EDA teve mais de 30 mil interrupções em 2012

electricidadeA empresa de Electricidade dos Açores (EDA) registou em 2012 mais de 1.600 ocorrências, que originaram 31 mil interrupções na rede de média tensão, o que representa um aumento de 31% face a 2011, adianta a eléctrica.
“As ocorrências registadas no decorrer de 2012 deram origem a cerca de 31 mil interrupções, que afectaram os pontos de entrega de média tensão da Região, das quais 10,7 mil referem-se a interrupções curtas e mais de 20 mil a interrupções longas”, revela o relatório da qualidade do serviço 2012 prestado pela EDA, que está disponível para consulta na página da eléctrica na internet.
Segundo a agência Lusa, o documento, com 153 páginas, é anualmente elaborado e tem por objectivo caracterizar a qualidade do serviço prestado pela eléctrica açoriana, as considerações assumidas e as metodologias de cálculo utilizadas.
“2012 foi marcado pela passagem de dois furacões (em Agosto e Setembro) que afectaram de sobremaneira a Região Autónoma dos Açores e a exploração dos sistemas eléctricos, bem como por diversos incidentes em centros produtores”, justifica o relatório, alegando que “embora se tenha verificado um agravamento dos indicadores gerais de continuidade de serviço, comparativamente a 2011, os padrões de qualidade de serviço estabelecidos foram cumpridos, tanto na média como na baixa tensão”.
Das 1662 ocorrências registadas em 2012, cerca de 63% dizem respeito a situações previstas (acordo com clientes, razões de serviço e factos imputáveis aos clientes), tendo-se assistido a um aumento do peso das ocorrências imprevistas no número total, quando comparado com 2011.
“Das ocorrências registadas, 20% são respeitantes a situações imprevistas por causas próprias, 11% são reengates, 4% referem-se a casos fortuitos ou de força-maior e 1% deveram-se a deslastre de cargas por razões de segurança”, refere o relatório, acrescentando que “os aumentos de ocorrências mais significativos deram-se nas ilhas do Faial (24%), Pico (67%) e Corvo (100%)”.
Quanto à rede de baixa tensão, a EDA registou em 2012 cerca de dois milhões de interrupções, mais 28% do que o registado em 2011, sendo que cerca de 0,7 milhões corresponderam a interrupções curtas e 1,3 milhões a interrupções longas.
O relatório revela, também, que no último ano verificaram-se 7.212 situações de incumprimento dos padrões individuais de qualidade de serviço, representando cerca de 6% de clientes da EDA.
O total das situações de incumprimento dos indicadores individuais de qualidade de serviço originou o pagamento de compensações a clientes na ordem dos 125 mil euros.
Dos inquéritos, feitos por amostragem, a 431 clientes residenciais das nove ilhas e 24 clientes empresariais, a EDA concluiu que “a opinião dos inquiridos apresenta uma melhoria generalizada, elevando ainda mais o nível do serviço prestado pela EDA”.
A qualidade do serviço prestado pela eléctrica nas nove ilhas foi analisada na sua componente comercial (avarias, visitas, centro de atendimento e satisfação de clientes) e natureza técnica (continuidade de serviço e qualidade da onda de tensão).

Comissão de Economia dá parecer positivo a Orçamento Rectificativo da Região

Orçamento Retificativo 2013Os deputados da Comissão de Economia da Assembleia Legislativa dos Açores deram parecer positivo à proposta de orçamento rectificativo do Governo Regional, tendo o PS votado a favor e os restantes partidos optado pela abstenção.
Segundo a agência Lusa, em causa está um reforço de 45,7 milhões de euros, provenientes de um aumento de receitas de impostos face às previsões iniciais, que serão destinados ao financiamento da reposição do subsídio de férias a funcionários públicos e ao aumento de transferências para o Serviço Regional de Saúde.
A proposta do executivo será discutida na próxima sessão plenária da Assembleia Legislativa dos Açores, na primeira semana de Setembro.
Em declarações aos jornalistas, após ser ouvido na Comissão Permanente de Economia, em Angra do Heroísmo, o vice-presidente do Governo Regional dos Açores, Sérgio Ávila, salientou que, “ao contrário do que existe no resto do país, não há necessidade de cortar na despesa e de introduzir medidas de austeridade adicionais”.
O aumento da receita da região resultou de um acerto dos impostos cobrados nos Açores, nomeadamente de um aumento do IVA (imposto sobre o valor acrescentado), do IRC (imposto sobre o rendimento colectivo) e do IRS (imposto sobre o rendimento singular), já que outros impostos de consumo registaram uma descida de 17 milhões de euros.
No caso do IRC, o apuramento final da declaração das empresas demonstra que o lucro teve um crescimento de 50%, mas Sérgio Ávila considerou que estes dados devem ser analisados “com muita prudência e com muita cautela”.
“Eu não queria entrar em euforias, nem queria ser demasiado optimista. Apenas falo dos factos. Efectivamente, o lucro gerados pelas empresas açorianas aumento 50% em relação ao ano anterior. Por outro lado, o consumo tributado em sede de IVA teve um crescimento muito significativo em relação ao que estava previsto. E, por outro lado, o rendimento sobre o trabalho teve também um aumento”, frisou.
Na audição da Comissão Permanente de Economia, o deputado António Marinho, do PSD, questionou o vice-presidente sobre os motivos que levaram ao aumento ou à diminuição da receita, consoante os impostos, perguntando ainda pela razão do aumento da dotação provisional.
Sérgio Ávila salientou que o executivo pretendeu apenas repor o valor da dotação provisional do ano anterior, garantindo uma maior “margem de segurança”.
Por sua vez, Zuraida Soares realçou que o Bloco de Esquerda já vinha alertando o executivo para a necessidade de um orçamento rectificativo desde maio, mas que o vice-presidente a rejeitou.
Para Sérgio Ávila, nunca esteve em causa o pagamento do subsídio de férias por falta de um orçamento rectificativo, mas era “óbvio” que ele seria necessário mais tarde.
Nuno Melo Alves, do CDS-PP, questionou o vice-presidente do Governo Regional sobre os possíveis sinais deste aumento de receita para a economia açoriana, perguntando em que sectores de actividade se registou um maior aumento de IRC.
Já Francisco César, do PS, destacou que o executivo socialista conseguiu cumprir os seus compromissos, mantendo um “nível de austeridade inferior” ao resto do país.

Pagamento do FundoPesca limitado a um máximo de 60 dias por ano

pescadoresO Governo Regional disponibiliza cerca de 800 mil euros anuais para o FundoPesca, um mencanismo de apoio aos pescadores quando não podem sair para o mar, revelou ontem o Secretário Regional dos Recursos Naturais.
“O FundoPesca foi accionado nos últimos tempos por duas vezes, uma das quais em finais de Dezembro de 2012 e outra em Março do corrente ano, o que representou uma ajuda total de 600 mil euros”, acrescentou Luís Neto Viveiros, em declarações aos jornalistas, depois de ter sido ouvido na comissão de Economia do Parlamento dos Açores, a propósito da proposta de decreto legislativo regional que revê os critérios do FundoPesca.
Segundo a agência Lusa, com esta nova proposta, o pagamento da compensação salarial do FundoPesca fica limitado a um máximo de 60 dias por ano e às disponibilidades orçamentais.
Além disso, a compensação salarial do FundoPesca passa a ser acumulável com outros apoios financeiros ao agregado familiar, que não tenham a mesma finalidade, mas “será ajustada de modo a que o somatório da mesma com os restantes apoios não ultrapasse um montante máximo igual a 1,5 vezes o valor da retribuição mínima mensal garantida em vigor na região”.
Luis Neto Viveiros destacou esta como uma das inovações de “muito relevo” contempladas no novo diploma, acentuando que haverá agora também “maior abrangência” em relação aos pescadores que poderão ser apoiados, relacionando-os de uma “forma mais directa” com as embarcações onde operam.
“Esta proposta cria também algumas alterações ao nível do conselho administrativo [do fundo], salvaguardando algum equilíbrio entre os representantes dos pescadores e dos armadores e os representantes da administração pública regional”, apontou.
O Secretário Regional dos Recursos Naturais destacou que o diploma permite igualmente que o conselho consultivo do FundoPesca, para além da competência de “criar o seu regulamento de funcionamento”, possa definir os “critérios de aplicação” em relação ao tipo de embarcação, número de descargas em lota e ao valor assumido pelos pescadores, entre outras questões que “são necessárias” para proceder ao cálculo das ajudas a disponibilizar.
O deputado Jorge Macedo, do PSD (na oposição), considerou que a proposta de diploma constituiu uma “evolução positiva” em termos de abrangência porque atinge um maior número de profissionais de pesca, destacando também a possibilidade dos beneficiários do FundoPesca poderem usufruir igualmente de outros tipos de apoios financeiros, como o Rendimento Social de Inserção (RSI).
“O Governo dos Açores, contudo, continua a não resistir governamentalizar o conselho administrativo do FundoPesca, o que acresce o facto de haver alguma discricionariedade na atribuição dos apoios, o que se transforma numa mistura explosiva, uma vez que pode haver uma tentativa de cobrar favores no accionamento do apoio”, acrescentou, porém, o deputado.

SATA pode reduzir em mais de 50% no preço das passagens para os Estados Unidos e Canadá

sata-internacional1A transportadora aérea SATA vai reforçar os voos para a América do Norte, onde vivem grandes comunidades de emigrantes dos Açores, e adoptar um novo sistema de tarifas que poderá reduzir os preços até 57%.
De acordo com a agência Lusa, o anúncio foi feito pelo presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, num discurso em Fall River, (Massachsetts, EUA), no encerramento das Grandes Festas do Espírito Santo da Nova Inglaterra, considerada uma das maiores manifestações culturais da diáspora açoriana.
Segundo Vasco Cordeiro, a SATA vai, a partir do próximo inverno IATA (International Air Transport Association, uma organização que congrega 240 companhias aéreas), “reforçar durante todos os meses as ligações à América do Norte, aumentando em todos os meses os voos”.
Assim, acrescentou, nos meses de Julho e Agosto, passará a haver voos todos os dias de e para Boston.
Além disso, a SATA vai adoptar um novo sistema de preço de passagens “baseado na oferta ou não de serviços (bagagem e serviço de bordo), que possibilitará uma redução no preço das passagens que pode variar entre os 16% e os 57% em relação aos preços que actualmente são praticados”.
“O Governo dos Açores tem presente a aspiração de há muito de todos os açorianos aqui residentes de terem condições mais acessíveis para visitarem os Açores”, afirmou Vasco Cordeiro, para quem “a distância não deve ser impedimento para um menor envolvimento das comunidades açorianas no planeamento e na participação no desenvolvimento dos Açores”.
Na mesma intervenção, Vasco Cordeiro, citado num comunicado do Governo Regional, repetiu o apelo à mobilização dos emigrantes nos EUA em relação à questão da base das Lajes, na ilha Terceira, de onde os EUA querem retirar parte significativa dos militares que actualmente têm ali destacados.
Insistindo em que estão em causa “centenas de empregos, directos e indirectos” e um grande impacto no PIB da Terceira e da região se “esta decisão for por diante como está planeada”, Vasco Cordeiro voltou a pedir aos açorianos nos EUA para sensibilizarem os senadores eleitos pelos estados em que vivem para a “importância de apoiarem a base das Lajes, de apoiarem a ilha Terceira e os Açores neste assunto”.

Arrancam obras para os centros culturais dos Fenais da Luz e Santo António

Bolieiro em Santo AntónioArrancaram ontem as obras para os centros culturais dos Fenais da Luz e de Santo António, com as assinaturas dos respectivos Autos de Consignação.
Segundo nota de imprensa emitida pela Câmara Municipal de Ponta Delgada, as obras, da responsabilidade da autarquia, consignadas a uma empresa regional – a Micol – cujo valor conjunto é superior a meio milhão de euros seguem objectivos estratégicos da governação do Município e do desenvolvimento de Ponta Delgada, uma vez que alargam a regeneração urbana às freguesias, garantem trabalho às empresas e emprego a quem dele precisa, além de serem mais um canal de descentralização cultural que serve de atractivo às populações e, sobretudo, à juventude das freguesias rurais.
Assim, segundo o presidente da Câmara Municipal, José Manuel Bolieiro, o arranque destas obras é uma aposta na “regeneração urbana e nos núcleos históricos das nossas freguesias, e não apenas o centro histórico da cidade de Ponta Delgada. É, também, um elemento de empregabilidade, que garante trabalho às nossas empresas, com aproveitamento óptimo dos fundos comunitários colocados à nossa disposição”.
O novo centro cultural de Santo António terá duas salas de formação, um núcleo museológico, uma galeria de exposições, uma biblioteca e um espaço multiusos, o que, na opinião do autarca, irá permitir uma “reabilitação e requalificação das actividades culturais e recreativas que expressam também a riqueza da vida cultural e recreativa da freguesia”. A tem um prazo de execução de 245 dias, tal como o centro cultural dos Fenais da Luz.
A infra-estrutura dos Fenais da Luz terá capacidade de receber, para além de salas destinadas a exposições, outras valências que melhorem a qualidade de vida na localidade e que, de alguma forma potenciem o seu desenvolvimento, são os casos de ateliers, de uma sala de formação e uma biblioteca.
José Manuel Bolieiro destacou a importância da reabilitação que será feita nas duas empreitadas, uma vez que a Câmara de Ponta Delgada está “a regenerar as existências arquitectónicas e não a construir de novo.
“Estamos a disponibilizar novos equipamentos, à actividade cultural e recreativa destas freguesias”, sublinhou.
O autarca lembrou a respeito que a Câmara de Ponta Delgada avança para estas obras como uma opção estratégica que resulta na “optimização, até ao final do ano de 2013, dos fundos do actual Quadro Comunitário de Apoio. Estou muito motivado por termos aqui uma situação concretizadora dessa estratégia”.
Para além do papel de relevo que estas infra-estruturas terão na dinâmica sócio-cultural das freguesias dos Fenais da Luz e de Santo António, os novos centros culturais serão mais uma base para consolidar a política concertada de descentralização cultural que tem vindo a ser seguida pelo Executivo de Ponta Delgada.

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