Universidade sem capacidade para pagar à Caixa Geral de Aposentações

univerirsidade açoresA coordenadora nacional do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, denunciou terça-feira a “situação de limite e grave” da Universidade dos Açores devido aos cortes do orçamento de estado.
Segundo a agência Lusa, Catarina Martins falava aos jornalistas à saída de uma reunião com a reitoria da academia açoriana, em Ponta Delgada. “O que nós ficámos a saber nesta reunião é que durante os meses de verão a universidade já não será capaz de pagar as suas obrigações à Caixa Geral de Aposentações e no início do próximo semestre está mesmo em causa a capacidade da universidade pagar os salários, isto significa que se nada for feito os Açores vão perder a sua Universidade, isso é retroceder mais de um século, é retroceder mais do que ao tempo em que não havia universidade”, salientou.
A coordenadora nacional do BE defende que a solução passa exclusivamente por “uma decisão política” e não “uma decisão economicista”.
“Não é uma opção economicista porque se assim fosse mandariam todos os alunos para Lisboa, por exemplo, mas isso será uma perda para os Açores e para o país e, portanto, o que é preciso é dar à Universidade dos Açores os recursos necessários para continuar a trabalhar, está-se a matar a universidade e ainda por cima do ponto de vista orçamental é tão pouco”, considerou.

“Próximo ciclo europeu permitirá potenciar a criação de emprego”, garante Rodrigo Oliveira

Rodrigo-Oliveira-620x340O Subsecretário Regional da Presidência para as Relações Externas afirmou, em Bruxelas, que o próximo ciclo europeu 2014-2020 permitirá potenciar “a criação de emprego e o reforço da competitividade da economia regional” dos Açores, em sintonia com o “aprofundamento de políticas orientadas para a actividade produtiva e para a formação e qualificação dos activos”.
Segundo nota de imprensa emitida pelo Gabinete de Apoio à Comunicação Social (GaCS), Rodrigo Oliveira falava terça-feira na reunião da Conferência das Regiões Ultraperiféricas com o Comissário Europeu de Política Regional, Johannes Hahn, onde identificou a promoção da empregabilidade e o combate ao desemprego jovem como um “eixo fundamental do próximo período e um objectivo que é transversal” às RUP.
O Subsecretário Regional defendeu a “imprescindibilidade de um apoio direccionado aos sectores tradicionais”, apontando a agricultura e as suas fileiras com maior capacidade como “um sector chave da economia“.
Rodrigo Oliveira destacou ainda a importância da diversificação agrícola, considerando que “robustecendo novos sectores e áreas de produção, constituirá também um instrumento importante para a empregabilidade”, apontando também, entre outros, o exemplo da rentabilização da fileira da madeira e o seu papel “para integrar activos vindos de outros sectores de actividade”.
Na sua intervenção, destacou igualmente os sectores da pesca e do turismo e a sua relação com o binómio competitividade e sustentabilidade, defendendo a relevância, em todas as áreas, do desenvolvimento de “ligações e sinergias entre empresas regionais, centros de investigação, desenvolvimento e inovação e o ensino superior”.  Rodrigo Oliveira realçou também as potencialidades dos Açores no âmbito da prestação de “serviços no movimento transatlântico de cargas” e na “investigação do oceano em todas as suas vertentes”, defendendo a visão do Mar dos Açores “como um espaço de partilha de conhecimento e prestação de serviços, bem como de pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias e produtos”.
A intervenção do Subsecretário Regional da Presidência para as Relações Externas decorreu no âmbito da apresentação dos pressupostos do Plano de Acção 2014-2020, um documento considerado “abrangente e contextualizador, mas essencialmente evolutivo, de modo a acolher os resultados dos trabalhos dos programas, estratégias e planos sectoriais e regionais em desenvolvimento”.

“RTP/Açores está em risco de ficar sem emissão no Faial”, alerta coordenadora do BE

Zuraida-Soares-coordenadora-do-BE-AçoresA coordenadora nacional do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, defendeu ontem a necessidade de “um programa de emergência” para o funcionamento da RTP/Açores, alertando para o caso da delegação no Faial que está a dias de poder ficar sem emissão.
“Nos últimos tempos a RTP/Açores tem perdido de tal forma técnicos e tem tido um desinvestimento tão grande em equipamento que está em risco. E, portanto, o Bloco de Esquerda propõe um programa de investimento que possa ser alicerçado também em parcerias regionais, nomeadamente com a Universidade dos Açores”, afirmou Catarina Martins, em declarações aos jornalistas.
De acordo com a agência Lusa, a coordenadora nacional do BE falava após uma reunião com a comissão de trabalhadores e conselho de redacção da RTP/Açores, frisando que a RTP/Açores “é a vítima mais visível da política do Governo da República de fragilização do serviço público”.
Catarina Martins considerou que a lei “não deve ser mudada” e que é preciso garantir que a RTP/Açores “seja parte integrante do serviço público de rádio e televisão com toda a autonomia”, propondo o Bloco “um programa de investimento que possa ser alicerçado em parcerias regionais, nomeadamente com a Universidade dos Açores”.
Para a coordenadora nacional do BE, “a saída de quadros, de técnicos da RTP põe em causa a continuidade das emissões da RTP/Açores nomeadamente a partir da Horta, pelo que a situação é de emergência e tem que ter uma resposta já”.
Catarina Martins afirmou ainda que o PS “tem de se definir em relação à RTP”, alegando que “não se pode ter a nível nacional um partido a afirmar dizer que defende a RTP contra os programas do Governo da República de destruir a RTP e ter o partido socialista nos Açores no Governo Regional a dar cobertura a planos de desmantelamento da RTP ao aceitar negociar com o Governo do PSD/CDS passar a RTP/Açores para uma delegação dirigida pelo Governo Regional”.
Com o recente plano de rescisões voluntárias na empresa, Bruno Correia, da subcomissão de trabalhadores dos Açores, apontou igualmente para “a falta de meios” na delegação da Horta, no Faial.

Cadáver encontrado nas Portas do Mar já foi identificado

portas do amrFoi possível identificar ontem de manhã o corpo encontrado junto às Portas do Mar por um casal de turistas na passada terça-feira. Trata-se de Artur Jorge Pastor, de 40 anos.
Segundo conseguimos apurar, o jovem era divorciado e vivia sozinho, razão pela qual ainda não tinha sido dado o alerta do seu desaparecimento.
Quanto à causa da morte, tudo indica que poderá ter sido uma  congestão. 
Artur Jorge de Almeida Pastor Furtado era filho de Artur de Araújo Furtado e de Lúcia Furtado Cipriano de Almeida.
O seu funeral realiza-se hoje no cemitério de São Joaquim, após missa de corpo presente pelas 13h30 na igreja da Fajã de Baixo.

Carteiro da Lomba da Maia desaparece em Barcelona

BarcelonaUm turista açoriano que estava a viajar pela Europa, em grupo, desapareceu, em Barcelona, na última quinta-feira.
De acordo com a Antena 1 Açores, apesar das buscas intensas, não há qualquer sinal deste carteiro reformado da Lomba da Maia.
Uma viagem a Lourdes e a várias cidades espanholas foi interrompida quinta-feira à hora do almoço de forma inesperada.
José Amaral desapareceu depois do almoço.
O companheiro de viagem, José Faria, conta que naquela tarde livre só deram pela falta do carteiro reformado quando este não apareceu no ponto de encontro combinado.
Depois disso foi tempo de buscas consecutivas, tendo a organização da viagem feito vários contactos nos dias seguintes para tentar encontrar o açoriano.
Na Lomba da Maia, a família sente-se impotente  e espera que o telefone toque.