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Terceira, Faial e Corvo registam os maiores aumentos de compras por multibanco no Natal, face à média anual

distritos multibanco

Terceira, Faial e Corvo foram as ilhas açorianas que, na época do Natal, registaram um maior aumento de compras feitas por multibanco, em comparação com a média do resto do ano.

Ao todo, no país, a SIBS registou mais de 126 milhões de compras durante o mês de Dezembro e 4 mil milhões de euros em 40 milhões de levantamentos das caixas. 

As regiões que registaram uma maior actividade na época festiva face à média anual foram o Funchal, na Madeira, e as ilhas Terceira, Faial e Corvo, nos Açores, com um rácio do número de operações superior a 1,25.

 

Jogos e brinquedos lideram 

 

Em Portugal continental o centro e o norte do país registou um rácio de 1,1 a 1,25 do número de operações. 

E quais os sectores onde os portugueses mais gastaram dinheiro? 

Segundo os dados da SIBS, os Jogos, Brinquedos e Puericultura são os sectores com maior crescimento no período de festas, com 2,3 vezes mais face à média. 

 

Segue-se a perfumaria e cosmética (2,2x), a decoração e artigos para o lar (1,8x), a moda e acessórios (1,7x).

Pescadores já perderam este ano cerca de 4 milhões de euros

pescadoresO valor da pesca descarregada este ano, de Janeiro a Novembro, é menor em cerca de 4 milhões de euros do que em igual período do ano passado.

Este ano o valor atingiu os 31, 9 milhões, quando no período homólogo foi de 35,7 milhões de euros.

As ilhas que mais perderam valor de pesca descarregada são Santa Maria, S. Miguel, S. Jorge, e Pico, enquanto as restantes têm registado aumentos.

A quantidade de pesca descarregada tem diminuiu naquele período, passando de 11, 5 milhões de quilos para 7,8 milhões este ano.

É neste sentido que o sector da pesca tem solicitado a activação do Fundopesca, sobretudo com as intempéries dos últimos dias, que deixaram muitos pescadores em terra.

Ontem, o Diretor Regional das Pescas e, por inerência, Presidente do Conselho Administrativo do Fundopesca, convocou para amanhã, 8 de Janeiro, na Horta, uma reunião deste órgão para analisar os critérios de accionamento do fundo, considerando a monitorização das descargas de pescado e do valor realizado em lota.

O Conselho Administrativo do Fundopesca é um órgão consultivo em que têm assento representantes dos pescadores, dos armadores, da Lotaçor e das secretarias regionais da Solidariedade Social e do Mar, Ciência e Tecnologia.

O Fundo de Compensação Salarial dos Profissionais da Pesca dos Açores, vulgarmente designado por Fundopesca, foi criado em 2002 com o objectivo de atribuir uma compensação salarial aos pescadores açorianos quando, em determinadas situações previstas na lei, estejam condicionados no exercício da sua atividade.

O diploma que regulamenta o Fundopesca foi alterado em janeiro de 2016, prevendo que a quebra de rendimentos seja um critério para a activação deste mecanismo de apoio financeiro aos profissionais do sector.

O novo quadro legal veio permitir também reduzir o período de tempo entre a perda de rendimento e o efectivo pagamento da compensação salarial.

É da competência do Conselho Administrativo avaliar o cumprimento dos critérios a observar para a activação deste fundo.

Desde que foi criado, o Fundopesca foi accionado 23 vezes, representando um valor de quase sete milhões de euros.

 

“Violência doméstica” eleita Palavra do Ano 2019

Violência doméstica“Violência” [doméstica] foi eleita a Palavra do Ano 2019, segundo foi ontem anunciado pela Porto Editora, na Biblioteca Municipal José Saramago, em Loures.

A palavra recebeu mais de 20 mil votos, numa votação que terminou no último dia do ano passado. 

Para a presidente da UMAR Açores – Associação para a Igualdade e Direitos das Mulheres, a eleição tem um significado ambíguo, pois ao mesmo tempo que mostra que o fenómeno não passa ao lado dos portugueses, é consequência do aumento do número de casos de violência no país.

“O meu primeiro pensamento sobre a palavra do ano de 2019 foi: ‘que bom!’. É mais uma forma de alertar e quer dizer que há uma maior visibilidade do fenómeno. Esta maior visibilidade pode trazer bastantes contributos positivos para as respostas sociais, para as respostas de acompanhamento, de segurança destas vítimas. Mas há aqui uma ambiguidade”, afirma Maria José Raposo ao Diário dos Açores. “Se nós falamos mais de violência doméstica é também porque o fenómeno está a atingir números deveras preocupantes”, sublinha.

A responsável recorda que, a nível nacional, até ao dia 12 de Novembro de 2019, segundo o Observatório de Mulheres Assassinadas da UMAR, foram 29 as mulheres mortas no nosso país, vítimas de violência, faltando contabilizar o resto de Novembro e o mês de Dezembro. “Mesmo que fosse apenas uma mulher, já seria assunto para nós pararmos e reflectirmos”, alerta.

Maria José Raposo reitera que a eleição da Palavra do Ano revela haver este aumento da visibilidade e que “as pessoas estão a falar mais destes acontecimentos tenebrosos no nosso país”. 

“As pessoas estão mais sensíveis à questão. Aquele ditado que diz que ‘entre marido e mulher não se mete a colher’ já não tem sentido. Não. Entre marido e mulher eu vou meter a colher!”, acrescenta, apontando que além de estarem mais sensíveis face ao fenómeno da violência, “as pessoas sentem-se também mais responsáveis para ajudar”. 

A presidente da UMAR Açores aponta que há também uma maior “indignação” da sociedade perante aquilo a que chama de “mentalidades retrógradas” existentes no sistema judicial. 

“Nós, enquanto portugueses, somos muito benevolentes, pacatos, deixamos as coisas andar, mas sabemos nos insurgir perante situações tristes e avassaladoras a que se assiste a nível judicial, numa sociedade patriarcal que ainda existe no nosso país”, salienta.

A palavra “Violência” [doméstica] obteve 27,7% dos votos, ficando a palavra “sustentabilidade” em segundo lugar na votação, a escassos 0,1% da vencedora. Em 2018, o vocábulo escolhido tinha sido “enfermeiro“.

Uma lista de 10 palavras candidatas foi conhecida a 1 de Dezembro do ano passado, depois de um processo de selecção levado a cabo pela Porto Editora a partir de sugestões de leitores e de uma análise aos termos mais populares na comunicação social, nas redes sociais e nos dicionários online. A votação decorreu até 31 de Dezembro e um dia antes a editora já tinha feito saber que “sustentabilidade” e “violência [doméstica]” competiam lado a lado pelo título.

Com aprovação de 27,7 %, correspondente a mais de 20 mil votos únicos registados no site palavradoano.pt, “violência doméstica” alcançou o estatuto de Palavra do Ano, o que os responsáveis da editora consideraram ser “consequência dos inúmeros casos que foram sendo conhecidos ao longo do ano e que infelizmente resultaram em vítimas mortais”. 

A estatística oficial mais recente, divulgada pelo Governo a 22 de Novembro, indica que 33 pessoas morreram em 2019 em contexto de violência doméstica: 25 mulheres, uma criança e sete homens.

A votação relativa a 2019 ficou assim ordenada: violência doméstica – 27,7%; sustentabilidade – 27,6%; desinformação – 13,8%; jerricã – 7,5%; nepotismo – 5,7%; seca – 4,3%; trotinete – 4,2%; lítio – 4,2%; influenciador – 4,0%; multipartidarismo – 1,0%. A palavra “sustentabilidade” liderou a votação quase até ao último momento, mas acabou em segundo lugar. É interpretada pela Porto Editora como uma escolha resultante da “crescente preocupação que o tema desperta na sociedade portuguesa perante as sérias ameaças que pendem sobre a vida colectiva em consequência das alterações climáticas”. Quanto à terceira eleita, “desinformação”, mostra que “o problema da difusão de informações falsas através das redes sociais não passou ao lado dos portugueses.”

 

Polícias vão concentrar-se em protesto nos aeroportos dos Açores

aeroporto PDLlO Movimento Zero, que reúne elementos da PSP e da GNR, anunciou a realização de uma concentração em todos os aeroportos portugueses a 21 de Janeiro, data em que está marcado um protesto nacional.

Em comunicado, o Movimento Zero (MO), um movimento social inorgânico criado em Maio de 2019 por elementos da PSP e da GNR, apela a todos os polícias para que compareçam em 21 de Janeiro nos aeroportos de Lisboa, Porto, Faro, Funchal e nos vários aeroportos dos Açores.

“Somos homens e mulheres da lei, exigimos respostas ao nosso caderno reivindicativo! Assim vamos mudar o paradigma da nossa luta e mostrar a forma vergonhosa como o terceiro país mais seguro do mundo trata as suas forças de segurança”, referem os elementos daquele movimento criado nas redes sociais.

O anúncio do Movimento Zero surge após a decisão tomada na manifestação de 21 de Novembro, em que os sindicatos da PSP e as associações profissionais da GNR decidiram realizar um novo protesto nacional em 21 de Janeiro, caso o Governo, através do Ministério da Administração Interna, não solucionasse as reivindicações da classe.

Para decidir as acções de protesto a realizar no próximo dia 21, os nove sindicatos da PSP e associações da GNR organizam, na quinta-feira, um plenário na Voz do Operário, em Lisboa.

O Movimento Zero, bastante visível na manifestação de novembro, precisa também que a partir de 21 de janeiro os aeroportos portugueses vão ter elementos do movimento “por tempo indeterminado”.

“Não vamos permitir nova humilhação em São Bento, com muros idênticos aos que cercam criminosos. Não vamos permitir um adiar de soluções, com usual desdém, seja por parte da tutela, seja por parte das altas hierarquias das instituições PSP e GNR”, sublinha ainda o grupo.

Entre as reivindicações da classe policial e militar da GNR estão o pagamento do subsídio de risco, a atualização salarial e dos suplementos remuneratórios, o aumento do efectivo e mais e melhor equipamento de protecção pessoal.

O Ministério da Administração Interna definiu um calendário específico das matérias objecto de diálogo com os sindicatos e as associações socioprofissionais das forças de segurança, tendo o primeiro ponto das negociações, o pagamento dos retroactivos dos suplementos não pagos em período de férias, decorrido sem um acordo.

Para a próxima quinta-feira está agendada uma nova reunião e em cima da mesa das negociações vai estar o plano plurianual de admissões para a PSP e a GNR.

Em 16 de Janeiro de 2020 o tema de uma nova reunião será sobre os suplementos remuneratórios, em 13 de fevereiro estará em discussão a nova lei de programação das infraestruturas e equipamentos das forças e serviços de segurança, e em 5 de Março será a segurança e saúde no trabalho.

Taxa de investimento das empresas açorianas está abaixo da média nacional

Avenida D. Joao IIIA taxa de investimento das empresas dos Açores é de 19%, abaixo da média nacional e de outras regiões do país, como a Madeira, que é de 20%. 

Em território nacional o valor é de 20%.

Os dados acabam de ser divulgados pela Direcção Regional de Estatística  da Madeira (DREM).

O Baixo Alentejo é a região do país que apresenta a taxa de investimento mais elevada com 48%, seguido pelo Douro com 31%, e Alentejo com 28%.

Entre as zonas do país com menor taxa de investimento das empresas encontra-se o Câvado, Alto Tâmega, e o Médio Tejo com 15%.

Em termos de produtividade do trabalho ajustada ao salário verifica-se que os Açores chegam aos 117%, a Madeira chega 137%, enquanto que em território nacional a percentagem é de 134%. 

A percentagem mais elevada está no Baixo Alentejo com 162%. 

Abaixo dos 100% encontra-se as Terras de Trás-os-Montes com 98%.

Já no peso dos gastos com o pessoal a Madeira fica-se nos 52%, os Açores nos 59%, o território nacional nos 56%. 

O Tâmega e Sousa fica-se nos 66% e o Alto Tejo nos 62% possuem as taxas mais elevadas.