incluem o aumento do terrapleno, o que permitirá criar uma nova frente cais, que aumentará, em cerca de 9.500 m2, a área para parque de contentores.

Está ainda prevista a demolição do edifício conhecido como ‘Alfândega’ e a transformação desta área em parque de contentores, que passará a dispor de cerca de 17.000 m2.

Após concluída a empreitada, o Porto de Ponta Delgada poderá ter a operar em simultâneo três navios de contentores, “em linha” e no mesmo terrapleno, diminuindo o número de movimentações e ciclos de transporte, carga e descarga de contentores.

Está ainda prevista a construção de um novo edifício de ‘operações portuárias’, infraestruturas de abastecimento de energia ao parque de contentores e de iluminação de todo o terrapleno, com tecnologia LED, infraestruturas de redes técnicas, abastecimento de águas e incêndio, drenagem pluvial e esgotos, entre outras.

Portugueses incluem os Açores como destino preferido de férias para este Verão

Lagoa do canário

Um terço dos portugueses tem planos para férias, mas metade admite alterar, segundo um estudo da GfK realizado em meados de Abril sobre o impacto da covid-19 no consumidor ontem apresentado pelo director-geral, António Salvador.

“Fizemos um estudo na segunda metade de Abril, com 1.044 entrevistas”, ‘online’ e complementadas com entrevistas telefónicas, representativas da população portuguesa, onde uma das principais conclusões é de que “os portugueses têm a saúde em geral e o vírus, em particular, como principal preocupação, a par de elevados receios em relação à economia e ao desemprego”, afirmou o director-geral da GfK Portugal.

António Salvador falava na ‘web’ conferência sobre os indicadores de mudança nos hábitos dos consumidores e os dados de negócio no mercado de bens tecnológicos em período de pandemia de covid-19.

“Diria que existe mesmo algum pessimismo no que diz respeito à convivência futura com pessoas infectadas e, quanto à duração da pandemia, cerca de metade da população presume que” esta “dure mais quatro meses”.

No que respeita a viagens, “a esmagadora maioria dos inquiridos não tinha grandes planos de viagem e para os que tinham, curiosamente, a percentagem de cancelamentos é sempre superior à de não cancelamentos”, prosseguiu o responsável.

No que respeita às férias de Verão, “são cerca de um terço os que têm planos”, mas, “deste terço, cerca de metade estão a pensar em alterar”, acrescentou António Salvador.

Sobre os sítios de férias para onde pretendem ir, a maioria responde costa portuguesa, um país europeu, interior de Portugal, Açores e Madeira, sendo que os destinos mais longínquos são preteridos pelos mais próximos.

Isto demonstra que são “prudentes, querem ficar por perto” ao manifestar pretender viajar de carro e ir para locais com pouca gente e, sobretudo, “esperar que tudo acalme para que tomem uma decisão”, considerou.

Além disso, 75% afirma que “não fará planos de viagens até que a situação volte à normalidade” no país.

“Nota-se uma atitude realista quando os inquiridos vêem no esforço médico e na contenção e não no calor e no passar do tempo os principais meios para derrotar o vírus”, salientou.

De acordo com o estudo, o vírus da covid-19 “provocou transformações nos hábitos dos inquiridos”, com os portugueses a refugiarem-se mais em casa, a deixarem de estar com amigos e familiares e a uma enorme redução do uso de transportes, explicou.

O consumo de televisão, navegação na Internet, ver filmes, séries, notícias e ouvir música em ‘streaming’ caracterizam os hábitos dos portugueses neste período, a par das lides domésticas, limpeza da casa e até culinária.

“Estas transformações foram profundas, naturalmente diminuiu a frequência de compras em centros comerciais, em mercados ao ar livre, como também fortemente as compras de roupa, de móveis, de bricolage”, disse António Salvador.

Outra das alterações foram as compras de alimentos não perecíveis por cerca de 40% da população, entrega de comida ao domicílio em 20% e as compras ‘online’ de produtores alimentares por um quarto da população.

“Claro que as lojas físicas continuam a ser muito importantes e três quartos da população continua a fazer a maioria das suas compras em lojas físicas”, referiu.

De acordo com a opinião dos inquiridos, os profissionais de saúde são “os que estão a fazer os maiores esforços para ajudar o povo português, juntamente com as forças de segurança”, como também o pessoal que está nas ruas, nas lojas, a vender produtos de primeira necessidade.

Neste inquérito, as forças de segurança posicionaram-se “muito melhor do que é habitual”.

Sobre a informação sobre a pandemia de covid-19, a quase totalidade dos inquiridos (94%) afirma-se bem informado (36%) ou algo informado (58%).

Relativamente à informação confiável, os inquiridos apontam as que provêem dos especialistas, das fontes oficiais especializadas.  

 

Agência mundial sugere ilha das Flores para visitar este Verão

Sta Cruz das Flores

A eDreams, uma das maiores agências de viagens online do mundo, com presença em 33 países, escolheu a ilha das Flores entre os 10 melhores locais de Portugal para contactar com a natureza este Verão. 

Segundo esta agência mundial, devido ao surto de COVID-19, a tendência deste ano será a procura por locais que permitam um maior contacto com a natureza

A eDreams recomenda, assim, “10 maravilhosos locais que pode visitar este ano, sem necessidade de deixar o país”.

Os locais são: Parque Natural da Peneda-Gerês, Passadiços do Paiva (Arouca), Piodão, Algar de Benagil, Alqueva, Alto Douro Vinhateiro, Arquipélago das Berlengas, Caminhos de Santiago, Ilha das Flores (Açores) e Pico do Arieiro (Madeira).

Sobre a escolha da ilha das Flores, a eDreams diz que “uma visita aos Açores é absolutamente incontornável para quem quer estar bem perto da natureza: não poderíamos dizer-lhe a melhor ilha para o fazer pois todas são maravilhosas. 

No entanto, pensando em quem quer fugir de multidões, deixamos a recomendação para que vá a uma das que ainda é, porventura, das ilhas mais selvagens e menos visitadas do arquipélago: as Flores. 

No Verão, com as hortênsias em flor, a paisagem é espetacular (não é à toa que a ilha se chama assim...), pelo que não pode deixar de percorrer os muitos trilhos e conhecer, de perto, os cenários no seu esplendor. 

As lagoas são inúmeras – como o Poço da Ribeira do Ferreiro, a Lagoa Comprida e a Lagoa Escura – e formações rochosas como o Poço do Bacalhau ou a Rocha dos Bordões vão deixá-lo de boca aberta. 

As encantadoras povoações da Aldeia da Cuada e da Fajãzinha vão permitir-lhe contactar mais de perto com os locais e provar a ótima gastronomia. Só não se esqueça que, ainda que quente, o tempo é instável: uma parka, uns ténis... e também um fato de banho não podem faltar na sua bagagem”.