Inflação desce nos Açores para 1,34%

pessoas em Ponta Delgada1A taxa de inflação média nos Açores desceu para 1,34%. 

A nível nacional situou-se nos 1,04%.

A taxa de variação homóloga do mês de Maio, nos Açores, situou-se nos 0,27%, sendo a nacional de 1,04%.

A taxa de variação mensal foi de -012% nos Açores e 0,41% no país.

Com efeito, segundo revelou ontem o SREA, a taxa de variação média dos últimos doze meses, terminados em Maio, do Índice de Preços no Consumidor, “Total”, desceu para 1,34%. 

As maiores variações médias verificaram-se nas classes “Bebidas alcoólicas e tabaco”, “Hotéis, cafés e restaurantes”, “Transportes”, “Bens e serviços diversos” e “Comunicações” com taxas positivas, respectivamente, de 7,53%, 2,82%, 1,80%, 1,39% e 1,21%.

A taxa de inflação nacional é de 1,04%.

A taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor, “Total” de Maio, situou-se nos 0,27%, descendo 0,67 pontos percentuais em relação à taxa divulgada no mês anterior.

A taxa homóloga a nível nacional é de 1,04%.

A taxa mensal do índice de Maio, “Total”, é de -0,12%, descendo 1,00 pontos percentuais em relação ao mês de Abril. 

A classe “Bebidas alcoólicas e tabaco” com 2,18%, é a que mais se realça no sentido da alta, enquanto no sentido da baixa temos a classe “Transportes” com -1,99%.

A taxa mensal a nível nacional é de 0,41%.

 

Indicador de Actividade Económica (IAE) diminui

 

A partir dos Quadros  e dos Gráficos  do SREA, em que é possível acompanhar a evolução do IAE - Açores desde 2014, pode-se verificar que, em Abril de 2018, este indicador apresentou o valor de 1,6%, o que representa uma estabilização face ao mês anterior (1,6%) e uma ligeira diminuição em relação ao mês homólogo do ano anterior (1,8%).

Na análise dos resultados deverá ter-se presente que o IAE não se deve confundir com o PIB e não se pretende com ele medir a variação infra anual do PIB, mas sim retratar o “estado geral da economia”. 

Assim, dever-se-á reter, sobretudo, informação sobre a evolução em termos de acelerações, desacelerações e pontos de viragem e não o seu valor. 

A revisão dos valores dos meses anteriores deve-se à actualização de algumas das séries de referência e aos ajustamentos decorrentes do tratamento da sazonalidade, alerta o SREA.

 

Emigrante açoriano investe 50 milhões em biotecnologia no Porto

john meloO Primeiro-ministro, António Costa visitou nos últimos dias a Cisco e a Google, na Califórnia, onde se encontra de visita, mas  antes esteve na Amyris, uma empresa de um açoriano, que já garantiu 50 milhões de euros de investimento para investigação em biotecnologia, numa parceria com a Universidade Católica.

De facto, a Amyris, que actua na área das ciências da vida, anunciou um investimento de 50 milhões de euros numa parceria com a Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa no Porto e a AICEP, agência de promoção do comércio externo. 

O projecto tem, nas palavras da empresa, duplo objectivo: explorar formas de usar desperdício resultante da fermentação para novos produtos e aplicações e desenvolver a plataforma de inteligência artificial.

A Amyris pertence a um emigrante natural da ilha do Pico, John Melo, que vive nos Estados Unidos desde 1973. 

Apesar de ter feito o percurso educativo e técnico no continente americano, John Melo diz que mantém uma parte do coração em Portugal. 

Desde 2012 que está ligado ao Conselho da Diáspora Portuguesa, um órgão consultivo da Presidência da República, que congrega várias personalidades da diáspora.

“A diáspora ajudou-me a contactar com uma universidade portuguesa e a compreender melhor o tipo de investigação que a universidade poderia fazer”, explica John Melo numa entrevista que concedeu há dois anos ao Observador, que na altura o nosso jornal transcreveu.

O famoso emigrante açoriano na Califórnia descobriu “que a Universidade Católica tinha alguns dos melhores investigadores em ciências da vida da Europa e que nos daria a oportunidade de aumentar o nível de investigação realizada. Assim, focávamos o centro de investigação em Portugal, mas que poderia estar disponível a toda a Europa, para ajudar as empresas europeias a ter acesso a mais produtos renováveis”.

John Melo sempre quis contratar cientistas portugueses em Portugal e encontrou nos contactos através da Diáspora as pessoas certas.

“Tínhamos com a Diásporaum objectivo para 2016: criar um centro de biotecnologia. A ideia de que o faríamos com a Católica veio depois do objectivo inicial. Depois de conhecer as capacidades da Católica, apercebemo-nos que era a melhor universidade para criar este hub em Portugal. Fazê-lo em Portugal, no Porto, e torná-lo um centro europeu para a bioenergia e bioprodutos”, refere o emigrante picoense.

John Melo explica que “a nossa companhia tem trabalhado – e é uma das líderes no mundo – em biologia sintética (a capacidade de modificar ADN). Na verdade, programamos o ADN de micro-organismos da mesma maneira que programamos o software para um computador. Usamos como matéria-prima, para esses micro-organismos, o xarope extraído da cana-de-açúcar, que o convertem em produtos como cosméticos, aromas, aromatizantes, combustível para aviões, polímeros para pneus – são muitos produtos diferentes que usamos em todo o mundo”.

E acrescenta: “A razão por que esta tecnologia é tão importante é porque cria todos estes produtos a partir de uma fonte sustentável – produtos sustentáveis que têm um melhor desempenho. Mas, ao criar os nossos produtos, geramos uma quantidade de subprodutos que têm oportunidade de ser valorizados e que requerem investigação adicional. É por isso que tenho andado à procura uma parceria com uma universidade, com a qual pudéssemos criar um instituto que se focasse em valorizar os subprodutos, de maneira a que gerássemos novos negócios a partir desses produtos”.

 

TAP vai ligar Lisboa à Califórnia

 

O Primeiro-ministro anunciou ontem, em São Francisco, que a TAP vai ter uma ligação aérea directa entre Lisboa e a Califórnia a partir do próximo ano.

António Costa falava para uma plateia de investidores naquela cidade da costa oeste dos EUA, tentando seduzir investimento para as empresas portuguesas.

“Também há bom tempo, uma ponte igual à Golden Gate, eléctricos e óptimos sítios para surfar”, disse António Costa na sede do Sillicon Valley Bank, tentando sublinhar as semelhanças entre Lisboa e a Califórnia.

O primeiro-ministro falava na instituição que junta investidores de capital de risco para uma plateia que, somada, valia muitos milhões.

Num discurso em que tentou seduzir o investimento em startups e não só, António Costa disse que Portugal é a costa oeste da Europa, numa alusão à costa oeste dos Estados Unidos, também pelo ambiente de criação de negócios.

E exemplificou com as startups portuguesas de sucesso, muitas vezes global. 

Começando por avisar que “às vezes é difícil dizer que são portuguesas, porque todas têm nomes ingleses”, enumerou uma série delas: a Farfetch, que actua no negócio da venda online de artigos de luxo, a Outsystems, ou a Codacy (todas no setor dos sistemas de informação), a Aptoid, que é uma loja independente de apps no sistema Android, a Feedzai, empresa de detecção de fraudes eletrónicas no comércio eletrónico, a Talkdesk, que fornece soluções cloud para centros de contacto com clientes, a Visionbox, especializada em reconhecimento electrónico de identidade, ou a Unbabel, plataforma de tradução que usa inteligência artificial.

E, garantiu António Costa, a partir de 2019 o contacto entre as duas costas oeste (a americana e a portuguesa) vai ser mais fácil: a TAP vai passar a ter voos directos entre Lisboa e a Califórnia, tornando a capital portuguesa “a primeira cidade do sul da Europa a ter voos directos de e para São Francisco”.

O discurso do chefe de Governo, complementado por outro do Ministro da Economia, não convenceu completamente Yoshi Tanaka, responsável do Softbank, que tem 200 mil milhões de euros para investir: é mais do que o PIB português.

Tanaka, que já esteve duas vezes em Portugal para participar no Websummit, considerou “interessante” a apresentação portuguesa, mas sublinhou que não conhece “os detalhes do cenário português, as companhias portuguesas”. E por isso deixa uma sugestão: “que o governo português faça um roadshow para nos dar a conhecer o que está a acontecer” 

 

Comercialização de produtos lácteos rendeu 300 milhões de euros

comercialização lacteosA comercialização de produtos lácteos, incluindo as vendas nos Açores, no continente português e as exportações, rendeu, em 2017, cerca de 300 milhões de euros, sendo que a maior fatia do rendimento provém do queijo e da manteiga. 

Juntam-se ainda outros produtos, designadamente, iogurtes, natas e soro, que pouco contam em termos de volume e o leite em pó, que representa cerca de 16 mil toneladas, mas que tem um valor muito baixo.

A maior parte destas vendas é destinada ao continente português, totalizando 167 mil toneladas, enquanto para os países estrangeiros apenas saem, cerca de 6 por cento. 

No primeiro trimestre de 2018 a comercialização de produtos lácteos diminuiu ligeiramente, mas as receitas aumentaram, em particular a manteiga que rendeu mais 28%, mas face ao cenário pressente, é pouco provável que os valores globais se alterem.

Há muito que este quadro é conhecido, isto é, as vendas mais significativas vão para o continente português e os produtos com maior rendimento são o queijo e a manteiga.

Também há muito que se coloca em causa a produção de leite em pó, que tem um rendimento muito pequeno, cerca de 2,53 euros o Kg, tendo ainda que ter em conta o custo da energia para a sua transformação. 

É metade o valor da manteiga e do queijo. 

Desde há muitos anos que a Região transforma em leite em pó entre 16 mil e 18 mil toneladas, uma quantia que representa hoje à volta  de 7%, uma vez que a produção total de leite praticamente duplicou nos últimos 20 anos.

Naturalmente que a produção de leite em pó se justificará para dar resposta aos picos de produção e porque se trata de um produto com maior tempo de validade, mas representa muito pouco em termos de valor acrescentado.

Mas estas contas vão ter de ser equacionadas agora que se fala numa redução dos apoios à lavoura e portanto indústria e produtores terão que de por mais este elemento no prato da balança, juntamente com outros que têm vindo a penalizar os lavradores, designadamente o custo das rações, dos adubos e dos combustíveis.

O facto é que, apesar de todas as indicações no sentido de reduzir a produção de leite, os lavradores continuam a produzir cada vez mais, de 2016 para 2017 a produção de leite cresceu cerca de 1,5 % e nos primeiros três meses do corrente ano já aumentou 3,1%.

Resta saber se este aumento vai para produtos com maior valor, ou se vai ser transformado em leite em pó que tem um rendimento quase nulo.

 Há quem afirme que para muitas lavouras, que produzem com grande recurso às rações, muito do leite produzido já não paga os custos, reforçando a ideia de que está na altura de remodelar a agropecuárias, com vacas mais pequenas, privilegiando o uso da pastagem, com menor produção mas também com menor custos.

De resto algumas fábricas já começaram a penalizar os lavradores que ultrapassam determinados limites de produção, mas o discurso oficial continua no sentido de aumentar a produção de leite, com a justificação de serve para compensar o menor rendimento do preço do leite.

Está na altura de fazer ser realista, mudar os conceitos e incentivar, de forma ainda mais intensa a produção de carne e a produção de hortícolas, que podem criar mais empregos e beneficiarão do mercado alargado na restauração, em função do aumento dos turistas.

Mantendo como base a produção de leite, uma nova agricultura modernizada e eficiente, poderá inclusivamente ter interesse no mercado estrangeiro – como já tem a floricultura – aproveitando a imagem que os produtos da marca Açores que já se notabilizaram em muitos setores do continente.

 

Texto e gráfico de Rafael Cota/Exclusivo Diário dos Açores

 

Investir na indústria aeronáutica e espacial

estação esa santa mariaA indústria aeronáutica, espacial e da defesa vai precisar de mais 2.000 técnicos qualificados e de pelo menos 200 engenheiros nos próximos três anos, alertou ontem o Director-geral do ‘cluster’ do sector. “Nos últimos cinco anos, Portugal formou mais de 2.000 quadros técnicos e 300 engenheiros que estão a trabalhar neste ‘cluster’, mas a indústria aeronáutica, espacial e de defesa estima que seja necessário formar mais 2.000 novos técnicos qualificados e mais 200 novos engenheiros nos próximos três anos”, disse o Director-geral da AED Portugal - Aeronautics, Space and Defence Cluster, João Romano, num encontro com jornalistas em Lisboa.

 

Ilha de Santa Maria na mira  dos satélites

 

Para os próximos cinco anos, os objectivos estratégicos definidos para este cluster passam por “duplicar a contribuição dos três sectores (aeronáutico, espaço e defesa) dos actuais 1,2% para 3% do Produto Interno Bruto (PIB) português, duplicar o actual esforço de inovação no seio do ‘cluster’ e tornar visível a nível internacional a marca ‘Portugal aeroespacial’”, salientou o responsável. Nos próximos dez anos, as empresas americanas preparam-se para lançar centenas de satélites, sendo que há uma tendência para a redução do tamanho e da massa dos mesmos, o que facilita o seu acesso ao espaço e reduz os custos de entrada. No caso de Portugal, segundo a AED, a Agência Espacial Europeia está a fazer estudos em Santa Maria, nos Açores, para que possam vir a ser criada uma plataforma comercial de lançamento de microssatélites, pois “existem poucos sítios” na Europa com as condições desta ilha. Fundada em 2016, a AED é uma associação sem fins lucrativos que tinha 56 associados em 2017, entre pequenas e médias empresas, organismos públicos, grande indústria e universidades, mas que vai chegar a atingir os 80 associados

SATA Internacional mantém-se entre as piores companhias em pontualidade

sata a330 baleiaA SATA Internacional continua a figurar entre as piores companhias aéreas em termos de pontualidade, segundo a OAG, uma consultora para a aviação, que publica regularmente a posição das companhias em termos de pontualidade.

Em Maio, entre 155 companhias incluidas no ranking da pontualidade, a SATA Internacional (actualmente Azores Airlines), ficou na posição 143, com 61,5% dos voos a chegarem até 15 minutos da hora prevista.

A SATA Air Açores, que faz voos inter-ilhas do arquipélago dos Açores, ficou na posição 95, com 75,3% das chegadas até 15 minutos da hora prevista.

Em número de voos, entre 386 companhias, a TAP foi a 54º maior do mundo, com 11.582, a SATA Air Açores foi a 220ª, com 1.300, a SATA Internacional foi a 273ª com 643.

A TAP teve apenas 58,1% dos voos de Maio a chegarem até 15 minutos da hora prevista, segundo a consultora OAG, que assim cotou a companhia portuguesa no lugar 148 entre 155 companhias incluídas no seu ranking de pontualidade relativo ao mês passado.

Este ranking é liderado pelas norte-americanas American Airlines, com 196.011 voos no mês de Maio, Delta Air Lines, com 164.347, United Airlines, com 145.917, e Southwest Airlines, com 120.244, seguidas da europeias Ryanair, com 69.033.

Depois vêm as chinesas China Southern Airlines, com 64.467, China Eastern Airlines, com 63.128, e a seguir a easyJet, com 53.118, a Air Canadá, com 49.338, e a Lufthansa German Airlines, com 48.047.

Em pontualidade (voos chegados até 15 minutos da hora prevista), a melhor cotada entre as dez maiores, é a Delta (que voa de Nova Iorque para Ponta Delgada), com 84,5% dos voos à hora, seguida pela Air Canadá, com 79,8%, United, com 79%, American, com 78,4%, Souhtwest, com 75,6%, Ryanair, com 72,9%, easyJet, com 70,1%, China Eastern, com 69,8%, China Southern, com 69,1%, e Lufthansa, com 65,2%.

As cinco companhias com melhores índices de pontualidade em Maio foram a T’way Air, com 97%, a Canaryfly, com 95,7%, a Bangkok Airways, com 95,6%, a Inter Canárias, com 94,3%, a AirDo, com 94,2%, a Fuji Dream Airlins, com 94%, a Skymark Airlines, com 93,9%, a Insel Air, com 93,1%, a Hong Kong Airlines, com 92,2%, e a Sky Airline, com 92,1%.