Mota Amaral à espera de resposta do partido: “Tudo se deve perdoar (...) mas os actos políticos têm consequências políticas”

mota amaral 3Mota Amaral declarou ontem, em entrevista ao jornal digital “Notícias ao Minuto”, que “aguarda os resultados das diligências em curso junto dos responsáveis nacionais do partido” relativamente à sua eventual candidatura ao Parlamento Europeu.

Apesar dos seus 75 anos e de não exercer, de momento, nenhum cargo político, o primeiro presidente do Governo dos Açores continua a ser uma da vozes políticas mais activas da sua geração, apoiante de Rui Rio e de Alexandre Gaudêncio, esperando que este recupere o ciclo de vitórias que se perdeu com a sua saída da cena política regional, há 24 anos.

Presentemente exerce o cargo de professor na Universidade dos Açores, ensinando “matérias de Ciência Política e Direito Constitucional. Tenho a meu cargo o módulo sobre os Açores na unidade curricular ‘Regionalismo e Insularidade na Europa Contemporânea’ e ainda oriento o seminário de Direito Internacional Público no Curso de Mestrado em Relações Internacionais sobre o Espaço Euro-Atlântico”.

Sobre se ainda está magoado por ter sido afastado, em 2015, a uma recandidatura à Assembleia da República, Mota Amaral responde que “tudo se deve perdoar e sem demora. Mas os actos políticos têm consequências políticas e no caso concreto verificou-se o meu afastamento voluntário das actividades do Partido, rejeitando sucessivas insistências. Com a nova liderança a situação mudou”.

O antigo Presidente da Assembleia da República considera nesta entrevista ao “Notícias ao minuto” que Alexandre Gaudêncio é o candidato certo para retirar o poder ao PS, acrescentando que o PSD dos Açores “tem uma nova liderança escolhida em eleições directas muito disputadas e uma equipa dirigente eleita em Congresso. Desejo-lhes os maiores sucessos em serviço dos Açores e do Povo Açoriano”.

Sobre o desempenho de Marcelo Rebelo de Sousa, enquanto Presidente da República, afirma que “tem excedido as melhores expectativas que se colocavam na sua presidência. Vai ser reeleito sem quaisquer dificuldades”.

Mota Amaral diz que intervém na política nacional por gosto e porque acha que é necessário.

 

Ainda há 4.400 ‘ocupados’ nos Açores

desemprego2Os Açores ainda possuem 4.400 desempregados em programas de ocupação, de acordo com os números de Dezembro, uma diminuição que se verificou nos últimos meses do ano.

Aos ocupados somam-se os desempregados inscritos, que em Janeiro deste ano eram 7.685, menos 12 do que no mês anterior e menos 963 do que em Janeiro do ano passado.

 

Empregos acima da média europeia

Entretanto, o emprego continua a aumentar e os últimos números do Eurostat, revelados ontem, apontam para um crescimento em Portugal, em 2017, acima da média, incluindo os Açores, mas em ritmo menor. 

O emprego na região do Algarve e na área metropolitana de Lisboa cresceu em 2017 acima da média da União Europeia (UE), 5,3% e 4,1%, respectivamente, face ao período homólogo, divulgou o Eurostat. 

Em todas as regiões portuguesas, o crescimento foi acima da média da UE, que rondou os 1,6% para cerca de 236 milhões de postos de trabalho. 

Segundo dados do gabinete de estatísticas da UE, foi registado um aumento no número de postos de trabalho em 253 regiões da União em 2017 (cerca de 90%), sendo que a maior subida homóloga (7,7%) no emprego foi verificada em Maiote, em França. 

 

2,5% nos Açores

Em Portugal, a maior subida foi registada no Algarve, de 5,3%, aumentando em 11 mil o número de postos de trabalho para um total de 212 mil. 

Seguiu-se a área metropolitana de Lisboa, onde foram criados, naquele ano, 55 mil postos de trabalho, um acréscimo de 4,1%, para um total de cerca de 1,4 milhões de empregos. 

Em menor escala, estão os empregos criados no Norte (+2,9% para 1,65 milhões de empregos) e no Centro e no Alentejo (+2,7% em ambos para, respectivamente, pouco mais de um milhão e 296 mil empregos). 

No conjunto do continente, a variação foi, assim, positiva, registando-se um aumento de 3,3% nos empregos para um total de quase 4,6 milhões. 

No que toca às regiões autónomas da Madeira e dos Açores, a subida foi, respectivamente, de 3,1% e 2,5% para totais de 112 mil e 110 mil empregos. 

 

As subidas e descidas na Europa

No que toca aos outros Estados-membros, verificaram-se subidas de 5,3% em Malta e na região da Boémia Central da República Checa, seguindo-se acréscimos de 4,7% no número de empregos em Herefordshire, Worcestershire e Warwickshire, no Reino Unido, e ainda de 4,1% na região Centro-Sul da Bulgária. 

Em sentido inverso, as maiores quedas no emprego foram registadas em Basilicata, Itália (-2,7%), na região inglesa de Cúmbria (-2,4%), na região central e ocidental da Lituânia (-2,1%), em South Yorkshire, no Reino Unido (-2%), e ainda em Ligúria, em Itália (-1,9%). 

Os dados ontem divulgados têm por base as estatísticas de cada país da UE.

Mar agitado e ondulação forte nos Açores a partir de hoje

mau tempo111A Autoridade Marítima alertou para a previsão de um agravamento excepcional das condições de agitação marítima no grupo ocidental e parte do grupo central, entre o final do dia de hoje o o final do dia de sexta-feira.

“A agitação marítima será caracterizada por ondulação proveniente do quadrante oeste com altura significativa que poderá atingir os 10 metros e período médio a variar entre os 15 e os 17 segundos”, avançou ontem a Autoridade Marítima Nacional e a Marinha, que reforçaram “a recomendação, em especial à comunidade piscatória e da náutica de recreio que se encontra no mar, o eventual regresso ao porto de abrigo mais próximo e a adopção de medidas de precaução”.

“Recomenda-se o reforço da amarração e vigilância apertada das embarcações atracadas e fundeadas, bem como evitar passeios junto ao mar, de onde se destacam os molhes de protecção dos portos. Aconselha-se igualmente que os marítimos mantenham um estado de vigilância permanente e o acompanhamento da evolução da situação meteorológica, dos avisos à navegação e de previsão meteorológica radiodifundidos pela Marinha relativos à previsão meteorológica do IPMA, bem como outras informações das capitanias sobre as condições de acesso aos portos, evitando sair para o mar até que as condições melhorem”, alerta a Autoridade Marítima.

“À população em geral que frequente as zonas costeiras, aconselha-se que se abstenham da prática de passeios junto à orla costeira e nas praias, bem como da prática de actividades lúdicas nas zonas expostas à agitação marítima, sendo essencial que assumam uma postura preventiva não se expondo desnecessariamente ao risco. Caso exista absoluta necessidade de se deslocar até à orla costeira, deverá manter uma atitude vigilante”, recomenda ainda.

As autoridades desaconselham também “a pesca lúdica, em especial junto às falésias e zonas de arriba nas frentes costeiras atingidas pela rebentação das ondas, tendo sempre presente que nestas condições o mar pode facilmente alcançar zonas aparentemente seguras”. 

 

Porto das Velas foi ontem reaberto à navegação

 

O Porto das Velas, em São Jorge, foi ontem reaberto à navegação, sem restrições, depois de terem sido localizados os dois contentores que afundaram naquela baía devido ao mau tempo. 

Na segunda-feira, a administração portuária promoveu, com recurso à lancha de pilotos “João Vaz Corte-Real”, trabalhos de sondagem com equipamento próprios, com vista a apurar a localização exacta dos contentores afundados, “tarefa que foi concluída, com sucesso”, na tarde segunda-feira, avançou a empresa pública Portos dos Açores, em comunicado.

“Por precaução e considerando a necessidade de garantir a segurança da navegação de embarcações e navios e para salvaguardar a vida humana, foi mantido, desde domingo, o condicionamento de acesso àquele porto, determinado pela Autoridade Marítima”, explica a empresa em comunicado.

Já na manhã de ontem, com a melhoria das condições do mar, os mergulhadores conseguiram detectar visualmente a posição dos dois contentores no fundo da baía das Velas, “em localizações e profundidades que não afectam minimamente as operações de tráfego de navios”, tendo sido o porto  “reaberto à navegação, sem restrições, pela Autoridade Marítima”. A Portos dos Açores acrescenta que irá prosseguir, “no imediato, com todas as diligências no sentido remover do mar os dois contentores afundados, bem como um terceiro contentor que se encontra estabilizado no enrocamento exterior do molhe de protecção da Marina de Velas”.

Recorde-se que foram quatro os contentores arrastados para o mar naquele porto, devido à agitação maritima provocada pela passagem da depressão ‘Kyllian’ pelo arquipélago. Vários portos foram afectados, especialmente o da vila das Velas, onde ocorreram galgamentos do molhe-cortina e do cais, provocando o arrastamento para o mar de quatro contentores que se encontravam estacionados em terrapleno, dois dos quais viriam a afundar-se na baía local.

Mota Amaral rejeita ocupar oitava posição na lista ao Parlamento Europeu

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O antigo presidente da Assembleia da República Mota Amaral não aceita integrar o oitavo lugar na lista do PSD às eleições europeias de 26 de Maio, sugerido pela direcção nacional do partido, disse fonte social-democrata à imprensa nacional.

O antigo presidente do Governo Regional dos Açores foi sondado pela direcção regional do PSD/Açores, liderada por Alexandre Gaudêncio, para ser candidato pela região na lista nacional do partido, mas fez questão, ainda de acordo com a mesma fonte, de salvaguardar que só avançaria num lugar elegível, ou seja, os primeiros seis lugares, sem, contudo, “exigir uma posição”.

Tradicionalmente, as estruturas regionais do PS e PSD/Açores indicam em lugar elegível candidatos nas listas nacionais nas eleições para o Parlamento Europeu.

O líder do PSD/Açores, Alexandre Gaudêncio, disse, a 8 de Fevereiro, que gostaria de ver o nome de Mota Amaral em segundo lugar na lista nacional de candidatos do partido às eleições de 26 de Maio para o Parlamento Europeu.

“O doutor Paulo Rangel já foi anunciado para cabeça de lista. Não ficaria nada mal se o doutor João Bosco viesse logo a seguir, em segundo lugar, porque é uma pessoa que merece esse respeito e essa consideração”, frisou o líder dos sociais-democratas açorianos, em declarações aos jornalistas, à entrada para a reunião da comissão política regional do PSD, realizada na ilha do Faial.

Mota Amaral não esteve ontem disponível para tecer comentários, tendo remetido quaisquer declarações para a liderança regional do partido.

A RTP/Açores anunciou na segunda-feira que Mota Amaral poderia não ir em lugar elegível na lista nacional do partido.

Já ontem, o líder do PSD/Açores disse aos jornalistas, em Ponta Delgada, à margem de uma visita à Secção Regional dos Açores Tribunal de Contas, que “até ao momento não há qualquer indicação formal do partido sobre qual é o seu (Mota Amaral) lugar na lista”.

Alexandre Gaudêncio adiantou que se tem reunido com o presidente do PSD sobre esta matéria, “demonstrando a intenção” junto de Rui Rio de que o militante histórico do partido surja num “lugar cimeiro da lista”.

O líder regional do PSD/Açores referiu que vai “aguardar serenamente” uma decisão do Conselho Nacional do PSD, que ratificará a lista ao Parlamento Europeu a 13 de Março.

Recorde-se que o PS já anunciou que o seu candidato pelos Açores é André Bradford e vai integrar a lista em posição elegível. 

No âmbito da ronda de auscultações que André Bradford está a promover junto dos parceiros sociais, o candidato do PS Açores ao Parlamento Europeu vai reunir hoje com os responsáveis da Universidade dos Açores, às 14horas e 30 minutos, e na sexta-feira, dia 1 de Março, André Bradford reúne com o Presidente da Câmara de Comércio e Indústria dos Açores. O encontro está agendado para as 15 horas, na sede da Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada.

O caso das viagens dos deputados insulares: “Socialistas estão a dificultar o processo para as novas regras”

Assembleia-da-RepúblicaO grupo de trabalho dos deputados que está a trabalhar sobre as regras que têm a ver com viagens - especialmente as dos deputados dos Açores e Madeira, que podem acumular uma ajuda da Assembleia da República com um subsídio por serem ilhéus - e moradas ainda não tem resultados a apresentar, segundo noticia o semanário Expresso, acrescentando que o impasse tem, sobretudo, a ver com a polémica dos parlamentares ilhéus. 

No entanto ferro Rodrigues impôs uma data limite, até 25 de Abril.

O grupo de trabalho criado por ferro Rodrigues no parlamento há dois meses ainda não chegou a nenhum consenso, o que traz algum mal estar entre alguns deputados e aos serviços da própria Assembleia.

Deputados presentes no grupo explicam ao Expresso que o maior impasse tem a ver com o regime das viagens dos ilhéus, assunto delicado para vários partidos, já que tanto PS como PSD e BE tinham parlamentares a beneficiar do expediente. 

Segundo apurou o Expresso, os socialistas estarão a dificultar o processo, uma vez que defendem que os ilhéus devem ter os direitos previstos por residirem nos Açores ou na Madeira - o problema é que, se essa porta ficar aberta, poderão continuar a receber um subsídio que lhes paga quase todo o valor da viagem (a partir de 134 euros nos Açores e 86 na Madeira), a acumular com uma ajuda de 500 euros por semana na AR, adianta o jornal.

De acordo com o relato do Expresso,  vários grupos parlamentares, como PSD, BE e CDS, estarão a pressionar no sentido de apresentar um resultado mais ‘musculado’ do que a proposta inicial do vice-presidente Jorge Lacão - que não impedia os parlamentares de recolherem o segundo subsídio, ajustando apenas os valores que recebem.

Em cima da mesa nesta altura estão soluções como obrigar os deputados a fazer uma declaração em como viajaram, até porque o Tribunal de Contas, na auditoria recente que fez às contas do parlamento, apontava para o problema de não haver qualquer necessidade de comprovação das deslocações subsidiadas dos deputados; ou concentrar, como propunha Jorge Lacão, os valores de despesas de representação e ajudas de custo num só subsídio que poderia passar a ser objecto de tributação, mexendo em todo o regime de ajudas aos deputados, adianta a notícia do semanário lisboeta.

No entanto, essa proposta levanta objecções que já suscitara no ano passado, quando a subcomissão de Ética foi chamada a pronunciar-se: algumas bancadas temem que isto sirva para levar uma solução demasiado inóqua que não será bem recebida junto da opinião pública, conclui o jornal.