No ano passado houve 21 casamentos entre pessoas do mesmo sexo nos Açores

casamento gay

No ano passado realizaram-se nos Açores 21 casamentos entre pessoas do mesmo sexo (8 no masculino e 13 no feminino), revelou o SREA em publicação a que o nosso jornal teve acesso.  

Recorde-se que, com a Lei nº 9/2010 de 31 de Maio, passou a ser permitido o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, pelo que, a partir de 2010, os valores divulgados pelo SREA também incluem esses casamentos. 

 Em 2017 foram celebrados, nos Açores, 921 casamentos (menos 1 que em 2016), um valor que relacionado com o efectivo populacional estimado para o meio do ano, revela uma taxa de nupcialidade de 3,8 casamentos por mil habitantes (valor igual ao do ano anterior). 

 

Casamentos de preferência no Verão

 

 As Ilhas de São Miguel, Terceira e São Jorge, são as ilhas que apresentam uma taxa de nupcialidade superior à média regional (3,9‰, 4,0‰ e 3,9‰ respectivamente). 

As restantes ilhas apresentam, para este ano, taxas inferiores à média da região. 

À semelhança do que vem acontecendo em anos anteriores os açorianos em 2017 continuaram a preferir casar nos meses de Verão, em especial em Julho (190 casamentos), Agosto (100 casamentos) e Setembro (140 casamentos). 

  Em 2017, cerca de 85,9% dos nubentes optaram pelo regime geral de bens – a comunhão de adquiridos. 

Do total de casamentos celebrados, cerca de 66,3% (611) dizem respeito a primeiros casamentos – casamentos de mulheres solteiras com homens solteiros – taxa inferior a 2016, que foi 69,6%. 

Observa-se que o fenómeno de nupcialidade de 2ª ordem (segundos casamentos e superiores) em 2017 foi mais significativo no caso do sexo masculino: do total de nubentes do sexo masculino, 1,2% eram viúvos e 21,8% divorciados; no caso do sexo feminino, 1,5% eram viúvas e 22,5% divorciadas. 

 

 623 divórcios no anos passado

 

  De acordo com os dados de casamentos dissolvidos por divórcio, agora divulgados, em 2017 ocorreram 623 divórcios, tendo sido registada uma diminuição de 1,9% relativamente a 2016, ano em que se registaram 635 casos. 

A taxa de divórcio foi de 2,5‰, tendo descido 1,0 p.p. comparativamente a 2016. 

  Um outro indicador – número de casamentos dissolvidos através de divórcio por 100 casamentos celebrados - reflecte a mesma realidade. 

Em 2017 por cada 100 casamentos celebrados registavam-se 67,4 divórcios enquanto que em 2016 o valor foi superior (68,9%).   

  Esta taxa apresenta valores elevados na maior parte das Ilhas. 

Apenas as Ilhas de Santa Maria (66,7%), São Miguel (65,2%), São Jorge (66,7%) e Pico (67,3%) obtiveram valores inferiores à média regional. 

De entre os valores mais elevados, destaca-se a Graciosa, em que houve mais divórcios que casamentos (133,3%) e o Corvo onde se celebrou um casamento e onde ocorreu 1 divórcio.  

 

Oito ilhas estão a perder população e muitas crianças estão a nascer fora do casamento

pessoas em Ponta Delgada1Os Açores estão a perder população de ano para ano, com oito ilhas a registarem no ano passado a perda de milhares de habitantes.

De acordo com dados do SREA divulgados ontem, a penas o Corvo registou crescimento populacional.

Com efeito, estima-se que residiam na Região Autónoma dos Açores, 243.862 indivíduos, em 31 de Dezembro de 2017, sendo 118.810 homens e 125 052 mulheres. 

Esta estimativa representa uma diminuição de 1.421 indivíduos em relação ao valor estimado para 2016 ou seja uma taxa de crescimento efectivo de -5,8‰, menos 3,8 p.p. que no ano anterior.

Por ilhas verifica-se que o crescimento efectivo apresenta variações diferenciadas. 

Desta forma, e para 2017, quase todas as ilhas apresentam um valor negativo, com a excepção do Corvo onde este indicador foi 4,3‰. 

Dentro dos valores negativos, destacam-se as ilhas de São Jorge (-9,9‰) e das Flores (-8,2‰), sendo em Santa Maria apenas -0,7‰. 

O Índice de Envelhecimento demográfico (relação entre a população idosa e o número de pessoas com idades compreendidas entre os 0 e os 14 anos), fixou-se em 89,3 pessoas idosas por cada 100 pessoas jovens, contra os 85,6 em 2016.

Por ilhas, este índice atingiu os valores mais elevados na ilha das Flores (159,6), em São Jorge (156,1) e no Pico (152,5). Os valores mais baixos verificam-se em São Miguel (69,4), Santa Maria (98,5) e Terceira (108,2). 

Em 2017, a diferença entre o número de nados vivos e o número de óbitos ocorridos foi de -27, enquanto que em 2016 esta diferença era de -145. 

O excedente de vida apenas é positivo nas ilhas de São Miguel (226) e Santa Maria (19).

Nas restantes ilhas este indicador é negativo, atingindo os valores mais significativos na Terceira (-106) e no Pico (-51).

 

Menos crianças nascidas em 2017

 

Em 2017 nasceram 2.219 crianças nos Açores, menos 1,4% do que em 2016. 

A taxa de natalidade situou-se em 9,1‰, valor inferior em 0,1 p.p. do em 2016. 

A taxa de natalidade foi maior nas ilhas de Santa Maria (10,8‰), São Miguel e Pico (9,8‰) e menor no Corvo (2,2‰). 

Outro indicador de natalidade é a taxa de fecundidade (número de nascimentos por mulheres com idades entre 15 e 49 anos). Esta taxa tem vindo a decrescer desde 2000. 

Nesse ano teve um ligeiro aumento, descendo logo a seguir em 2001 (50,7‰), para atingir os 42,6‰ em 2010.

Aumentou para 43,3‰ em 2011, decrescendo logo em 2012, para 39,0‰, em 2013 e 2014, para 36,8‰, em 2015 para 36,0‰. 

Em 2016 situou-se em 36,2‰ e em 2017 registou mais uma descida para 35,7‰.

A par da oscilação que regista a taxa de fecundidade, outras características dos comportamentos relativos à natalidade têm vindo a modificar-se.

 

Muitas crianças nascem fora do casamento

 

O número de crianças nascidas fora do casamento têm vindo a crescer nos últimos anos, e em 2017 voltou a aumentar, tendo nascido 1.039 crianças fora do casamento (mais 53 do que em 2016) ou seja por cada 100 nados vivos, cerca de 47 são filhos de pais não casados entre si.

A percentagem de nascimentos fora do casamento assumiu valores mais elevados nas Ilhas do Corvo (100,0%), das Flores (75,0%), São Jorge (59,6%) e Pico (57,0%). 

Os valores mais baixos nas Ilhas de São Miguel (43,3%) e Terceira (48,3%). 

Actualmente, o nascimento em estabelecimento hospitalar cobre a quase totalidade dos nascimentos ocorridos na Região Autónoma dos Açores. 

Em 2017 cerca de 98,7% dos partos ocorreram em estabelecimento hospitalar.

China poderá estar interessada no porto da Praia da Vitória e não faz parte ainda do Air Center

baía praia da vitóriaO interesse em atrair a China para os portos portugueses tem vindo a ser manifestado em vários momentos pela Presidência da República e pelo governo português, sendo que Sines e o porto de águas profundas da Praia da Vitória, no Açores, são vistos como infraestruturas com capacidade de atracção de empresas chinesas, escreve o jornal Dinheiro Vivo, a propósito da visita do Presidente da China, que hoje chega a Portugal.

 Empresas chinesas – nomeadamente, a Cosco – têm já presença em portos espanhóis como o de Valencia, no entanto o governo de Espanha, onde Xi Jinping se deslocou no final do mês passado, rejeitou a assinatura de um memorando de entendimento para a inclusão do país na iniciativa Faixa e Rota. 

A decisão foi tomada por Madrid devido ao facto de a União Europeia ter, ela própria, lançado uma iniciativa de promoção de infraestruturas nos corredores euroasiáticos, adianta o jornal.

Por outro lado, a China tem vindo a manifestar interesse em cooperar com os Açores no âmbito do “Air Center” mas não integra “para já” o projecto. 

A China esteve representada na primeira reunião ‘Atlantic Interactions’, na ilha Terceira, em Abril de 2017, mas “não integra, para já”, o Air Center – Centro de Investigação Internacional do Atlântico, segundo fonte do governo dos Açores.

Elementos de uma comitiva do Ministério da Ciência e Tecnologia da China e da Academia de Ciência Chinesa estiveram, entretanto, nos Açores, em Dezembro de 2017, tendo sido anunciado em Maio, que o governo português pretende desenvolver parcerias com a China e com a Índia no âmbito do “Air Center” e do programa espacial português. 

Segundo a mesma fonte, nesse contexto avançou em Novembro a criação do STARLab, um laboratório de investigação e desenvolvimento tecnológico para o espaço e para os oceanos e que é uma iniciativa conjunta de Portugal e a China.

 Na fundação do “Air Center” estão envolvidos os governos de Portugal, Brasil, Espanha, Angola, Cabo Verde, Nigéria, Uruguai, São Tomé e Príncipe, a par do Governo dos Açores. 

Prevê-se que venham integrar o “Air Center” a Nigéria, Angola, Namíbia e África do Sul, estando em curso o processo de selecção do CEO, que será concluído ainda este ano, para em 2019 proceder-se a seleção do CSO (Chief Scientific Officer), do CBO (Chief Business Officer) e da restante equipa operacional. 

 

AIDAcara vai passar a noite das montras em Ponta Delgada

aidacara

O último mês do ano é normalmente um dos meses de menor movimento de navios de cruzeiros no arquipélago, pois praticamente todos os navios que fazem a época de Inverno nas Caraíbas e na Florida já se encontram naquelas paragens.  

Assim o mês de Dezembro trará somente 12 escalas aos Açores, com seis escalas  em Ponta Delgada, quatro na Praia da Vitória e duas na cidade da Horta.

Em Ponta Delgada as escalas deviam iniciar-se no último sábado, com a paragem no terminal de cruzeiros das Portas do Mar  do ARCADIA, mas à última da hora cancelou.

 

1.720 passageiros hoje em Ponta Delgada

 

Hoje será a vez do terminal de cruzeiros das Portas do Mar receber a visita do elegante paquete ORIANA, da P&O Cruises, com 1.720 passageiros a bordo, no âmbito dum itinerário denominado Caribbean & Azores Cruise e teve inicio a 11 de Novembro em Southampton, em  que a escala  em Ponta Delgada é a última deste interessante itinerário. 

Para além da cidade do Funchal contemplou escalas nos principais portos da Caraíbas.

Inaugurado em 1995, o ORIANA  foi construído nos estaleiros alemães Meyer Werft, em Papenburg. 

Mede 260 metros de comprimento, 32 metros de largura, 7,9 metros de calado, possui 69,153 toneladas de arqueação bruta e tem capacidade para 1820 hóspedes e 820 tripulantes. 

Com 10 decks para passageiros, dispõe de 909 cabines, 592 das quais são exteriores e 317 interiores simples. 

Este ano foi sujeito a um significativo restyling, pelo que se apresenta com algumas notórias modificações. 

 

O mais rápido navio de cruzeiros

 

Talvez a mais evidente destas transformações é visível à popa, onde lhe foram acrescentados estabilizadores.

Apesar de ser o mais antigo navio da frota da P&O Cruises é também o mais rápido, uma vez que detém o troféu Golden Cockerel, prémio que lhe foi atribuído por ter atingido a velocidade de 26,2 nós. 

Sucedeu, assim, ao emblemático Canberra, que durante largos anos foi o detentor daquela distinção. 

No final do próximo este paquete deixará a frota desta operadora britânica e rumará para a Ásia, em virtude de ter sido adquirido por um operador daquele continente.

 

AIDAcara Sábado em Ponta Delgada

 

No próximo Sábado será a vez de Ponta Delgada receber novamente a paragem do AIDAcara, que inicia nesta cidade a primeira escala do seu segundo cruzeiro de Inverno, que contempla 3 escalas nos Açores, Madeira e Canárias.

Neste itinerário, para além de Ponta Delgada, em que pernoitará de 8 para 9, o cruzeiro contempla escalas na  Horta no dia 10 e Praia da Vitória no dia 11.

De salientar que este mesmo itinerário se irá repetir pelo Natal, com escalas em Ponta Delgada nos dias 22 e 23, Horta no dia 24 e Praia da Vitória no dia 25.

Inaugurado em Junho de 1996, o AIDAcara foi construído na Finlândia pelos estaleiros Kvaerner Masa-Yards, em Turku. 

Foi o primeiro navio a integrar a jovem operadora alemã, então com a designação AIDA.

Com 193 metros de comprimento, 28 metros de boca e os 6 metros de calado, possui 38,557 mil toneladas de arqueação bruta e tem capacidade máxima para acomodar 1180 hóspedes e 420 tripulantes.

 

Queen Victoria na Terceira dia 9

 

No dia 9 a cidade da Praia da Vitória receberá a escala do luxuoso e renovado paquete QUEEN VICTORIA, da conhecida operadora inglesa Cunard, que naquela cidade fará a última escala de um cruzeiro transatlântico de 24 noites ás Caraíbas, que contemplaram escalas no Funchal, em  St Maarten, St John nas Antiquas, Martinique, St Vicent e Bridgetown.

 

Viking Sun em P. Delgada no dia 19

 

No dia 19 teremos a escala do VIKING SUN, um dos mais recentes navio de cruzeiros da luxuosa  companhia Viking Cruises, que acaba de ser inaugurado, no passado dia 18, em Veneza.

É a segunda vez que os Açores recebem um navio de cruzeiros desta operadora sediada em Los Angeles, na Califórnia, e que até à poucos anos se dedicava exclusivamente ao mercado de cruzeiros fluviais mas que a partir de 2015 estendeu as suas operações para os cruzeiros marítimos.

Esta escala faz parte de um cruzeiro transatlântico que se inicia em Civitavecchia no dia 4 de Dezembro e que contempla diversas escalas em alguns dos principais portos do Mediterraneo, Lisboa, Ponta Delgada, Hamilton, nas Bermudas, antes de terminar o itinerário em Miami.

Construido nos estaleiros de Fincantiari, em Itália, em 2017, o VIKING SUN desloca 47.800 toneladas, sendo as suas dimensões de 227 metros de comprimento e 28,8 metros de boca. 

Tem capacidade para alojar 930 passageiros, todos em camarotes com varanda e 602 tripulantes.

 

Saga Saphire no dia 23

 

As escalas de 2018 em Ponta Delgada terminam no dia 23 com a passagem no terminal de cruzeiros das Portas do Mar do SAGA SAPPHIRE, da companhia britânica Saga Cruises, que fará em Ponta Delgada a primeira escala de um interessante itinerário transatlântico de 33 noites, e que levará aquele paquete ás Bermudas e a diversos portos das Caraíbas, onde fará um conjunto muito abrangente de escalas antes do seu regresso ao seu porto base de Southampton a 21 de Janeiro do próximo ano

Possui 37.301 toneladas de arqueação bruta, sendo as suas dimensões de 199,6 metros de comprimento, 28,5 metros de boca e um calado de 8,30 metros. 

Tem capacidade para alojar 706 passageiros e 416 tripulantes.

Recordemos que o SAGA SAPPHIRE, construido em 1981 nos estaleiros de Bremen Vulkan, na Alemanha, para a Hapag Lloyd, e baptizado como Europa, foi considerado na altura como o melhor navio de cruzeiros do mundo pelo conceituado “Berlitz Guide”.

 

jornal@diariodosacores/com o Azores Cruise Club

Preço das habitações teve uma queda de 0,2% nos Açores

avaliação 2Em Outubro, no país, o valor médio de avaliação bancária, realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação, fixou-se em 1 212 euros por metro quadrado (euros/m2), mais 7 euros que em Setembro, revela o INE.

Quando comparado com o mês anterior, o valor médio de avaliação dos apartamentos aumentou 13 euros em Outubro, para 1 277 euros/m2. 

Nas moradias, o valor médio de avaliação diminuiu 1 euro para 1 110 euros/m2. 

A nível regional, a maior subida para o conjunto da habitação registou-se no Algarve (1,2%), tendo-se verificado descidas na Região Autónoma da Madeira (-0,1%) e na Região Autónoma dos Açores (-0,2%). 

 

Subida nos apartamentos em relação a setembro

 

avaliação 1No mês em análise, o valor médio de avaliação bancária de apartamentos foi 1 277 euros/m2. 

O valor mais elevado foi observado na região do Algarve (1 606 euros/m2) e o mais baixo no Alentejo (1 036 euros/m2).

Comparativamente com Setembro, a Região Autónoma dos Açores e o Centro apresentaram a maior subida (1,5%) e a Região Autónoma da Madeira registou a única descida (-1,3%).

Em termos homólogos, o Algarve apresentou o crescimento mais expressivo (11,8%) e a Região Autónoma dos Açores a única descida (-0,2%)

 

Descida nas moradias

 

Em Outubro, a média da avaliação bancária das moradias foi 1 110 euros/m2. 

Os valores mais elevados observaram-se na Área Metropolitana de Lisboa (1 540 euros/m2) e no Algarve (1 528 euros/m2), sendo o mais baixo no Centro (971 euros/m2). Comparativamente com Setembro, a Região Autónoma da Madeira apresentou a subida mais intensa (1,6%), enquanto no Norte e Região Autónoma dos Açores se registaram descidas (-0,9% e -0,4%, respectivamente). 

Em termos homólogos, o maior aumento no valor das avaliações de moradias observou-se na Área Metropolitana de Lisboa (11,4%) e o menor ocorreu na região do Algarve (2,8%).