Maior festival de vinhos dos Açores arranca hoje e quer bater todos os recordes

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Arranca hoje no parque de exposições da Associação Agrícola de São Miguel, na Ribeira Grande, a 10ª edição do Wine in Azores. Trata-se de um festival de vinhos, com uma forte componente gastronómica que, ano após anos, tem levado cada vez mais pessoas ao evento. Só o ano passado contabilizaram-se mais de 20 mil visitantes e 200 expositores. Um número que a organização espera que aumente este ano. A intenção de Joaquim Coutinho é que o Wine in Azores 2018 bata “todos os recordes conquistados até ao momento, principalmente ao nível de visitantes” uma vez que já se ultrapassou o número de expositores do ano passado e de bares. “Houve um aumento bastante acentuado na zona da restauração, agora resta esperar que a afluência seja também maior que nas restantes edições”, ressalvou.

A decorrer até ao próximo Domingo, o evento irá funcionar hoje das 16h00 às 22h00 (zona de provas), e das 15h00 às 21h00 (zona de provas) nos restantes dias. Após o termo da zona de provas, a zona da restauração, Gin Tasting e venda de vinhos continuará a funcionar até às 24h00.

Trata-se do “maior e melhor evento empresarial dos Açores, estando colocado entre os maiores e melhores eventos da especialidade em Portugal”, revelou Joaquim Coutinho, recordando que o Wine in Azores é já “o terceiro maior evento do país”.

No que toca a novidades, o responsável pela organização dá conta que os vinhos são sempre uma novidade, uma vez que esta feira existe precisamente para isso, sendo um evento que na sua essência tem por objectivo a promoção de vinhos onde os produtores de vinho mais carismáticos de Portugal vêm dar os seus produtos à prova.

Para além desta vertente, a feira mostra ainda espectáculos de cozinha, com a presença de Chefes regionais, nacionais e internacionais que irão confeccionar pratos com produtos regionais. Os visitantes terão ainda a possibilidade de degustar iguarias desde pratos a sobremesas e cocktails que serão preparados por diversos barmans regionais e nacionais.

“Acredito que será uma zona que irá ser bastante animada, com muitas novidades”, frisa Joaquim Coutinho, adiantando que nas tascas gourmet os participantes serão convidados a saborear pratos de carne e peixe elaborados por Chefes de renome, provas de destilados, Gins Tasting e ainda provas de azeites.

Completar 10 anos deste evento é para este responsável um orgulho. Conforme explica, “quando começamos, pensamos que aquele ia ser um evento único, mas o certo é que já vamos na 10ª edição”, reconhecendo, por outro lado que sempre acreditou que este evento “tinha todas as condições para se tornar naquilo que é hoje”, aliás, ressalva, “ainda acredito que esta feira pode crescer ainda muito mais. No entanto, ainda faltam alguns apoios para conseguirmos fazer uma promoção no estrangeiro que nos permita trazer cá pessoas e produtores de outros países”.

Apesar de sublinhar o trabalho que dá organizar um evento desta natureza, Joaquim Coutinho revela que o mais importante é ver o “feedback de quem nos visita e a cara de satisfação de todas as pessoas. Isso é que é importante”, enaltece.

No Domingo o Wine in Azores encerra a edição de 2018, contudo a de 2019 já está em andamento. Como explica este responsável, “este é um festival contínuo, estamos sempre a pensar no ano seguinte, ainda antes de um terminar já estamos a promover a próxima feira. É um evento que nunca pára”, finaliza.

Capturas de pesca já duplicaram e São Miguel teve um dos maiores crescimentos

pescaA pesca descarregada nos portos dos Açores, entre Janeiro e Setembro deste ano, já duplicaram em relação ao mesmo período do ano passado.

No acumulado deste ano foram descarregados 10.713.072 quilos de peixe, quando no ano passado tinham sido 5.726.634 quilos.

De acordo com os dados divulgados ontem pelo SREA, o mês de setembro voltou a ser um bom mês para a pesca açoriana, registando 1.049.224 quilos de pesca descarregada, enquanto que no ano passado tinham sido 799.772 quilos.

Agosto foi o melhor mês homólogo, registando 2.495.968 quilos, quando no ano transacto ficou-se pelos 881.939 quilos.

Junho e Julho também ultrapassaram as fasquias dos 2 milhões de quilos, sendo que apenas no mês de março se registou uma queda na pesca descarregada.

Terceira, Faial, Flores e Corvo são as ilhas em contraciclo, as únicas que registaram quedas em relação ao ano passado no acumulado de Janeiro a Setembro.

S. Miguel, Santa Maria , S. Jorge e Pico são as ilhas com os maiores crescimentos em relação ao ano passado, com algumas delas a duplicarem a pesca descarregada.

 

O valor da pesca descarregada também cresceu, mas não na mesma proporção do crescimento da quantidade descarregada.

De Janeiro a Setembro deste ano o valor acumulado já vai nos 31.800.607 euros, quando no mesmo período do ano passado registavam-se 23.588.379 euros.

O passado mês de Setembro, como vimos acima, foi bom na quantidade de pesca descarregada, mas já não se verificou o mesmo crescimento no respectivo valor, passando apenas de 3.055.498 euros no ano passado para 3.107.202 euros. Os três meses antes foram bons. (Ver quadros)

 

Greve dos enfermeiros continua a afectar os hospitais da região

hospital corredorNo quarto dia de greve os enfermeiros açorianos continuam a dar o seu aval às formas de luta decretadas pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, continuando a aderir às greves decretadas por estes dias.

No turno da noite de anteontem a adesão à greve foi, em média, de 74% nos três hospitais da Região e no turno da manhã de ontem foi de 60%, tendo o Hospital da Horta registado a percentagem mais elevada (67%).

Recorde-se que hoje irá decorrer uma concentração, pelas 17h30m,  em frente ao edifício da Assembleia Legislativa, na cidade da Horta, e amanhã, pelas 14h30m, em Ponta Delgada, em frente à porta principal do Hospital do Divino Espírito Santo.

Já a nível nacional a adesão no quarto dia de greve dos enfermeiros situou-se nos 71,1%, o que levou ao cancelamento de cirurgias programadas e consultas em hospitais de todo o país.

Os dados continuam a dar “uma expressiva adesão à greve” e traduzem “a enorme insatisfação dos enfermeiros”, disse José Carlos Martins, Presidente do Sindicato dos Enfermeiros, adiantando que os enfermeiros esperam que a nova Ministra da Saúde, Marta Temido, apresente “uma contraproposta que concretize o compromisso do Governo de dignificar e valorizar a carreira de enfermagem”.

“O Orçamento do Estado entregue pelo Governo na Assembleia da República”, que acresce em mais de 500 milhões de euros o orçamento do Ministério da Saúde, “não introduz qualquer elemento de perturbação na negociação da carreira de enfermagem”.

Nesse sentido, sublinhou, “há quadro para continuarmos a negociar e encontrar soluções justas, sensatas e possíveis”.

Sobre os efeitos da greve, que ontem foi dirigida a todos os serviços dos hospitais, à excepção dos blocos operatórios, José Carlos Martins disse que fizeram-se sentir nas cirurgias programadas e nas consultas externas.

Aeroporto de Ponta Delgada baixou ranking

aeroporto PDLlOs aeroportos portugueses, que sistematicamente figuravam como líderes de crescimento na Europa, actualmente crescem menos que a média europeia, porque o abrandamento do crescimento de Lisboa não tem beneficiado os outros aeroportos, que estão piores que o da capital, à excepção do Porto. 

Para os portugueses, referindo-se a Lisboa, Porto, Faro, Funchal e Ponta Delgada, o ACI (Airports Council International) indica um aumento em 4,1%, quando ainda no primeiro semestre dava um crescimento dos aeroportos portugueses em 9%, enquanto o crescimento médio na Europa era de 6,7%, com 5,4% nos países da União Europeia. 

Essas quedas, porém, são mais que compensadas pelos aumentos no Porto e em Ponta Delgada, que em Agosto tiveram, respectivamente mais cerca de 107 mil (+9,6%, para 1,218 milhões) e mais cerca de 13 mil passageiros (+5,7%, para 245,9 mil) que em Agosto de 2017. 

Os dados do ACI mostram que Lisboa se manteve em Agosto o 22º maior aeroporto europeu em número de passageiros, o Porto subiu de 57º a 11º, Faro baixou de 52º para 58º, o Funchal baixou de 127º para 133º e Ponta Delgada manteve-se em 146º.

No conjunto dos primeiros oito meses, beneficiando do crescimento mais forte no primeiro semestre, Lisboa subiu de 23º a 20º maior aeroporto da Europa, o Porto subiu de 54º para 53º, Faro baixou de 60º para 65º, o Funchal baixou de 112º para 121º e Ponta Delgada baixou de 147º para 151º.

 

Enfermeiros saem à rua amanhã na Horta e sexta em Ponta Delgada

Hospital interiorA greve dos enfermeiros continua a nível nacional, incluindo nos Açores, tendo ontem registado nos blocos operatórios do Hospital de Ponta Delgada uma adesão de 93%.

 Apesar da mundana do  Ministro da Saúde, os enfermeiros açorianos continuam “alinhados com as propostas de luta do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses”, segundo nota sindical, anunciando que os blocos operatórios dos Hospitais da Horta e de Ponta Delgada estiveram parados relativamente a cirurgia programada, e em Angra esteve a funcionar, mas abaixo dos 50% da produção prevista.

No seguimento das greves agendadas, o sindicato recorda que vão ocorrer nos Açores duas concentrações de enfermeiros:

Na Horta, dia 18, às 17h30, em frente ao edifício da Assembleia Legislativa.

Em Ponta Delgada, dia 19, às 14h30, na porta principal do Hospital do Divino Espírito Santo.

 

O balanço a nível nacional

 

Os enfermeiros regressaram ontem à greve nacional de seis dias, iniciada na semana passada.

“Hoje (ontem) concretiza-se a segunda etapa de uma greve nacional que começou no dia 10 de Outubro e que visa exigir ao Governo que apresente uma nova proposta negocial da carreira de enfermagem que vá ao encontro das expectativas dos profissionais e dos compromissos assumidos pela tutela”, afirmou Guadalupe Simões, dirigente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP).

A greve arrancou às 08h00 e vai focar-se sobretudo “nos blocos operatórios e nas cirurgias de ambulatório”.

De acordo com os sindicatos, nos primeiros dias de greve –  10 e 11 de Outubro – a greve de enfermeiros teve uma adesão entre os 70 e os 75%.

Para estes dias, Guadalupe Simões prevê uma adesão ainda maior: “Seguramente agora ainda estão mais mobilizados, depois do próprio Ministério da Saúde ter assumido que as reivindicações dos enfermeiros são justas”, disse.

“Independentemente de quem é o titular da pasta, o que se espera é que o processo negocial se desenvolva rapidamente para que atinjamos o objectivo que é a entrada em vigor em Janeiro” de 2019 da carreira de enfermagem, respondeu, questionada sobre o esperado avanço das negociações com a nova Ministra da Saúde, Marta Temido.

A greve é convocada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), pelo Sindicato dos Enfermeiros da Região Autónoma da Madeira (SERAM), pelo Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (SINDEPOR) e pela Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros (ASPE).