Preço da habitação nos Açores teve o menor aumento do país em Abril

Ponta Delgada vista aereaEm Abril, o valor médio de avaliação bancária realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação, fixou-se em 1 256 euros por metro quadrado (euros/m2), no país, mais 9 euros que no mês anterior.

Quando comparado com Março, o valor médio de avaliação dos apartamentos subiu 13 euros, para 1 333 euros/m2. 

Nas moradias, o valor médio de avaliação subiu 3 euros, para 1 131 euros/m2. 

A nível regional, a maior subida para o conjunto da habitação registou-se na Região Autónoma da Madeira (3,0%), e a menor na Área Metropolitana de Lisboa (0,2%).

Em comparação com o período homólogo, o valor médio das avaliações cresceu 7,3%, tendo o valor de apartamentos e de moradias aumentado 8,9% e 5,3%, respectivamente. 

A taxa de variação homóloga mais elevada para o conjunto das avaliações verificou-se no Algarve (13,0%) e a menor na Região Autónoma dos Açores (0,9%).

 

Apartamentos

 

No mês de Abril, o valor médio de avaliação bancária de apartamentos no país foi 1 333 euros/m2. 

O valor mais elevado foi observado na região do Algarve (1 691 euros/m2) e o mais baixo no Alentejo (1 055 euros/m2).

Comparativamente com Março, o valor para apartamentos subiu 1,0%, tendo a Região Autónoma dos Açores apresentado a maior subida (7,9%) e a Área Metropolitana de Lisboa a menor (0,2%).

Em termos homólogos, o Algarve apresentou o crescimento mais expressivo (14,4%) e a Região Autónoma da Madeira o mais baixo (3,7%). 

O valor médio da avaliação para apartamentos T2 foi 1 354 euros/m2 (mais 17 euros do que no mês precedente). 

Para os T3, outra das tipologias com mais avaliações realizadas, observou-se uma subida de 5 euros, para 1 247 euros/m2. 

No seu conjunto, estas tipologias representaram 83,3% das avaliações de apartamentos realizadas em abril. 

 

Moradias

 

A avaliação bancária das moradias subiu 3 euros, para 1 131 euros/m2. 

Os valores mais elevados observaram-se no Algarve (1 567 euros/m2) e na Área Metropolitana de Lisboa (1 551 euros/m2), tendo o Centro registado o valor mais baixo (991 euros/m2). 

Comparativamente com março, a Região Autónoma da Madeira apresentou o maior aumento (2,0%), enquanto no Algarve se registou a descida mais acentuada (-1,6%).

Em termos homólogos, o Algarve apresentou o maior crescimento (9,9%) e o menor ocorreu na Região Autónoma dos Açores (-0,8%).

Comparando com o mês anterior, o valor da tipologia T3 manteve-se em 1 112 euros/m2. 

A moradia tipo T4 apresentou uma subida de 4 euros, para 1 153 euros/m2. 

Estas tipologias representaram 71,4% das avaliações de moradias no mês de Abril.

23% dos jovens açorianos continuam no desemprego

pessoas em Ponta Delgada1O desemprego nos Açores abrange 8,4% da população activa, continuando a ser maior nos mais jovens, que no 1º trimestre deste ano atingiu 23,2% dos indivíduos com idades compreendidas entre os 15 e os 24 anos, revela um estudo do SREA agora divulgado.

 Mesmo assim é a menor taxa da actual série do Inquérito ao Emprego, tendo diminuído 9,5 pontos percentuais relativamente ao trimestre anterior.

A diminuição homóloga do desemprego deveu-se fundamentalmente à diminuição do número de desempregados à procura do primeiro emprego, que passaram de 1.913 para 1.419 indivíduos (-25,8%), uma vez que o número de desempregados à procura de novo emprego diminuiu apenas 1,5%, passando de 9.019 indivíduos para 8.880 indivíduos.

Na análise por sexos, em termos homólogos, verifica-se uma variação em termos de peso no total do desemprego: o sexo masculino passou de 56,2% para 48,8% do total do desemprego, e o sexo feminino de 43,8% para 51,2%. 

 

Menos trabalhadores por conta própria

 

Quanto à situação na profissão verificou-se um aumento (1,0%), em termos homólogos, no grupo dos trabalhadores por conta de outrem, enquanto que no grupo dos trabalhadores por conta própria ocorreu uma diminuição (3,4%). 

No que diz respeito à variação trimestral, verificaram-se aumentos nos trabalhadores por conta de outrem (1,1%) e nos trabalhadores por conta própria (2,5%).

Neste último grupo, os trabalhadores por conta própria como isolados apresentaram aumentos na variação homóloga (0,7%) e na variação trimestral (10,9%). 

Os trabalhadores por conta própria como empregadores, registaram diminuições, quer em ternos homólogos (14,1%), quer em termos trimestrais (16,8%).

Os trabalhadores por conta de outrem que possuem um contrato permanente, registaram uma variação homóloga positiva (0,3%) e uma variação trimestral negativa (3,4%).

Nos trabalhadores com contrato não permanente, a variação homóloga foi negativa (10,3%) e a variação trimestral foi positiva (3,1%).

A Subutilização do trabalho diminuiu 8,5% relativamente a igual trimestre de do ano anterior e 0,7% comparando com o 4º trimestre de 2018. 

 

Mais emprego no sector secundário

 

Na evolução do emprego por sectores de actividade, verificou-se um aumento na variação homóloga no sector secundário (6,7%) e diminuições nos sectores primário (4,4%) e terciário (0,4%). 

Na variação trimestral, apenas o sector primário apresentou uma diminuição (5,5%). 

Os sectores secundário e terciário registaram aumentos: 1,1% e 2,0% respectivamente.

Nas variações trimestrais o maior aumento verificou-se no subsector da educação e a maior diminuição ocorreu nas actividades da saúde humana e apoio social (5,3%).

Em termos homólogos, o maior aumento foi no subsector do comércio por grosso e a retalho (18,6%) e a maior diminuição nas actividades de saúde humana e apoio social (14,5%).

Função Pública regional está a perder empregos

grafico função publicaA administração pública, que foi durante muitos anos o sector que criou mais empregos na Região, apresenta agora uma quebra significativa, que vem desde Março de 2017 e se acentuou no último ano com uma perca de 2,5% no total da administração pública e de forma mais acentuada na saúde com uma descida de 14,5%.

Esta significativa diminuição na oferta de postos de trabalho no sector público tem grafico turismo 1contribuído para que não se verifique uma maior recuperação da taxa de desemprego, nos últimos trimestres.

De acordo com os dados distribuídos pelo SREA, o sector que, nos últimos tempos, mais tem contribuído para a criação de postos de trabalho tem sido o comércio e serviços, com uma variação positiva de 18% relativamente ao primeiro trimestre do ano passado.

O turismo apresenta um ritmo inconstante, porventura em consequência da sazonalidade do sector. 

A construção tem vindo a registar alguns sinais de melhoria, mas porventura pouco sólidos, tendo em conta as preocupações da direcção da AICOPA e a queda da venda de cimento (- 8,7% de Janeiro a Março deste ano).

A agricultura, outro sector em dificuldade, também se repercute nos postos de trabalho, registando, no último ano, uma diminuição de 4,4% no número de funcionários.

A diminuição de funcionários públicos pode estar, também, a contribuir para a desaceleração da inflação, uma vez que a função pública sempre foi o sector com maior poder de compra e é possível que se venha a influenciar, também, no PIB.

 

Texto e gráficos de Rafael Cota

Estão a morrer mais pessoas do que nascem nos Açores

bebeO número de pessoas que nasceram nos Açores nos dois primeiros meses deste ano foi menor do que aquelas que morreram, aumentando o saldo natural nas ilhas.

De acordo com dados divulgados ontem pelo SREA, analisando os dois primeiros meses de 2019 e comparando com igual período de 2018, verificou-se uma diminuição no número de nados vivos (-2,5%), e também uma diminuição no número de óbitos (-0,7%). 

Assim, o saldo natural para estes dois meses de 2019, foi mais negativo (-64), que no mesmo período do ano anterior (-58).

Importa referir que este indicador no ano de 2018 foi de (-42) (2.253 nados vivos e 2.295 óbitos) e em 2017 de (-25) (2.219 nados vivos e 2.244 óbitos).

Nos óbitos de menos de 1 ano, em Janeiro e Fevereiro, não se registaram ocorrências, o mesmo acontecendo em 2018.

No que diz respeito aos casamentos: de Janeiro a Fevereiro de 2019 registaram-se 84 casamentos, enquanto que nos mesmos dois meses de 2018, ocorreram 87 (-3,4%).

Nos divórcios, ainda apenas existem dados relativos a 2017, que comparando com 2016, apresentam uma diminuição anual de 1,9%, situando-se nos 623 divórcios em 2017.

Nas separações entre 2015 e 2016, a variação foi nula, tendo havido 3 ocorrências em cada ano.

 

Nacionais fazem subir dormidas em todos os estabelecimentos hoteleiros em Março

Turistas de cruzeiroTurista estrangeiro está a fugir dos Açores 

Na Região Autónoma dos Açores, no mês de Março, no conjunto dos estabelecimentos hoteleiros, turismo no espaço rural e alojamento local, as dormidas atingiram 161,0 mil dormidas, representando um acréscimo homólogo de 7,2%, revelou ontem o SREA. 

De Janeiro a Março de 2019, no conjunto dos estabelecimentos hoteleiros (hotéis, hotéis-apartamentos, apartamentos turísticos e pousadas), do turismo no espaço rural e do alojamento local da Região Autónoma dos Açores registaram-se 367,0 mil dormidas, valor superior em 11,4% ao registado em igual período de 2018.

De Janeiro a Março, os residentes em Portugal atingiram cerca de 215,0 mil dormidas, correspondendo a um acréscimo homólogo de 18,8%; os residentes no estrangeiro atingiram 152,0 mil dormidas, registando um aumento em termos homólogos de 2,5%.

Neste período registaram-se 126,4 mil hóspedes, apresentando uma taxa de variação positiva de 13,6% relativamente ao mesmo período de 2018.

No país, em Março, as dormidas registaram um decréscimo em termos homólogos de 0,2% e de Janeiro a Março de 2019 apresentaram uma variação homóloga positiva de 0,7%. 

 

Forte queda na Terceira

 

Em termos de variações homólogas acumuladas, de Janeiro a Março, as ilhas da Graciosa, de São Miguel, do Faial, das Flores e do Pico, apresentaram variações homólogas positivas, respectivamente de, 34,2%, 20,8%, 12,7%, 12,0% e 11,1%. As ilhas da Terceira, de Santa Maria e de São Jorge, apresentaram variações homólogas negativas, respectivamente de, 17,3%, 16,3% e 5,8%.

A ilha de S. Miguel com 266,2 mil dormidas concentrou 72,5% do total das dormidas, seguindo-se a Terceira com 56,8 mil dormidas (15,5%), o Faial com 17,8 mil dormidas (4,9%) e o Pico com 9,6 mil dormidas (2,6%).

 

Queda de estrangeiros em Março

 

Na Região Autónoma dos Açores, no mês de março, os estabelecimentos hoteleiros registaram 121,7 mil dormidas, representando um acréscimo homólogo de 1,5%. 

As dormidas dos residentes em Portugal aumentaram 13,2% e as dormidas dos residentes no estrangeiro diminuíram 13,1%.

Os proveitos totais atingiram 5,2 milhões de euros e os proveitos de aposento 3,6 milhões de euros, correspondendo a variações homólogas positivas, respectivamente, de 5,7% e de 5,3%. 

 

EUA e Canadá sobem e Alemanha e Espanha descem

 

De Janeiro a Março, os residentes em Portugal atingiram cerca de 169,7 mil dormidas (62,5% do total) e os residentes no estrangeiro 102,0 mil (37,5% do total).

De Janeiro a Março, o mercado norte-americano (EUA e Canadá) com cerca de 36,7 milhares de dormidas representou 13,5% das dormidas totais e 36,0% das dormidas dos não residentes, apresentando uma variação homóloga acumulada de 15,3%. 

O mercado alemão com cerca de 25,4 milhares concentrou 9,4% do total das dormidas, representou por outro lado, 24,9% das dormidas dos não residentes em Portugal e registou uma variação homóloga acumulada negativa de 8,7%. 

 

Apenas três ilhas a subir

 

Em termos de variações homólogas acumuladas, de Janeiro a Março, as ilhas que apresentaram variações homólogas positivas foram as ilhas da Graciosa, de São Miguel e do Pico, com variações respectivamente de, 37,8%, 10,0% e 4,7%.

As ilhas do Corvo, de Santa Maria, da Terceira, de São Jorge, das Flores e do Faial, apresentaram variações negativas respectivamente de, 34,1%, 22,0%, 22,0%, 16,3%, 8,8% e 2,5%.

A ilha de S. Miguel com 196,2 mil dormidas concentrou 72,2% do total das dormidas, seguindo-se a Terceira com 46,0 mil dormidas (16,9%) e o Faial com 11,3 mil dormidas (4,2%).

 

Taxa de ocupação-cama diminuiu



Em Março, a taxa de ocupação-cama atingiu 37,8%, valor inferior em 1,3 p.p. em relação ao mês homólogo do ano anterior. 

A taxa de ocupação-cama no país atingiu 41,9%.

A taxa de ocupação-quarto no mês de Março atingiu 45,6%.

A estada média foi de 3,03 noites, tendo registado um aumento de 3,4% em relação a Março de 2018. 

No país a estada média foi de 2,56 noites.

 

Proveitos sobem



Os proveitos totais nos estabelecimentos hoteleiros, de Janeiro a Março de 2019, atingiram 11,6 milhões de euros, tendo os proveitos de aposento atingido, no mesmo período, 7,9 milhões de euros. 

Estes valores correspondem a variações homólogas positivas de 5,3% e de 3,6%, respectivamente; para o total do país em igual período, os proveitos totais e os de aposento apresentaram variações homólogas positivas de 4,9% e de 3,2%, respectivamente.

Em Março, os proveitos totais e os proveitos de aposento apresentaram variações homólogas positivas, respectivamente de, 5,7% e 5,3%. Para o total do país, as variações foram respectivamente, de 2,7% e de 0,7%.

As ilhas de São Miguel, Terceira e Faial foram as que maior peso tiveram nos proveitos totais, respectivamente com 75,3%, 13,7% e 4,3%. 

Em Março, o rendimento médio por quarto disponível (Revenue Per Available Room) foi de 23,5 euros, apresentando uma variação homóloga positiva de 0,9%. 

De Janeiro a Março, o RevPAR foi de 20,7 euros, apresentando uma variação homóloga positiva de 12,7%.

No país, o RevPAR de março e em termos acumulados foram respectivamente de 37,4 euros e de 31,4 euros.

Em Março, o rendimento médio por quarto utilizado (Average Daily Rate) foi de 51,7 euros.

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