Hotéis de São Miguel cheios para a Páscoa, Festas do Santo Cristo e Verão de 2019

cama hotel

Atendendo ao ciclo de crescimento que os Açores têm vindo a registar nos últimos anos, com o fim da época baixa e o início da época alta os números mostram que a procura pelo destino Açores continua a ser uma realidade tanto por portugueses como por estrangeiros. A duas semanas da Páscoa, que se celebra a 21 de Abril, a ocupação nas unidades hoteleiras dos Açores encontram-se em níveis semelhantes aos do ano passado. A confirmação foi dada ao Diário dos Açores por Fernando Neves representante da Associação da Hotelaria de Portugal nos Açores (AHP). Conforme explicou, “mantém-se a procura do destino Açores na altura da Páscoa”, acrescentando que “esta é sempre uma altura em que há uma maior procura e tem sido uma fase que tem marcado, nos últimos anos, a viragem da época baixa para a época alta”.

Este responsável deu conta que “as ocupações hoteleiras este ano estão ao nível do ano passado, com alguma estabilização. Ou seja, não se registam aumentos nas ocupações, mas também não há quebras. A procura continua estável em relação aos anos anteriores. Importa também referir que estamos numa fase em que a ocupação, em concreto em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, é elevada, logo a capacidade de crescimento também não pode ser maior”.

Fernando Neves revela ainda que a seguir à Páscoa também já se nota uma estabilização e uma ocupação já com alguma relevância comparando com os números do ano passado, assegurando que “o mês de Maio, em São Miguel, já tem uma procura bastante elevada, em particular por causa das festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres. Neste momento as taxas de ocupação estão praticamente completas”.

O mesmo se poderá dizer em relação ao Verão de 2019 que o representante da Associação da Hotelaria de Portugal nos Açores acredita que se irá manter nos mesmos níveis do ano passado. 

 

“Novas unidades hoteleiras

descaracterizam um pouco

o nosso destino”

 

Questionado sobre como olha para a construção de novas unidades hoteleiras na ilha de São Miguel, Fernando Neves é peremptório frisando que “uma mais-valia para o turismo dos Açores é alguma sustentabilidade e também nesta área devemos ter algum cuidado”, assegura.

A este propósito este responsável diz haver “aqui muita euforia, e creio que, numa primeira análise, não é saudável. Na minha opinião, penso que estamos a assistir a uma disputa de certas autarquias que vai para além dos interesses turísticos”.

Olhando para as características das unidades hoteleiras nos Açores, Fernando Neves explica que se tratam de pequenas unidades, como aliás manda o Plano de Ordenamento do Território que prevê que as unidades hoteleiras nos maiores centros urbanos só podem ter até 150 camas e “creio que esses novos investimentos em infra-estruturas não vêm ao encontro do que a grande maioria das pessoas gostaria que fosse o turismo nos Açores”.

Ainda assim, avança, “não acredito que estas novas unidades hoteleiras, que geralmente estão associadas a grandes grupos, venham retirar clientes às unidades já existentes. O que poderá acontecer é que estas grandes unidades hoteleiras que também já têm os seus clientes, acabem por transferir clientes já seus. Não retiram ao mercado e acabam por somar um pouco mais”, comenta.

Para Fernando Neves, “a construção destas novas unidades hoteleiras descaracteriza um pouco o nosso destino e que irá, naturalmente, ter reflexos no futuro. Estamos num ciclo de crescimento, mas é natural que cheguemos a uma altura, a prazo, em que se poderá assistir a ciclos mais baixos e nesta altura as dificuldades irão aumentar bastante”, conclui.

Por: Olivéria Santos

 

Açores têm 25% de empresas ‘zombies’

Ponta Delgada2Os Açores têm 25,4% de empresas ‘zombies’, um dos maiores problemas da economia nas regiões ou no país, sublinha o estudo “Investimento Empresarial e o Crescimento da Economia Portuguesa”, lançado pela Fundação Calouste Gulbenkian em Dezembro de 2017, revelado pelo ZAP.

Empresas ‘zombie’ são aquelas que se apresentam em estado de “mortas-vivas”, não têm condições para se levantarem da crise em que estão enterradas, não revelando viabilidade económica e existindo completamente dependentes dos créditos bancários.

Como uma bola-de-neve problemática, os Bancos continuam a alimentar linhas de crédito porque não têm interesse em reflectir nas suas contas as perdas com estas empresas.

A política de taxas de juro baixas contribui para este cenário, já que facilita o endividamento das empresas e, por outro lado, os investidores também apostam mais facilmente em sociedades que implicam mais riscos.

A Madeira tem 34,1% do total das empresas. 

Em Portugal, as empresas ‘zombies‘ têm um peso relevante na economia nacional, representando em 2015 cerca de 10% do endividamento e 14,3% do emprego no país. 

Esta análise à realidade económica nacional constatou que a incidência de empresas ‘zombies‘ se situava nos 26% em 2015 – em 2012, era de 36% do total. 

Em termos de sectores, o destaque vai para o alojamento e a restauração, com uma representação de 40%, seguindo-se o comércio (24%) e a indústria transformadora (23%). 

Outro estudo relativo ao ano de 2015, intitulado “Empresas Zombie em Portugal – Os sectores não transaccionáveis da construção e dos serviços” e efectuado pelo Gabinete de Estratégia e Estudos do Ministério da Economia e Inovação, aponta que mais de 10% das empresas portuguesas de construção e serviços não têm viabilidade económica.

Este relatório, divulgado pelo Dinheiro Vivo, destaca que estas empresas “sobrevivem à custa de crédito”, pagando “salários acima da produtividade” e não conseguindo gerar “receitas suficientes” para a sustentabilidade das operações.

Em termos de números, estas empresas ‘zombies‘ eram mais de 7500, ou seja, 10,65% do total em 2015. Em 2008, tinham-se situado nas 5100 (5,24% do total) e em 2013, eram 9500 (12,48%), conclui o ZAP.

Unileite baixa preço do leite e impõe limites de produção

vacas111A Unileite vai baixar o preço do leite à produção em 1 cêntimo por litro, de acordo com decisão aprovada em Assembleia Geral.

Segundo a Antena 1 Açores, o novo Presidente da Unileite, Pedro Tavares, justifica a descida com o facto da cooperativa acumular resultados negativos, não havendo alternativa à medida.

Foi ainda decidido que haverá limites à produção de leite, a partir de Maio e durante 4 meses.

As penalizações serão de 6 cêntimos por litro a quem exceder a produção.

Em declarações àquela rádio, Jorge Rita, Presidente da Associação Agrícola, sublinhou que se trata de uma má notícia para o sector e que vai trazer consequências “muito negativas”.

Já a Unicol, na ilha Terceira, tinha também imposto limites de produção, como base nos valores de 2018.

A decisão, segundo o Secretário Regional da Agricultura dos Açores, penaliza o rendimento de produtores de leite da ilha Terceira. 

“Muitos deles (produtores) realizaram projectos de investimento para aumento da produção”, sendo agora confrontados com a decisão da Unicol - União das Cooperativas de Lacticínios Terceirense, afirmou João Ponte.

Cerca de 300 produtores, um universo de cerca de 50% do total da ilha, foram confrontados com multas pela Unicol por terem excedido os limites de produção, o que representa, segundo o Presidente da Associação Agrícola da ilha Terceira, José António Azevedo, menos 240 mil euros no pagamento do preço do leite.

Um dos cruzeiros mais luxuosos hoje em Ponta Delgada

seven seas explorer

As escalas de navios cruzeiros neste mês de Abril prosseguem hoje com a presença nesta cidade de um dos mais luxuosos e conceituados navios de cruzeiros da actualidade. 

De facto, o SEVEN SEAS EXPLORER, o mais recente navio de cruzeiros da luxuosa operadora norte-americana Regent Seven Seas Cruises, tem merecido rasgados elogios da comunicação social especializada, atendendo os seus elevados padrões de luxo e conforto, aonde se alia um serviço de alta qualidade, como é apanágio desta operadora.

Esta paragem em Ponta Delgada e no dia anterior na cidade da Horta estão inseridas num itinerário transatlântico, que teve início no passado dia 25 de Março, em Miami, e irá terminar em Lisboa, no dia 10, inclui ndo escalas neste arquipélago e paragens em King´s Wharf, na Bermuda, e na cidade do Funchal.

Construido nos estaleiros italianos de Fincatieri de Sestri Ponente, em Génova, foi entregue à companhia em Novembro de 2016.

Com 224 metros de comprimento, 31,1 metros de boca, um calado de 7,1 metros e 13 decks públicos, possui 54.000 toneladas de arqueação bruta, sendo a sua capacidade de alojamento em suítes, com varanda, de 750 passageiros. 

A sua tripulação é composta 552  elementos. 

Como curiosidades finais registe-se que na sua Regent Suite, localizada sobre a ponte de comando, a sua cama custou a módica quantia de 90.000 dólares.  

 

‘Jewel of the Seas’ amanhã em Ponta Delgada

 

Amanhã será a vez do terminal da Portas do Mar receber a visita do JEWEL of the SEAS, um dos navios da classe Radiance, da conhecida companhia norte-americana Royal Caribbean International. 

Esta escala em Ponta Delgada está incluída num cruzeiro transatlântico de 14 noites, que se iniciou no passado dia 29 de Março, em Miami, e que inclui igualmente escalas em Gibraltar, Alicante e Valência, antes da sua chegada  no dia 12 a Civitavecchia, em Itália.

Construido em 2004 nos estaleiros de Meyer Werft, em Papenburg, na Alemanha, este elegante navio norte americano apresenta 90.090 toneladas de arqueação bruta, 293,2 metros de comprimento, 32,2 metros de boca e um calado de 8,5 metros. 

Tem capacidade para alojar  2.100 passageiros em ocupação normal que poderão estender-se a perto de 2.500 em ocupação máxima.  

A sua tripulação é de 858 elementos.

 

Azores Cruise Club/Para Diário dos Açores

Sinaga obrigada a pagar 1,8 milhões de euros à Autoridade Tributária

sinaga1A Sinaga vai ter que pagar à Autoridade Tributária cerca de 1,8 milhões de euros, num processo que já vinha do tempo do anterior proprietário da empresa.

A decisão já foi tomada em tribunal, depois de um longo processo que se arrastou por vários anos, transitando de ano para ano nas contas da antiga fábrica de açúcar.

A revelação foi feita pelo novo presidente da administração da Sinaga, Rui Maciel, que adiantou ainda que cerca de 40% da dívida já foi paga, prevendo que até ao final deste semestre seja pago o restante. 

Com efeito, a nova administração da Sinaga passa agora a ter apenas um presidente e dois vogais não executivos, em substituição da administração anterior presidida por Paulo neves.

Ouvido ontem na Comissão Parlamentar de Economia, o novo Presidente, Rui Maciel, que já era vogal, falou dos novos objectivos da empresa, que são praticamente os mesmos que já tinham sido anunciados pela anterior administração, nomeadamente amortizar o passivo bancário através da venda de património.

 Recorde-se que a Sinaga tem a fábrica do álcool na Lagoa à venda por 2 milhões e 600 mil euros, terrenos nas Capelas e  asede em Ponta Delgada para eventual projecto imobiliário. 

A Sinaga fechou o ano de 2018 com um resultado líquido positivo de 68,5 mil euros e com um resultado operacional positivo superior a 800 mil euros, fruto da reestruturação em curso na açucareira açoriana, mas recebeu ao longo do ano quase 2 milhões de euros em subsídios do governo.

A empresa, que tem um passivo de 28 milhões de euros, foi adquirida pelo Governo Regional dos Açores, em Fevereiro de 2010, por 800 mil euros.