Governo cria novos apoios às empresas para aquisição de equipamentos de protecção

máscaras covidO Governo dos Açores, através da Vice-presidência, implementou novas medidas de apoio que contemplam a comparticipação, a fundo perdido, de 85% dos custos com a aquisição de equipamento de protecção individual e higienização, bem como de 70% das despesas com a adaptação dos estabelecimentos com vista à sua reabertura e retoma da actividade.

O Programa de Apoio à Adaptação das Empresas ao contexto da Covid-19, cuja resolução foi ontem publicada em Jornal Oficial, visa o apoio financeiro a fundo perdido de 85% de despesas entre 500 e 5.000 euros de projectos que satisfaçam o cumprimento das condições indicadas pela autoridade de saúde para a retoma da actividade, destinando-se às micro e pequenas empresas e às cooperativas.

O Governo Regional, tendo em conta que o cumprimento das medidas de adaptação para a retoma da actividade implica custos para as empresas, criou este apoio extraordinário, ao qual cada empresa pode apresentar uma candidatura por estabelecimento, sendo admitido, no caso de um empresário que explore diversos estabelecimentos, um valor máximo de investimento elegível de 15 mil euros.

De acordo com a resolução agora publicada, são elegíveis as despesas realizadas desde 18 de Março com vista à instalação de barreiras de protecção, entre outros equipamentos de moderação e distanciamento físico, reorganização e adaptação de locais de trabalho, bem como à aquisição de dispositivos, equipamentos de protecção individual, nomeadamente máscaras, luvas, viseiras, entre outros.

A este novo apoio, com uma dotação global de 2,5 milhões de euros, as empresas podem apresentar três pedidos de pagamento, correspondendo a 40% da despesa elegível para cada pedido intercalar e 20% no caso do pedido final, sendo que, no caso dos intercalares, os pedidos podem ser efectuados na modalidade de adiantamento contra a apresentação de facturas.

As candidaturas a esta nova medida extraordinária estão disponíveis até 30 de Setembro, sendo que a sua apresentação deve ser efectuada através de formulário electrónico, disponível na página da Direcção Regional de Apoio ao Investimento e à Competitividade na internet.

Por outro lado, o Governo dos Açores  decidiu proceder à reformulação do subsistema de incentivos para o Desenvolvimento Local, do Sistema de Incentivos para a Competitividade Empresarial, Competir+, com o objectivo de reforçar o apoio às empresas, tendo em vista a reabertura dos seus estabelecimentos e o retomar da actividade.

O Decreto Regulamentar Regional agora aprovado passa a abranger os investimentos promovidos por pequenas ou médias empresas (PME) destinados a adaptar as suas instalações, de acordo com as orientações veiculadas pelas autoridades regionais.

Assim, as empresas podem apresentar projectos de adaptação das suas instalações no montante compreendido entre 5.000 e 40.000 euros, com um prazo máximo de execução de seis meses, podendo ir excepcionalmente até aos 120 mil euros para as empresas detentoras de vários estabelecimentos.

Neste contexto, o Governo dos Açores concede um incentivo não reembolsável, ou seja, a fundo perdido, de 70% das despesas elegíveis, tendo em vista a reabertura e o retomar da actividade num clima de segurança e estabilidade face à nova realidade.

Este incentivo cobre despesas efectuadas desde 18 de Março relativas a obras de alteração de ‘layout’, a aquisição de máquinas e equipamentos que se mostrem necessários para o cumprimento de novos métodos de trabalho, a aquisição e instalação de equipamentos de higienização, de limpeza e desinfecção e equipamentos de protecção destinados à separação de fornecedores e clientes, entre outros.

Além da inclusão desta linha de apoio específica para financiar as despesas das empresas na adaptação das suas instalações às normas estabelecidas, o Governo dos Açores promoveu igualmente a simplificação de procedimentos visando o acesso mais directo e mais imediato das empresas aos incentivos contemplados no subsistema de incentivos para o Desenvolvimento Local, assegurando o apoio às micro e pequenas empresas que invistam entre 2.500 e 15.000 euros em projectos de adaptação de instalações.

Estes projectos devem ter impacto na modernização e optimização das estruturas físicas das empresas, na introdução de equipamentos inovadores ou na criação ou manutenção de empregos, mas sem descurar o cumprimento das orientações definidas pelas autoridades regionais para a reabertura dos estabelecimentos e retoma da atividade.

O subsistema de incentivos para o Desenvolvimento Local visa incentivar a realização de projectos de investimento de modernização dos estabelecimentos, dinamizar o mercado interno e expandir a capacidade produtiva das empresas da Região.

Relativamente ao Programa de Apoio à Adaptação das Empresas ao contexto da Covid-19, a resolução ontem publicada em Jornal Oficial entra de imediato em vigor, enquanto o Decreto Regulamentar Regional, aprovado em Conselho do Governo, só produz efeitos após a promulgação pelo Representante da República para a Região Autónoma dos Açores.

Madeira antecipa-se à República, enquanto os Açores aguardam

vasco cordeiro e costa - jan2017A Madeira antecipou-se à solução preconizada pelo Governo da República, relativamente à instalação do novo cabo submarino entre o Continente e Regiões Autónomas, que só chegará em 2024, e associou-se ao projecto internacional que ligará a Europa ao Brasil. 

O cabo submarino alternativo ficará operacional dentro de um ano, assegurou ao Jornal da Madeira o Vice-presidente do Governo madeirense, Pedro Calado.

Este assunto está a gerar alguma tensão entre os governos das Regiões Autónomas e o da República, porquanto o gabinete do Ministro das Infraestruturas, com o conhecimento do Primeiro-Ministro, já tem, desde Dezembro passado, um documento para avançar com o projecto, elaborado por um grupo de trabalho liderado pela Anacom, mas que continua sem se saber quando o Governo de António Costa vai avançar.

Os especialistas dizem mesmo que já vai com algum atraso.

O Jornal da Madeira diz mesmo que, face à ameaça, que tem vindo a ser ventilada nos meios ligados às telecomunicações, da desactivação já no final deste ano da actual ligação do cabo submarino entre a Madeira e o continente, e uma vez que a solução a assegurar pela República só deverá estar concretizada em 2024, a aposta do Governo Regional passa pelo projecto internacional que liga a Europa ao Brasil, que permitirá garantir a manutenção das comunicações já a partir de Abril do próximo ano.

A EMACOM, empresa do Grupo Empresa de Electricidade da Madeira, já iniciou as obras, em terra, do novo cabo submarino de fibra óptica, que ligará a Madeira ao Brasil e que o Executivo regional prevê estar em funcionamento em Abril de 2021.

 

Governo da Madeira avança

 

De acordo com o Vice-presidente do Governo Regional, Pedro Calado, os trabalhos de construção da vala entre a Praia Formosa e a Cable Lan- ding Station do Amparo (CLS), estão já a decorrer, sendo que a Empresa de Electricidade dará início, ainda este mês, à adaptação estrutural do edifício da subestação do Amparo e à adjudicação do equipamento do ‘datacenter’ a instalar na CLS, numa obra que a Vice-Presidência estima estar concluída no prazo de seis meses.

“Temos previsto, ainda neste mês de Maio, a assinatura do contrato entre a EMACOM e a Administração dos Portos da Madeira, para a passagem do cabo na área da competência desta”, revela Pedro Calado ao JM. 

O título de utilização privativa dos recursos hídricos (TURH), da competência da Direcção Regional do Ambiente, está previsto para o início de Junho, sendo que a Secretaria Regional do Mar pode emitir de imediato o título de utilização privativa do espaço marítimo (TUPEM). 

O Vice-presidente do Executivo regional acrescenta que “após a recepção destas licenças, a empresa responsável pelo novo cabo tem 90 dias para obter as licenças do Ministério do Mar para a operação do navio”.

 

Os Açores sem ligações 

no final do ano?

 

Ao Jornal da Madeira, Pedro Calado lembrou que, já em 2017, com o actual sistema submarino a ficar obsoleto e dada a falta de certezas quanto ao futuro das comunicações no plano nacional, o Governo Regional optou pela imple- mentação de uma ligação da Madeira ao cabo internacional ELLALINK, num investimento regional superior a 13,5 milhões de euros.

Ontem, referiu o governante, sabe-se que o cabo submarino de telecomunicações Columbus III, que liga a Europa aos Estados Unidos, assegurando uma ligação dos Açores ao continente português, será desactivado no final deste ano e que a operadora Altice terá, em teoria, uma opção contratual que poderá permitir que a mesma assuma a exploração do cabo no troço que liga os Açores ao território continental português. 

“Não se sabe, todavia, se o consórcio Columbus III viabilizará essa possibilidade que, dada a eventual exploração e manutenção por um só ‘player’, implicará um natural sobrecusto, com previsível reflexo no preço das telecomunicações”, antecipa o governante.

Por outro lado, caso não seja possível à Altice manter sozinha a exploração do cabo Columbus III, isso significará que a redundância à actual ligação da Madeira ao continente, que é assegurada pelo Atlantis II, via Açores (Columbus III), deixará de existir, sendo desactivado ainda antes da entrada do cabo ELLALINK.

Ainda segundo Pedro Calado, como o futuro cabo de fibra óptica de ligação entre o Continente e a Madeira e Açores (novo CAM RING), em princípio a financiar na íntegra pelo Governo português, só tem data prevista para entrar em exploração em 2024, conclui-se que a decisão do Governo Regional em participar no Cabo Internacional ELLALINK mostra-se “absolutamente decisiva” para assegurar as necessidades de comunicação da Região Autónoma com o exterior a partir de Abril de 2021.

“Perante este cenário, a opção do Governo Regional vem garantir uma via fundamental de comunicações para o ‘anel CAM’ Continente-Madeira-Açores, no ‘timing’ certo, com tecnologia de ponta, evitando que se verifique uma disrupção totalmente indesejável e incompreensível nas telecomunicações e nos preços praticados aos clientes” antecipa o vice- -presidente, realçando que esta decisão apresenta-se como uma “elevada contribuição” para as telecomunicações não só para a Madeira, mas para todo o restante território nacional.

Em oposição, realça ainda o governante, não deixa de ser caricata a divulgação pelos deputados do Partido Socialista da Madeira à Assembleia da República, anunciando o alerta deixado ao Governo da República, na passada semana, sobre o incalculável prejuízo para a Região, caso o novo ‘anel CAM’ não se encontrasse em pleno funcionamento em tempo útil.

“É sobretudo patético depois de ter sido o PS, com a conivência dos seus deputados madeirenses, a votar contra as duas alterações do Orçamento de Estado 2020, que permitiam concretizar e acelerar o investimento do cabo submarino Madeira, Açores e Portugal continental”, acentuou o vice-presidente, questionando a posição destes deputados e a sua “suposta influência junto da República quando, em 2018, ciente da necessidade urgente de assegurar a quarta acessibilidade na RAM, o Governo Regional decidiu lançar o projecto ELLALINK, assumindo todos os riscos, bem como o financiamento do projecto”.

Deputados do PS-Açores 

questionam Ministro, 

mas sem resposta

 

Já em 21 de Abril deste ano os deputados do PS dos Açores à Assembleia da República mostravam-se preocupados com esta situação, tendo dirigido um requerimento ao Governo da República.

Com efeito, os deputados açorianos questionaram o Ministro das Infraestruturas e Habitação sobre o lançamento do procedimento relativo à substituição da ligação de fibra óptica CAM (Continente-Açores-Madeira). 

Isabel Almeida Rodrigues, Lara Martinho e João Castro sublinharam que aquela ligação de fibra óptica assegura nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira um conjunto de serviços “essenciais” para “o curso normal da vida dos cidadãos e das instituições” e “a resposta a situações de crise como a que se vive por efeito da pandemia da Covid-19, ou a outras decorrentes, por exemplo, de catástrofes naturais”.

“O sistema de cabos submarinos é o sistema com maior impacto socioeconómico e o meio de comunicação mais importante que as Regiões detêm para com o resto do mundo, sendo que, no caso de existir uma indisponibilidade na atual rede, toda a transmissão de dados ficará comprometida, ficando indisponível serviços como chamadas telefónicas, funcionamento da rede de ATM, acesso a processos clínicos e fichas de utentes, entre muitos outros aspetos”, realçam os parlamentares socialistas.

Atendendo a que o sistema de cabos submarinos actualmente em funcionamento termina o seu tempo de vida útil em 2025, os deputados recordam o relatório entregue pelo grupo de trabalho criado para estudar e analisar a substituição atempada dos cabos e que calendarizava, entre outras recomendações, a entrada ao serviço do novo Anel CAM até ao ano de 2023. 

“Atravessamos um momento em que se desconhece o impacto que esta pandemia pode provocar na produção dos meios que suportam a solução a implementar. Além do mais, a utilização de meios alternativos a este sistema não é viável, pelo que importa considerar o risco que comportam quaisquer atrasos que possam colocar em perigo a atempada substituição, face à previsão da obsolescência da actual ligação entre os anos de 2024 e 2025”, acrescentam.

Os parlamentares socialistas querem ainda saber “quando se prevê o lançamento do procedimento de consulta pública que visa a contratação de entidades externas para concretização do investimento, determinado no Orçamento do Estado para 2020 que aconteceria até ao final do presente ano”.

Até hoje, quase um mês depois deste requerimento e cinco meses depois da entrega do projecto do grupo de trabalho, não se conhece nenhuma resposta do Governo da República.

 

Menos compras e menos levantamentos nos multibancos dos Açores em Abril

Multibanco caixaAs compras realizadas nos Açores, em Abril, com recurso a terminais TPA registaram um decréscimo homólogo de 34,1%, atingindo o valor global de 58,1 milhões de euros, anunciou o SREA.

Nos levantamentos em caixas ATM a diminuição homóloga foi de 37,1%, correspondendo ao montante total de 30,1 milhões de euros.

No total (TPA+ATM) verificou-se uma variação homóloga mensal negativa de 35,2%. 

Com efeito, as compras realizadas por intermédio de terminais TPA atingiram em abril de 2020, nos Açores, um montante de 58,1 milhões de euros, um decréscimo homólogo de 34,1%. 

Destes, cerca de 56,6 milhões de euros são de compras efectuadas com cartões de bancos nacionais (um decréscimo homólogo de 29,4%) e cerca de 1,5 milhões de euros dizem respeito a compras efectuadas com cartões de bancos internacionais, o que representa uma variação homóloga negativa de 81,3%. A nível nacional, as compras totalizaram 2.132,3 milhões de euros, verificando-se um decréscimo homólogo de 41,6%.

Nos últimos 3 meses, as compras efectuadas por intermédio de terminais TPA totalizaram 218,5 milhões de euros, decrescendo 11,0% em comparação com igual período do ano anterior (245,7 milhões de euros).

Em termos acumulados, nos últimos 6 meses, verifica-se uma variação homóloga negativa de 0,7% nas compras realizadas com recurso a terminais TPA.

 Os pagamentos de serviços realizados neste mês por intermédio TPA, nos Açores, ascenderam a cerca de 0,8 milhões de euros, representando um decréscimo homólogo de 19,7%.

Os levantamentos em caixas ATM atingiram em abril de 2020, nos Açores, um montante total de 30,1 milhões de euros, um decréscimo homólogo de 37,1%. 

Destes, cerca de 29,2 milhões de euros são de levantamentos nacionais, o que representa uma variação homóloga negativa de 35,0% e cerca de 0,9 milhões de euros dizem respeito a levantamentos internacionais, o que representa uma variação homóloga negativa de 68,4%. A nível nacional, os levantamentos totalizaram 1.436,7 milhões de euros, verificando-se um decréscimo homólogo de 39,8%.

Nos últimos 3 meses, os levantamentos em caixas ATM totalizaram 116,0 milhões de euros, decrescendo 17,0% em comparação com igual período do ano anterior (139,7 milhões de euros).

Em termos acumulados, nos últimos 6 meses, verifica-se uma variação homóloga negativa de 6,7% nos levantamentos em caixas ATM.

Por outro lado, os pagamentos de serviços realizados neste mês, nos Açores, que ascenderam a cerca de 8,0 milhões de euros, apresentaram um acréscimo homólogo de 3,2%. No total (TPA+ATM, Compras+Levantamentos) verificou-se uma variação homóloga mensal negativa de 35,2%.

“Se não houver apoios à altura, haverá muitos despedimentos”

Mario Fortuna novaaa

Mário Fortuna, Presidente da Câmara do Comércio, sobre a retoma do turismo

 

A Organização Mundial de Turismo acaba de revelar as suas estimativas sobre o impacto da crise no turismo e prevê uma queda de 60 a 80% do sector em relação a 2019. Vai ao encontro das suas estimativas para os Açores, que já tinha referido neste jornal. Mantém-se esta estimativa ou nesta altura é possível rever para melhor ou para pior?

Sim, mantém-se a estimativa do cenário menos bom, de quebra de 80% do turismo, no acumulado de 2020. 

Apresentámo-lo a meados de Março de 2020, há mais de um mês e meio. 

As nossas projecções estavam e continuam certas, infelizmente. 

Esta é uma realidade que tem de ser assumida para que possamos perceber a tarefa com que estamos confrontados para o futuro.

 

Os empresários do sector, em S. Miguel, querem um calendário urgente para a retoma do turismo. Quando é que acha que estaremos em condições para essa retoma?

A nossa escolha de modelo de recuperação esteve e está sempre remetida às decisões prévias das autoridades com responsabilidade sobre a saúde, dada a natureza incerta desta pandemia. 

Caberá às mesmas autoridades de saúde determinar quando podemos experimentar outros cenários, em função do estádio de preparação dos serviços. 

Nesta crise, em todos os países, a preparação, ou não, do sistema de saúde foi sempre uma questão fundamental. 

Nos Açores não é excepção. E nada melhor do que os seus agentes para julgar.

 

Há ainda a possibilidade de salvar alguma coisa no sector do turismo dos Açores? Pelo menos os postos de trabalho? Ou prevê que muita gente vai ser dispensada?

A fórmula para a salvaguarda dos postos de trabalho é clara. Ou há apoios ou os postos de trabalho estão em risco, por uma razão muito simples: as empresas não estavam ainda suficientemente capitalizadas, pese embora muitas perspectivas irrealistas sobre esta realidade. 

Alguém se lembra da reivindicação de melhores salários para o turismo em face do aumento da facturação? Afinal? E agora? A nossa gestão prudencial esteve muito baixa. Vê-se agora! 

Se não houver apoios à altura haverá muitos despedimentos. 

Outro cenário é impossível!

 

Quais as propostas, em sínteses, que apresentaram ao Governo Regional para o plano de retoma?

As Câmaras de Comércio aceitaram a estratégia do Governo de apostar na liquidez, com transformação de crédito em fundo perdido, a partir de 2021. 

Discordaram sempre da intensidade e da abrangência da política. 

Para a retoma ou se assume o desemprego e não se apoia as empresas ou pretende-se minimizar o desemprego e apoia-se as empresas na medida do necessário. 

Este equilíbrio ainda anão está atingido.

 

Perante este novo cenário, como é que os Açores se devem posicionar, agora, em termos de promoção externa?

Têm de estar agressivos! A emanar uma mensagem de confiança! Na nossa oferta de turismo, per se, e na nossa oferta de serviços de saúde, como complemento. Sem complexos relativamente à natureza desta praga! Temos de emanar uma imagem de que sabemos os que estamos a fazer e de que connosco os turistas estarão seguros., não serão, pelo contrário uma ameaça.

 

Acredita que as passagens aéreas vão manter os mesmos preços que praticaram até agora? Mesmo com as restrições todas? E a Ryanair, poderá retirar-se este ano da operação açoriana? 

O que vai acontecer com o preço das passagens, continuará uma incógnita perante tantas incertezas. Mais baratas não devem ficar. Quanto mais caras será a dúvida que só o futuro esclarecerá. 

Quanto à Ryanair, penso que poderá ficar dada a dinâmica potencial do mercado dos Açores no cenário futuro do turismo. As dúvidas são, no entanto, muitas.

 

Fala-se muito em turismo interno. Teremos mercado suficiente para manter o sector em atividade?

Não, não temos mercado interno para chegar sequer perto do que tivemos em 2019. No entanto, não é um mercado a ignorar, principalmente numa fase de treino de uma tentativa de retoma de uma nova normalidade. Temos de valorizar o que podemos fazer sozinhos. Só assim poderemos oferecer algo por que valha a pena os nossos visitantes pagarem.

 

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Recomeço das visitas aos lares de idosos da Região ainda sem data prevista

tiago lopes - 29 abrilA Direcção Geral de Saúde (DGS) anunciou, ontem, que a partir da próxima Segunda-feira serão retomadas as visitas aos lares de idosos em Portugal Continental, contudo a medida não se estende às Regiões Autónomas como avançou ontem Tiago Lopes na habitual conferência de imprensa para o balanço à evolução da pandemia na Região. De acordo com Tiago Lopes, este é um assunto que está em apreciação. Como disse, “estamos a analisar a situação epidemiológica ao nível regional e, apesar da nossa situação ser mais favorável do que a que se verifica, neste momento, em Portugal Continental, e apesar da DGS ter emitido estas orientações, nós temos sido mais cautelosos e estamos a avaliar esta situação”. A este respeito o Director Regional da Saúde adiantou ainda que, “para já, não posso dizer que igual decisão será tomada até ao final desta semana ou início da próxima, podê-lo-á ser, no entanto, para já, ainda estamos a proceder a rastreios nas estruturas residenciais para idosos, nas unidades de cuidados integrados da Região e nas Casas de Saúde e dependendo dos resultados que vamos obtendo da evolução da situação epidemiológica na Região, poderemos, a qualquer momento, ter essa decisão”.

Ainda assim, o responsável pela Autoridade de Saúde Regional adverte que “não devemos ter pressa para que levantemos algumas das medidas mais restritivas e de contenção que foram implementadas”, adiantando que “devemos manter o nosso plano [regional] com a devida calma e parcimónia e lá chegaremos, a seu tempo, a essa nova normalidade e abrir espaço para que utentes e as suas famílias possam reencontrar-se com as devidas condições de segurança, para que não exista qualquer situação que possa colocar em risco qualquer um dos utentes, funcionários ou visitas que possam ocorrer nas estruturas residenciais para idosos, nas unidades de cuidados continuados ou nas Casas de Saúde”, disse. 

 

ASR  já iniciou o rastreio às escolas dos Açores

 

A Autoridade de Saúde Regional já deu início ao rastreio à Covid-19 a docentes e alunos das escolas dos Açores. Como deu conta Tiago Lopes, responsável pela Autoridade de Saúde Regional, “já iniciamos o rastreio a docentes e alunos às escolas, nomeadamente nas ilhas Terceira, Faial, Graciosa, Pico e em São Jorge”, esperando que até ao próximo dia 18 de Maio estes rastreios estejam todos concluídos. “Estamos a trabalhar para isso, mas estamos a falar de umas centenas de testes que irão ser realizados, e poderão surgir algumas demoras, mas é nossa intenção ter estes rastreios concluídos o mais rapidamente possível, frisou”.

Recorde-se que as aulas presenciais nos três ciclos de ensino básico, bem como no secundário, foram retomadas na passada Segunda-feira, nas ilhas de Santa Maria, Flores e Corvo, sendo que no próximo dia 18 de Maio será a vez das ilhas Terceira, São Jorge, Pico, Faial e Graciosa, retomarem as aulas presenciais apenas para os 11º e 12º anos. No dia 25 de Maio será a vez das aulas presenciais regressarem à ilha de São Miguel, igualmente só para os alunos do 11º e 12º anos.

 

Açores sem casos positivos nas últimas 24 horas

 

Os Açores registaram ontem um novo dia sem casos positivos de covid-19 depois das 235 análises realizadas nos dois laboratórios de referência da Região nas últimas 24 horas. Relativamente aos casos positivos activos, registaram-se duas novas recuperações de infecção por SARS-CoV-2, que correspondem a duas mulheres, com 45 e 92 anos, residentes na ilha de São Miguel, sendo que a mais idosa é oriunda da Estrutura Residencial para Idosos da Santa Casa da Misericórdia de Nordeste.

Até ao momento, já foram detectados na Região um total de 145 casos, verificando-se 91 recuperados, 61 em São Miguel, (27 de Ponta Delgada, 5 da Povoação, 4 na Ribeira Grande, 23 no Nordeste 1 na Lagoa e 1 em Vila Franca do Campo) 11 na ilha Terceira, 7 no Pico, 6 em São Jorge, 3 no Faial e na ilha Graciosa, 16 óbitos e 38 casos positivos activos para infecção pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, que causa a doença covid-19, destes 30 em São Miguel, dois na Graciosa, um em São Jorge, três no Pico e dois no Faial.

Às 16h00 de ontem, existiam 6 casos suspeitos na Região e 522 pessoas a aguardar colheita ou resultado de análises laboratoriais e 952 vigilâncias activas.

Ao nível dos internamentos, encontram-se 12 utentes internados em unidades de saúde da Região, 11 no Hospital do Divino Espírito Santo em Ponta Delgada e 1 no Hospital de Santo Espírito, na ilha Terceira. Em contexto domiciliário encontram-se 26 utentes (2 na ilha do Faial, 2 na Graciosa, 3 no Pico, e 19 em São Miguel).

Desde o início do surto já foram testadas na Região 10 mil 260 pessoas.

 

Por Olivéria Santos