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Jovem de 18 anos detido nas Furnas por agressões com barra de ferro

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Um jovem de 18 anos foi detido na última Sexta-feira, 24 de Abril, pela PSP da Esquadra de Investigação Criminal, pelo crime de ofensas à integridade física grave.

A detenção ocorreu fora de flagrante delito, no âmbito da investigação de um crime, em que o jovem terá alegadamente agredido outro com recurso a uma barra de ferro. A ocorrência remonta ao dia 21 de Abril e decorreu na freguesia das Furnas, revela a polícia no comunicado de actividade policial. 

“O detido depois de se ter apoderado de uma barra de ferro, agrediu com várias pancadas o ofendido, fazendo com que este ficasse com ferimentos graves, concretamente com perda total da visão, lado esquerdo”, revela a PSP.

Segundo a mesma fonte, o arguido já foi condenado anteriormente por crimes de roubo, ocorrido em de 2017, tendo sido condenado com quatro anos de prisão, suspenso por igual período.

Entretanto, a PSP da esquadra da Ribeira Grande apeendeu no sábado mais de uma tonelada de ração, que havia sido furtada de um terreno agrícola.

“Foram apreendidos 1208 quilos de ração em farinha, no valor total de 371,20 euros, provenientes de furto em terreno agrícola, com escalamento e arrombamento, ocorrido na freguesia da Conceição, Ribeira Grande”, refere a força policial no mesmo relatório. 

Os suspeitos do arrombamento e do furto são dois homens de 38 e 39 anos de idade. Na sequência das diligências, foi ainda apreendido o veículo ligeiro de mercadorias utilizado para a prática do furto, “o qual se veio apurar que possuía um pára-choques dado como furtado”, avançou ainda a PSP.

 

Detenções por desobediência

e incumprimento de quarentena

 

A PSP dá ainda conta da detenção, no passado fim-de-semana, de várias pessoas por desobediência e incumprimento de quarentena obrigatória.

Na ilha de São Miguel, três homens foram detidos por não terem “respeitado a ordem de quarentena no domicílio, imposta pela Autoridade de Saúde Regional”. Outros quatro foram igualmente detidos por desobediência, pelo facto de, após terem sido abordados na via pública e notificados do dever de recolhimento, terem sido interceptados “momentos depois na via pública, sem justificação para o efeito, violando desta forma o referido dever”.

A estes detidos na ilha de São Miguel junta-se ainda outro homem, de 53 anos, igualmente por desobedecer ao dever de recolhimento, mas também por “resistência e coacção contra agentes de autoridade”.

Já na ilha Graciosa, a PSP dá conta da detenção de um homem e de uma mulher, de 57 e 26 anos respectivamente, por incumprimento de confinamento obrigatório. O mesmo aconteceu no Pico, onde um homem de 45 anos, não respeitou a ordem de quarentena no domicílio. O comunicado da PSP revela ainda a detenção de um condutor alcoolizado em São Jorge, de 66 anos, que acusou uma taxa de álcool (TAS) no sangue de 1,69 g/l. Já na ilha Terceira a PSP deteve por desobediência um homem de 43 anos, “pois após ser submetido a teste qualitativo acusou uma TAS 3.11g/l recusando-se de seguida a efetuar teste quantitativo ou submeter-se a qualquer outro método de medição da TAS”.

71% das empresas açorianas reduziram volume de negócios e 91% garantem que não aumentarão preços

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O Serviço Regional de Estatística dos Açores acaba de divulgar  a 2ª informação semanal sobre o inquérito rápido às empresas, no âmbito da pandemia COVID-19, inquérito este que, como já referido na 1ª semana, as autoridades estatísticas nacionais (Instituto Nacional de Estatística e Banco de Portugal), tiveram a iniciativa de realizar dirigido a uma amostra de empresas de todo o país, no qual foram incluídas 81 com sede na Região Autónoma dos Açores. 

Das empresas respondentes, 83% mantêm-se em produção ou funcionamento, mesmo que parcialmente (81% na 1ª semana), 71% referiram que a pandemia implicou uma redução no volume de negócios (70% na 1ª semana), e 50% reportaram que ocorreu uma diminuição no número de pessoas ao serviço (59% na 1ª semana).

A situação mais relevante para a diminuição do pessoal ao serviço efectivamente a trabalhar foi o lay-off simplificado (33% das empresas respondentes).

 

Taxa de resposta global de 85%

 

Nos Açores, a taxa de resposta global na referida semana foi de 85,3%, (na 1ª semana tinha sido 65,4%) representando 93,6% do pessoal ao serviço (NPS) e 95,1% do volume de negócios (VVN) das empresas da amostra (na 1ª semana tinha sido 80,4% e 68,5%, respectivamente).

Estas percentagens foram superiores às verificadas no conjunto do país (65,7% na taxa de resposta global, representando 69,3% do NPS e 77,4% do VVN da amostra).

Nesta semana foi incluída uma nova questão que revela em que medida as empresas adaptaram a sua actividade em resultado da pandemia, sendo que 34% das empresas respondentes nos Açores referiram a diversificação ou modificação da produção, ainda que parcialmente e 17% referiram a alteração ou reforço dos canais de distribuição parcialmente.

Relembra-se que o inquérito na sua génese teve como objectivo apurar dados para o país, não estando desenhado para apuramentos ao nível de Região, sendo os resultados apresentados referentes apenas às respostas obtidas, sem qualquer extrapolação.

 

83% mantêm-se abertas

 

Os resultados da 2ª semana de inquirição (13 a 17 de Abril de 2020), indicam que 83% das empresas açorianas que responderam ao inquérito mantêm-se em produção ou funcionamento, mesmo que parcialmente. Cerca de 15% das empresas encontravam-se temporariamente encerradas, enquanto 2% tinha encerrado definitivamente.

A nível nacional, as percentagens são 82%, 16% e 1%, respectivamente

Como referido anteriormente, na semana de referência, foi incluída uma nova questão que revela em que medida as empresas respondentes adaptaram a sua atividade em resultado da pandemia, sendo que 34% das empresas referiram a diversificação ou modificação da produção (31% parcialmente e 3% totalmente) e 17% referiram a alteração ou reforço, total ou parcialmente, dos canais de distribuição.

 

71% das empresas com 

redução de volume de negócios

 

Das empresas, que responderam ao inquérito, com sede na Região Autónoma dos Açores, 71% referiram que sofreram uma redução no volume de negócios, 7% responderam que verificaram um aumento tendo 22% afirmado que o atual estado de pandemia não teve qualquer impacto no volume de negócios.

A nível nacional, 80% declararam redução enquanto 16% afirmaram ausência de impacto.

Relativamente aos factores com “muito impacto” para a redução do volume de negócios, foram referidos mais frequentemente pelas empresa “restrições do estado de emergência” (74% das empresas que responderam “sim, uma redução”) e a “ausência de encomendas/clientes” (55%). Das empresas que responderam ao inquérito, 50% afirmaram que a pandemia COVID-19 teve impacto na redução do número de pessoas ao serviço (NPS), 48% indicaram não haver impacto e 2% um aumento.

A nível nacional 60% assinalaram uma redução e 40% referiram não ter havido impacto.

 

33% em lay-off

 

Quanto aos motivos que estiveram na origem da redução do número de pessoas ao serviço, 33% das empresas respondentes (66% das que disseram redução) referiram estar na situação de layoff simplificado, enquanto 11% (isto é, 21% das que disseram redução) atribuiram a “faltas no âmbito do estado de emergência, por doença ou para apoio à família”.

Por fim, relativamente aos preços praticados pelas empresas na semana de referência, 91% afirmaram que os seus preços iriam “manter-se”, 6% “diminuir muito”, 2% “diminuir pouco” e outros 2% “aumentar pouco”.

O SREA explica que este inquérito (COVID-IREE), tem uma frequência semanal e uma duração indeterminada – manter-se-à activo enquanto se justificar – tendo a 2.ª semana de inquirição decorrido entre 13 e 17 de Abril. Os dados estatísticos divulgados nesta nota informativa correspondem aos recolhidos pelo inquérito.

Governo demite Delegado de Saúde de Ponta Delgada

Rabo de Peixe - ruaO Delegado de Saúde de Ponta Delgada, Eduardo Cunha Vaz, foi demitido do cargo após ter dado autorização a  dois ex-reclusos para se deslocarem até ao concelho da Ribeira Grande.

Os dois açorianos foram libertados de um estabelecimento prisional no continente e regressaram à ilha de São Miguel, onde teriam de cumprir o período de quarentena obrigatória numa unidade hoteleira em Ponta Delgada. 

Foram, no entanto, autorizados pelo Delegado de Saúde a se deslocarem para a vila de Rabo de Peixe, onde residem, numa decisão que levou à exoneração do resonsável.

“Na sequência da situação verificada com dois ex-reclusos, que chegaram a Ponta Delgada provenientes de Lisboa e que foram autorizados pelo Delegado de Saúde de Ponta Delgada a deslocar-se ao concelho da Ribeira Grande, em incumprimento do confinamento obrigatório em unidade hoteleira a que tinham de estar sujeitos, a Secretária Regional da Saúde exonerou, com efeitos imediatos, o referido Delegado de Saúde, Eduardo Cunha Vaz”, anunciou ontem o executivo, em comunicado.

Foi por via desta autorização do delegado de saúde que os dois ex-reclusos conseguiram a permissão para passar na cerca sanitária entre o concelho de Ponta Delgada e o da Ribeira Grande.

Ontem, em conferência de imprensa, Tiago Lopes da Autoridade de Saúde considerou que existiu uma “falha na autorização para o não cumprimento da quarentena em unidade hoteleira” e admitiu a possibilidade de os ex-reclusos terem chegado a Rabo de Peixe “por outras vias que não aquelas que estão a ser controladas”. Tiago Lopes rejeitou, contudo, uma situação de perda de confiança nas forças de segurança. “O sistema funcionou e conseguimos identificá-los e trazê-los para a unidade hoteleira”, destacou o responsável. 

 

Ex-reclusos infectados não são os que circularam em Rabo de Peixe

 

Ao contrário do que foi inicialmente avançado, os dois ex-reclusos, que foram reconduzidos pela PSP de Rabo de Peixe para o hotel, não são os mesmos dois que foram diagnosticados com covid-19, dados a conhecer no início desta semana.

A Autoridade de Saúde Regional emitiu um esclarecimento ao final da noite de terça-feira a dar conta que “os dois ex-reclusos que testaram positivo para covid-19 saíram do Estabelecimento Prisional de Angra do Heroísmo e foram directamente para o Aeroporto das Lajes para seguir para Ponta Delgada”.  

“Chegados ao Aeroporto de Ponta Delgada, foram directamente para a unidade hoteleira designada, em viatura indicada para esse efeito, onde foram testados e permanecem, desde essa altura, em confinamento obrigatório”, explicou a Autoridade de Saúde Regional.

Segundo realçou, este foi “o único percurso efectuado por estes dois ex-reclusos desde o momento em que deixaram o Estabelecimento Prisional de Angra do Heroísmo até ao momento em que deram entrada na referida unidade hoteleira em Ponta Delgada”.

 

Médica Larisa Shogenova é a nova delegada

 

O executivo nomeou para o lugar de Cunha Vaz a médica Larisa Shogenov, assistente de Saúde Pública na Unidade de Saúde da Ilha de São de Miguel desde 2018. A nova Delegada de Saúde de Ponta Delgada fez o Curso de Especialização em Saúde Pública e o Mestrado em Saúde Pública na Escola Nacional de Saúde Pública, da Universidade Nova de Lisboa. Colabora, desde 2014, na Formação dos Internos de Formação Geral. O seu estágio de Investigação Epidemiológica em Saúde Pública foi dedicado ao surto de tosse convulsa na região de Lisboa e Vale do Tejo durante o ano de 2012.

Ao longo da sua carreira participou em diversos estudos de âmbito epidemiológico e liderou vários projectos de intervenção no âmbito da Saúde Pública. Tem formação na área de Auditoria em Saúde Pública e Sanidade Internacional e Medicina de Viagens.

Larisa Shogenova é licenciada em Medicina pela Universidade Estatal de Kabardia-Balkária de H. M. Berbekov, Nalchik, na Rússia, em 2003.

Confiança negativa para o terceiro trimestre e medidas de apoio “difíceis e burocráticas”

ponta delgada - avenidaA Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada/Associação Empresarial das Ilhas de S. Miguel e Santa Maria também realizou recentemente um inquérito aos associados (embora apenas nestas duas ilhas, a notícia na página anterior é do INE e refere-se a empresas de todas as ilhas), com o objectivo de aferir, pelas respostas das empresas, o impacto da pandemia (Covid - 19) na actividade dos diversos sectores.

O inquérito foi lançado junto de cerca de 750 associados entre os dias 13 e 17 de Abril de 2020 nas ilhas de S. Miguel e Santa Maria, tendo sido recebidas 144 respostas.

O inquérito incidiu sobre três aspectos: Impacto económico na empresa; Acesso a linhas de apoio; Utilização das tecnologias da informação e; Utilização do take-away ou venda ao domicílio.

Da análise dos resultados, neste universo, àquela data, o inquérito revela que apenas 25% das empresas que responderam estavam em funcionamento normal, sendo que 32% estavam parcialmente encerradas e 45% totalmente encerradas; 90% das empresas tiveram evolução negativa de vendas sendo que para 64% a quebra foi superior a 30%, e para 35% foram superiores a 50%; O grau de perspectiva negativa mantém-se para o terceiro trimestre (Julho a Setembro) atenuando-se, ligeiramente, para o último trimestre do ano.

Quanto a medidas de apoio, 68% das empresas inquiridas recorreram às medidas de apoio; Destas, 38% recorreram às linhas de emprego, 30% às moratórias e 23,6% às linhas de crédito COVID 19; 46% das empresas considerou as candidaturas difíceis e burocráticas, 43% considerou-as fáceis e 11% considerou o tempo de resposta rápido; Das que não recorreram a apoios 43% alega que a empresa não se enquadra nos critérios, 24% que não são adequados às necessidades, 28,5% pelas exigências e 15% por não precisarem;

Sobre o teletrabalho e o take-away, o inquérito revela que, para 55% das empresas não se aplica o teletrabalho, para 38% adoptaram teletrabalho para alguns trabalhadores e 7% colocou todos os trabalhadores em teletrabalho; Nas empresas que optaram por teletrabalho, em 42% a produtividade reduziu, em 42% manteve-se e em 1,4% dos casos aumentou; A modalidade de vendas em take-away ou entrega ao domicílio, 79% respondeu que não se aplicava à sua empresa, 12,5% adoptou vendas ao domicílio e 8% por take-away; Dos inquiridos 64% recorreu aos serviços da CCIPD para informações e 93% considerou-os adequados.

O relatório completo deste inquérito está disponível na página da Câmara do Comércio, em www.ccipd.pt.

Ex-reclusos infectados foram do aeroporto "directamente" para quarentena no hotel

cadeia de angraOs dois ex-reclusos que obtiveram autorização para cumprir a quarentena no domicílio, em Rabo de Peixe, não são afinal os ex-reclusos infectados com o novo coronavírus, como havia sido inicialmente avançado.

A Autoridade de Saúde Regional esclareceu ontem à noite que "os dois ex-reclusos que testaram positivo para Covid-19 saíram do Estabelecimento Prisional de Angra do Heroísmo e foram directamente para o Aeroporto das Lajes para seguir para Ponta Delgada".  

"Chegados ao Aeroporto de Ponta Delgada, foram directamente para a unidade hoteleira designada, em viatura indicada para esse efeito, onde foram testados e permanecem, desde essa altura, em confinamento obrigatório", refere a Autoridade de Saúde num comunicado emitido ao final da noite de ontem.

Segundo realça, este foi "o único percurso efectuado por estes dois ex-reclusos desde o momento em que deixaram o Estabelecimento Prisional de Angra do Heroísmo até ao momento em que deram entrada na referida unidade hoteleira em Ponta Delgada".