Dezoito pessoas detidas pela PSP nos Açores na operação Páscoa em Segurança

PSP3A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve, nos Açores, no âmbito da operação Páscoa em Segurança, 18 pessoas, entre as quais se destacam 11 detenções por condução com excesso de álcool, uma em cumprimento de mandado de detenção três por tráfico de droga e duas por condução sem habilitação legal para o efeito.

Segundo foi adiantado ontem, pela PSP em comunicado, no período da Páscoa foram realizadas 76 operações de fiscalização, nomeadamente fiscalização rodoviária e estabelecimentos/segurança privada. Foram ainda apreendidas seis armas, destacando-se duas armas de fogo e duas armas brancas.

A PSP levou também a cabo a fiscalização de 1300 viaturas, tendo detectado 280 infracções ao código da estrada e legislação complementar. “De entre as infracções mais detectadas, destacam-se 8 por estacionamentos irregulares, 6 por falta de inspecção obrigatória, 8 por utilização do telemóvel durante a condução,  12 por não utilização do cinto de segurança, 2 por não utilização de dispositivo de retenção de criança, 7 for falta de seguro,  1 por falta de colete reflector, 1 por falta de triângulo de pré-sinalização e 4 por falta de iluminação”, descreveu a PSP.

 Ao nível da sinistralidade rodoviária, neste período, registaram-se um total de 59 acidentes, dos quais resultaram 10 feridos ligeiros.

 Já no que toca à fiscalização aos estabelecimentos, foram efectuadas 7 acções de fiscalização, que resultaram na detecção de 10 infracções, das quais se destaca 01 por falta de livro de reclamações.

 

Suspeito de tráfico de droga detido nas Feteiras

 

Entretanto, a PSP deu ontem conta da detenção de um homem de 36 anos, nas Feteiras, por suspeita da prática do crime de tráfico de estupefacientes. A detenção ocorreu no sábado, “no decorrer de uma acção de patrulhamento em zonas conotadas com o tráfico/consumo de estupefacientes”. Segundo explicou a PSP, o indivíduo, “ao aperceber-se da presença policial”, encetou fuga do local, “vindo a ser interceptado por polícias da Equipa de Intervenção Rápida”. A detenção resultou na apreensão de cerca de 12 doses de haxixe, 1100 de liamba e diversos artigos relacionados com o ilícito em causa. O detido foi ontem presente a autoridade judiciária. Já em Vila Franca do Campo, no sábado, foi detido, por violência doméstica, um homem de 48 anos, após ter agredido a cônjuge.

 

Sata vai adquirir um avião para cada ilha

sata 321 neoA SATA Azores Airlines vai adquirir um avião para cada ilha açoriana, segundo instruções que o Presidente do Governo Regional deu à Administração da empresa.

De acordo com informações que chegaram à nossa redacção, a decisão já foi comunicada à Sata e deverá ser anunciada publicamente hoje, ao fim da tarde, depois de uma reunião  de todo o Conselho do Governo no Palácio de Sant’Ana, seguido de almoço de Páscoa oferecido por Vasco Cordeiro.

A Sata já tem um A321 NEO, vai receber o outro nos próximos dias e no próximo ano terá mais dois, pelo que irá agora encomendar mais quatro.

Ficará, assim, cada ilha com um avião, que fará em exclusivo os voos para o exterior, excepto o Corvo, por razões óbvias.

Como consequência, outra decisão será a ampliação de todas as pistas dos aeroportos onde existem problemas de operação com os novos aviões.

Trata-se do maior investimento público alguma vez efectuado na Região, havendo quem veja nesta decisão a grande marca que Vasco Cordeiro pretende deixar nos seus mandatos, à semelhança de Carlos César com as Portas do Mar, em Ponta Delgada.

Fonte governamental justifica este investimento como o “ovo de Colombo para acabar com as rivalidades que se têm sentido nos últimos tempos, entre ilhas, algumas até bastante próximas, mas o problema fica resolvido e todos os açorianos terão avião à porta”.

A mesma fonte teme que haja reacções menos positivas por parte dos habitantes do Corvo, podendo surgir alguma greve de fome, mas depois de muitos estudos é impossível fazer no Corvo o que João Jardim fez com o aeroporto do Funchal, “porque o mar é mais profundo”.

Na próxima edição daremos mais pormenores desta notícia.

 

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Plano A, a única papelaria certificada dos Açores e PME Excelência 2015

Plano AA Papelaria Plano A, fundada em Fevereiro de 1991, tem a sua sede na Rua Manuel Augusto Amaral, em Ponta Delgada, e hoje já possui cinco lojas em diferentes municípios de São Miguel, estando também presente em algumas escolas públicas e privadas. Uma actividade que se estende ainda a outras ilhas dos Açores, através de algumas parcerias com algumas lojas. O Diário dos Açores foi conversar com Andreia Marques, a Gestora da Qualidade e Imagem na Papelaria Plano A e conhecer melhor a história desta empresa que tem como sócio-gerentes Valentino Henrique e Maria Paulo Henrique.

 

Diário dos Açores - Como começou a Papelaria Plano A?

Andreia Marques – É quase impossível falar da Plano A sem falar do grupo onde ela se insere. Fazemos parte do grupo EGA – Empresa Gráfica Açoriana que, em finais dos anos 80 e princípios dos anos 90, decidiu mudar de instalações para a Rua Manuel Augusto Amaral. Na altura, havia um espaço de recepção e surgiu a ideia de criar uma espécie de boutique de papelaria que complementasse a parte da gráfica, ou seja, os papéis, canetas e todo o material de escrita. Contudo, não foi possível ficarmos unicamente pela boutique de papelaria, e tivemos que evoluir. 

Na altura, já existiam alguns estabelecimentos que se dedicavam a essa área em Ponta Delgada. No entanto, nenhuma com as características da Plano A. Nós fomos uma lufada de ar fresco. Fomos, de facto, uma loja inovadora para aquela época. Tínhamos um outro tipo de atendimento e não havia tanto o atendimento ao balcão.

Foi assim que começamos, com o objectivo de criar uma boutique com produtos diferenciadores, porque a ideia não era substituir as papelarias que já existiam. No entanto, as exigências do mercado obrigaram a que essa quase imagem romântica de boutique tivesse que avançar para uma papelaria a sério.

 

A Papelaria foi fundada em Fevereiro de 1991 e passados 27 anos a Plano A cresceu consideravelmente. Como foi essa evolução?

AM – Cresceu em duas vertentes, tanto ao nível das exigências por parte dos clientes, como também ao nível do próprio mercado, em que as duas estão interligadas. Ao longo dos anos, fomo-nos ajustando àquilo que o cliente solicitava e procurava e, dos anos 90 até aos dias de hoje, com os vários ciclos no mercado, fomos também acompanhando estas evoluções e tentando fazer frente. Ou seja, ao darmos conta que algum sector ia entrar em decadência, fomos vendo o que podíamos fazer para contrariar este ciclo.

Assim fomos crescendo e evoluindo. Quando começamos éramos somente uma boutique de papelaria, com um pouco de brinquedos ou prendas de aniversário e material de papelaria Depois tivemos uma fase em que acabámos com o brinquedo e optámos por outros produtos. No entanto, em 2015, quando ficamos com a papelaria Lusitana, voltamos a ter novamente os brinquedos. Um produto muito específico daquela loja. Aliás, em qualquer uma das nossas lojas, há produtos específicos para o mercado daquela zona.

Há uma base que é comum a todas as lojas, mas depois vamos variando os produtos consoante a loja e o tipo de cliente que lá vai. O mesmo acontece em Ponta Delgada, onde temos duas lojas, uma na baixa e outra mais afastada do centro, em que os clientes de cada uma destas lojas são bastante distintos. Isso é muito interessante de verificar do ponto de vista de quem está a organizar e a definir o que vai para cada loja. Em termos de separação de mercadoria é muito curioso, porque as exigências são outras, o tipo de cliente é outro e, nesse sentido, tentamo-nos adaptar a todas as circunstâncias, com aquilo que é viável para uma empresa que, no final do mês, tem que pagar as suas despesas e ordenados. Não somos um grupo irrealista, e é também por isso que já estamos no mercado há 27 anos.

Entretanto, em 2007, por um desafio da gerência, decidimos apostar na certificação, sendo que somos a única papelaria certificada nos Açores e isto obriga-nos a ter em conta um conjunto de regras, porque o objectivo último da política da qualidade é a satisfação do cliente. Neste sentido, também vamos evoluindo, fruto desta política que nós abraçamos.

É muito exigente; todos os anos somos auditados para conseguir manter esta certificação ao longo dos anos, mas vale a pena porque depois os clientes reconhecem a nossa qualidade.

Ainda nesta matéria, temos desde 2011 a oficina criativa, que nos permite realizar workshops e testar todos os materiais que recebemos. Uma coisa é o fornecedor dizer que determinado produto serve para pintar papel e, outra coisa, é nós testarmos até que ponto serve para o papel, tecido ou cartão. Ou seja, trabalhamos para que o cliente se sinta satisfeito e volte sempre.

 

De uma boutique evoluíram para cinco lojas e algumas parcerias… Como estão organizados?

AM – Temos cinco lojas: duas em Ponta Delgada, uma em Vila Franca do Campo, uma na Povoação e uma na Ribeira Grande. Também temos uma loja, que não é nossa propriedade, mas temos o nome partilhado em Santa Maria. Estamos também em algumas escolas públicas e privadas de São Miguel.

Actualmente e, tendo em conta que a loja na Rua Manuel Augusto Amaral, em Ponta Delgada, era a mais desactualizada, porque fomos actualizando todas as outras lojas, ficando a loja mãe para trás, estamos neste momento em remodelações e numa nova fase de transformações.

 

Certamente que já contam com uma grande equipa de colaboradores?

AM – Pela génese da empresa, somos uma empresa de âmbito familiar e privilegiamos as relações trabalhador/empresa de longa data. Temos colaboradores com 26 anos de casa e o colaborador mais recente já conta com cinco anos de casa. Ou seja, somos um grupo e gostamos de ter bem presente a noção de equipa e isto já está enraizado. Neste momento, temos 15 colaboradores, exceptuando alguns colaboradores externos. Neste aspecto, somos uma equipa que se mantem estável há já muitos anos e isso é muito bom, porque revela confiança. Os colaboradores sabem que podem contar connosco, assim como nós também contamos com eles.

 

Em 27 anos, qual foi a vossa maior aposta?

AM – Não há um projecto específico. Todos os nossos projectos foram uma aposta forte. Tenho a sorte de estar numa empresa em que a gerência tem abertura para a mudança e, todos os anos, temos sempre alguma transformação.

Mesmo o mais pequeno projecto, é uma aposta e, por vezes, fazem grandes diferenças. Há sempre qualquer coisa a acontecer e por isso torna-se muito aliciante trabalhar nesta realidade. A nossa grande aposta foi em 1991 quando decidimos sair das artes gráficas e avançar para a Papelaria. Desde esta altura, sempre que abrimos uma nova loja, fazemos alguma remodelação ou levamos a cabo iniciativas como a realização de workshops, ou idas às escolas são sempre apostas. Também costumamos desenvolver e realizar algumas iniciativas dentro do sector das manualidades, junto de algumas instituições, como as Santa Casa da Misericórdia, e isto faz com que a Plano A seja muito dinâmica. Para isso, volto a referir é preciso existir a tal abertura, espírito empreendedor por parte de uma gerência que já tem muitos anos e que encara qualquer nova medida como mais uma aposta.

Outra aposta, foi, em 2015, quando fomos desafiados pelos antigos proprietários da papelaria Lusitana que viram em nós este espírito de empresa familiar e consolidador, para adquirirmos aquele negócio, mantendo a papelaria. Foi um desafio que aceitamos com humildade, porque estamos a falar de uma casa que já tinha muito prestígio, mas que precisava de alguém com disponibilidade para fazer avançar aquele negócio.

Estamos em 2018 e já temos novas apostas em mente, com as obras de remodelação da loja de Ponta Delgada. Esta loja vai ter uma nova política, mas, para já, não revelo mais nada. Posso dizer que irá arrancar com a nova campanha escolar.

 

Quando estará pronta a remodelação?

AM – Garantidamente que em Junho já estará aberta ao público. Mas vamos a ver se em Maio, por altura das festas do Senhor Santo Cristo, já estará operacional. O facto de vivermos numa ilha, a 1500 kms de distância de fornecedores de mobiliário e estanteria, às vezes faz com que não consigamos cumprir com os prazos a que nos propomos.

 

A Plano A vai além de uma simples papelaria?

AM – Eu penso que sim. A Plano A é, acima de tudo, uma relação. Os clientes que nos procuram fazem-no, sem dúvida, pelos nossos produtos, mas também por causa dos nossos colaboradores, pelo contacto e pela ajuda que eles prestam. Nas nossas formações de equipa eu costumo dizer que nós [gerência] somos a Plano A, contudo esta empresa não existe sem os seus colaboradores e, neste sentido, somo muito mais que uma papelaria.

Temos clientes que saem da loja satisfeitos, porque muitas vezes vêm com uma ideia que acaba por resultar em outra ideia, tudo porque são orientados por pessoas que conhecem esta realidade e estão muito à vontade nesta área de papelaria e manualidades. Aliás, importa referir que agora as manualidades estão na moda e é preciso que saibamos explicar certos pormenores. As pessoas são auto-didactas, mas precisam de alguém que os oriente porque a internet é muito engraçada, dá muitas ideias, mas depois na prática há materiais que não existem cá. Da nossa parte, vemos o que o cliente quer e damos as melhores orientações possíveis. Tudo isso porque também fazemos o nosso trabalho de casa, na procura de alternativas a determinados materiais ou propostas que são lançadas virtualmente ou não.

 

Em termos de oferta, qual o produto mais procurado?

AM – Por incrível que possa parecer, o produto que mais sai é o de papelaria clássica. As pessoas gostam de procurar, de ter diferente e de conhecer. Já não estamos na Era do balcão, o cliente precisa de tocar e, neste sentido, a papelaria continua a ser o nosso principal produto. Em seguida, desde há alguns anos, temos as artes decorativas. Tudo o que diga respeito às manualidades tem tido um grande incremento, porque as pessoas têm se dedicado, nos tempos livres, a produzir ora convites para baptizados, comunhões ou aniversários, ora as lembranças. Realmente esta é uma área em ascensão, mas que não está acima da papelaria que continua em destaque, desde a área de educação visual, escritório, escolar, tudo…

 

O regresso às aulas é uma altura forte?

AM – É a nossa época alta. Apesar de trabalharmos durante todo o ano, preparámo-nos para aquele momento. É uma época em que toda a equipa se envolve. Preparámo-nos para as encomendas dos manuais escolares, e já somos reconhecidos por isso. Também preparamos os kits escolares e há clientes que só nos procuram nesta altura do ano. Apesar de existir as grandes superfícies comerciais que fazem grandes campanhas no regresso às aulas, e da aparente atractividade, temos os nossos clientes que não deixam de procurar o material clássico, com qualidade e a preços acessíveis para os filhos. É uma ilusão quem pensa que as papelarias têm preços mais altos que nas grandes superfícies. Se fizermos uma comparação, depressa vai se chegar à conclusão que compensa comprar nas papelarias.

 

Em 27 anos de actividade, também surgiram dificuldades?

AM – Como em tudo na vida, nós só conseguimos dar valor a alguma coisa, porque passamos por momentos difíceis. A Plano A não é excepção. Também tivemos os nossos momentos menos bons, como foi, por exemplo, a abertura em São Miguel, das grandes superfícies comerciais ou de várias lojas de chineses. Tudo isso mexe com a estrutura de uma empresa, mas a magia e o sucesso está em conseguir dar a volta e, isso sim, temos conseguido! Passamos por momentos oscilantes, uns melhores, outros piores, mas tivemos que nos reinventar face às dificuldades que foram surgindo.

Neste momento, o negócio não está tão bom como já foi há 10 ou 20 anos atrás, mas estamos a conseguir navegar. Não é fácil, mas são desafios que vamos agarrando. No entanto, se temos um certificado de qualidade é porque temos conseguido atingir os nossos objectivos.

 

Como olha para o futuro da Plano A?

AM – Imagino a Plano A até quando eu for velhinha. Acredito que se mantivermos uma atitude de seriedade, de compromisso e respeito pelo nosso produto e pelo cliente, vejo a Plano A em actividade durante muitos mais anos, com novas gerações e com novas criações e transformações.

É um esforço de família e espero que assim continue, pois a Plano A é fruto de muito trabalho, tendo começado do zero.

 

Domingo da Ressurreição “é o grande motivo porque somos cristãos e crentes em Jesus”

Arcanjovens1Celebra-se hoje o Domingo de Páscoa. O culminar da Semana Santa, que assinala os momentos da morte e ressurreição de Jesus Cristo. É uma das festas mais importantes do calendário litúrgico da Igreja Católica e o Diário dos Açores foi conhecer o significado que esta festa religiosa tem para os jovens que integram o grupo Arcanjovens, em Vila Franca do Campo

João Santos tem 21 anos e é um dos coordenadores do grupo. Na sua opinião, as celebrações da Semana Santa são a “cereja no topo do bolo”, depois do tempo de reflexão que marcou a época quaresmal. 

“Sendo a Quaresma um período de reflexão, meditação e de profunda interiorização para qualquer cristão, penso que a Semana Santa acaba por ser a cereja no topo do bolo. A Semana Santa vem completar estes dias de reflexão”, disse, em declarações ao nosso jornal.

O jovem acredita que “o Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor é o grande motivo porque somos cristãos e crentes em Jesus”.

O grupo Arcanjovens integra actualmente entre 15 a 16 jovens que têm participado, todos os anos, nas celebrações da Semana Santa, na Matriz de São Miguel Arcanjo, no concelho vilafranquense.

Este ano, protagonizaram a leitura do Evangelho da celebração da Paixão do Senhor, na Sexta-feira Santa, que decorreu naquela Matriz, e, antes disso, participaram também em celebrações da Via Sacra. 

“Nós orientámos duas Vias Sacras, uma delas na Povoação, para a qual fomos convidados a participar, tal como outros grupos de jovens da ilha. Também no passado sábado, dia 24 de Março, ficamos responsáveis pela 14ª estação da Via Sacra, em Vila Franca, e elaborámos uma pequena dramatização com Jesus morto”, explicou o jovem coordenador.

“Em relação à leitura do Evangelho da Paixão de Cristo, já é o terceiro ano que o fazemos. É um Evangelho muito longo e achamos que, com a nossa participação na leitura, poderá cativar mais a comunidade. Ao mesmo tempo, sentimos o momento de outra forma e mostramos que temos aqui jovens que estão dispostos e disponíveis para ajudar em qualquer papel da Igreja”, destacou ainda.

Para João Santos, que falou ao nosso jornal em nome dos vários jovens que constituem o grupo, o consumismo que se associa cada vez mais a esta época, com a venda dos ovos, coelhos de chocolate, amêndoas e toda uma panóplia de artigos alusivos à Páscoa, não desvirtuam o verdadeiro sentido da festa. “Mesmo com este factor do consumismo, a Quaresma é uma festa muito profunda e muito forte a nível sentimental”, disse João Santos, frisando ser diferente do consumismo característico da quadra natalícia. 

Uma opinião partilhada pela irmã Irene Silva, também coordenadora dos Arcanjovens. “Quem sabe realmente o que é ser cristão, coloca isso em segundo plano e o ser cristão fica em primeiro lugar”, considerou, acrescentando que, “para quem está enraizado nestas festas da Igreja e já faz um percurso de acreditar e de ter fé, [o consumismo] afecta o espírito, mas não de uma forma tão acentuada”. 

Já “aqueles a quem a Páscoa ou a Quaresma nada lhes diz, vão dar mais importância à parte do consumismo e não à parte cristã”, continuou a irmã Irene Silva.

 

Necessidade de “cativar os jovens para a fé cristã”

 

Os Arcanjovens surgiram há cerca de três anos e, desde então, têm promovido e participado em várias actividades. Marcaram presença, por exemplo, nas celebrações do Dia Mundial da Juventude, que decorreram na Ribeira Grande, no passado domingo. 

Ao Diário dos Açores, João Santos falou da importância de cativar os jovens para os movimentos religiosos, numa altura em que é evidente o afastamento da juventude da Igreja.

“O motivo que me levou a integrar o grupo de jovens Arcanjovens foi o querer cativar mais jovens para a fé cristã. De facto, nos dias de hoje é notória esta falta dos jovens na Igreja e achamos essencial e importante levar mais jovens a participar nas festas religiosas e sentirem a verdadeira essência do que é ser-se um jovem cristão”, defendeu. 

Três anos depois, João Santos diz que a missão tem sido cumprida. 

“Penso que, desde que foi criado este grupo de jovens, houve uma evolução. Muitos jovens têm participado nas nossas actividades e têm-se juntado a nós. Isso é uma grande felicidade para mim, pois sinto que o meu objectivo, enquanto coordenador do grupo, foi cumprido”, salientou. “Falo por mim, mas penso que os restantes coordenadores do grupo, como o Pedro Miguel e a Irmã Irene [Silva], também sentem esta mesma alegria. Essa evolução da participação dos jovens na Igreja prova que o nosso esforço tem sido bem-sucedido”, acrescentou. 

Sobre o que estará na origem deste afastamento dos jovens da Igreja, o coordenador aponta a “existência de outros hábitos na sociedade” a par das vivências familiares. “A família é a nossa base e se nós somos instruídos desde novos a acreditar e a seguir a fé, e se tivermos sempre o apoio dos nossos familiares e amigos, muito dificilmente abdicaremos da nossa fé. Mas isso muitas vezes não acontece”, referiu. 

“Nós somos afectados por tudo o que nos rodeia e, além disso, cada vez mais vemos uma sociedade que acredita no que vê e no que é palpável, daí surgirem dúvidas e questões entre os jovens: será que Deus existe? Vale a pena acreditar?”, frisou, acrescentando, no entanto, que “a partir do momento em que os jovens dão oportunidade à Igreja, participando nos movimentos religiosos, com o passar do tempo têm a sensação de estarem completos”. “Falo por mim, ainda bem que dei esta oportunidade à Igreja, sinto-me uma pessoa nova e  quero seguir este caminho”, afirmou.

 

“Quem participa, participa de coração e não por preceito”

 

O padre José Borges, que é ouvidor de Vila Franca do Campo e pároco na Matriz de São Miguel Arcanjo, tem acompanhado o grupo e destacou a sua envolvência nas actividades religiosas. “Acho que os jovens são muito generosos, espontâneos, verdadeiros, amigos e são muito responsáveis. Todos esses valores e princípios, aliados a ter Deus na alma, é muito importante”, disse.

Ao nosso jornal, o sacerdote afirmou que a participação da comunidade em geral, não só dos jovens, nas celebrações pascais mantém-se em números “significativos”.

Para o padre José Borges, aquela participação “em massa”, que anteriormente se verificava nas festas da Páscoa, continua mas de “uma forma mais esclarecida, mais livre e envolvente”. “Quem participa, participa de coração e não por preceito. Vai porque percebe a importância deste dom da Páscoa”, sublinhou.

“A Semana Santa vem coroar este caminho grande e intenso da Quaresma. São celebrações, são romarias, são vias sacras… É o tempo de preparação para a Semana da Páscoa que é a coroação da vida”. 

“Eu acho que é tão bonito ver os jovens e a comunidade em geral a participar nestas celebrações. É sintomático, por exemplo, termos uma Igreja com 300 pessoas para celebrar o perdão. É um número significativo”, frisou.

“O nosso povo, as nossas gentes, os nossos jovens, não deixaram de acreditar. Mas a vida tornou-se muito envolvente, muito exigente e é preciso fazermos aquela descoberta interior. A Páscoa é vida e o que é mais belo neste mundo senão viver?”, concluiu.

 

Todos os caminhos das férias de Páscoa vêm dar aos Açores

turistas1Os Açores estão entre os primeiros destinos escolhidos pelos portugueses para as suas férias das Páscoa, segundo vários operadores ligados ao sector do turismo, assim como motores de busca internacionais, que também falam de muitas reservas de estrangeiros.

Por exemplo, a eDreams diz que Paris, Londres e Ponta Delgada são os destinos eleitos em volume de passageiros, de acordo com um novo relatório de tendências daquela empresa, a maior agência de viagens online da Europa.

De acordo com o relatório da eDreams, estes três destinos voltam a ser os eleitos pelos portugueses durante a época pascal, pela mesma ordem, embora revelem diferentes alterações de preços médios pagos pelos voos, de acordo com o destino. 

Se o preço médio de cada bilhete de avião nos voos para Paris desceu de 153 euros no ano passado para 122 euros este ano, já os valores cobrados nos voos para Londres e Ponta Delgada sofreram ligeiros aumentos: de 146 euros para 158 euros, no caso da capital inglesa; e de 132 euros para 156 euros no caso de Ponta Delgada.

 

Açores também na lista da GoTravel

 

Por sua vez, a Go4Travel acaba de revelar também uma lista com dez destinos de referência para a Páscoa. 

Opções nacionais e internacionais fazem parte deste Top10 que resultou de uma consulta interna às 42 empresas accionistas distribuídas por todo o território português.

De acordo com a Go4Travel, o Top 10 de destinos para a Páscoa é constituído por: Madeira, Açores, Croácia, França, Cabo Verde, República Dominicana, Costa Rica, São Tomé e Príncipe e Tunísia.

“Mais do que uma lista de inspirações para a viagem de férias de Páscoa, podemos dizer que estas são as principais tendências do mercado nacional neste momento pois foram identificadas por profissionais experientes e que estão no dia-a-dia de algumas das principais agências de viagens portuguesas”, afirma João Matias, presidente do Conselho de Administração da Go4Travel.

A Go4Travel é constituída por 42 accionistas e 100 balcões distribuídos por todo o território nacional, incluindo Açores e Madeira.

 

Airbnb também inclui Açores

 

Também a Airbnb divulgou a sua lista de preferências para as cidades de Portugal, anunciando que a cidade de Castelo Branco é o destino português com maior crescimento de reservas na sua plataforma durante o período da Páscoa de 2018, face ao registado no ano anterior, com uma subida de 136% no número de reservas em relação a igual período de 2017, de acordo com o novo relatório sobre as Tendências de Destinos durante a Páscoa na Europa (Easter Trending Destination Europe), elaborado pela plataforma Airbnb.

A cidade portuguesa mais procurada é Lisboa - 1ª a nível nacional e 5ª a nível europeu -, seguida cidade do Porto, da região do Algarve e da região de Setúbal, a que se juntam a  Madeira os Açores. 

De acordo com o relatório sobre Tendências de Destinos durante a Páscoa na Europa, da lista das 20 cidades portuguesas mais procuradas nesta altura do ano fazem parte destinos de Norte a Sul de Portugal, incluindo Leiria, Aveiro, Braga, Coimbra, Viana do Castelo, Beja, Évora e Viseu.

 

Açores com boas temperaturas

 

Um site relacionado com o Tempo também sugere uma visita aos Açores, com base nas boas temperaturas que a região está a registar nos últimos dias, prevendo-se que se mantenha assim até à Páscoa.

Diz o site que, “se nunca visitou as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, terá na próxima semana uma bela oportunidade para o fazer. Para além de temperaturas superiores às de Portugal Continental, apresentando mínimas de 14ºC, as cidades de Ponta Delgada e Funchal vão estar totalmente livres de chuva! Ainda assim, até lá, tudo pode mudar! Em cidades do litoral norte como Caminha, Esposende e Porto prevê-se precipitação em quantidades razoáveis no final da Semana Santa, ou seja, uma Páscoa dotada de alguma pluviosidade. Em cidades do interior, como no Norte em Mogadouro ou como no Sul em Vila Viçosa, a chuva vai precipitar em menor volume. 

À medida que nos deslocamos para Sul, torna-se visível nos mapas a probabilidade praticamente nula de ocorrência de precipitação em cidades como Lisboa e Faro. 

Assim, as procissões religiosas alusivas ao tempo festivo que se vai viver em Portugal estarão livres de problemas. 

O GFS prevê um anticiclone dos Açores potente, com tempestades de neve e chuva a circular por França rumo ao centro do Mediterrâneo, carregado de massas de ar frio polar. 

Assim, tal como o modelo ECMWF, prevê uma anomalia positiva para a chuva no Norte Português ao entrarmos no fim-de-semana da Páscoa e anomalias nulas ou negativas para os restantes territórios do país. As temperaturas estarão dentro dos valores de referência para aquilo que apelidamos de Primavera”.