Governo da República não avançou com a Base das Lajes

base das lajes aquiferosA NATO vai criar dois novos comandos, no âmbito de uma reestruturação desta organização, sendo que um é virado para o controlo das rotas marítimas no Atlântico e outro de cariz logístico no continente europeu.

Segundo revela o semanário “Expresso”, que cita especialistas nesta área, a Base das Lajes seria a proposta “perfeita” para o novo comando das NATO sobre as rotas do Atlântico, mas o governo português não avançou com nenhuma proposta.

As Lajes, segundo os especialistas ouvidos pelo semanário, consolidariam a importância da localização estratégica de Portugal e permitiria destacar a “sensibilidade atlântica” de Portugal, além de que sublinharia o laço transatlântico.

Outros Estados com interesse no Atlântico, como Espanha e os EUA, mostraram-se disponíveis para acolher o novo comando.

 

Socialista Miranda Calha a favor das Lajes

 

O deputado socialista Miranda Calha, que é Vice-Presidente da Comissão de Defesa da Assembleia da República, considera que a proposta das Lajes poderia ser a solução do problema da Base, afirmando ao “Expresso”: “Com a abertura a breve trecho da travessia do Polo, que abre possibilidades para novas rotas marítimas  e a abertura do novo canal do Panamá, haverá ainda mais trânsito, colocando um problema de segurança na área do Atlântico”.

Miranda Calha considera ainda que “Portugal teria toda a vantagem em valorizar a posição estratégica no Atlântcio e seria uma mais-valia para a discussão das questões de segurança internacional, especialmente numa altura em que estamos a participar na Cooperação Estruturada Permanente (CEP), em que o país representará a sensibilidade atlântica”.

 

Vigiar os submarinos russos

 

O semanário avança que na base da remodelação da NATO está a nova posição da expansão militar russa, terrestre e marítima, e que se reflecte num aumento substancial do uso de submarinos na área atlântica.

“A nova doutrina militar russa exige que Moscovo tenha a capacidade de limitar o acesso ao Mar de Barents e ao Báltico”, afirma ao referido semanário o investigador açoriano Miguel Monjardino, reforçando a importância da componente marítima na opção russa.

 

Com receio da “geringonça”

 

O jornal diz que, apesar de tudo isso, o governo de António Costa não avançou com as Lajes e optou por outra solução.

Em causa, eventualmente, - diz o “Expresso” - está o delicado equilíbrio político entre o governo e os seus parceiros, PCP e BE, sobre o qual divergem frontalmente.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros nega tal hipótese e o jornal avança com uma informação do Ministério da Defesa, segundo a qual o governo terá preferido apostar num possível reforço das competências do comando naval ‘Strikfornato’, localizado em Oeiras, em especial no que diz respeito à garantia da segurança das linhas de comunicação no Atlântico.

“Espero que esta adaptação e negociação nacional à nova NATO seja mais bem preparada ao nível político e burocrático do que foi a defesa europeia”, critica o açoriano Miguel Monjardino, referindo-se ao processo que conduziu à adesão tardia de Portugal à CEP.

“Que padres são estes? E falam tanto no apoio aos pobres...”

Padre WeberMonsenhor Weber sobre a “acção de despejo” dos autistas

 

A Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo de S. Miguel e Santa Maria já recebeu o aviso da Irmandade S. Pedro Ad Vincula para abandonarem as instalações onde se encontra, em Ponta Delgada, até ao dia 31 de Março, disse ao nosso jornal monsenhor Weber Pereira.

Aquela associação ocupa um edifício, pagando renda, que foi doado por monsenhor Weber Pereira à referida Irmandade, mas com a finalidade de se destinar a retiro dos padres idosos de S. Miguel. 

Em causa, naquela Associação, estão vinte utentes entre os 8 e os 26 anos.

Monsenhor Weber nunca concordou que a Irmandade recebesse renda pelo aluguer do espaço e pretendia que o edifício fosse doado à Associação de Autismo, já que não era utilizado para o fim a que se destinava.

A Irmandade não concordou e o caso foi a tribunal, dando razão a Monsenhor Weber, de que o edifício destinava-se apenas aos padres.

 

“A Irmandade não precisa da casa”

 

A Irmandade, alegando que está a cumprir a decisão judicial, manda agora a “acção de despejo” aos autistas de S. Miguel e Santa Maria, o que está a revoltar Monsenhor Weber Pereira.

“A única atitude nobre por parte da Irmandade, para dignificar todos os padres da nossa Diocese, como diz o Evangelho e o Papa Francisco, era fazer uma doação aos autistas, uma vez que não precisam da casa”, disse ontem ao “Diário dos Açores” Monsenhor Weber.

E interroga a seguir: “O que vão fazer com aquela casa? Espero que não a fechem para os ratos...”.

Os padres idosos que necessitam de retiro para os seus últimos dias estão noutra casa doada pelo Dr. Furtado Lima, junto à Clínica Bom Jesus, em Ponta Delgada, pelo que, segundo Monsenhor Weber, “ninguém percebe esta teimosia para ficarem com aquela casa e prejudicarem a Associação dos Autistas. A Irmandade não tem necessidade, porque tem dinheiro e património; esta atitude parece demonstrar que se eu não tivesse esta triste ideia de doar a casa, eles já tinham entrado em insolvência!”.

 

“Atitude degradante” da Irmandade

 

Confrontado com o facto da Irmandade estar a cumprir uma decisão do tribunal, Monsenhor Weber responde indignado: “É verdade, mas eu já disse que estou na disposição de libertar a Irmandade da cláusula modal, que diz que a casa se destina a sacerdotes. Posso libertar-lhes disso e eles que entreguem o edifício aos autistas”.

Monsenhor Weber classifica a posição da Irmandade de “vergonhosa” e avança: “Se a Associação não tiver outro lugar para onde ir, penso que não haverá coragem para pôr aquelas pessoas na rua. Isto é de uma insensibilidade total para com os problemas sociais. Falam tanto no apoio aos pobres e então como se classifica esta atitude degradante para uma Associação desta natureza?”.

 

“Que padres são estes?”

 

Monsenhor Weber acredita que este assunto não acabe deste modo e prevê que, se for avante, “os despojos desta vitória de Pirro não pagarão os prejuízos que irão causar na mente dos cristãos desta terra. Que padres são estes?”.

A Irmandade S. Pedro Ad Vincula tem 411 anos de existência nos Açores, a mais antiga a seguir às Misericórdias, com sede na Terceira. 

A Irmandade de São Pedro Ad Víncula, criada em 1604, com o intuito de proteger o clero pobre e mais vulnerável, é proprietária da Casa Sacerdotal, em Angra do Heroísmo e, numa parceria com a Diocese e a Fundação Pia Diocesana do Bom Jesus, gere o Lar Betânia, em Ponta Delgada.

A Irmandade dispõe, ainda, do referido edifício em Ponta Delgada, doado por Monsenhor Weber Machado Pereira, que se encontra arrendado e o proveito da renda reverte a favor do Lar Betânia. 

A actividade da Irmandade de São Pedro Ad Víncula circunscreve-se às ilhas Terceira e São Miguel, mas abrange todo o clero diocesano, espalhado por todas as ilhas, sem qualquer “condicionalismo”.

 

Associação de Autistas desde 2003

 

Por sua vez, a Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo de São Miguel e Santa Maria é uma instituição particular de solidariedade social, com sede em Ponta Delgada, fundada em 17 de Maio de 2003, por um grupo de pais com filhos com perturbações do desenvolvimento.

A necessidade da criação desta instituição ficou a dever-se à especificidade das problemáticas enquadradas no espectro autista e nas perturbações do desenvolvimento que é diversa das demais deficiências. 

A Associação tem como missão promover a qualidade de vida e a integração social das pessoas com perturbações do desenvolvimento e do espectro autista através da promoção de medidas adequadas quer nas áreas da formação e da educação quer no apoio a prestar aos pais.

O Diário dos Açores sabe que este assunto já foi apresentado ao Governo Regional, no intuito de se chegar a uma solução sem que os autistas sejam prejudicados.

Santander “lava as mãos” do caso dos seguros de vida e empurra para a Açoreana

santander tottaSobre o caso dos clientes do Santander apanhados de surpresa com o fim dos seus seguros de vida nos créditos à habitação que possuem naquele banco, nos contratos relativos à Açoreana, o Santander enviou ontem ao nosso jornal o seguinte esclarecimento:

“Relativamente à denúncia dos contratos de seguros da Açoreana associados a crédito à habitação, o Banco Santander Totta esclarece ser alheio a esta situação e não interferir na gestão de processos de outras empresas. 

O Banco foi informado pela seguradora Açoreana a 5 de Dezembro sobre a referida denúncia. Perante esta situação, o Banco Santander Totta informou os seus clientes desta situação de forma célere, apresentando desde logo uma proposta competitiva em termos de preço para a realização de um novo seguro de vida associado ao referido crédito à habitação. 

Os clientes podem realizar o seguro de vida, obrigatório para quem tem um crédito à habitação, junto do Santander Totta, tendo, todavia, liberdade de optarem por outras soluções.”

Muitos clientes que têm contacto com o “Diário dos Açores” têm uma versão diferente, colocando as culpas na Açoreana mas também no banco, que não informou a tempo, ao contrário do que afirma o Santander, havendo mesmo clientes que nem tão pouco foram informados, até hoje.

As queixas já seguiram para o regulador de Seguros e muitos outros queixosos estão a constituir advogado para interpor processo judicial, com o argumento de que há ilegalidades neste processo.

O Santander está a informar os clientes para fazerem os seguros na Tranquilidade, mas esta companhia procedeu ao agravamento das apólices a muitos clientes, sobretudo os de mais idade, e até recusou outros que, entretanto, contraíram doenças do foro oncológico ou cardíaco.

Jaime Cabral, um dos lesados, declarou ontem à Antena 1 que informou o Presidente do Governo dos Açores desta situação e está a constituir um grupo de lesados para entregar o caso a um advogado de Lisboa.

Outras fontes disseram ao nosso jornal que já mudaram de seguradora, com melhores vantagens, e agora estão a negociar com outros bancos para transferirem o seu crédito à habitação e a respectiva conta do Santander.

“Um conselho que damos a todos é que, primeiro do que tudo tentem arranjar outra seguradora e, depois do seguro resolvido, façam negociações com a banca local, nomeadamente o Novo Banco dos Açores ou a Caixa Económica da Misericórdia para que, se derem as mesmas condições, transfiram a sua conta do Santander para esses bancos”, afirmam ao nosso jornal três lesados.

Luís Matos, outro lesado, declarou ao nosso colega “Correio dos Açores” que, no seu caso, o agravamento para nova apólice é de 20%, classificando todo este processo de “revoltante” como foi tratado.

Mais de 1 milhão e meio de passageiros desembarcaram em 2017 nos Açores

Aeroporto PDLEm 2017, mais de milhão e meio de passageiros desembarcaram nos aeroportos dos Açores, um aumento de 18,5% face a 2016. 

No último mês do ano de 2017 desembarcaram 93.890 passageiros, um acréscimo homólogo de 10,5%.

Os números finais de 2017 foram revelados ontem pelo SREA.

Com efeito, no mês de Dezembro de 2017 desembarcaram nos aeroportos dos Açores 93.890 passageiros, um aumento de 10,5% face ao mesmo mês de 2016. Os passageiros desembarcados com origem no estrangeiro foram 8.334, originando um crescimento homólogo de 27,3%, e os com origem noutras regiões do território nacional atingiram 48.805, apresentando uma variação homóloga positiva de 9,4%.

 

Aumento de 18,5%

 

No total de 2017 o número de passageiros desembarcados foi superior a 1,5 milhão (+18,5%) e, pela primeira vez, os desembarcados em voos territoriais ultrapassaram os dos voos inter-ilhas.

No quarto trimestre de 2017 verificou-se um acréscimo homólogo de 13,1% no desembarque de passageiros e no segundo semestre, uma variação homóloga positiva de 18,0%. 

S. Miguel com mais passageiros

 

A ilha com maior número de passageiros desembarcados no mês de Dezembro foi a de São Miguel com 55.020, seguida da Terceira com 22.446 e Faial com 5.331. 

No entanto, a ilha que apresentou maior crescimento homólogo foi a Graciosa com 15,8%, seguindo-se Flores com 14,0%, Faial com 12,0%, São Jorge com 11,8%, São Miguel com 11,0% e Terceira com 9,9%. Em sentido inverso, a ilha do Corvo registou um decréscimo homólogo de 2,1%.

Em termos trimestrais, a ilha que apresentou maior variação homóloga positiva no quarto trimestre foi a Terceira com 15,6%, seguida das Flores (14,7%) e de São Miguel (14,4%).

Quanto à variação homóloga do segundo semestre de 2017, a ilha onde se registou maior variação positiva foi a de São Miguel com 22,6%, seguida do Corvo (21,0%) e da Terceira com 17,7%.

 

51 milhões de passageiros em todos os aeroportos portugueses

 

Os aeroportos portugueses geridos pela ANA somaram 51,8 milhões de passageiros, com um aumento em 16,5% ou 7,3 milhões em relação a 2016, para o qual o maior contributo foi do Aeroporto de Lisboa, que teve um aumento em 18,8% ou 4,2 milhões, para 26,66 milhões.

A informação a que o PressTUR teve acesso refere-se aos aeroportos de Lisboa, Porto, Faro, Madeira, Porto Santo, Ponta Delgada, Horta, Santa Maria e Flores, mas não o Aeroporto da Terceira.

De acordo com essa informação, Lisboa concentrou, assim, 51,5% do total de passageiros que viajaram em voos de/para Portugal em 2017 e o seu aumento em relação a 2016 equivaleu a 57,5% do aumento total dos aeroportos portugueses.

A segunda maior contribuição veio do segundo maior aeroporto, o Francisco Sá Carneiro, do Porto, que teve um aumento em 15% ou 1,4 milhões, para 10,787 milhões, alcançando uma quota de 15% do total de passageiros dos aeroportos portugueses em 2017 e tendo contribuído com 19,2% para o crescimento no ano.

Seguiu-se o Aeroporto de Faro, com +14,4% ou mais quase 1,1 milhões de passageiros, somando um 8,727 milhões, o que lhe dá uma quota de 16,8% do total do ano, com um contribuição de 15% para o crescimento.

Os aeroportos do continente somaram, assim 46,177 milhões de passageiros em 2017, com um aumento médio em 17% ou 6,7 milhões, e concentram 89,1% do total de passageiros dos aeroportos portugueses em 2017, tendo contribuído com 91,7% do crescimento no ano.

Os aeroportos da Madeira foram os que tiveram o crescimento mais fraco em 2017, ainda assim em 8% ou cerca de 251 mil passageiros, para 3,377 milhões.

Esse total compreende 3,2 milhões no Aeroporto da Madeira (+7,8% ou mais cerca de 230 mil que em 2016), que concentrou assim 6,2% do total de 2007, e 175,3 mil no Aeroporto de Porto Santo (+12,3% ou mais cerca de 19 mil), cuja quota foi de 0,3%.

Os aeroportos dos Açores, por sua vez, tiveram um aumento em 18,7% ou cerca de 355 mil, para 2,245 milhões, que equivale a 4,3% do total nacional, tendo contribuído com 4,8% do aumento total.

O Aeroporto João Paulo II, de Ponta Delgada, liderou, com 1,849 milhões de passageiros, seguido pela Horta, com 238,5 mil, Santa Maria, com 93,1 mil, e Flores, com quase 64 mil.

Relativamente a 2016, Ponta Delgada teve um aumento em 22,1% ou 334,8 mil, a Horta teve +7,7% ou mais 17 mil, Santa Maria teve -0,1% ou menos seis mil e o aeroporto das Flores teve ’15,8% ou mais 8,7 mil.

“A proposta do PSD é um perfeito disparate”

 

Mario Fortuna - novaMário Fortuna, Presidente da Câmara do Comércio, sobre os voos da Delta

 

O PSD/Açores defendeu que os voos a operar a partir de Maio pela Delta Airlines, que ligarão Nova Iorque a Ponta Delgada, deveriam ser repartidos entre São Miguel e a ilha Terceira. A Câmara do Comércio de Ponta Delgada está de acordo?

Mário Fortuna - A proposta do PSD é um perfeito disparate. Somos pequenos e insignificantes no contexto global e a primeira coisa que fazemos quando uma companhia como a DELTA nos aborda com a sua estratégia é dizer que devia ser diferente porque temos cá uns interesses internos que podiam ser melhor servidos se se dignassem voar para dois aeroportos, como se voar para um não fosse bom e voar para dois não acarretasse custos. 

Melhor seria que as forças políticas regionais se centrassem em orientar as políticas públicas que estão mais directamente sob a sua influência, como é o caso dos transportes inter-ilhas, feitos segundo um modelo público por elas aprovado e a ser executado por uma empresa pública, sob a sua tutela.

Era bom que se concentrassem naquilo que está directamente dependente das suas competências e não interferissem com o que depende do mercado. 

A DELTA guia-se pelo mercado - acreditem - e aje em conformidade.

 Não compliquem. É importante que não se estrague esta oportunidade que nos chega sem quaisquer exigências do orçamento público, guiada apenas pelo seu interesse comercial, que é do nosso interesse económico e social.

 

O PSD diz que há uma “contínua ausência de benefícios directos das medidas com origem nos EUA e que estão a ser impulsionadas também no âmbito da anunciada revitalização económica da Terceira”, nomeadamente estes voos da Delta que terão sido negociados no âmbito da revitalização das Lajes. Faz sentido?

Não faz nenhum sentido pensar assim! 

Não confundamos a diplomacia económica, que nós defendemos para a totalidade dos Açores, ainda com o anterior embaixador, com medidas específicas propostas para a Terceira, conforme previstas no PREIT ou conforme discutidas nas reuniões bilaterais. 

Iniciativas como a da DELTA, para já, dependem da própria DELTA e não de forças políticas e, ou são norteadas por parâmetros económicos, ou pura e simplesmente não vão perdurar, com prejuízo para os Açores. 

Deixemos cada coisa no seu lugar. 

Não podemos é imaginar que por haver um processo negocial em curso como o da Base das Lajes, todo o resto tenha de desaparecer ou parar. 

Com os Estados Unidos tem de haver diplomacia económica que interessa para além do importante assunto específico da Base das Lajes.

 

O que prevê em termos turísticos para este 2018?

O turismo para 2018 tem todas as condições para registar mais um ano de recordes quer em termos de viagens, de turistas, de dormidas e de proveitos. 

Os indicadores advêm da conjuntura nacional e internacional positiva, já perspectivada, e dos anúncios de novas ligações feitos por várias companhias aéreas. 

Saibamos nós aproveitar a energia boa desta onda e não nos enrolarmos na sua quebra ou recuarmos da sua força.

 

Este vai ser o ano da reestruturação da SATA?

Esperemos que sim. A empresa precisa e o accionista já anunciou a sua vontade de o viabilizar, manifestando, inclusivamente, o seu interesse na admissão de um novo sócio estratégico privado, única via para uma reestruturação não dependente de aumento de capital público, sob a tutela de Bruxelas ou de uma falência ruinosa para o erário público. Isto para a Azores Airline. 

Já para a SATA Air Azores, o desafio é igualmente grande pelas suas ligações à internacional e pelas suas responsabilidades na acomodação da procura do tráfego inter-ilhas. 

Não se pode descurar esta função crucial que está, inclusivamente, associada à necessidade de alteração do modelo de exploração vigente que já dá  sinais, mais do que suficientes, de estar obsoleto.

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