Turismo em espaço rural cresceu mais do que hotelaria tradicional

cama hotelCom base no modelo econométrico desenvolvido pelo SREA e na informação disponível até à data, nomeadamente a evolução do número de passageiros aéreos desembarcados e o valor dos levantamentos em caixas multibanco, o SREA estima que o número de dormidas na Hotelaria Tradicional dos Açores durante o mês de Novembro terá sido de 83 mil.

Comparando com o valor divulgado para Novembro de 2016, esse valor reflecte um aumento de 4% em termos homólogos.

 

Turismo em Espaço Rural em Outubro

 

No mês de Outubro, se a taxa de resposta fosse semelhante à do período homólogo, as dormidas seriam aproximadamente 3 465 e os hóspedes 1 036 – aumentos de 14,1% e 35,2%, respectivamente, face ao mesmo mês de 2016, no qual se verificaram 3 038 dormidas e 766 hóspedes. 

No trimestre que acabou em Setembro de 2017 registaram-se 29 987 dormidas, correspondendo a 8 538 hóspedes, o que compara com 30 703 dormidas e 7 975 hóspedes em período homólogo (decréscimo de 2,3% e crescimento de 7,1%, respectivamente). 

Durante o mês de Outubro a taxa líquida de ocupação-cama (TLOC) situou-se nas 4,8 dormidas por cama, acima do valor registado no mesmo período de 2016 (4,5). 

A estada média (EM) foi de 3,3, o que compara com 4 em período homólogo. 

 

Abreu promove Ponta Delgada

 

De Norte a Sul e Ilhas, Portugal transformou-se no destino mais desejado do Mundo, na última edição dos World Travel Awards, realizada recentemente no Vietname.

Para promover aqueles que serão os locais mais pesquisados e visitados no próximo ano, a Abreu online está a lançar uma proposta que inclui todas as regiões nacionais e que será divulgada junto dos nossos principais agentes da Europa, Brasil e Latam.

Lisboa, Porto, Alentejo, Centro, Norte, Funchal e Ponta Delgada são as sugestões apresentadas para estadias em unidades de quatro e cinco estrelas, garantindo a qualidade a que já conhecem os clientes da Abreu online. 

Sendo um dos destinos estrelas da Abreu online, o Algarve também está incluso nesta proposta e apresenta-se com outra estrela: o reconhecido Pine Cliffs, hoje a ostentar o titulo de Melhor Resort de Luxo do Mundo, atribuído no mesmo evento.

Esta é a primeira vez que Portugal se consagra como Melhor Destino Turístico do Mundo e é pelo terceiro ano consecutivo o melhor destino de Golfe no Mundo. 

A cidade de Lisboa também se estreia como Melhor Destino de City Break e a Madeira renova com o Melhor Destino Insular, atribuído pela terceira vez consecutiva.

 

Aeroporto de Ponta Delgada com os maiores crescimentos

 

Os cinco maiores aeroportos portugueses, Lisboa, Porto e Faro, no continente, Funchal, na Madeira, e Ponta Delgada, nos Açores, somaram 44,4 milhões de passageiros nos dez meses de Janeiro a Outubro, com um aumento em 17,2% ou cerca de 6,5 milhões, concluiu o PressTUR com base em dados divulgados pelo ACI Europe.

Esses dados permitiram ver que um pouco mais desses total de passageiros viajou de/para Lisboa, com o Aeroporto Humberto Delgado a somar 22,6 milhões ou 50,9% do total, +0,8 pontos do que no período homólogo de 2016.

Igualmente a reforçar a sua participação no total esteve o Aeroporto João Paulo II, de Ponta Delgada, com 1,638 milhões de passageiros, reforçando a sua participação em 0,2 pontos, para 3,7% do total. 

O Aeroporto do Funchal chegou ao fim de Outubro com +8,1% ou mais 207 mil e Ponta Delgada teve +24,4% ou mais 321 mil. Lisboa, nestes dez meses, é o 23º aeroporto europeu com mais passageiros, depois de 25º em 2016 e 28º em 2015.

O Porto está em 52º, depois de 56º em 2016 e 2015, Faro está em 57º, depois de 59º no ano passado e 61º em 2015, Funchal está em 115º, depois de 114º há um ano e 113º há dois, e Ponta Delgada está em 146º, depois de 150º em 2016 e 149º em 2015.

 

Lisboa e Açores cresceram mais 

 

O Algarve teve uma taxa de ocupação hoteleira de 72% em Outubro, mais 1,5% face ao mês homólogo de 2016, segundo dados avançados pela Associação Hotelaria de Portugal (AHP). 

Já o preço médio por quarto ocupado foi, em Outubro, de 72 euros, e o RevPar (preço médio por quatro disponível) aumentou 9%. 

Em Outubro, a receita média por turista no hotel teve um aumento de 8% face a 2016, fixando-se nos 129 euros. 

Na análise por destinos turísticos, Lisboa foi novamente o destino que mais cresceu, com mais 24% face a Outubro de 2016, seguido dos Açores, com mais 22%, e de Leiria/Fátima/Templários com mais 18%.

A estada média fixou-se nos 1,95 dias, menos 1% do que em igual período do ano anterior. Madeira (5,40 dias), Açores (3,22 dias) e Algarve (2,86 dias) foram os destinos turísticos que tiveram os valores mais elevados.

 

O Natal há 100 anos em S. Miguel

pub 2Há 100 anos vivia-se ainda o espectro da guerra e as preocupações estavam viradas, aqui nas ilhas, para o facto de exportarmos poucos produtos, sobretudo o ananás, devido à guerra na Alemanha, assim como a falta de gente jovem, porque mobilizados para a guerra.

Na quadra de Natal de então as páginas do “Diário dos Açores” estavam recheadas de anúncios dos principais estabelecimentos comerciais de Ponta Delgada, informando das “remessas recebidas” de brinquedos e chocolates, enquanto o ‘Theatro Michaelense’ anunciava “três magníficas sessões” com filmes italianos “pelos mais célebres artistas italianos” e uma “Grande festa de Natal” na Segunda-feira, dia 25 de Dezembro.

Pelo meio, uma boa notícia fazia a manchete do “Diário dos Açores”: “A pesca nos Açores por novos processos”.

Dizia a notícia que ainda éramos muito primitivos na arte da pesca, pelo que, “felizmente, uma rajada de bom senso e de espírito iniciador sacudiu as inteligências e as vontades, donde resultou a publicação da lei de 8 de junho último, permitindo, aos requerentes, o exclusivo de um novo processo de pesca com apetrechos especiais, ainda não usados em Portugal”.

E prossegue o “Diário dos Açores”:

“A lei não escapou aos olhos argutos e espertos do nosso querido amigo e compatriota Sr. João Pereira Gabriel. Compreendeu-lhes as vantagens, visionando um grande futuro para estas paragens extremas do Ocidente. E requereu, nos termos da lei, para usar nas águas do arquipélago dos Açores, na área que fica para oeste do meridiano que passa pela ponta leste da ilha de S. Jorge (Ponta do Topo), compreendendo as águas da ilha de S. Jorge, Pico, Faial, Flores, Corvo e Graciosa, aquele novo processo de pesca, com aparelhos ainda não empregados. Ouvidas as estações competentes e cumpridas formalidades indispensáveis, foi deferido o requerimento concedendo o exclusivo da pesca nas condições impostas na lei cuja laboração tem de começar dentro do prazo de seis meses, sob pena da perda da concessão.

Todavia, para estabelecer a indústria piscatória são necessários capitais, e de toda a conveniência seria que acudissem os deste distrito, onde se acumulariam todos os lucros resultantes. Sabemos que o Sr. João Pereira Gabriel pensa em fazer apelo ao capital faialense que tem agora excepcional ocasião de emprego. Porque não havia dúvidas… os eloquentes exemplos das indústrias similares já organizadas, mostram o brilhante futuro destinado à que vai inaugurar-se entre nós. As provas estão feitas, e qualquer hesitação pode produzir irreparáveis prejuízos.

A indústria da pesca predestina-se a uma das mais importantes dos Açores.

Até que enfim! Vai ser explorada a prodigiosa e inesgotável mina – o nosso mar!”.

Mas nem tudo eram boas notícias na quadra natalícia de há um século nos Açores.

O “Diário dos Açores” relatava, ainda, em manchete, numa das suas edições, o quadro preocupante de “Uma crise açoreana”.

Era uma transcrição de uma notícia do Diário de Notícias e relacionava-se com a cultura do ananás.

Transcrevemos: “É a conhecida crise dos ananases, a que a guerra fechou os mercados alemães, seus principais consumidores e que, segundo acabamos de ler, estão ameaçados de novos e temerosos perigos, com grave dano para a fortuna dos Açores. É o caso que vem largamente relatado na “Money Market Review and Investors Chronicle” de 18 de Novembro último, página 300, e se refere agora a uma ameaça de sobre produção a preços sem competência, vinda da África do Sul.

Na África do Sul, com efeito, há grandes extensões de terreno onde a cultura do ananás pode atingir proporções demonstradamente gigantescas. O ananás da África do Sul, escreve-se na citada revista inglesa, regula por um terço do ananás dos Açores, mas, se com ele não pode competir em aparência, excede as suas qualidades de sabor e perfume. E, sobretudo, o ananás da África do Sul não tem competidor em matéria de preços: em quanto, antes da guerra, cada ananás dos Açores se vendia em Londres entre 6 e 8 shilings, os produtores da África do Sul propõem-se inundar aquele mercado vendendo pelo mesmo preço uma dúzia de ananases; em quanto, depois da guerra, os açoreanos se lamentam de ter de vender cada ananás em Londres entre 6 pence e 1 shiling e 9 pence, os produtores da África do Sul venderiam, no lugar da produção, mais do que uma dúzia de ananases por esse preço”. 

 

Lagoa Cidade Presépio desde 1862

Presépio da Lagoa em Bristol R. I. da autoria do bonecreiro lagoense  Eduardo Gouveia

Em São Miguel, as primeiras referências a presépios remontam ao século XVI, por influência da fixação na ilha da Ordem dos Franciscanos, sendo que o fabrico de bonecos de presépio é uma tradição da Vila da Lagoa. Um costume que perpetua até aos dias hoje, existindo ainda quem continue a produzir no concelho estes bonecos de barro.

As figuras dos presépios da cidade de Lagoa encontram-se espalhadas por várias partes dos Açores e, ainda, pelas comunidades de emigrantes do Canadá e Estados Unidos da América.

A este respeito, o Diário dos Açores foi falar com Roberto Medeiros, coleccionador de presépios e promotor do Presépio da Lagoa nos EUA e Canadá desde 1996, que nos explicou um pouco mais da arte bonecreira da Lagoa.

 

 

Diário dos Açores – Como começou esta tradição na Lagoa?

Roberto Medeiros - Em São Miguel, as primeiras referências a presépios remontam ao século XVI, por influência da fixação na ilha da Ordem dos Franciscanos. Porém, é no século XVII que aparecem as primeiras “lapinhas”, confeccionadas pelas freiras nos conventos, decoradas com minúsculas conchas e flores artificiais de seda, penas, escamas de peixe, cera, papel e algodão, de onde sobressaem figurinhas de barro representando a Sagrada Família.

O século XVIII assistiu a um maior brilho e expansão dos presépios em São Miguel, sobretudo na Lagoa devido à influência de artistas continentais de Vila Nova de Gaia trazidos pelo empresário Bernardino da Silva e pelo artífice-barrista José Pereira Leite, quando se estabeleceram neste concelho em 1862 com uma fábrica de louça no Porto dos Carneiros. 

Na antiga vila da Lagoa, grande parte dos bonecreiros da Lagoa teve ligação às duas fábricas de cerâmica de louça vidrada existentes na Vila: Cerâmica Vieira, fundada em 1862, e ainda em funcionamento, sendo, por muitos considerada o ex-libris da Lagoa, e a Cerâmica Leite, fundada em 1872 tendo sido desactivada em 1984.

Com a fundação de fábricas de louça na Lagoa onde o barro era cozido, vidrado e pintado, na vila da Lagoa, na segunda metade do século XIX dá-se a expansão e aperfeiçoamento dos bonecos de presépio, que passam a ser produzidos com a técnica de molde. Nesta arte popular, destacamos a preocupação dos artífices em representar não só as personagens típicas do presépio, mas também cenas do quotidiano, como a matança do porco, a mulher na fonte, procissões e várias figuras, nomeadamente foliões, mulher de capote e capelo, homem de carapuça, padre, camponês, pescador, ou bandas de música, entre outros.

 

Uma tradição que perdurou e ainda se mantém viva na Lagoa…

RM - Actualmente os artesãos - bonecreiros lagoenses - continuam a dedicar-se, com empenho e preciosa habilidade, à produção de “presépios”, contribuindo a Lagoa para manter viva uma das mais belas demonstrações da religiosidade do povo açoriano. São eles, Maria de Fátima Varão, Carlos Pacheco, António Amaral e João Manuel Arruda. No entanto outros começam a aprender e a mostrar seus trabalhos, na sua formação, o que é importante para que esta tradição continue a ter pernas para andar e manter-se na Lagoa.

 

O certo é que actualmente estas figuras já deram lugar também a muitas exposições. Onde se podem encontrar estes presépios?

RM - Inserida em maquinetas de esferovite ou vilas esculpidas, pintadas e decoradas e com cenários bíblicos ou do quotidiano insular, podemos ver coleções de bonecos de artistas lagoenses em exposição no Convento dos Franciscanos da Lagoa e nos Estados Unidos. Estas permitem uma narrativa alargada, revelando em planos separados o Nascimento do Menino Jesus na Gruta de Belém, a Aparição do Anjo aos Pastores, a Adoração dos Reis Magos, a Apresentação do Menino no Templo, a Degolação dos Inocentes, o Baptismo de Jesus, isto no plano bíblico. Também se podem ver a procissão do Senhor Santo Cristo dos Milagres, os Romeiros, a matança do porco e outras cenas do quotidiano insular.

 

Estes presépios já foram além-fronteiras e são também apreciados na diáspora. Há algum objectivo concreto para levar esta arte para fora do concelho?

RM - As exposições de Presépios da Lagoa, no concelho ou coordenadas por mim junto das comunidades emigrantes nos Estados Unidos, Canadá e em Santa Catarina, no sul do Brasil, têm como principais objectivos serem espaços de pesquisa etnológica, de conservação e de valorização da actividade criativa dos barristas da vila da Lagoa. Pretende-se também que sejam um centro explicativo dos presépios dos Açores, um laboratório pedagógico vocacionado para a expressão e comunicação visual e um lugar de descoberta e de encontro de pessoas e culturas.

 

Neste Natal, e por cá, onde se podem encontrar os trabalhos destes bonecreiros?

RM - Podem ainda observar-se neste Natal, na Lagoa, em exposição visitável no Convento dos Frades, na freguesia de Santa Cruz, muito do trabalho dos artistas de figuras de presépio, onde se mostram, fotografias de artistas e figuras de presépio da sua autoria, despertando-se, deste modo, o público para a questão da produção individual, ligada ao estilo que cada bonecreiro vai desenvolvendo.

Muitas destas figuras eram produzidas em oficinas improvisadas no espaço doméstico, em horário pós-laboral, uma vez que muitos bonecreiros eram funcionários nas Fábricas de Cerâmica. De resto, esta era a forma encontrada para angariar mais algum dinheiro para o sustento familiar, embora também constituísse uma forma de ocupar os seus tempos livres.

Numa vitrina, no Convento dos Frades, junto da exposição do Presépio, mostra-se o processo técnico de produção de uma figura de presépio, onde são apresentadas, de modo sistemático e sequencial, as diversas fases do processo de fabrico – com moldagem, aparamento e pintura -, pelo qual, partindo de um pedaço de barro e, com o auxílio de moldes feitos em gesso, pequenos canivetes, tintas variadas, finos pincéis, e muita habilidade manual se produz um boneco de presépio.

Ainda na mesma exposição visitável do convento observamos as Representações da Natividade - A Sagrada Família; a representação da Gruta e da Cabana; a Vaca e o Burro; os Pastorinhos; os Reis Magos; os Anjinhos; a representação da “Fuga para o Egipto”; e algumas figuras do Oriente bíblico: árabes, soldados romanos, etc., ou não tivessem os Açores tradições religiosas muito fortes.

A representação do Oriente Bíblico pelos barristas e ceramistas da Lagoa, é feita através do fabrico de elementos da arquitectura como castelos, torres, casas, etc.-, aqui revelados num conjunto intitulado: Construções de Jerusalém.

Podem ainda apreciar-se as Imagens do quotidiano insular onde são expostas uma Procissão do Senhor Santo Cristo dos Milagres, além de outras cenas da vida quotidiana como o camponês a cultivar a terra, a criação, a matança do porco, a recolha de água e a higiene do corpo e da roupa, a farinação do cereal e a feitura do pão, a prensa do vinho, a limpeza da via pública, a recolha de lixo, a venda de produtos num bar, a venda de gelados, figuras sarcásticas e de crítica social e uma cena da vida moderna – dois homens à lareira.

 

Ou seja, todas as figuras não são feitas ao calhas. Todas elas mostram de certa forma alguma história…

RM - A análise das figuras de presépio, suportada nos conhecimentos da etnologia, permite-nos perceber como a criação destas figuras revela o conhecimento que os bonecreiros, juntamente com outras pessoas que com eles contactam, têm das Sagradas Escrituras, assim como a capacidade que os mesmos mostram de, com grande astúcia e sagacidade, captarem aspectos de vivências sociais que presenciam. Neste sentido podemos dizer que a par da temática religiosa em causa – o Nascimento de Cristo -, a realização social é a fonte/modelo de inspiração para a produção de figuras de presépio. 

Consequentemente, no espaço do presépio, além do tratamento do tema central da encenação – A Natividade -, são também transpostos momentos e situações da sociedade envolvente. Deste modo, podemos dizer que os bonecos produzidos na Lagoa, destinados à ocupação do espaço do presépio, apontam para o conhecimento da sociedade, e revelam aspectos da interpretação popular do texto bíblico. Portanto, estudando as encenações montadas no presépio podem inferir-se hábitos, práticas e costumes da sociedade passada e actual, uma vez que eles são o espelho de vivências quotidianas.

 

O Roberto Medeiros tem sido um dos impulsionadores em dar a conhecer os presépios da Lagoa junto da diáspora. Até onde já levou estes presépios?

RM - Por iniciativa da Câmara Municipal de Lagoa e sob minha coordenação, uma amostra do presépio açoriano da Lagoa já esteve patente em Toronto - Canadá, aquando da X Semana Cultural Açoriana, em Setembro de 1996. Nos Estados Unidos já esteve em New Bedford no New Bedford Art Museum 1999; em Taunton, no Old Colony Historical Society em 2000 e 2013 e na Galeria Art Works, no Whaling Museum na “Rotch-Jones Duff House de New Bedford em 2001; em East Providence, estado de Rhode Island, em 2002 na Biblioteca da Igreja de São Francisco Xavier; em Hyannis, Cape Cod, Massachusetts, na “Creche Convention”, no Cape Codder Resort, em 2003; na Biblioteca Casa da Saudade, em New Bedford e na cidade de Pawtucket, Rhode Island, no Centro Comunitário dos Amigos da Terceira em 2004; em 2005 no Museu de Stephen Cabral, em Fall River; no Bristol Court House em Bristol, R.I.,em 2006; em Newport na Mansão Belcourt Casttle em 2007; no Museu da Baleia, New Bedford em 2008.

Por minha iniciativa e coordenação continuou a estar patente nos EUA uma amostra do presépio açoriano da Lagoa no Santuário Lasalette, Atleboro, em 2009; na mansão de Newport de Connie Silva em 2010; no Parque Histórico Nacional de San José da Califórnia em 2011; em Taunton, no Old Colony Historical Society em 2013; na cidade de Pawtucket, Rhode Island, no Centro Comunitário dos Amigos da Terceira em 2014; na Portugalia Marketplace, em Fall River em 2015, 2016 e 2017.

Desde 2004 até 2017, anualmente realiza-se um presépio da Lagoa na Biblioteca da Casa da Saudade, oferecido por mim. Desde 2014 que se realizam cinco exposições nas cidades americanas, de New Bedford e Fall River. E, em Bristol a partir de 2017 também.

 

 

“O Natal aqui é preparado com muita alegria”

casa saude sra conceiçãoA Casa de Saúde Nossa Senhora da Conceição (CSNSC) é um estabelecimento de saúde fundado a 8 de Dezembro de 1973 em Ponta Delgada e dirigido pelo Instituto das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus. O centro tem capacidade para 175 utentes, estando, neste momento todas as vagas preenchidas e com uma lista de espera de cerca de 70 pessoas. Uma instituição que o Diário dos Açores foi conhecer de perto e ver como utentes e colaboradores do centro prepararam o Natal.

 

A Casa de Saúde Nossa Senhora da Conceição é uma Instituição Particular de Solidariedade Social cuja missão assenta na prestação de cuidados de saúde no âmbito da saúde mental e psiquiatria, segundo um modelo de assistência integral e dinâmico da pessoa que engloba as dimensões biopsicossociais, espirituais, éticas e relacionais, numa perspectiva humana e com máximo respeito pelos direitos fundamentais da pessoa doente.

A CSNSC desenvolve uma actividade assistencial, desde a prevenção, ao tratamento, reabilitação e reintegração social no âmbito da psicogeriatria, psiquiatria e deficiência mental, tendo em conta as necessidades e urgências de cada tempo e lugar, com preferência pelos mais marginalizados.

Com uma lotação total de 175 lugares para a prestação de cuidados de saúde, este centro está estruturado pelos seguintes programas de internamento: psiquiatria, psicogeriatria e deficiência intelectual. O programa de ambulatório inclui as consultas externas de psiquiatria e psicologia, desenvolvendo ainda diversas actividades de reabilitação e ocupação, incluindo ateliers ocupacionais, musicoterapia, equitação adaptada, natação, ginástica animação musical, treino de AVD’s, treino de gestão económica e treino de aptidões sócio-comunicativas, entre outras actividades.

À conversa com o Diário dos Açores, Raquel Coelho, a Directora do Centro dá conta que as grandes áreas de intervenção na instituição são psicogeriatria, psiquiatria e deficiência mental, sendo que a área com maior incidência de utentes é a psicogeriatria “e isso tem a ver com as necessidades actuais da nossa região”, explica, adiantando que é ao nível das demências “que é uma área muito delicada, onde tem que haver especialização ao nível dos cuidados continuados”. Por outro lado, esta responsável refere que o centro também intervém bastante ao nível dos cuidados paliativos.

Um trabalho que é feito tendo sempre em conta as necessidades da população e da comunidade e fazendo com que a própria sociedade se envolva. Até porque, avança Raquel Coelho, “hoje em dia as necessidades são outras e trabalharmos hoje sem falarmos na área comunitária, é impensável. Aliás, esta é uma das questões que vai ao encontro do Plano Regional da Saúde Mental que, certamente, em 2018 começará a dar os primeiros passos, esperando nós que tenha muito sucesso e que estejamos integrados”, ressalva.

Outra área onde a CSNSC presta assistência é nos cuidados paliativos e também nos cuidados continuados em saúde mental. 

Fruto de todo este trabalho ao longo de quase meio século de actividade em São Miguel, é com regozijo que Raquel Coelho reconhece que a CSNSC tem vindo “ao longo dos anos a ganhar credibilidade ao nível da prestação de serviços”.

Aliás, assegura, “ qualidade é um objectivo institucional inerente à missão do instituto das irmãs hospitaleiras, cuja concretização constitui um compromisso dos centros assistenciais, dos profissionais e das equipas”. Trata-se de um objectivo que Raquel Coelho garante que é “algo pelo qual o centro de debate todos os dias. Sejam os cuidadores, familiares, colaboradores, profissionais e dos próprios utentes estão todos envolvidos nesta missão, trabalhamos para haja uma cada vez maior qualidade dos nossos serviços. A nossa certificação já vem desde há alguns anos, com as irmãs a apostarem na certificação da qualidade, procurando a envolvência de todos e isto é, sem dúvida, uma mais-valia para cada utente”, ressalva à nossa reportagem.

 

Natal prepara-se com alegria

 

Sendo o Natal uma época em que se decoram as casas e colocam-se luzes, também na CSNSC este pormenor não é descurado nesta altura do ano. As utentes produzem vários artigos decorativos que depois servem para embelezar os corredores de todo o edifício, ficando outros em exposição. Aqui, diz Raquel Coelho, “o Natal é preparado com muita alegria. A felicidade é um tema discutido várias vezes. Para nós um dia feliz para cada utente é um dia sucesso”, frisa, alertando que não é só no Natal que se fazem actividades diferentes, “mas também em outras épocas festivas, como o Carnaval, a Páscoa, ou dias da família. Temos o cuidado de realizar várias actividades, para que não haja uma diferenciação entre o utente que está cá internado e o utente que está na área comunitária”, explica.

Também a aproximação do utente às famílias e à comunidade em geral, em particular nas épocas festivas, é outra preocupação dos responsáveis desta instituição. Considera Raquel Coelho que é importante “haver uma intervenção entre as duas áreas”.

A par das exposições preparadas pelas utentes, o CSNSC preparou ainda “uma grande festa de Natal em que fizemos questão que estivessem presentes os colaboradores, cuidadores e os familiares. Para que todos estivéssemos unidos em confraternização não só no convívio no almoço, mas também na parte mais recreativa e lúdica. A presença dos colaboradores e utentes no palco e de outros grupos externos à instituição que nos vieram visitar é também muito importante nesta época do ano, adverte a responsável pelo centro, adiantando que também as visitas de escolas e de áreas do ensino, são, igualmente, importantes porque as utentes interagem com alguma saudade, principalmente aquelas que não conseguem ir a casa”.

Depois do convívio, vem a Noite de Natal que neste centro cumpre, com todo o rigor, o que manda a tradição. Garante Raquel Coelho que na CSNSC “fazemos o que se fazia se estivéssemos nas nossas casas”, tudo para o bem-estar das utentes e para que não haja qualquer diferenciação com o resto da comunidade.

“Fazemos a Ceia de Natal com todos, inclusive com os colabores que estão de serviço naquela noite, porque é importante que não só os utentes se sintam bem, mas também os que cá trabalham. Temos o Peru, doçaria regional, e tudo isso é feito com muito agrado e amor”.

 

Melhor prenda é a gratificação

 

À pergunta qual a melhor prenda que a CSNSC poderia receber este ano no sapatinho, Raquel Coelho responde que todos os dias já recebe uma grande prenda. “A melhor prenda que temos todos os dias é a gratificação de ver os nossos utentes bem e felizes e saber que todos os que interagem com os utentes e aquilo que fazemos é congratulado por elas. Ou seja, verificamos nas nossas utentes o nosso bem-estar, o nosso trabalho diário, a nossa missão, o nosso esforço, a nossa persistência e não desistência. Isso é uma beleza gratuita tao grande que não conseguimos sequer transmitir o suficiente”.

Numa vertente mais material e abrangente esta responsável considera que um dos “melhores presentes que poderia haver para 2018 seria termos as portas abertas para a área da saúde e psiquiatria com grandes projectos e planos que nos façam ter uma projecção futura e de grandeza com as necessidades actuais”.

Por outro lado, também Fernanda Esteves, a coordenadora do voluntariado no centro, falou com o Diário dos Açores revelando que gostaria como prenda que “fora de portas, e apesar de sermos um instituto conhecido e reconhecido, há ainda um estigma forte em relação à saúde mental e aliado a tudo isto, gostava que a sociedade olhasse para estas pessoas com toda a naturalidade, com toda a humanidade e com toda a aceitação. Isso seria a cereja em cima do bolo”, disse.

Raquel Coelho completa este pensamento avançando que “bastava termos todos um pouco mais de humildade e a abertura para o que é uma doença de saúde mental que o próprio estigma já desvanecia e é isso que falta um pouco em nós. Se desmistificarmos isso, eu penso que a saúde mental deixa de ser um tabu e passa a ser uma conversa corriqueira do dia-a-dia”.

 

Voluntariado hospitaleiro “Um serviço gratuito à pessoa que sofre”

 

Este centro desenvolve um modelo assistencial que integra as dimensões técnicas e humanizadoras. Baseia-se no respeito pela dignidade da pessoa e expressa-se numa assistência integral.

O voluntariado integra-se plenamente no modelo assistencial, reforçando a atenção hospitaleira baseada nos princípios de gratuidade e solidariedade, contribuindo para a humanização na atenção e para o envolvimento da sociedade.

Um voluntário neste centro pode colaborar em diversas actividades como: refeições e mobilização dos doentes; acompanhamento, escuta activa, diálogo, relação de ajuda, lazer e tempos livres: jogos, passeios, animação de festas, colónias de Verão, actividades desportivas e outras; ocupacionais e de expressão: pintura, expressão plástica, artesanato, clube de leitura, alfabetização, informática, teatro e outras; socialização: favorecer a imagem visual da pessoa, ajudar na correspondência, chamadas telefónicas, visitas quando o doente está hospitalizado noutra instituição, apoio na consulta externa; Cuidados espirituais e religiosos: colaboração em actividades na área da evangelização e celebração, grupos de oração e outras actividades da Pastoral da Saúde.

Para esta instituição, “os voluntários não substituem os profissionais, são porém, uma mais-valia para a humanização dos cuidados e uma manifestação da dimensão sanadora dos afectos.

Conforme explica Fernanda Esteves, para se ser voluntário não basta só querer e ter boa vontade. Há todo um processo que o candidato deve passar para, efectivamente, se perceber se o voluntário aceita tal missão, “porque nem todas as pessoas têm perfil para estar numa missão como esta”, frisa a irmã, adiantando que a formação é uma exigência para a qualidade do voluntariado. A ser voluntário também se aprende; só quem mantiver a atitude de aprendiz da hospitalidade poderá realizar bem a sua prestação.

A formação é contínua e progressiva e visa dar maior qualidade à acção voluntária e criar uma cultura responsável, solidária e de coesão na comunidade hospitaleira da qual o voluntário faz parte.

O processo de voluntariado no instituto das irmãs hospitaleiras obedece às regras da certificação da qualidade, pela qual os centros estão acreditados.

Para Fernanda Esteves, coordenadora do voluntariado, “o voluntariado é muito importante na nossa instituição, precisamente pela relação e pela ponte que consegue fazer enquanto sociedade. No fundo, cada voluntário é a sociedade que vem a casa, é a família e costumo até dizer que é uma lufada de ar fresco para a nossa instituição porque também nos ajuda um pouco também a ver as coisas de outra forma”. Ou melhor, acrescenta, “complementa aquilo que vamos fazendo”.

Actualmente o CSNSC conta com 11 voluntárias. Sem querer admitir que o centro tem falta de voluntários, a irmã Fernanda Esteves apenas refere a este propósito que “se tivéssemos mais [voluntários], era mais facilitador para podermos desenvolver mais actividades e as utentes poderem ser acompanhadas pelo voluntário, porque muito que estejam à vontade connosco, um voluntário da bata amarela é aquela pessoa que os utentes vêem de outra forma. É aquela tia, vizinha ou o amigo que os vem ver. Há uma grande sintonia entre o utente e o voluntário. Eu diria que o voluntário acaba por trazer mais um pouco de aconchego aos nossos utentes, não que lhes falte esse aconchego, mas acaba por ser uma forma diferente de eles se sentirem bem”, comenta.

A este respeito Raquel Coelho elucida que muitas vezes os voluntários são pessoas reformadas porque são pessoas com maior disponibilidade na sua vida pessoal, dizendo acreditar “que o facto de não termos mais voluntários e mais jovens prende-se com o facto das exigências actuais serem tão grandes e limitarem a disponibilidade para se ser voluntário”.

Esta responsável garante que o centro tem feito um grande trabalho nessa área, “mas é necessário fazer mais”, frisa, considerando que “os jovens têm que ser alertados para isso. É importante que se diga e se mostre o que é ser voluntario. Se se começar desde cedo a ser voluntário, os valores sociais da comunidade e da própria pessoa vão-se envolvendo de tal maneira que se acaba por se ter outra postura e atitude perante a nossa vida”.

“Costumo dizer como pessoa e não só como directora do centro, que ser voluntário é uma experiência única na vida. Acaba por dar outras riquezas, complementar sentimentos e emoções das quais se calhar não tinham partilhado até ao momento em que se tornam voluntários”, finaliza.

Mas, alerta Fernanda Esteves, ser voluntário, exige compromisso e entrega. “Vir ao nosso centro, estar aqui uma hora, ou aparecer de vez em quando não é ser voluntário, é uma visita que a pessoa faz. O voluntário é aquele que dá de si continuamente. Vem uma ou duas vezes por semana, está uma manhã ou uma tarde ou até um dia inteiro se for preciso, quando é o caso, por exemplo, dos passeios”.

Sobre esta matéria, Fernanda Esteves realça que “o compromisso com a instituição é importante e é feito todos os anos de uma forma simbólica e ao nível público todos os dias 8 de Dezembro de cada ano. O nosso grupo de voluntárias fez recentemente o seu compromisso e todas assumiram publicamente que querem continuar a ser voluntárias hospitaleiras nesta instituição concreta”, até porque “há valores e uma cultura própria do instituto que os voluntários respeitam e obedecem”, explicou, ressalvando que “a continuidade é mesmo importante porque se o voluntário leva aconchego ao doente e é uma mais-valia tem que haver continuidade na sua dedicação e no seu serviço”.

Em jeito de desabafo Fernanda Esteves comenta como é “é interessante ver a forma como o utente se abre ao voluntário. Atrevo-me a dizer que o voluntário ajuda e como que reconstrói o utente, mas, por outro lado, o utente também faz o próprio voluntário porque puxa e ajuda por ele, levando o voluntário a redescobrir-se como pessoa. Isso só se consegue com compromisso”, finaliza.

 

SATA Air Açores foi a companhia portuguesa com melhor pontualidade e a Azores Airlines a pior

sata aviões pdl 2A companhia portuguesa com a melhor classificação no barómetro da OAG  (produtora de estatísticas para a aviação) é a SATA Air Azores, 245ª em número de voos, com 929, com um índice de 84,8%, que lhe dá o 61º lugar dos melhores índices de pontualidades.

A SATA Internacional (actualmente Azores Airlines), do mesmo grupo, 290ª maior em número de voos, com 412, é, por sua vez, a pior portuguesa, situando-se no lugar 134 com 70% dos voos a chegarem no horário.

Por sua vez, a TAP teve em Novembro, um mês em que reduz a sua operação para o ‘modo’ Inverno IATA, o seu melhor índice de pontualidade, pela primeira vez desde Junho com mais de 70% dos voos a chegarem no horário (até 15 minutos da hora prevista), segundo a OAG.

O barómetro da OAG relativo a Novembro indica que a TAP, 64ª companhia mundial em número de voos, com 10.241, teve 73,2% a chegarem no horário previsto.

 

Aeroportos de Terceira e Ponta Delgada os mais pontuais

 

O Aeroporto de Lisboa, com apenas 64,1% dos voos a partirem até 15 minutos da hora prevista em Novembro, teve o 1.120º pior índice de pontualidade entre 1.196 aeroportos nesse mês, de acordo com o barómetro global de pontualidade da OAG.

A informação mostra que Lisboa teve mesmo o pior índice de pontualidade dos sete aeroportos portugueses incluídos no barómetro, o melhor dos quais foi o da Terceira, em 612º, com 82,9% dos voos no horário (até 15 minutos da hora prevista).

A seguir à Terceira, o melhor cotado foi outro aeroporto açoriano, Ponta Delgada, em 699º com 81,2% das partidas no horário, seguido pelo madeirense Funchal, em 788º, com um índice de 79,3%.

Depois veio o Porto, em 904º, com 75,8% dos voos a partirem no horário, e a seguir a Horta, em 981º, com um índice de 72,9%.

O Aeroporto de Faro, por sua vez, foi o aeroporto português com o segundo pior índice de pontualidade em Novembro, com 71,1%, com o qual ficou na posição 1.015 do barómetro da OAG.

Em número de voos, segundo a OAG Lisboa, com 7.727, foi o 85º maior da sua lista, o Porto foi 231º, com 2.968 voos, e Faro foi 495º, com 965.

Seguem-se o Funchal, em 562º, com 785 voos, Ponta Delgada, em 730º, com 535 voos, Terceira, em 848º, com 389 voos, e Horta em 1.177º, com 141 voos.

 

Ponta Delgada acima da média europeia

 

A dois meses do final do ano, o Aeroporto Humberto Delgado já ultrapassou o total de passageiros de 2016. 

Já são 22,6 milhões, um crescimento de mais de 19%, revelam os dados da Airports Council Internacional (ACI) Europe, citados ontem pelo jornal ECO.

O crescimento do tráfego em 2017 é mais do dobro da média europeia, que se ficou pelos 8,6%. 

Já no ano anterior se assistiu a um aumento de 11,7% na capital portuguesa.

 O mês de Abril foi aquele que mais impulsionou os bons resultados. 

O mês das “águas mil” trouxe mais 30,4% de passageiros, já que a Páscoa também migrou de Março para Abril, escreve o ECO.

Outubro, o mês com o aumento mais pequeno, superou ainda assim a média europeia, registando uma subida de 15%. 

É sempre um dos mais fracos do ano, a par de Novembro. 

Ainda assim, neste mês, Lisboa aparece em sétimo lugar na lista dos aeroportos europeus que mais cresceram em volume de passageiros.

A ANA — Aeroportos de Portugal estima que, no final do ano, o número de passageiros ascenda aos 27 milhões.

 Em 2016, passaram pelo aeroporto de Lisboa cerca de 22,4 milhões de passageiros, contou a Airports Council Internacional (ACI) Europe, a representante de cerca de 500 aeroportos na Europa.

Com excepção do Funchal, todos os aeroportos nacionais estão a acrescer acima da média do velho continente.

 Até Outubro, no aeroporto Sá Carneiro, no Porto, circularam quase 9,2 milhões de passageiros, mais 15,9% que no ano anterior. 

Por agora, o aeroporto da “cidade invicta” já anunciou ter ultrapassado a fasquia dos 10 milhões de passageiros.

Em Faro, o aumento foi de 15,4%, contando 8,2 milhões de passageiros nos primeiros dez meses do ano. 

Em Abril, à semelhança de Lisboa, tanto Faro como o Porto registaram os maiores fluxos: 27,9% e 23,5%, respectivamente.

Nos Açores, o aeroporto de Ponta Delgada nota um crescimento de 24,4%, embora o número de passageiros fique aquém dos restantes conterrâneos: ultrapassou somente os 1,6 milhões de passageiros. 

No Funchal, os aumentos não passam os 8,1%.