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Novo presidente da AMISM garante que “incineração vai avançar em S. Miguel com parceria pública ou privada”

Ricardo Rodrigues - jornalistasO novo presidente da associação de municípios de S. Miguel assegurou ontem que o projecto de incineração de resíduos vai avançar na maior ilha açoriana, de forma “rápida e eficaz”, através de uma parceria pública ou privada.
Segundo a agência Lusa, o socialista Ricardo Rodrigues, presidente da câmara municipal de Vila Franca do Campo, foi ontem eleito presidente do Conselho de Administração da Associação de Municípios da Ilha de São Miguel (AMISM), onde têm ainda assento os autarcas de Ponta Delgada, José Manuel Bolieiro (PSD), e da Povoação, Carlos Ávila (PS).
À saída da reunião constitutiva dos novos corpos sociais da AMISM, Ricardo Rodrigues referiu aos jornalistas que a associação necessita de 10 milhões de euros para avançar com o projecto de incineração, uma vez que o restante montante será assegurado por fundos comunitários.
“Temos de corporizar aquilo que são capitais próprios através de alguma parceria, espero que pública, mas se não for pública, privada, que possa levar o processo com a AMISM por diante”, concretizou Ricardo Rodrigues.
O autarca vai estar na terça-feira nas instalações da AMISM e estará “em condições de verificar em que estado é que está o projecto de incineração e o que necessita para andar”, visando desencadear os mecanismos necessários à sua concretização.
A associação ecológica Quercus apresentou em junho uma queixa junto da União Europeia por considerar que o projecto de incineração não cumpre a declaração de impacto ambiental de Bruxelas.
“Parados não vamos ficar. A nossa acção tem de ser rápida e eficaz. Um projecto desta dimensão tem de ter o acordo do Governo Regional e da Empresa de Electricidade dos Açores (EDA). Reunirei estes consensos que são indispensáveis para avançarmos com este projecto o mais rapidamente possível”, declarou Ricardo Rodrigues.
O presidente da AMISM disse ainda que foi discutida na primeira reunião dos novos órgãos sociais da AMISM a possibilidade de criar uma central de compras para fazer face “às grandes aquisições” dos concelhos da ilha e que podem passar a fazer em colaboração, podendo assim criar “benefícios de economia de escala”.
Nas eleições autárquicas de 29 de setembro, o PS ganhou em quatro dos seis concelhos da ilha de S. Miguel (Lagoa, Vila Franca do Campo, Povoação e Nordeste), tendo o PSD obtido vitória nos restantes dois (Ponta Delgada e Ribeira Grande).
Na reunião de ontem, foi ainda admitido o concelho do Nordeste na associação, de que não fazia parte até agora. A 29 de setembro, o PS ganhou as eleições no Nordeste, que era antes gerido pelo PSD.

Eurodeputada alerta para a “última oportunidade que os Açores têm para influenciar legislação pós-quotas leiteiras”

vacas2A eurodeputada Patrão Neves considerou sexta-feira que o relatório sobre a produção de leite nas regiões ultraperiféricas europeias após o fim das quotas constitui “a última oportunidade para influenciar” a proposta legislativa para depois deste regime.
Segundo a agência Lusa, o “Relatório sobre a manutenção da produção de leite nas zonas montanhosas, nas zonas desfavorecidas e nas regiões ultraperiféricas (RUP) após a expiração do regime de quotas leiteiras” é da responsabilidade de Herbert Dorfmann, deputado ao Parlamento Europeu, que está de visita aos Açores, a convite da eurodeputada do PSD Maria do Céu Patrão Neves.
Após um encontro com o secretário regional dos Recursos Naturais, a eurodeputada disse aos jornalistas que esta “é verdadeiramente a última oportunidade” para “criar pressão, para dar contributos para que estes venham a ser incluídos na proposta legislativa de 2014 que prepara a produção leiteira para depois do regime das quotas”.
“É importante que se diga que este relatório é efectivamente a última grande oportunidade que nós temos para influenciar a proposta legislativa que vai sair a meio de 2014 sobre o sector do leite”, sublinhou Patrão Neves, lembrando que o comissário com a tutela da agricultura prometeu apresentar no próximo ano “uma última proposta legislativa para garantir a produção leiteira em todas as regiões da Europa, muito em particular em zonas desfavorecidas como a região Açores” para depois do fim das quotas.
A eurodeputada deposita “boas expectativas” em relação à jornada de trabalho de Herber Dorfmann nos Açores, que vai ver de perto a realidade e especificidades da região e “criar uma sensibilidade diferente” sobre as expectativas do arquipélago relativamente a este relatório.
O secretário regional dos Recursos Naturais, Luís Neto Viveiros, destacou o contributo do relatório, “uma forma de pressão” junto da Comissão Europeia, lembrando que o executivo açoriano “também tem desenvolvido diligências relevantes e que espera terem eco”.
Neto Viveiros, disse, por exemplo, que está desde quinta-feira, em Bruxelas, a directora regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural, que já participou numa reunião organizada pela Comissão Europeia com as RUP para as auscultar sobre a consulta pública sobre a revisão do POSEI (programa específico para as ultraperiferias), e onde reafirmou os argumentos apresentados para o reforço dos apoios destinados à produção de leite depois do fim das quotas, em 2015.
O titular pela pasta da agricultura nos Açores disse também que escreveu uma carta ao comissário Dacian Cioclos evidenciando as propostas açorianas relativamente ao POSEI e as preocupações do Governo Regional.
Neto Viveiros lembrou a distância dos Açores em relação a outros mercados, referindo as questões do abastecimento e do escoamento dos produtos regionais, que fazem com que a região tenha “uma dupla penalização por via desta circunstância”.
“A produção de leite é de facto a mais importante da nossa agricultura. É um pilar fundamental da nossa economia, portanto nós entendemos que, dentro daquilo que são as ajudas comunitárias por via do POSEI, como por via da Política Agrícola Comum nos seus primeiros e segundos pilares, as ajudas para os Açores, sobretudo para esta produção de leite, devem ser reforçadas”, reiterou.

Venda de artigos usados cresce em Ponta Delgada

Pedro BarbosaSão lojas que estão a ganhar adeptos e não a perder clientes. Vendem roupa e artigos que já tiveram dono, às vezes por preços irrisórios. No reino dos usados, o mercado de carros está perfeitamente consolidado. Mas no mercado da roupa, a ideia de vestir o que já teve dono ainda causa resistências. Porém, apesar de haver algum preconceito  em comprar artigos de segunda mão, no poupar é que está o ganho e a crise parece estar a operar uma mudança nos hábitos de consumo dos açorianos

 


À primeira vista, a loja SecondHand, nas Laranjeiras, em Ponta Delgada, convida as pessoas a entrarem naquele que parece ser um recanto de curiosidades. Logo na entrada, somos acolhidos por um ambiente simpático e, facilmente, deixamo-nos ficar impregnados no espaço.
Após conhecer o conceito no estrangeiro, Pedro Barbosa criou a loja em 2011 e conta-nos que, desde a sua abertura, as pessoas ficaram curiosas com a novidade. O gerente da empresa, que já é referência no mercado regional, diz-nos que, o facto de estarmos a viver actualmente uma crise económica, facilitou a procura por esse tipo de artigo, mas, precisamente por causa desta circunstância, admite que compra, por vezes, produtos que não têm muita procura por parte dos clientes, só porque “há situações que nos chegam de mães que não têm dinheiro para comprarem o leite e as fraldas para os filhos. Acabamos por comprar o que trazem porque o coração fala mais alto”, confessa, enfatizando que “recebemos aqui mil e uma histórias chocantes”.
Por outro lado, afirma que ainda existe algum preconceito na adesão a esse tipo de lojas, mas friza que pessoas de todas as faixas etárias e classes sociais procuram os seus artigos.
A loja é recheada de produtos que o proprietário compra, sempre de segunda mão, e de artigos que as pessoas vão deixando no estabelecimento, após alguns procedimentos: “A loja tem duas formas de comprar artigos. Um deles é efectuar a compra na hora: o que depende sempre do artigo–damos prioridade a artigos que achamos que vamos conseguir vender e tirar algum lucro; a outra forma é vender à consignação. A pessoa tem um mês para vender o artigo. Passados os 30 dias, se não foi possível vendê-lo, o cliente ou baixa o valor ou leva o artigo de volta, não pagando nada por isso”. Pedro Barbosa refere também que já foi alvo de fraudes na área electrónica, porque “há pessoas que querem vender os artigos, quando estes não estão a trabalhar correctamente”, daí a necessidade, segundo o gerente, de criar um centro de reparações ‘lowcost’. “São negócios separados, mas que precisam um do outro. No fundo, esse projecto acaba por ser a expansão da SecondHand. Como vendemos muita informática e electrónica, temos de ter técnicos para avaliar, testar os artigos e repará-los se for o caso, uma vez que damos uma garantia para tudo o que é electrónico”.
De forma a mobilizar ainda mais a loja, a SecondHand prevê, a curto prazo, fazer leilões e semanas temáticas. Além disso, Pedro Barbosa refere que está a pensar distribuir melhor a disposição dos artigos para a tornar ainda mais apelativa, pois é premente “poder vender e poder pagar as despesas”, já que “temos aqui um custo elevado. Os encargos com pessoal, com o espaço e com despesas, como água e luz, são avultados”.
Com a aproximação da quadra natalícia, o proprietário da loja espera “vender o máximo possível” e que “este ano seja melhor ou, pelo menos igual, ao de 2011–apesar de agora termos uma estrutura muito maior–pois o Natal do ano passado não foi dos melhores”.
Questionado sobre o futuro da SecondHand, Pedro Barbosa mantém um postura muito racional e refere que “a longo prazo não sabemos, mas o que é certo é que já estamos no mercado há sensivelmente três anos e a ideia é crescer mais. Neste momento, já temos um armazém com uma área de cerca de 500 m2 e começamos com uma loja pequena. Rapidamente percebi que isso era um negócio que tinha de expandir porque precisava de espaço, só que quando cresce, também crescem as despesas. É preciso vender muito para poder manter o espaço, mas encaro o futuro com optimismo. O negócio é mesmo assim. Há meses que são positivos e outros negativos. A expectativa para agora é melhorar”, finaliza. 
Actualmente, a SecondHand tem, para além do gerente, uma funcionária, e espera contratar mais duas pessoas: um informático e uma pessoa direccionada para a área electrónica.

Feira das Traquitanas reúne mais de mil pessoas em cada edição
Outro caso de sucesso na venda e troca de artigos usados é a já tradicional Feira das Traquitanas, em Ponta Delgada. Criada em Agosto de 2007,  a ideia surgiu do então Presidente da Junta de Freguesia de São Pedro, Francisco Guedes, e do Secretário da mesma Junta, José Manuel Leal. Este último, em entrevista ao Diário dos Açores, conta-nos que a iniciativa tem sido um sucesso, “de tal forma que, ao longo dos anos, passamos de pouco mais de uma dúzia de vendedores e poucas dezenas de frequentadores para mais de cento e vinte vendedores, actualmente, e mais de mil frequentadores em cada realização da feira”. A par disto, acrescenta, “o sucesso desta feira pode ser medido, pelo que noutros concelhos se tenta fazer de igual ou parecido: na Ribeira Grande, mais propriamente no mercado central desta cidade, existe um evento que foi inspirado na Feira das Traquitanas; no Açor Arena, de Vila Franca do Campo, também se tentou ou se está a tentar realizar um evento desta natureza. Ainda o outro dia foi abordado por alguém pertencente à Câmara Municipal de Lagoa que queria saber mais qualquer informação sobre o decorrer e a estruturação e organização desta feira”. Realce-se que “estamos a falar de concelhos/municípios e não de freguesias, ou seja, somos a única freguesia (Junta) que realiza um evento desta natureza em toda a Região Autónoma dos Açores e o sucesso está à vista de todos”, destaca.
Efectivamente, o sucesso da Feira das Traquitanas é indiscutível. Mais de 120 vendedores e artesãos participam todos os primeiros domingos de cada mês na iniciativa e a média de pessoas que visita cada feira “já ultrapassa um milhar”. Feira, essa, também procurada por pessoas de todas as classes sociais.
De acordo com José Leal, a crise levou as pessoas a recorrerem a este tipo de comércio, pois “notamos, de forma clara, um aumento, tanto do número de vendedores, como do número de frequentadores/ compradores aquando do aprofundamento da crise actual. Não temos a mínima dúvida que, apesar de existir muita gente que vende e compra, ou mesmo troca nesta feira, sem ser por grande necessidade, uma boa percentagem daqueles que a frequentam ou que vendem o fazem para angariar mais algum dinheiro de modo a fazer face aos problemas económico-financeiros do seu dia-a-dia”, observa, acrescentando, por outro lado, que existe cada vez menos preconceito por parte dos açorianos na adesão a esse tipo de artigos.
Agora para o Natal, o responsável pela feira assume ter perspectivas  “animadoras” e avança que para a quadra natalícia haverá uma feira especial, agendada para o dia 15 de Dezembro, além da habitual no primeiro domingo do mês.
Esta é uma feira de artigos usados, quinquilharias e alfarrabistas,  “ou seja, nada de artigos novos ou por encomenda. É uma Feira de ‘Traquitanas’ no seu verdadeiro sentido da palavra”, explica. Por esse motivo, o procedimento para se colocar produtos à venda consiste apenas em “vender produtos depreciados, em segunda mão ou utilizados”. As inscrições para a participação na feira – 5 euros, que servem para cobrir as despesas com a logística, estão interditas a agentes económicos.
Dado o seu êxito, os organizadores desta feira têm a pretensão de a fazer por muitos anos e “a acreditar no aumento constante de pessoas que a ela comparecem estamos em crer que veio para ficar durante bastante tempo”, sustenta.

Um negócio crescente
A compra em segunda mão beneficia de uma imagem com uma faceta dupla para o consumidor: é, simultaneamente, uma compra astuta, que permite aceder a produtos de gama superior, um bom meio de consumir mais, mas também um risco relativamente à qualidade do produto.
Esta nova forma de reciclagem lucrativa diz respeito a uma gama de produtos cada vez maior, embora os montantes permaneçam moderadamente baixos. Por agora, são, sobretudo, produtos baratos, como livros ou pequenos produtos de electrónica, mas, segundo um estudo efectuado pela Cetelem, “o fenómeno de diversificação da venda de usados está, efectivamente, em curso. Os mercados de segunda mão permitem fazer economias ou até mesmo ganhar dinheiro e são, acima de tudo, o novo símbolo de um ‘consumidor-actor’ informado, disposto a desviar-se dos canais de distribuição clássicos para maximizar o seu poder de compra”, lê-se nas conclusões do estudo a que tivemos acesso.

Mota Amaral afirma que “vale a pena o esforço” para adiar redução nas Lajes

mota amaralO deputado Mota Amaral disse sexta-feira que “vale a pena fazer algum esforço” para incluir na legislação norte americana, a discutir no Senado, a emenda que adia a redução da estrutura militar na Base das Lajes.
“O que até agora se fez para obter uma declaração desse género no âmbito da Câmara dos Representantes do Congresso dos Estados Unidos da América foi muito positivo. É preciso agora transferir os nossos esforços para conseguir o mesmo no Senado”, afirmou à agência Lusa Mota Amaral, à margem da apresentação de um livro na cidade da Lagoa.
Segundo a agência Lusa, o Senado norte-americano tinha agendado começar a discutir na terça-feira a legislação que determina o orçamento da defesa dos Estados Unidos, da qual desapareceu uma emenda que adiava a redução da estrutura militar da Base das Lajes, localizada na ilha Terceira.
A emenda, que é vista como uma oportunidade para evitar uma redução definitiva, não faz parte do National Defense Authorization Act, a legislação que determina o orçamento da defesa norte-americano e que poderá ser aprovado antes de 28 de novembro.
Para o antigo presidente do Governo Regional dos Açores e da Assembleia da República, se tal não acontecer “haverá depois a necessidade de um acerto entre as duas Câmaras (Congresso e Senado)”, uma vez que “o processo constitucional norte-americano exige acordo e diálogo”.
A semana passada o ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, disse, no parlamento, que “ainda é cedo” para afirmar que as emendas sobre as Lajes, da autoria da Câmara dos Representantes e que favorecem os interesses de Portugal, não constam da versão final da lei.
O chefe da diplomacia esclareceu ainda que a fase de debate, em plenário, no Senado norte-americano, poderá prosseguir em novembro, e garantiu que, caso de mantenham “as disparidades” entre as versões resoluções aprovadas pela Câmara dos Representante e pelo Senado, o processo não ficará concluído.
Mota Amaral admitiu que a actuação do Governo Português “tem ficado aquém” neste processo, que necessita de uma “convergência de esforços no âmbito nacional, regional e até mesmo envolvendo as nossas comunidades na América”, dado que “o interesse não é só regional, mas também nacional”.
“Nesse domínio, quero sublinhar o empenho não só do Governo Regional como dos partidos da oposição, nomeadamente do PSD/Açores e do seu líder Duarte Freitas. Tem havido aqui uma plena convergência de esforços”, disse Mota Amaral.
Recentemente os três deputados do PSD eleitos pelos Açores na Assembleia da República questionaram o Ministério dos Negócios Estrangeiros sobre que medidas foram desenvolvidas para travar a redução militar norte-americaca na Base das Lajes.

Dívidas dos hospitais dos Açores estão entre os 55 e os 60M€, garante Luís Cabral

Luis cabralO secretário regional da Saúde dos Açores disse ontem que os três hospitais da região têm dívidas entre 55 e 60 milhões e garantiu que têm sido feitos com regularidade pagamentos a fornecedores.
Luís Cabral falava aos jornalistas no Hospital da Horta, no final da apresentação da aplicação informática “SClínico”, uma base de dados que está a ser aplicada em todo o país.
“As últimas estimativas indicam que a dívida dos hospitais anda à volta de 55 a 60 milhões de euros”, referiu Luís Cabral, que garante que os pagamentos a fornecedores “tem sido feitos nos últimos meses e nas últimas semanas”.
Segundo fonte da Secretaria Regional da Saúde, estes montantes referem-se a dívida directa aos fornecedores e a empréstimos contraídos para pagar aos fornecedores.
“De Março até Agora já foram feitos 8 milhões de euros de pagamentos a fornecedores e têm vindo a ser feitos de forma regular”, insistiu o governante, admitindo, ainda assim, que possam existir alguns fornecedores “mais tempo à espera” do que outros.
Luís Cabral adiantou que ainda no decorrer deste mês o Governo Regional irá disponibilizar uma verba de cerca de 600 mil euros para ser utilizada no sentido de aproximar as datas de pagamentos dos três hospitais (Ponta Delgada, Angra e Horta).
O governante reiterou, por outro lado, que as dificuldades de pagamentos daquelas unidades de Saúde resultam do atraso na recepção de cerca de 56 milhões de euros de verbas que a Região tem a receber dos subsistemas nacionais de Saúde.
“Existe uma falha grande na componente das receitas orçamentais dos hospitais, ou seja, temos um problema de tesouraria, por causa da não cobrança dos sistemas da ADSE, que são da responsabilidade do Governo da República”, frisou, adiantando que se a Região recebesse esse dinheiro, estaria em condições de “saldar todas as dívidas a fornecedores”.
O “SClínico” é uma aplicação informática que permite uniformizar os dados clínicos dos pacientes e que está a ser introduzida, numa primeira fase, nos Açores, apenas no Hospital da Horta, prevendo-se que durante o próximo ano seja transposta também para os hospitais de Angra e Ponta Delgada.