Passagem de ano em Ponta Delgada já está a ser vendida por operadores em Lisboa

ponta delgada - avenidaO operador turístico Solférias está a promover o programa de passagem de ano em São Miguel. 

Como novidade de 2018, este ‘Especial Réveillon’ apresenta preços desde 370 euros para reservas até 31 de Agosto.

O programa, de três noites, tem partida a 29 de Dezembro e regresso a 1 de Janeiro de 2019. 

Inclui passagem aérea em voo da Azores Airlines em classe F, com uma bagagem até 20kg, transferes com assistência local, alojamento e pequeno-almoço, taxas e seguro de viagens.

O preço de chamada trata do alojamento a ser feito no 3 estrelas Vila Nova Hotel, em quarto standard, com um acréscimo de 56 euros por pessoa a quem deseja jantar na noite de 31 de Dezembro.

A Solférias disponibiliza outros hotéis também de 4 e 5 estrelas, não só em Ponta Delgada, como também em Capelas, Fenais da Luz e Furnas. 

O 4 estrelas Furnas Boutique Hotel, já com jantar de passagem de ano incluído, visa preços desde os 751 euros por pessoa em quarto duplo standard.

Por sua vez, o operador turístico Turangra está a promover um circuito com visitas guiadas e quatro noites de alojamento em São Miguel e na ilha Terceira, com voos SATA à saída de Lisboa e do Porto.

O circuito inclui visitas a diversos pontos de interesse em São Miguel, como a freguesia das Sete Cidades, as Furnas e o Parque Terra Nostra, e na ilha Terceira, a Praia da Vitória, o Algar do Carvão ou o Monte Brasil.

O programa, no mercado a partir de 777 euros por pessoa em quarto duplo,  inclui voos de ida e volta, taxas, transferes, acompanhamento com guia local Turangra, quatro noites e oito refeições com selecção de bebidas incluída, seguro e taxas de turismo.

Hospital de Ponta Delgada abre vagas para 16 enfermeiros

Hospital interior

O Hospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada pretende admitir, na modalidade de contrato individual de trabalho por tempo indeterminado, enfermeiros (M/F), abrindo 16 vagas para tal.

 A unidade hospitalar exige, como perfil, licenciatura em enfermagem, cédula profissional actualizada e disponibilidade imediata para iniciar funções.

 O Hospital de Ponta Delgada oferece remuneração base compatível com as funções a desempenhar, sendo que as candidaturas devem ser formalizadas no prazo de dois dias úteis, instruídas com Curriculum Vitae em modelo europeu, paginado, datado, rubricado e assinado no final, certificado de habilitações e cédula profissional, bem como toda a documentação comprovativa das declarações prestadas no curriculum vitae e entregues três exemplares no Serviço de Recursos Humanos do Hospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada ou remetidas por correio registado com aviso de recepção. 

O processo de selecção incluirá uma apreciação curricular detalhada. 

Somente são consideradas as candidaturas que reúnam os requisitos indicados, sendo excluídas, automaticamente, aquelas a que falte qualquer dos elementos supra indicados ou cujos documentos estejam ilegíveis. 

 

A carência de enfermeiros no maior hospital da Região verifica-se há longo tempo, tendo-se agravado nos últimos anos com a saída de muitos enfermeiros.

 

“Faltam 291 enfermeiros no Serviço Regional de Saúde”  

 

O Presidente da Ordem dos Enfermeiros dos Açores, Luís Furtado, já por várias vezes chamou a atenção para a carência de enfermeiros na Região, afectando sobretudo o bloco operatório do Hospital de Ponta Delgada.

“Faltam 291 enfermeiros no Serviço Regional de Saúde”, denunciou ainda há pouco tempo Luís Furtado.

Luís Furtado deu como exemplo o Serviço de Medicina Interna do Hospital do Divino Espírito Santo, onde para 26 utentes existe um rácio de 5 enfermeiros no turno da manhã, 3 à tarde e 2 à noite.

“Há necessidades dos utentes e aumentar os rácios nos serviços de internamento devia ser uma prioridade”, defendeu.

 

Salas de cirurgia fechadas por falta de enfermeiros

 

Outro dos alertas deixados pelo Presidente da Ordem dos Enfermeiros dos Açores  prende-se com o facto de a falta de enfermeiros levar a que semanalmente estejam encerradas duas salas de cirurgia no mesmo hospital uma de ambulatório e outra de bloco central.

“Estamos a operar em média menos 7 ou 8 doentes. Nós estamos a encerrar salas porque a equipa está no limite”, denunciou.

Luís Furtado criticou ainda a actual gestão dos blocos operatórios, defendendo que o agendamento devia ser feito à semana ao invés de diariamente.

Numa entrevista há poucos dias, à RTP-Açores, Luís Furtado alertou que o défice de enfermeiros só irá piorar com a entrada das 35 horas semanais. 

O Presidente da o Ordem prevê que, só nos três hospitais da Região, seja necessário proceder à contratação de 66 novos enfermeiros, acrescentado a isso os 291 profissionais já em défice no Serviço Regional de Saúde.

Luís Furtado defende que o processo de contratação de enfermeiros tem de ser urgentemente acelerado.

 O Enf. Luís Furtado alertou ainda para o facto de, no Serviço de Urgência do HDES, existirem enfermeiros que contabilizam mais de 1000 horas de trabalho extraordinário.

 “Esta situação para além do cansaço que gera nos profissionais envolvidos, tem também um peso nas contas do Hospital e do Serviço Regional de Saúde”, refere.

 O Presidente da Ordem disse ainda não compreender como o executivo prefere continuar a aumentar os custos com o acesso a trabalho extraordinário, quando existem enfermeiros no desemprego.

 

SIGICA não funciona

 

A Secção Regional dos Açores da Ordem dos Enfermeiros entende também que o Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia da Região Autónoma dos Açores (SIGICA), não está ser implementado da melhor maneira na região. 

A denúncia foi deixada por Luís Furtado, na referida entrevista à RTP-Açores. O Presidente da Ordem dos Enfermeiros dos Açores pede transparência em todo o processo do SIGICA, muito concretamente no que diz respeito à produção adicional.

“Se no caso da  produção regular os recursos já estão lá e não constituem um acréscimo de despesa ao Serviço Regional de Saúde, já na produção adicional isso não é assim. Estamos a falar de muitos milhares de euros canalizados diariamente, e a população e nós, que estamos no sector, precisamos de saber exactamente como está a ser utilizado”, alertou Luís Furtado.

 

Açoriano acusado de pertencer ao Estado Islâmico começou a ser julgado

fabio almeidaO açoriano Fábio Almeida, preso em Espanha em Outubro de 2015 por, alegadamente, pertencer a uma rede que se dedicava a recrutar elementos para o autoproclamado Estado Islâmico, começou a ser julgado ontem pela Audiência Nacional Espanhola, revela a revista Sábado.

O jovem, nascido nos Açores, e mais três detidos na mesma operação enfrentam penas de 10 anos.

Segundo aquela revista, Fábio Miguel Medeiros de Almeida foi o primeiro português a ser preso por pertencer a uma célula de recrutamento do Estado Islâmico. 

Nasceu na ilha Terceira a 9 de Abril de 1985 e aos 11 anos mudou-se com a mãe e os irmãos para França, onde o pai já vivia há cerca de um ano. 

A família instalou-se nos arredores de Paris e a adaptação correu bem. 

Aos 16 anos, quando preferia passar o tempo com os amigos e a jogar à bola na rua, Fábio decidiu deixar de estudar. 

Depois de trabalhar nas obras fez várias coisas, fez alguns biscates e arranjou trabalho num hotel a arrumar os carros dos hóspedes na garagem, conta a Sábado. Perdeu o emprego quando ficou sem carta depois de um acidente e esteve quase três anos no fundo de desemprego. 

O português, então com cerca de 25 anos, passava o tempo com os amigos, na maioria árabes. Terá sido em 2011 que se converteu ao Islão. 

Os outros julgados são Laila Haira, Saif Aaniba e Sanae Boughroum, uma marroquina com quem Fábio Almeida se casou e com quem planeava viajar para a Síria para lutar pelo grupo terrorista.  Os quatro enfrentam penas de 10 anos por pertença ao Daesh. Podem ainda ser condenados a oito anos por doutrinação terrorista. 

Os detidos, de acordo com a acusação, formavam um grupo que “assumia e participava dos meios e procedimentos violentos” do Daesh e tinha criado “uma estrutura” dedicada a recrutar “novos adeptos para o Estado Islâmico, principalmente mulheres”. 

Os integrantes desta rede realizavam os primeiros contactos através do Facebook e, quando confirmavam a afinidade ideológica, integravam os recrutas em grupos de WhatsApp. 

A acusação recolheu ainda conversas entre os acusados com uma menor de 15 anos, que tentaram convencer a unir-se ao grupo no qual estavam também outras raparigas da sua idade, conclui a Sábado.

Região reciclou “mais de metade” dos resíduos urbanos em 2017

Marta Guerreiro - centro de triagem“Mais de metade dos resíduos urbanos produzidos” nos Açores foram reciclados no ano passado, correspondendo a 51%, avançou ontem a Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo. 

Marta Guerreiro, que falava, em São Miguel, na inauguração do Centro de Triagem Automatizado, salientou que estes valores fazem com que o ano de 2017 se constitua como “um marco de referência no que respeita aos resíduos urbanos”. A governante recordou que, em 2012, “87% dos resíduos urbanos tinham como destino a eliminação em aterros ou lixeiras”. “Também no ano passado, a valorização material (reciclagem) e orgânica (compostagem) atingiu o maior volume de sempre (48,6 mil toneladas), com um aumento de 15%, mais 6,3 mil toneladas, relativamente a 2016”, acrescentou.

 

Flores, Corvo e Santa Maria com “aterro zero” 

 

A titular da pasta do Ambiente adiantou ainda que, no ano passado, “um terço das ilhas dos Açores” alcançou o objectivo de ‘aterro zero’, salientando que as Flores, pelo segundo ano, e o Corvo e Santa Maria, pela primeira vez, “valorizaram a totalidade dos respectivos resíduos urbanos”, dos quais 85%, 84% e 82% foram encaminhados para valorização material e orgânica, e 15%, 16% e 18% para valorização energética, respectivamente.

“A mudança profunda que o Governo e os municípios dos Açores têm vindo a operar na estrutura de gestão de resíduos de todas as ilhas evidencia uma ambição transformadora que coloca a Região na linha da frente no contexto nacional”, afirmou Marta Guerreiro.

A Secretária Regional assegurou que este novo paradigma “permitiu a dinamização de um importante sector económico”, representando uma “nova forma de olhar para o desenvolvimento e para a economia”. “Por exemplo, apenas as estruturas de gestão em alta de resíduos urbanos empregam hoje 255 trabalhadores, mais de metade, 131, nas sete ilhas com menor população, e geraram, em 2017, um volume de negócios de 10,5 milhões de euros”, frisou.

 

Menos 79,1 milhões de sacos de plástico usados nos Açores

 

A governante destacou ainda “as medidas estabelecidas no diploma que visa a redução do consumo de sacos de plástico nos Açores”, adiantando que, apesar de este ser o primeiro ano completo de aplicação das medidas a todo o comércio a retalho, em 2016 e 2017, por via dessas medidas, “foram distribuídos nos Açores menos 79,1 milhões de sacos de plástico, retirando do consumo, nesses dois anos, cerca de 515 toneladas de plástico”. 

“Estes dados atestam o sucesso das medidas, pois promoveram uma mudança substancial dos hábitos dos consumidores açorianos, por via da substituição dos sacos de plástico descartáveis por meios alternativos e reutilizáveis de transporte das compras”, frisou. 

Açores com um dos maiores crescimentos nos edifícios e alojamentos

alojamentos e edificiosEntre 2001 e 2017, verificou-se um acréscimo global de 13,0% nos edifícios e 10,9 % nos alojamentos, com o Algarve e a Região Autónoma da Madeira a registarem os maiores acréscimos nos edifícios (22,7% e 21,5%, respectivamente) e nos alojamentos (19,1% e 20,2%, respectivamente), revelou ontem o INE.

A Região Autónoma dos Açores e a Área Metropolitana de Lisboa registaram crescimentos acima da média nacional: +15,3% e +15,1% nos edifícios e +15,3% e +14,5% nos alojamentos, respectivamente. 

Entre 2001 e 2017, nas restantes regiões registaram-se crescimentos inferiores à média nacional, tendo o valor mais baixo sido observado no Alentejo, com um acréscimo de 10,0% nos edifícios e 5,4% nos alojamentos. 

As estimativas do parque habitacional para 2017 apontam para uma predominância de alojamentos de tipologia T3 (22,6%). 

Esta tipologia tem maior expressão nas regiões Norte, Centro, Alentejo e Açores. 

Nas restantes regiões predominam os alojamentos de tipologia T2. 

 

Prazo das obras mais curto nos Açores

 

Em termos de prazos de execução efectivos, as obras concluídas em 2017 demoraram cerca de 21 meses a ser concluídas, tal como em 2016. 

As obras de construção nova foram as que demoraram mais tempo a ser executadas (23 meses), por oposição às obras de alteração (10 meses). 

Na região Norte o prazo efectivo de execução das obras concluídas foi mais longo (25 meses), enquanto na Região Autónoma dos Açores se registou a mais curta duração (13 meses).