Turismo cai 1% em Maio e cresce apenas 0,4% em Junho

aeroporto PDLlCom base no modelo econométrico desenvolvido pelo SREA e na informação disponível até à data, nomeadamente a evolução do número de passageiros aéreos desembarcados e o valor dos levantamentos em caixas multibanco, estima-se que o número de dormidas na Hotelaria Tradicional dos Açores durante o mês de Maio terá sido de 178 mil.

Comparando com o valor divulgado para Maio de 2017, esse valor reflecte uma diminuição de 1% em termos homólogos. 

Por sua vez, e com base no mesmo modelo, estima-se que o número de dormidas na Hotelaria Tradicional dos Açores durante o mês de Junho terá sido de 204 mil.

Comparando com o valor divulgado para Junho de 2017, esse valor reflecte um aumento de 0,4% do número de dormidas.

Em Junho de 2018 desembarcaram nos aeroportos dos Açores 164 509 passageiros, um aumento de 1,2% face ao mesmo mês de 2017. 

Os passageiros com origem no estrangeiro foram 23 865, e os com origem noutras regiões do território nacional foram 71 279, implicando uma diminuição homóloga de 10,1% e um aumento homólogo de 0,9%, respectivamente.

Os levantamentos em caixas ATM atingiram em Junho, nos Açores, um montante total de 53 782 mil euros, um aumento homólogo de 2,0%. 

Destes, 49 289 mil euros são de levantamentos nacionais (um aumento homólogo de 1,8%) e 4 493 mil euros dizem respeito a levantamentos internacionais, o que representa um aumento de 3,7%.

Hospitais da região devem a fornecedores mais de 120 milhões de euros

hospital corredorOs três hospitais dos Açores agravaram a sua situação financeira em 26,3 milhões de euros entre Setembro do ano passado e Março deste ano.

Numa análise que o nosso jornal fez às contas dos três hospitais, conforme documentos enviados pelo governo ao parlamento regional, é possível constatar que, daquele valor, 3,2 milhões de euros são de aumento de dívidas a fornecedores.

Com efeito, a situação de dívida para com os fornecedores agravou-se consideravelmente naquele período, não sendo possível saber quais as contas do último trimestre do ano passado, já que foram disponibilizadas, até agora, apenas as contas de janeiro a setembro e o primeiro trimestre deste ano.

O stock de dívida a fornecedores, nos hospitais, já vai nos 121,5 milhões de euros. 

Outro dado curioso é o facto de os três hospitais deverem cerca de 15 milhões de euros ao Estado, desde Setembro de 2017, sendo o Hospital de Pinta Delgada responsável por 13,4 milhões, o de Angra por 1,1 milhões e o da Horta por 0,5 milhões.

Com dívidas ao Estado (presume-se que ao fisco e à Segurança Social) estas instituições já nem poderiam receber verbas de contratos públicos.

As dívidas aos fornecedores têm causado graves problemas de tesouraria a muitas empresas, conforme denúncia das mesmas, que chegaram mesmo a ameaçar com o corte no fornecimento de medicamentos e outros equipamentos aos hospitais.

Só o Hospital de Ponta Delgada tem, até Setembro, uma dívida a fornecedores da ordem dos 72 milhões de euros, tendo arrecadado proveitos de 79 milhões de euros – 91%. Isto é, um atraso médio de pagamento de quase um ano.

Em Março deste ano a Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada denunciou atrasos, alguns superiores a um ano, no pagamento a fornecedores dos hospitais a nível de “produtos farmacêuticos, dispositivos médicos, equipamentos e outros bens de consumo”. 

Para as empresas do sector “não é possível manter esta situação, que está a provocar significativas dificuldades ao seu funcionamento e gestão, colocando-as em risco, tendo designadamente em atenção que estas necessitam de meios financeiros para cumprirem as suas obrigações” para com os seus próprios fornecedores, o Estado, “que é implacável quando os privados se atrasam, e para com os seus trabalhadores”.

 

Hotelaria já admitiu este ano cerca de 200 trabalhadores

cama hotelA hotelaria tradicional já admitiu este ano, entre Janeiro e Maio, cerca de 200 trabalhadores e os custos com pessoal aumentaram, no mesmo período, mais 700 mil euros.

De acordo com os dados fornecidos pelo SREA, a hotelaria tradicional nos Açores possuia em Maio deste ano 2.153 trabalhadores, mais 119 do no mesmo mês do ano passado.

No início do ano, em Janeiro, eram 1.970, vindo sempre a crescer ao longo destes meses, sendo provável que volte a aumentar nos meses de Verão mais intensos, como é Agosto, que no ano passado chegou a atingir os 2.283 trabalhadores.

Em Maio deste ano a hotelaria tradicional registava quase 3 milhões de euros em custos com pessoal (2.897.093 euros), quando em janeiro deste ano eram pouco mais de 2 milhões de euros.

 

500 operadores de turismo vêm a S. Miguel

 

O 44º Congresso da APAVT, que vai realizar-se entre 21 e 25 de Novembro em Ponta Delgada, será dedicado ao tema “Turismo: os desafios do crescimento”.

O tema e a imagem do evento foram apresentados ontem em Lisboa, no Hotel Mundial, pelo Presidente da Associação, Pedro Costa Ferreira, e pela Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo dos Açores, Marta Guerreiro.

O Congresso da APAVT, que se realiza pela quarta vez nos Açores, tem previsto receber 500 participantes, incluindo agentes de viagens, operadores turísticos e outros profissionais do sector do turismo.

Ao apresentar o tema do Congresso, Pedro Costa Ferreira destacou que “Portugal tem tido um percurso absolutamente fantástico nos últimos anos, mas todos sabemos que os ciclos económicos não duram indefinidamente, por isso é que são ciclos”.

Por outro lado, acrescentou o Presidente da Associação, existem “desafios importantes relacionados com a interrupção de algumas operações aéreas relevantes, como é o caso da falência da Monarch, com as dificuldades de operação no aeroporto de Lisboa, com as dificuldades de operação da TAP, com o Brexit, ou mesmo com os problemas de operação turística que enfrentamos na cidade de Lisboa”.

A escolha do tema também está relacionada com a necessidade de um debate sobre os “próximos passos” dos Açores face ao crescimento notável dos últimos anos. 

Esse debate deverá ter em conta “sustentabilidade do crescimento” e “sustentabilidade do próprio destino”, afirmou Pedro Costa Ferreira.

A nível microeconómico, “apesar da visível recuperação das agências de viagens e dos operadores turísticos”, o presidente da APAVT destacou que “há todo um percurso de consolidação por percorrer, com especial ênfase na tecnologia, na formação, e nos standards de serviço”.

Pedro Costa Ferreira salientou que este será o quarto Congresso da Associação nos Açores, depois de 1995, 2006 e 2013.

Em 2013, os Açores foram “Destino Preferido da APAVT”, seguindo-se em 2014, por iniciativa da APAVT, classificação dos Açores como “Destino Preferido da ECTAA”, que é a Confederação Europeia das Agências de Viagens e Operadores Turísticos.

Em 2015, acrescentou Pedro Costa Ferreira, “envolvemos os Açores no congresso da DRV, a nossa congénere alemã, como um dos destinos dos pós tours daquele evento”.

No ano passado, em 2017, foi a congénere britânica, a ABTA, que realizou o seu congresso nos Açores e, depois do Congresso da APAVT este ano, segue-se o da CEAV, congénere espanhola, que terá lugar na Terceira em 2019.

 

Atenuar a sazonalidade

 

A Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo salientou que o 44.º Congresso da APAVT  nos Açores é mais uma aposta na atenuação da sazonalidade” e evidencia que os Açores são “um destino capaz de satisfazer as expectativas dos visitantes em qualquer altura do ano, com propostas adequadas e assertivas”.

“A realização deste evento nos Açores constituirá, assim, um momento muito importante de promoção, atendendo ao perfil da grande maioria dos participantes, concretamente, agentes de viagem que promovem e comercializam potenciais destinos”, afirmou Marta Guerreiro, em Lisboa, na apresentação do congresso.

A titular da pasta do Turismo frisou que o mercado nacional “representou, em 2017, 41% do total de dormidas na Região, tendo registado um crescimento de 19%”, acrescentando que “foi praticamente atingida a cifra de um milhão de dormidas de turistas nacionais”.

“É, de longe, o maior mercado turístico nos Açores”, assegurou Marta Guerreiro, adiantando que, se for considerada apenas a hotelaria tradicional, “o peso do mercado português, em 2017, é ainda superior (51%), o que ilustra bem a importância que os canais de venda de tour operação e agências de viagem portuguesas têm no sucesso turístico do destino”.

A Secretária Regional salientou ainda que a escolha dos Açores como palco deste “importante e reconhecido congresso”, demonstra que o arquipélago é, cada vez mais, considerado “como um local privilegiado para o chamado Turismo de Eventos, no qual nos interessa, e muito, investir”.

“Não temos dúvidas da capacidade dos agentes locais na organização de eventos ‘Meeting Industry’ e, de facto, este será mais um momento para o provarmos”, frisou Marta Guerreiro, mencionando ainda a “capacidade evolutiva do Destino, tendo em conta que o último Congresso da APAVT realizado nos Açores teve lugar há cinco anos e, desde então, o sector assume uma identidade turística cada vez mais fortalecida”.

 

Só de Setembro a Março deste ano SATA agravou o seu passivo em mais de 100 milhões de euros

sata 321 neoSó de Setembro do ano passado a Março deste ano a SATA agravou o seu passivo em 106 milhões de euros.

De acordo com uma análise às contas trimestrais da SATA, enviadas pelo governo ao parlamento esta semana, percebe-se que a SATA Air Açores agravou o seu passivo de 59,9 milhões de euros em Setembro do ano passado para 120 milhões em Março deste ano, quase o dobro.

Por sua vez, na SATA Internacional a evolução do passivo foi de 96,7 milhões de euros em Setembro passado para 150,6 milhões de euros em Março deste ano.

A comparação com setembro tem a ver com o facto de apenas se conhecerem até setembro as contas do ano passado.

O governo enviou ao parlamento apenas os relatórios de Janeiro a Setembro, faltando o último trimestre.

Outro dado que ressalta à vista nas contas do primeiro trimestre deste ano é a evolução da dívida a fornecedores na SATA Air Açores, que passou de 15,8 milhões de euros para 19, 3 milhões de euros.

Outro dado importante na SATA Air Açores é a rubrica “Outras contas a receber”, que se presume seja do governo, que sobe de 40,4 milhões de euros para 75,2 milhões de euros, provavelmente pagamentos em atraso.

Na SATA Internacional a subida, na mesma rubrica, é de 21,3 milhões de euros para 43,7 milhões, mais do dobro, não se percebendo o porquê destes valores, que normalmente vêm explicados no relatório de gestão, mas que não foram revelados pelo governo.

Outro dado surpreendentemente elevado são os FSE (Fornecimento de Serviços Externos), que incluem os alugueres de aviões, que custaram 25,5 milhões de euros, para uma facturação de apenas 20,6 milhões de euros.

Os custos com pessoal foram mais 7,9 milhões de euros.

Analisando as contas até Março, já é certo que os resultados são negativos em ambas as empresas: menos 708 mil euros na regional e menos 14,5 milhões na Internacional.

 

Novos aviões da SATA atrasados

 

A Airbus admitiu que não irá conseguir cumprir os prazos de entrega dos novos aviões encomendados pela SATA Azores Airlines, avançou ao Dinheiro Vivo o director comercial da transportadora açoriana, Gavin Eccles. 

A fabricante pediu até 2021 para concluir o pedido. Até lá, a SATA aceitou usar modelos provisórios. 

A companhia aérea tem encomendados quatro A321neoLR (long range) e três A320neo, mas “os modelos LR ainda nem estão no mercado. Só daqui a dois anos”, explicou Gavin Eccles ao Dinheiro Vivo, acrescentando que a entrega deverá estar concluída em 2021. 

Entretanto, a Airbus disponibilizou, em Abril e Maio deste ano, dois novos A321neo à companhia aérea. 

A SATA optou por aeronaves com uma configuração de duas classes. 

No total, têm capacidade para transportar 186 passageiros, dos quais 16 viajam em classe executiva e 170 em económica. 

Ao que indica o director comercial da SATA, a principal diferença destes aviões está no facto de o consumo de combustível ser mais reduzido. 

Comparativamente aos aviões antigos (A321), Gavin Eccles diz estar já a assistir a uma poupança de 50% por voo. 

 

SATA relança programa Stopover 

 

Este ano, a SATA prepara-se também para relançar o programa Stopover nas viagens entre os Estados Unidos da América e Portugal. 

“É uma oportunidade para os norte-americanos conhecerem os Açores a caminho de Portugal pelo preço de um único bilhete”, reconhece o director comercial da companhia nas declarações àquele jornal digital.

O programa foi originalmente lançado há cinco anos, mas esteve na sombra. 

O que é que falhou da primeira vez? “A comunicação”, reconhece Gavin Eccles . 

O website oficial do Stopover da Azores Airlines estará concluído daqui a “umas semanas”, revelou. 

Para a operação de Verão, a estratégia da companhia passa pela “consolidação da frequência de voos em destinos para onde já voávamos”, explica o responsável, referindo-se a Boston, Providence e Oakland, nos EUA, e a Toronto e Montreal, no Canadá. 

A SATA abriu ainda uma operação sazonal para Londres. 

Estão disponíveis voos semanais directos, aos Sábados, do Aeroporto João Paulo II, em Ponta Delgada, para a capital do Reino Unido.

 

Maioria dos turistas queixa-se da restauração e transportes

turista sete cidadesO turista que visitou os Açores durante o ano passado está, em termos globais, satisfeito com a oferta do destino, segundo um inquérito elaborado pelo Observatório do Turismo dos Açores.

Os turistas queixam-se de níveis mais baixos de satisfação em relação aos transportes e mobilidade e à restauração, valoriza a paisagem/natureza, a qualidade ambiental, a limpeza, o factor “novidade”, a segurança e a qualidade da água do mar como sendo os principais atributos do destino.

Valoriza ainda as actividades de animação turística como o contemplar a natureza, visita a jardins, passeios de jipe e actividades desportivas.

O Observatório de Turismo dos Açores realizou 1.144 inquéritos válidos.

Os resultados indicam que 51,3% dos turistas vieram com alojamento e pequeno-almoço e 30,8% só alojamento.

Como descobriram os Açores enquanto destino turístico?

36,5% dizem que foi por recomendação de famílias e amigos, 35,6% pela Internet, 5,6% por experiência anterior de visita e 11,9% através de brochuras, guias de viagens e outro material promocional e anúncios nos media.

Dos inquiridos, 83,9% visitaram os Açores pela primeira vez, 9% vieram pela segunda vez, 2,4% três vezes e 4,6% quatro ou mais vezes.

Uma das questões que muita gente se interroga relativamente ao destino Açores é se será barato ou caro.

A questão foi lançada aos turistas e 29,7% consideram Muito barato ou barato, 56,3% consideram preço justo e 14% Caro/muito caro.

Os turistas que consideram o destino Muito caro/caro são, na sua maioria (30%) nacionais.

Os estrangeiros consideram justo ou barato.

63,6% dos turistas tencionam voltar e 36,4% dizem que não.

Interrogados sobre os aspectos a melhorar nos Açores, em termos turísticos, respondem maioritariamente que devemos preocupar-nos com maior preservação ambiental, melhorar os horários dos transportes públicos e melhorar a divulgação de eventos socio-culturais.

Quanto ao grau de satisfação com o destino Açores, numa escala de 1 a 5, sendo que 1 é Muito Insatisfeito e 5 Muito Satisfeito, os turistas atribuem 4,7 à Experiência Global, sendo que os estrangeiros valorizam mais do que os nacionais, 4,4 para o Alojamento, 4,4 para as Actividades de Animação, 4,1 para Informação e Sinalização Turística, 3,9 para a Restauração e 3,5 para os Transportes e Mobilidade.

Quanto ao grau de satisfação com os atributos do destino, o valor mais baixo atribuído pelos turistas (4,0) é o clima e o maior (4,6) são os cuidados com os animais domésticos.

O conhecimento de línguas regista 4,2 e a disponibilidade de caixas multibanco 4,5.

Nas actividades de animação turística, o maior valor (4,8) vai para a contemplação da natureza, 4,7 para visitas a jardins, 4,7 para passeios de jipe, 4,7 para outras actividades desportivas, 4,6 para turismo de saúde e bem-estar, 4,5 para observação de aves, 4,4 para excursões, 4,5 para observação de cetáceos e 4,5 para passeios a cavalo.

Quanto a sugestões apontadas pelos inquiridos, em primeiro lugar vem a promoção do ecoturismo, depois melhorar a rede de transportes públicos (horários, áreas cobertas, etc) e, finalmente, promover uma cultura favorável ou pró-turismo por parte da população local. 

 

Soltrópico anuncia quatro ofertas para os Açores

 

O operador turístico Soltrópico divulgou para o mercado quatro ofertas para visitar os Açores, designadamente as ilhas de São Miguel, Terceira, Pico e Faial.

Uma das propostas é para quatro noites em São Miguel, desde 576 euros por pessoa em quarto duplo, com voos, taxas, transferes, seguro de viagem, alojamento e excursões.

O programa inclui visitas ao Parque Terra Nostra, à Lagoa das Furnas e ao Monumento Natural e Regional da Caldeira Velha.

Para combinar São Miguel e Terceira, a Soltrópico tem duas propostas, ambas com excursões, sendo uma com quatro noites de alojamento, desde 749 euros, e outra com cinco noites de alojamento, desde 822 euros.

Os pacotes incluem entradas no Algar do Carvão, Parque Terra Nostra, Lagoa das Furnas e no Monumento Natural e Regional da Caldeira Velha.

A opção mais completa é o “Circuito Mágico”, desde 1.164 euros, com sete noites de alojamento, refeições, voos e visitas a São Miguel, Terceira, Pico e Faial.

O circuito inclui entradas no Algar do Carvão, Museu dos Baleeiros, Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, Monumento Natural e Regional da Caldeira Velha, Lagoa das Furnas e no Parque Terra Nostra.